Pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2025, de 28 de fevereiro, é aprovada a Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035 (EUDCJ 2025-2035).
"(...) o Governo pretende reconhecer e valorizar os serviços e os profissionais que acompanham diretamente as crianças e os jovens nos seus contextos de vida, investindo na prevenção e na dimensão protetiva das respostas.
Pretende, igualmente, incentivar uma abordagem centrada na criança com o objetivo primordial de garantir que todas as crianças e jovens têm acesso a serviços de qualidade em matéria de saúde, educação, formação, ação social, segurança e habitação.
O Governo tem ainda como objetivo assegurar que as crianças e jovens privados de cuidados parentais vejam garantido o direito a crescer num ambiente familiar que responda às suas necessidades e expectativas. Transversalmente, a promoção da cidadania ativa e da participação, a inclusão, a segurança digital e a cultura da não violência, assumem-se como dimensões estruturantes a ser incorporadas nas políticas de proteção da infância." (cf. preâmbulo).
A EUDCJ 2025-2035 organiza-se em torno das seguintes áreas estratégicas:
a) Desenvolvimento integral e bem-estar de todas as crianças e jovens;b) Direito a crescer em ambiente familiar;c) Cidadania ativa das crianças e dos jovens como investimento para uma sociedade democrática;d) Política de tolerância zero à pobreza e exclusão social das crianças e jovens;e) Sociedade inclusiva para todas as crianças e jovens;f) Cultura de não violência;g) Segurança na Era digital;h) Conhecimento científico e formação.
No âmbito da área estratégica "5 - Sociedade inclusiva para todas as crianças e jovens", inscrevem-se as seguintes linhas de ação:
- Desenvolver programas específicos de acordo com as condições de vulnerabilidade de grupos de crianças e jovens
- Promover políticas de acessibilidade universal
- Reforçar programas de promoção/educação da língua portuguesa
- Reforçar o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI)
- Prosseguir o combate à falta de qualificações em Portugal
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