sexta-feira, 30 de abril de 2010

Oficina de Pais - Experiência Piloto


O amor dos pais é uma energia fantástica que deve ser investida de forma adequada. Desde o dia 10 de Abril, está em curso no ISPA a 1ª OFICINA DE PAIS, cujo objectivo é criar um Modelo de formação parental, a replicar em todo o país, a partir de 2011.

Parceria entre o ISPA e o Pais em Rede, com financiamento integral da Gulbenkian São 23 pais, representativos da rede nacional que, às 6ªs e Sábados reflectem e discutem com formadores (do ISPA, FMH e de outras áreas) a aquisição de competências necessárias a uma boa inclusão dos filhos portadores de deficiência (o quê?, como, quando e para quê). Sem os pais não existe uma real inclusão.

Num clima de alta motivação (6 fins-de-semana, muitos vêm de longe e ninguém falta) tem-se avançado na análise dos problemas vividos na solidão. O sofrimento e as frustrações interagem com a esperança e a vontade de tornar o filho feliz. É um processo pioneiro, um desafio apaixonante mas muito complexo – sem facilitismos nem simplificações falseadoras.

PREPAREM-SE, PAIS!

A partir de 2011 irão ter uma Oficina perto de vós, onde podem justificar a importância do vosso papel, desenvolver competências e aprender conteúdos para que a inclusão dos vossos filhos seja uma REALIDADE.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dança Inclusiva - umprojecto de vida


A arte como um meio de inclusão e participação de todos, particularmente pessoas com deficiência, em actividades sociais, pedagógicas e culturais é uma realidade emergente.
Daniela Forchetti, fundadora do Projecto Arteiros, em 2000 na cidade de S. Paulo - Brasil, trabalha na promoção da expressão corporal de pessoas com deficiências múltiplas e surdocegueira, veiculando um modelo contemporâneo no qual a dança se concretiza como um recurso de inclusão, valorizando a participação de todos e a aceitação das diferenças.
A Dança Inclusiva pretende, de forma mais específica, desenvolver a consciência corporal, a criatividade, a socialização, comunicação e autonomia dos participantes, que geralmente, são constituídos por grupos mistos (pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência), naturalmente organizados de acordo com as suas habilidades artísticas e não de acordo com a presença ou ausência de deficiência. O facto de o grupo ser misto possibilita um excelente momento de comunicação, partilha, aprendizagem e desenvolvimento.
Consideramos o projecto Dança Inclusiva um excelente exemplo de boas práticas no trilho da inclusão.
Saiba mais sobre a Dança Inclusiva:
http://www.inclusive.org.br/?p=14029
http://www.movimiento.org/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A escola e as “dificuldades de aprendizagem”

Este texto, de Rui Canário, é uma versão adaptada da conferência proferida na Faculdade de Motricidade Humana (Universidade Técnica de Lisboa), no âmbito de um ciclo de conferências subordinado ao tema: “Educação inclusiva: estamos a fazer progressos?”.
O texto inicia da seguinte forma:
Nesta intervenção , tenho como objectivo apresentar a minha perspectiva pessoal sobre um problema enfrentado, e nunca bem resolvido, pelo ensino escolar regular, que consiste em proporcionar um adequado acolhimento a crianças que, pelas suas características visuais, auditivas, motoras ou mentais, apelam a cuidados e procedimentos especializados, justificando a existência daquilo que tem sido designado por ensino ou educação especial (com serviços e técnicos próprios).
Trata-se de um problema que diz respeito a todos os profissionais do ensino e da educação, com implicações directas na sua acção profissional. Apela, no entanto, a aprofundamentos teóricos e técnicos que eu não possuo e, portanto, a minha conferência é construída a partir do ponto de vista de um não especialista. Tive o privilégio de, ao longo do meu percurso profissional, ter percorrido praticamente todos os níveis de ensino, trabalhando com crianças, jovens e adultos e, naturalmente, confrontei-me com o problema, em relação ao qual vivi vários tipos de (enriquecedoras) experiências, quer pela positiva, quer pela negativa.
Texto completo aqui.

terça-feira, 27 de abril de 2010

BULLYING NAS ESCOLAS

"Desde o início dos estudos relativos à violência escolar e às relações entre alunos nas escolas, o fenómeno hoje aceite por bullying [termo de origem inglesa] (…) tem tido vários nomes em função quer do país dos investigadores, quer da própria abrangência do conceito e da evolução do mesmo. (…) Em Portugal, têm sido utilizados termos como "intimidação", "prepotência", "violência escolar entre pares", entre outros.
Importa no entanto aferir melhor acerca do que o conceito define e engloba, para compreendermos melhor o próprio fenómeno."

O Boletim do Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (InfoCEDI), do Intituto de Apoio à Criança, publicação de Março, é dedicado à problemática do bullying.
Para consultar, clicar aqui.

'Guia' ajuda professores a prevenir violência escolar

Investigação com 680 alunos ajuda a definir perfis de risco. Uma das autoras defende que docentes têm de saber resolver casos.
A prevenção da violência escolar passa pelo conhecimento dos perfis dos alunos que são agressores e vítimas, e é precisamente esta identificação que é feita no livro Violência Escolar e Saúde - Do Estabelecimento de Perfis de Alunos às Estratégias de Intervenção, que ontem foi apresentado em Lisboa. O objectivo "é estarmos mais sensíveis para os perfis de risco, logo no 1.º ciclo, e começarmos a trabalhar estes miúdos desde cedo", explica Sónia Seixas, uma das autoras.
O livro, que reflecte a investigação feita com 680 jovens do 3.º ciclo, pode ser utilizado como guia na identificação dos comportamentos de risco. Os autores chamam a atenção para a possibilidade de as crianças e jovens com dificuldade em fazer amigos, que se sentem mais tristes e sozinhos, poderem ser vítimas de violência. Do lado do agressor, os sinais de alerta podem ser os níveis de auto-estima e confiança elevados e uma grande popularidade junto dos colegas.
É a este tipo de atitudes que pais e professores devem estar atentos, adianta Sónia Seixas. A professora sublinha, no entanto, o papel do docente no combate a este fenómeno. "Quando os pais não conseguem resolver as situações cabe à escola dar essa resposta", diz.
Mesmo reconhecendo que o ideal é a presença de psicólogos na escola, Sónia Seixas admite que isso não é possível em todos os casos. É que por isso os docentes têm de estar atentos. "Os professores têm de ter formação para também saber resolver os problemas", defende.
E se um professor perceber no primeiro ano de escola que o aluno se está a comportar como um possível agressor, pode intervir de imediato. "Se os professores perceberem isso podem logo trabalhar precocemente para evitar essa evolução", exemplifica a investigadora.
A forma de resolver esses problemas é "educar para a saúde, para os valores e para a paz", indica a especialista em fenómenos de bullying. Até porque esta educação "pode ajudar as crianças no seu desenvolvimento", acrescenta.
Os peritos que elaboraram o livro sabem que os conflitos não vão deixar de existir nas escolas. Mas " tudo depende da forma como eles se resolvem e se educa para essa resolução", reforça Sónia Seixas. Para o sucesso desse trabalho é importante conhecer os perfis de risco. Neste caso, os três autores e professores - Sónia Seixas, Gustave-Nicolas Fischer e Joaquim Pinto Coelho - estudaram 680 alunos do 3.º ciclo, na zona da Grande Lisboa.
A aplicação de inquéritos permitiu concluir que tanto os alunos vitimizados como os agressores têm baixos níveis de desempenho académico. Os dois grupos mostram desinteresse pela escola, desmotivação e níveis mais elevados de absentismo, sublinha Sónia Seixas.
Outro factor que não é diferente entre os dois grupos é o da saúde física. "Apesar de haver mais alunos vitimizados a apresentar sintomas, como dores de barriga ou de cabeça, a diferença não é significativa", reconhece.
Porém os alunos agressores confessam ter um consumo mais elevado de bebidas alcoólicas.
Perante este cenário, os alunos observadores podem ter um papel fundamental. É importante "trabalhar com os observadores para que estes não ignorem os acontecimentos", alerta Sónia Seixas.

Café pode tratar crianças com hiperactividade


A ciência começa a reconhecer no café bebido com moderação um meio de prevenir doenças neuro-degenerativas, mas agora há quem queira testar as propriedades desta bebida para tratar crianças com hiperatividade e défice de atenção.

Um grupo criado em 2001 no Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, que tem vindo a estudar o efeito da cafeína como normalizador do funcionamento do sistema nervoso central, tenciona iniciar em Outubro um estudo de natureza clínica nas denominadas doenças do humor, e com crianças.

A população alvo escolhida é de crianças entre os nove e os 14 anos que apresentem défice de atenção e hiperactividade, aos quais normalmente se associam problemas escolares.

Estes investigadores julgam ter já descoberto “o alvo molecular que é actuado pela cafeína, que é o receptor da adenosina A2A”, o que pode abrir caminho ao desenvolvimento de fármacos mais selectivos, capazes de tratar aquele que é considerado “o maior problema de saúde do mundo ocidental”.

Em cooperação com investigadores de Barcelona, Espanha, que possuem larga experiência na avaliação deste tipo de crianças, o grupo liderado por Rodrigo Cunha está apenas dependente da aprovação das comissões de ética para dar início a esta nova linha de estudo.O investigador explicou que serão administradas "cápsulas com uma libertação controlada de cafeína" para impedir ou diminuir a probabilidade de ocorrência de efeitos tóxicos nas crianças.

Testes em fases

Testes em voluntários não portadores da doença mostraram - segundo Rodrigo Cunha - que a administração dessa formulação “é inócua em termos de consequências para a saúde dos indivíduos”.

Dados recolhidos pelos investigadores em modelos animais “mostram a eficácia consistente da cafeína em défice de atenção e hiperactividade”.

“Queremos fazer com todo o cuidado a introdução desta nova ideia e testar a sua aplicabilidade e eficácia, e fá-lo-emos de modo faseado. Grupos crescentes de crianças serão incluídos para testar o benefício do consumo de pequenas doses de cafeína”, salientou.

Fármacos selectivos

Para Rodrigo Cunha, este tipo de estudos “abre portas para que se venha a desenvolver fármacos mais selectivos e mais potentes do que a própria cafeína, que com doses muito mais baixas imitem o que de bom faz a cafeína sem eventuais problemas associados à toxicidade pelo consumo excessivo”.

A escolha das crianças para se submeterem ao estudo teve em atenção o facto de não fazer parte dos seus hábitos o consumo da cafeína, e assim se poder conseguir um maior rigor científico nos resultados da aplicação de doses controladas de cafeína.

Doenças psiquiátricas

“Estamos ainda numa fase experimental, mas surpreendentemente muito promissora”, observou, frisando que da sua equipa fazem parte 15 investigadores que se dedicam a tempo inteiro a estudar os efeitos da cafeína no sistema nervoso central.

Há linhas de investigação paralelas “que evoluem mais em doenças do âmbito psiquiátrico e outras em doenças do âmbito neurológico, e o que é gratificante verificar é que os mecanismos subjacentes a estas acções normalizadoras parecem ser semelhantes nas várias patologias”, concluiu Rodrigo Cunha.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aprender a lidar com birras e conflitos


"Ajudar a educar" é um projecto de formação destinado a famílias e que arranca este sábado, na Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto. Especialistas disponíveis para dar informações úteis.
Sete sessões, sete encontros de entrada livre que pretendem colocar famílias a analisarem e discutirem dúvidas, problemas, ansiedades, situações concretas. Um sábado por mês, de Abril a Novembro, vários especialistas das áreas da Pedopsiquiatria, Psicologia, Pediatria, Obstetrícia e Serviço Social conduzem as conversas, respondem a questões. Trata-se de um projecto de formação dirigido a famílias, baptizado de "Ajudar a educar", e resulta de uma parceria entre o serviço de Pediatria do Hospital de São João - enquadrado no "Projecto do Joãozinho" que promove o bem-estar da criança -, e a Associação CrescerSer. Este sábado, dia 24, a pedopsiquiatra Alda Mira Coelho aborda o desenvolvimento psico-afectivo da criança, as etapas do crescimento, a forma de lidar com as birras e os medos, na Junta de Freguesia do Bonfim, a partir das 14h30.
O projecto pretende fornecer informações úteis, e de forma gratuita, às famílias interessadas. "As relações afectivas precoces são essenciais para dar segurança interna à criança e ajudá-la a crescer. Sabemos como os factores familiares e modelos parentais são importantes para ajudar a crescer bem", adianta a organização do projecto.
Os encontros continuam a 29 de Maio, na Junta de Freguesia de Cedofeita, a partir das 14h30. As pediatras Vanessa Mendonça e Ana Maia, do Hospital de São João, concentram-se nos cuidados de saúde básicos, na prevenção de situações de risco, no desenvolvimento físico dos mais pequenos. Educação sexual e planeamento familiar é o assunto de 26 de Junho. Métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis são alguns dos temas em análise na Junta de Freguesia de Aldoar, a partir das 14h30. Marina Moucho, obstetra do Hospital de São João, é a oradora convidada.
O projecto sabe do que fala. "Nem sempre é fácil nos dias de hoje educar. Há muitos factores de stress ou de perturbação, a nível social, familiar e escolar, que tornam difícil o papel dos pais", lê-se no boletim informativo. Alda Mira Coelho volta a entrar em cena para abordar o insucesso escolar e o comportamento de risco na adolescência. Como lidar com situações de agressividade e orientar casos de risco estão entre os temas a focar. A psicóloga Milice Ribeiro fala da comunicação intrafamiliar a 25 de Setembro na Junta de Freguesia de Ramalde, também a partir das 14h30. Como lidar com situações de conflito? Como salvar os laços nas famílias em ruptura? Questões que procuram respostas.
A 30 de Outubro, o projecto formativo debruça-se sobre o apoio para tratamentos nas áreas da toxicodependência e alcoolismo. "Equipamentos e apoios sociais" é o painel conduzido pela assistente social Etelvina Gonçalves, do Hospital de São João, na Junta de Freguesia de Paranhos, às 14h30. "Ajudar a educar" termina a 27 de Novembro na Junta de Freguesia de Campanhã. Crianças em risco ou institucionalizadas é o ponto de partida para analisar laços afectivos, situações de risco e reintegração familiar. A pedopsiquiatra Alda Mira Coelho orienta a conversa desse dia, a partir das 14h30.
Sara R. Oliveira

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rastreio auditivo neonatal


O rastreio auditivo universal permite detectar eventuais perdas auditivas logo nos primeiros dias de vida do bebé.
Em muitas maternidades do nosso país, antes de terem alta, os recém-nascidos são submetidos a um teste de rastreio que permite detectar se há uma perda auditiva significativa. Porque precisam os recém-nascidos de serem rastreados?
A maioria dos bebés não tem problemas de audição, no entanto, um a três em cada 1000 recém-nascidos apresenta perda auditiva significativa, sendo mesmo a patologia mais comum presente no nascimento. Na ausência de rastreio auditivo neonatal, a maioria das crianças permanece sem diagnóstico até idades mais tardias. A idade média de diagnóstico da perda auditiva significativa por parte do médico assistente é de dois anos. Os pais raramente identificam o problema antes do primeiro aniversário da criança. Existem factores de risco que contribuem para a diminuição da audição, como a existência de infecções congénitas (rubéola ou toxoplasmose) ou um peso no nascimento inferior a 1500 gramas, entre outras. No entanto, se o rastreio fosse aplicado apenas a crianças com factores de risco, apenas seriam detectados 50% dos casos de surdez moderada a profunda, uma vez que 50% dos casos ficariam por detectar.
O rastreio auditivo universal permite detectar eventuais perdas auditivas logo nos primeiros dias de vida do bebé. Porque é que a audição é tão importante?
Ouvir é parte essencial da interacção do bebé com o mundo e com os outros. Se a audição estiver afectada, e se não for recebida intervenção adequada, provocará atrasos na aquisição da linguagem e discurso, bem como dificuldades socioemocionais. Por outro lado, muitos estudos demonstram que bebés com perda auditiva confirmada que recebam, até aos 6 meses, intervenção apropriada de profissionais credenciados e com experiência na área da audiologia pediátrica, obtêm bons resultados na aquisição de linguagem e comunicação. Tipos de surdez
Existem dois tipos de surdez:
- surdez de condução: nos casos em que existe um problema na estrutura do canal auditivo ou ouvido médio que impede a transmissão do som
- surdez neurossensorial: nos casos em que existe uma anomalia no ouvido interno ou no nervo que leva o som do ouvido até ao cérebro
Testes de rastreio
São dois os testes de rastreio que podem ser utilizados, ambos de execução rápida (5 a 10 minutos), não dolorosos e que podem ser efectuados enquanto o bebé dorme.
- Otoemissões acústicas (OEA): no qual é medida a onda de som produzida no ouvido médio. Um pequeno "auricular" é colocado no interior do canal auditivo do bebé, este vai medir a resposta (ecos) provocada por cliques e tons emitidos pelo aparelho.
- Potenciais evocados auditivos (PEA): no qual é avaliada a resposta do cérebro ao som. São colocados auriculares no bebé e emitidos cliques e tons para os seus ouvidos. Três eléctrodos colocados na cabeça do bebé avaliam a resposta do cérebro.
Qualquer um dos testes pode ser utilizado, ou ambos, mas habitualmente são utilizadas as OEA.
O que acontece se for detectada perda auditiva?
Todos os bebés com alterações detectadas no teste de rastreio são orientados para novo teste de rastreio que deve ser efectuado idealmente durante a segunda semana de vida para confirmação do resultado. A confirmação de défice auditivo no novo teste implica a orientação para uma consulta de otorrinolaringologia e também, se for necessário, para uma consulta de genética médica.
É extremamente importante que o processo de confirmação do diagnóstico de surdez esteja completo até aos 3 meses de idade e que a intervenção se inicie até aos seis meses. A avaliação e o seguimento de uma criança com perda auditiva deverá ser realizada por uma equipa multidisciplinar que inclua pediatras, otorrinolaringologistas, audiologistas, enfermeiros, terapeutas da fala, psicólogos e outros. Às crianças com perda auditiva, deverão ser disponibilizados todos os meios de ajuda técnica adequados e necessários à sua reabilitação, nomeadamente próteses auditivas e implantes cocleares.
Por fim, é importante não esquecer que todas as crianças, mesmo as que passam no rastreio auditivo, com ou sem factores de risco devem ser alvo de avaliação periódica da sua audição nas consultas de saúde infantil. Deste modo todos os profissionais de saúde devem estar alerta para sinais de alarme e conhecer as diferentes etapas que devem ser avaliadas a cada idade. Aos pais cabe comunicar qualquer alteração ou dúvida ao médico assistente.
Sempre que exista uma suspeita em relação à audição de uma criança, esta deve ser referenciada para avaliação.
O importante é não esquecer que quanto mais cedo... MELHOR!
Filipa Neiva, com a colaboração de Albina Silva e Almerinda Pereira, pediatras do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sistema de formação e de certificação em competências TIC em educação especial


A Portaria n.º 731/2009, de 7 de Julho, criou o sistema de formação e de certificação em competências TIC (tecnologias de informação e comunicação) para docentes proposto pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 137/2007, de 18 de Setembro.
O sistema de formação e de certificação em competências TIC deve estar disponível a todos os docentes em exercício de funções nos estabelecimentos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, independentemente dos grupos de recrutamento em que estejam integrados.
Nesse sentido, procede -se à alteração do anexo I da Portaria n.º 731/2009, de 7 de Julho, de forma a contemplar a educação especial no elenco de opções do curso de formação contínua obrigatório em ensino e aprendizagem com TIC.
A Portaria n.º 224/2010, vem aditar, ao elenco das opções do curso de formação contínua obrigatório «Ensino e aprendizagem com TIC», constante do n.º 2 do anexo I da Portaria n.º 731/2009, de 7 de Julho, a opção «Na educação especial», dirigida aos docentes que integrem esse grupo de recrutamento.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Dificuldades de Comportamento e Aprendizagem em Meio Escolar"



A Casa da Praia dinamiza regularmente Acções de Formação e Encontros no âmbito das problemática da criança e da família em risco. Nesta perspectiva, vai realizar mais uma Jornada de Formação com o tema - "Dificuldades de Comportamento e Aprendizagem em Meio Escolar", no próximo dia 8 de Maio, em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes.
Panfleto e Ficha de Incrição
As queixas de comportamento e de adesão aos aprenderes escolares, continuam a constituir fonte de preocupação de todos os que trabalham com crianças e adolescentes. Debater o seu significado emocional, etiologia e intervenções possíveis, serão os objectivos da Jornada, dedicada essencialmente a Docentes, a Técnicos de Saúde Mental e de Educação Especial, a Médicos de Família, a Pedopsiquiatras, a Juristas e a outros técnicos que no seu quotidiano lidam com crianças e adolescentes em perigo.