Mostrar mensagens com a etiqueta Terapias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terapias. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de março de 2021

Dia Europeu da Terapia da Fala

O Dia Europeu da Terapia da Fala celebra-se a 6 de março e tem como objetivo alertar para a existência e para a importância do tratamento de perturbações a nível da comunicação e da deglutição.

A data foi criada pelo Comité Permanente de Ligação dos Terapeutas da Fala e Logopedistas da União Europeia (CPLOL), em 2004, com o objetivo de chamar a atenção para a profissão em toda a Europa, sensibilizando os cidadãos para as perturbações da comunicação, o seu efeito sobre a saúde humana, os direitos dos pacientes com perturbações da comunicação e a forma de os ajudar.

Este ano, o Comité decidiu destacar a Disfagia como tema a aprofundar. A Disfagia está frequentemente associada a AVC, Esclerose Múltipla, TCE, Parkinson, Tumores, Doença de Machado-Joseph e ao envelhecimento.

A Disfagia – alteração do processo de deglutição que se traduz numa dificuldade em engolir alimentos sólidos e/ou líquidos – pode ser considerada, a consequência mais grave da doença, podendo levar a desidratação, malnutrição, perda de peso e infeções graves do foro respiratório, como a pneumonia. A disfagia diminui a qualidade de vida do próprio, da sua família e tem um impacto negativo nas relações sociais.

Atualmente, ainda não há medicação adequada para o tratamento desta doença. No entanto, o Terapeuta da Fala pode ajudar a minimizar as dificuldades apresentadas, aumentando a qualidade de vida do paciente e minimizando as suas dificuldades.

Não menospreze os sintomas, uma identificação precoce reduz a possibilidade de complicações clínicas. Os sinais mais comuns são:
• Engasgos e tosse frequentes durante a alimentação;
• Sensação de corpo estranho na garganta após a alimentação;
• Alterações na qualidade vocal após as refeições;
• Perda de saliva ou comida pelos cantos da boca;
• Alteração da sensibilidade da língua, bochechas e lábios;
• Demora mais tempo a engolir e é necessário um esforço maior;
• Escape de alimento e/ou água pelo nariz;
• Infeções respiratórias frequentes;
• Dificuldade na mastigação dos alimentos.

Faça já a autoavaliação da sua deglutição!


Fonte: INR

quinta-feira, 5 de março de 2015

Dia Europeu da Terapia da Fala

Sessão Comemorativa incide sobre as perturbações adquiridas da comunicação de origem neurológica.

No dia 06 de março, Departamento de Ciências da Comunicação e Linguagem da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS/IPS), assinala o Dia Europeu da Terapia da Fala com uma palestra dedicada ao tema “Perturbações adquiridas da comunicação de origem neurológica”.

O evento, que inicia pelas 14h00 no auditório C1.13 do edifício da ESCE/IPS e ESS/IPS, conta com as intervenções dos Terapeutas da Fala José Fonseca e Inês Rodrigues, subordinadas ao tema “Trombólise e Afasia” e “Neuromodelação em casos de Afasia”, respetivamente. Destinada a terapeutas da fala, estudantes das áreas da saúde e educação, bem como a todos os interessados nestas temáticas, a palestra visa difundir a profissão de terapeuta da fala e aumentar a consciencialização da sociedade para estes temas tão presentes na realidade portuguesa.

O Dia Europeu da Terapia da Fala foi instituído em 2004, pela CPLOL (Comité Permanent de Liaison des Orthophonistes / Logopedes de l´Union Européenne) e desde então tem transmitido a mensagem de que a partilha de conhecimento e experiências a nível europeu é uma mais-valia na prevenção das perturbações da comunicação. Neste contexto a ESS/IPS tem vindo a assinalar este dia com a realização de várias atividades como colóquios, ações de sensibilização e divulgação da Terapia da Fala junto do público em geral e rastreios de perturbações da linguagem e da voz na cidade de Setúbal.
 
Fonte: Rostos por indicação de Livresco

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Escola Inclusiva - O contributo da Terapia Ocupacional

Falar da inclusão de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) é, atualmente e de acordo com a Lei nº 3/2008, o mesmo que falar sobre a inclusão educativa de alunos com deficiência.
O processo de inclusão de uma criança com necessidades educativas especiais, decorrentes de uma deficiência, pode ter maiores probabilidades de sucesso se cumprir com alguns requisitos, em termos de trajetória e condições.
São disso exemplo:
• A aceitação e atitude positiva e proativa, dos próprios pais e família mais próxima, perante a deficiência e a pessoa que está para além da deficiência;
• As oportunidades da criança em desenvolver o seu potencial;
• A representação que vai construindo sobre si, enquanto sujeito capaz e competente para as ocupações a que se propõe. Como qualquer outro cidadão tem direitos e deveres, desenvolve interesses e aspirações. Para as atingir há que enfrentar e ultrapassar as dificuldades inerentes às suas limitações e às restrições impostas pelo meio.
O ambiente físico e humano que rodeia a criança pode constituir uma barreira ou, desejavelmente, um facilitador do progresso e desenvolvimento. É através das oportunidades de participação, ora mais passiva ora mais ativa, que todo o processo evolui.
O papel ou a área específica em que o terapeuta ocupacional intervém neste processo é, em parte, determinado pelo âmbito do seu enquadramento institucional (educação, saúde, …). Não obstante, o papel mais importante que é muitas vezes exercido pelo terapeuta ocupacional é de consultoria ou parceria colaborativa. Isto é, com base na perspetiva ocupacional analisa todos os fatores relevantes implicados: do aluno (funções, estruturas do corpo e fatores pessoais como a idade, o género, o caráter); do ambiente (barreiras e facilitadores, na escola, no espaço familiar e social); e da ocupação (desejada, esperada e necessária).
Fundamentado na análise da relação entre todos estes fatores assim o terapeuta pode definir o seu plano de ação, dinâmico no decorrer do processo, com vista à resolução dos problemas que impedem, limitam ou condicionam a participação ocupacional do aluno.
A parceria colaborativa com a família, os agentes educativos, os recursos da comunidade e o próprio aluno é condição sine qua non em todo o processo de inclusão.
Vejamos então, para a família assumir a atitude mais favorável e positiva, nem por isso mais tolerante ou mais permissiva que para qualquer outro filho, precisa de o amar verdadeiramente, sem vergonha, sem culpa, sem sentimentos de inferioridade ou qualquer outro menos positivo. O terapeuta ocupacional descentra a atenção da deficiência, dos défices, das limitações, porque o que importa mesmo é apostar nas qualidades, nas conquistas, no desenvolvimento máximo das capacidades e competências, que permitam à criança o envolvimento nas suas ocupações próprias e significativas.
Não dizemos aqui que a deficiência e as suas características não importam, mas sim que o conhecimento sobre a deficiência, suas características, evolução e forma de lidar com ela, são extremamente úteis e necessários mas para se poderem atingir os objetivos de que falávamos – criar as bases para perspetivar um futuro e vir a desenhar um projeto de vida, nesse futuro.
Acreditar nesta realidade muda completamente a postura e a atitude, porque estamos a ver a criança para lá da deficiência.
Logo depois da família vem a escola. E aqui, por força da lei, a CIF – Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e condições de Saúde, elaborada pela OMS - veio permitir a clarificação de conceitos, entre os dois setores – saúde e educação. Exatamente na sequência da perspetiva que apontávamos para a família, é agora possível, na escola, com base na organização, na terminologia e na filosofia da CIF, centrarmos a análise do aluno na funcionalidade que apresenta, naquele contexto, nos vários domínios da atividade e participação.
Estes domínios, nove no total, vão desde a capacidade de aprendizagem e aplicação dos conhecimentos até à vida comunitária, social e cívica, onde se inclui a prática de desportos, participação em associações e muito mais.
A comunicação, a autonomia na realização de tarefas e gestão da sua rotina, a mobilidade ou as interações e relacionamentos interpessoais são também domínios de participação, importantes na vida escolar e na vida em comunidade.
Importa então tirar partido das áreas fortes do aluno em termos da sua participação e, a partir delas, procurar desenvolver ou compensar as áreas fracas ou de incapacidade.
Depois de analisados os domínios de desempenho mais relevantes, vamos então procurar identificar quais os fatores do ambiente ou do próprio aluno que dificultam a participação, as barreiras, ou que mais favorecem um envolvimento ocupacional satisfatório e produtivo, os facilitadores.
Ao longo deste processo e de acordo com as necessidades identificadas, é importante e comum o terapeuta ocupacional indicar recursos da comunidade, que sejam úteis ao desenvolvimento do aluno em causa.
As oportunidades que cada um terá em se envolver e se desenvolver através de ocupações vai depender da qualidade da relação pessoa/ambiente/ocupação.
Também aqui o Terapeuta Ocupacional pode e faz, sempre que possível, a seleção e/ou adaptação da atividade ao aluno. Por exemplo, é vulgar qualquer criança, adolescente ou jovem frequentar uma escola de línguas, música, um ginásio, fazer um curso de informática, … tudo isto em atividades extra curriculares. Porque não recomendar um curso de informática a um aluno com paralisia cerebral numa escola ou centro, a funcionar na comunidade, aberto a toda a população? Tendo, à partida, limitações de movimento e podendo até usar uma cadeira de rodas, terá grandes probabilidades de vir a recorrer às tecnologias de informação e comunicação como ferramenta de trabalho, no futuro. Ora, há todo o interesse em aproveitar todas as oportunidades possíveis de inclusão plena. Encontramos muitas barreiras no momento, mas tem grandes vantagens a longo prazo. Se necessário o terapeuta procede à adaptação da atividade e do ambiente, de forma a diminuir ou compensar as dificuldades ou problemas do indivíduo. No contexto físico poderá igualmente eliminar barreiras. Quanto ao ambiente humano, o terapeuta ocupacional estará na retaguarda caso seja necessário qualquer apoio, esclarecimento ou também adaptação.
E portanto, sendo a inclusão educativa a possibilidade que uma criança tem em participar ativa e positivamente no seu ambiente formal de educação, há que gradualmente ir resolvendo as situações que podem constituir uma barreira, quer no que diz respeito ao aluno quer em todos os fatores que o rodeiam.
Não poderemos esquecer que nem todos os alunos com NEE integrados no ensino especial poderão seguir percursos académicos. Muitos deles terão de seguir uma via profissional ou profissionalizante e alguns integrar um Centro de Atividades Ocupacionais. Desde cedo este percurso tem de ser pensado e começar a ser estruturado.

In: Plural e Singular (pp. 16-17)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mudar vidas

Carlos apaixonou-se. Tudo aconteceu no último campo de férias promovido pela Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal. Durante 10 dias, ele, do alto dos seus 13 anos, arranjou uma namorada – que mantém pelo Facebook –, fez amigos, deu inúmeros mergulhos na piscina, cantou karaoke, foi à discoteca, fez caças ao tesouro e por alguns dias esqueceu-se que havia uma cadeira de rodas, que era doente, que dependia da mãe, que mora num prédio sem elevador, que apenas alguns meses antes esteve entre a vida e a morte num hospital. Mas não foi só a vida do Carlos que mudou. Foi a de outras 30 crianças e das suas famílias – e isto só este ano.

Maria Isabel Dias da Costa Malheiro, Professora da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e Presidente da Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal, lembra: “O projeto surgiu para que estes miúdos aprendessem a cuidar de si, a ser autónomos nas atividades de vida diárias – no vestir, despir, fazer higiene – e quanto mais pequeninos aprenderem estas coisas menos repercussões têm ao nível da integração escolar.

O projeto tem por isso como objetivo capacitar estes miúdos para serem autónomos, para poderem entrar na adolescência com autonomia e serem independentes na vida adulta”. Para tal, o campo não é só brincadeira. Todos os dias de manhã há sessões – sempre diferentes – que englobam desde o que é a espinha bífida, às necessidades, à higiene e o banho, ao vestir e despir, às úlceras de pressão ou às feridas e à algaliação. “Não só é dada uma breve lição mas são também levantados os problemas que eles sentem.

Na parte da tarde há atividades desportivas porque são miúdos muito sedentários, que têm poucas possibilidades de fazer exercício físico”, lembra Isabel. E os resultados estão à vista: “Quando faço a avaliação e falo com as mães, elas dizem que as coisas mudaram completamente. Agora chegam a casa e os filhos têm tudo feito! Uma delas até me disse que arranjou namorado porque o filho já não precisava dela 24 horas por dia, outra começou a trabalhar – nunca tinha trabalhado na vida. Portanto, isto também tem muitas mudanças em termos da vida das famílias”.

Para tornar tudo isto possível são necessários 20 mil euros, que o ano passado foram suportados pela Missão Sorriso. Nádia Reis, representante deste projeto, relembra: “Nestes últimos 10 anos já doámos cerca de sete milhões de euros, o que é muito significativo; já oferecemos apoios e equipamentos a mais de 90 instituições. Estamos a falar de mais de 2100 equipamentos hospitalares. Mas consideramos que estes 10 anos ainda são poucos e este estamos muito expectantes para o que aí vem”.

Já está à venda o livro da Leopoldina por três euros. Metade vai para ajudar o Carlos, a Associação Espinha Bífida e outras 270 associações que este ano se inscrevem com projetos na Missão Sorriso, de Norte a Sul do país. Porque a solidariedade não se faz só no Natal.

Por Patrícia Cintra
In: Sol

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cães ajudam crianças autistas

A associação Cães Amigos trouxe a Portugal o psicólogo e investigador Dr. Aubrey Fine, para falar a pais e educadores dos benefícios dos cães nas terapias com crianças portadoras de disfunções físicas, como autismo ou paralisia cerebral. A terapia tem vindo a surpreender pela positiva.

Texto com vídeo aqui.