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sexta-feira, 3 de julho de 2009

PT Minha Voz

Com a finalidade de proporcionar uma melhor qualidade de vida das pessoas com deficiências neuromotoras graves e utilizadores de comunicação aumentativa a PTComunicações disponibiliza a solução especial PTMinha Voz, contribuindo deste modo para uma melhor inserção social, profissional e escolar destes cidadãos.
Este programa consiste num “Sistema de Teclados no Ecrã”, isto é, um emulador de teclado que pode substituir as funções dum teclado convencional ou rato, através de qualquer dispositivo apontador (trackball, joystick, tracker, etc) ou de qualquer processo de varrimento.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Espasticidade


A espasticidade é a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e das pernas. Acontece quando se verifica uma lesão numa parte do sistema nervoso central que controla os movimentos voluntários, e pode ter origem no cérebro ou na medula espinal.
As lesões provocam uma alteração no equilíbrio dos sinais transmitidos entre o sistema nervoso e os músculos. Este desequilíbrio origina uma actividade acrescida ou espasmos nos músculos.
Os sintomas da espasticidade podem variar desde uma leve contracção muscular até uma rigidez severa. A impossibilidade de controlar os músculos voluntários poderá aumentar o grau de dificuldade para realizar actividades diárias tais como vestir, comer, escovar os dentes ou os cabelos.
A espasticidade nos músculos dos membros inferiores pode interferir com a capacidade para andar ou sentar, por exemplo, enquanto que a espasticidade nos pés pode impedir o uso de sapatos pela deformidade causada.
Entre as condições habitualmente associadas à espasticidade em crianças encontram-se a paralisia cerebral e, em adultos as lesões traumáticas da medula espinal e a esclerose múltipla.
Aproximadamente, 80 entre cada 100 pacientes com paralisia cerebral têm espasticidade, de maior ou menor intensidade. A espasticidade afecta, negativamente, os músculos e as articulações das extremidades, causando movimentos e posturas anormais e é especialmente prejudicial nas crianças em crescimento. Todos os anos surgem aproximadamente 200 a 250 novos casos de paralisia cerebral em Portugal.

Cirurgia para o tratamento da espasticidade
A espasticidade pode dificultar as actividades do dia-a-dia e afectar negativamente as funções normais do doente.
Um dos métodos possíveis para tratar a espasticidade é a medicação antiespástica. No entanto, embora a medicação oral resulte em milhares de pessoas, alguns doentes podem necessitar de doses elevadas para controlar eficazmente a sua espasticidade.
Uma dose elevada do medicamento antiespástico pode causar efeitos secundários intoleráveis, como náuseas, vómitos, sonolência, confusão, problemas de memória e de atenção e, contudo, não produzir os resultados desejados. Para alguns destes doentes é mais eficaz administrar pequenas doses do medicamento antiespástico directamente no local onde este é necessário, através da implantação de uma bomba de infusão de medicamento.

A utilização deste tratamento é recomendada para o tratamento da espasticidade grave que não é possível de controlar devidamente com a medicação oral.
A bomba é implantada cirurgicamente por baixo da pele do abdómen e ligada a um cateter fino e flexível que passa por baixo da pele até ao espaço intratecal na medula espinal, onde administra continuamente doses de medicação controladas de forma precisa para controlar a espasticidade do doente.
Como o medicamento é administrado directamente no local de actuação, são necessárias apenas pequenas doses (geralmente 100 vezes inferiores à dose oral equivalente). Como a quantidade de medicamento que passa a circular no corpo é muito reduzida, diminui a possibilidade de ocorrência de efeitos secundários indesejáveis.
Este sistema é colocado durante um procedimento cirúrgico que exige um curto internamento. A cirurgia demora habitualmente cerca de 1 hora e é executada sob anestesia geral.
Este tratamento diminui a espasticidade em 92% dos doentes e melhora a sua qualidade de vida.

Benefícios da bomba de infusão de medicamento
O tratamento da espasticidade através de uma bomba de infusão de medicamento implantada pode:
• melhorar as funções, incluindo a marcha quando possível, a higiene, as actividades diárias e facilitar a prestação de cuidados;

• diminuir a frequência dos espasmos, a dor e a fadiga;

• promover a redução do tónus, a amplitude de movimentos e melhorar a posição das articulações;

• aumentar a mobilidade;

• deve ser complementada com outros tratamentos, como a fisioterapia, a terapia ocupacional e a terapia da fala.
Pode ser utilizado para tratar a espasticidade associada a uma série de doenças, como a paralisia cerebral ou a esclerose múltipla.

Paralisia Cerebral
A bomba de infusão de medicamento implantada ajuda a promover a autonomia nos cuidados pessoais e na interacção social e participativa.
Se for disponibilizada no momento certo, esta terapia pode reduzir a extensão das correcções de cirurgia ortopédica ou eliminar a necessidade de intervenções cirúrgicas futuras.
Os resultados de estudos realizados têm demonstrado que a redução do tónus muscular obtida com esta terapia pode atrasar ou impedir o desenvolvimento de problemas na anca, e inclusive da luxação.
Proporciona um controlo a longo prazo (>3 anos) da espasticidade de origem cerebral, sendo os efeitos secundários habitualmente controlados por ajuste na dose.