quinta-feira, 7 de março de 2013

Cada vez mais pais abandonam filhos para emigrar

A emigração em Portugal não só está a aumentar como está a provocar o aumento dos casos de pais que abandonam os seus filhos, em muitos casos menores, rumo ao estrangeiro para procurarem melhores condições de vida e trabalho. A Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco estima que os casos de abandono rondem o meio milhar (...).
“A emigração está a aumentar e com isso o número de crianças deixadas em Portugal também vai aumentar porque os pais não têm dinheiro para levar os filhos”, avisa João Santiago, procurador do Ministério Público (...).
O magistrado judicial António Fialho partilha a mesma opinião, sublinhando porém que “há situações” que não o chocam como no caso, denunciado ontem (quarta-feira) (...), de duas irmãs de Sintra que foram deixadas ao cuidado de um vizinho porque a mãe partiu para Espanha.
Números da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco mostram que trata-se de um fenómeno em crescimento. Em 2010, registaram-se 441 casos de crianças entregues a si próprias e, em 2011, o número subiu para 509 novos processos.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO APRESENTOU METAS CURRICULARES DO ENSINO BÁSICO

O Ministério da Educação e Ciência apresentou às sociedades científicas, associações profissionais de professores e consultores das áreas em causa, assim como ao Conselho de Escolas, Conselho Nacional de Educação e editoras, as propostas de Metas Curriculares do Ensino Básico para as disciplinas de História e Geografia de Portugal e Ciências Naturais, do 2.º ciclo; e de História, Geografia, Ciências Naturais e Físico-Química, do 3.º ciclo.

Tal como se procedeu no ano passado noutras disciplinas, as propostas são submetidas a partir de hoje a consulta pública.

Com as metas agora apresentadas, o MEC dá continuidade ao trabalho iniciado no ano passado no âmbito da Revisão da Estrutura Curricular, onde estas disciplinas foram alvo de uma nova organização ou de reforço horário.

Na elaboração destas propostas, foram considerados vários fatores: boas práticas de ensino, experiência dos professores da área, estudos científicos e metas que têm sido estabelecidas em países com práticas de ensino de referência.

Houve a preocupação de formular metas claras, definindo os objetivos de modo tão preciso quanto possível. As metas referem a aprendizagem essencial a realizar pelos alunos em cada uma das disciplinas, por anos de escolaridade, realçando o que deve ser objeto prioritário de ensino. Estabeleceu-se que deveriam identificar os desempenhos que traduzem os conhecimentos a adquirir e as capacidades que se querem ver desenvolvidas, em cada etapa, respeitando a ordem de progressão da sua aquisição.

Serão, por isso, uma referência fundamental para o desenvolvimento das atividades letivas, um apoio à planificação e organização do trabalho, uma ajuda na escolha das estratégias e metodologias a seguir pelo professor. Têm, também, um papel importante para os encarregados de educação pois são uma referência no acompanhamento da aprendizagem realizada pelos seus educandos. São ainda um referencial para a avaliação interna e externa, com especial relevância para as provas finais e exames elaborados pelo GAVE.

As propostas de Metas Curriculares para estas disciplinas estarão a partir de hoje disponíveis na página da internet do Ministério da Educação e Ciência e ficam em consulta pública até ao dia 25 de março. Os contributos deverão ser enviados para o endereço de e-mail: metas.curriculares@mec.gov.pt. No início de abril será divulgada a versão final destes documentos, com a integração dos contributos entretanto recebidos, depois de uma análise rigorosa por parte de cada um dos respetivos grupos de trabalho.

Sendo uma referência da aprendizagem essencial a realizar pelos alunos em cada uma destas disciplinas, por ano de escolaridade, no ano letivo de 2013/2014 as novas metas serão fortemente recomendadas. A partir do ano letivo 2014/2015 serão um documento normativo de utilização obrigatória.

O Ministério da Educação e Ciência está empenhado nas novas metas curriculares e está ciente da sua importância, em articulação com a Revisão da Estrutura Curricular. Estas metas são uma peça importante na organização do ensino, na clarificação dos seus objetivos curriculares e na introdução de práticas mais exigentes e claras, que conduzam a uma melhor qualificação real dos jovens. Esta equipa ministerial tem tido também a preocupação de abrir o debate nestas questões determinantes para o futuro da educação. Os contributos críticos e sugestões dos professores, das sociedades científicas e de outras instituições são fundamentais para poderemos alcançar metas e objetivos gerais participados, que por isso contribuam para um sistema educativo mais eficiente, com o empenho dos professores, pais e de todos os atores do sistema educativo.
In: MEC

quarta-feira, 6 de março de 2013

“Na nossa conceção de criança esta é incapaz”

Gabriela Portugal, investigadora na área da infância, diz que em Portugal "educar para a autonomia é algo que se faz ainda de forma muito limitada."
Acusa os adultos de ignorarem o potencial de aprendizagem das crianças. Apesar de toda uma "retórica" em que se garante a consideração pelas "necessidades e interesses" dos mais pequenos. Gabriela Portugal, docente e investigadora do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, não tem dúvidas: "As nossas crianças são pouco autónomas porque não as educamos para a autonomia". 

Educare.pt (E): Tem observado o funcionamento de creches na Dinamarca e na Inglaterra, a nossa realidade está assim tão distante?
Gabriela Portugal (GP): Sim. Mas importa considerar que há muitas maneiras de trabalhar bem. As culturas dinamarquesa ou inglesa são, naturalmente, diferentes da nossa. Dentro da nossa forma de trabalhar há espaço para melhorar a partir das nossas atuais circunstâncias. Esse é o desafio. A forma de organização do espaço na Dinamarca traduz uma conceção de criança mais competente e autónoma. 
Nós somos mais superprotetores e isso envolve uma atitude mais limitadora ou cerceadora da ação e movimentação da criança. Temos muito medo que aconteça algum mal às nossas crianças, o que é indicativo de cuidado, de atenção e de afeto. Só que tudo isto em dose avantajada, exagerada, pode ser contraproducente para o desenvolvimento da criança. Numa creche francesa que eu conheci, já em 2000, as crianças circulavam à vontade por todo o sítio e mais algum. Entre nós isto será muito difícil, porque as crianças têm que estar sempre sob o olhar do adulto. Há uma grande necessidade de controlo! 

E: A visão mais capacitadora das crianças ainda está assim tão afastada das nossas mentes?
GP: Temos uma abordagem muito uniformizadora e diretiva em relação às crianças. Se o adulto não estiver presente, a controlar, assume-se que a sala vira o caos. Educar para a autonomia é algo que se faz ainda de forma muito limitada... porque na nossa conceção de criança esta é "incapaz". 
O adulto atua como sendo a pessoa que sabe o que é mais importante para a criança. O que é que ela necessita. E, muitas vezes, não tem em consideração o vivido da própria criança. Atua como se ele fosse capaz de "programar" o desenvolvimento e aprendizagens das crianças. Apesar de uma retórica em que diz que tem em consideração as necessidades e interesses das crianças, que a observação da criança é um elemento sempre presente na sua prática. De facto, isso acontece, frequentemente, de forma incipiente. As reais potencialidades ou capacidades das crianças não são exploradas e atualizadas. 

E: Mostrou uma imagem de criança numa creche nórdica a cortar a fruta. Uma educadora dizia que em Portugal era impensável pôr uma criança a lidar com facas...
GP: Nos países nórdicos, por exemplo, é comum as crianças utilizarem facas. Na questão da circulação num espaço arranjam-se estratégias orientadoras e que facilitam a autonomia e independência da criança na sua movimentação. Estou a lembrar-me de uma instituição em que havia portas pintadas de amarelo e portas pintadas de azul - as crianças sabiam que pelas portas amarelas elas podem entrar e sair à vontade mas nas portas azuis não entram. E havia dezenas de portas amarelas e apenas algumas azuis! As regras estão interiorizadas e os adultos não andam atrás a ver se as crianças cumprem ou não. 
Ainda no que respeita à confiança na criança, na Dinamarca há jardins de infância que não têm uma vedação e as crianças estão a maior parte do tempo na rua. Confia-se nas crianças. Aqui seria impensável. 

E: Podemos concluir que as nossas crianças podem ser mais autónomas se os adultos confiarem mais nas suas competências?
GP: As nossas crianças são pouco autónomas porque não as educamos para a autonomia. A educação para a autonomia tem que ser feita de forma gradual. Assegurando que o adulto se sinta bem neste processo de alargamento da livre iniciativa e autonomia da criança. Porque o adulto não pode estar num estado de ansiedade permanente (o contexto também tem de ser bom para o adulto).
Na Dinamarca observei crianças de 2 anos no momento da refeição. Elas vão buscar o prato, servem-se sozinhas, põem água no seu copo, comem à vontade, despejam os restos para um recipiente, colocam a louça suja no local próprio, depois saem e, sem nenhum adulto atrás, vão para o jardim. Sozinhas. Isto é estranho para nós. Aí as crianças brincam com paus, terra, água, trepam às árvores, saltam de estruturas altas e não há um adulto que mostre qualquer sinal de ansiedade!... Tudo isto é encarado com naturalidade e as crianças estão habituadas a esta forma de estar. 
Nas chamadas "forest school", o jardim de infância ou a escola na floresta, onde não há vedações, vi crianças pequeninas que iam andando, andando, sozinhas, até chegarem àquilo que chamavam de "waiting tree". Era uma árvore referência - a partir daquela árvore elas sabiam que não podiam ir mais sozinhas. Chegadas ali, elas não avançavam mais. Mas esta árvore ainda ficava a uma distância razoável da casa onde se encontrava a educadora! Significa que as regras estão interiorizadas, não tem de haver ali o adulto a chamar a atenção ou um muro a limitar a movimentação da criança. 

E: Mas para essas regras estarem interiorizadas é preciso quem as faça interiorizar. Qual é o perfil do educador de qualidade?
GP: Tem de ser alguém que a par de sensibilidade, é estimulante e capaz de dar espaço à criança promovendo a sua autonomia. Muitas vezes, quando se pensa em autonomia, pensa-se numa autonomia funcional - comer sozinha, ir à casa de banho sozinha, esse tipo de coisas. Mas há um outro tipo de autonomia, que é tomar decisões, ter iniciativas, ter objetivos e auto organizar-se para os atingir. Educar para a autonomia significa inovar em educação. 

E: Em que patamar estamos depois de Bolonha ao nível da formação inicial dos educadores de infância?
GP: Ainda estamos em balanço, porque o perfil de formação destes profissionais mudou muito com Bolonha. Antes tinham uma licenciatura em Educação de Infância, de quatro anos. Neste momento a qualificação para serem educadores é reconhecida a nível de mestrado. [Os alunos] fazem uma licenciatura em educação básica que lhes confere um conjunto de requisitos e de domínio de áreas de conteúdo consideradas estruturantes (matemática, língua portuguesa, estudo do meio, expressões) e podem candidatar-se a um mestrado em educação pré-escolar ou a um mestrado em educação pré-escolar e ensino do 1.º ciclo do ensino básico. 
A licenciatura em educação básica não profissionaliza para a docência. Dá-lhes uma visão generalista sobre questões de educação e sobre as áreas de conteúdos referidas. A partir daí podem enveredar por um percurso profissionalizante direcionado para a educação pré-escolar, 1.º ou 2.º ciclo. 

Intervir educativamente

E: Intervir educativamente em creches pressupõe o quê?
GP: Pressupõe saber o que se está a fazer e, sobretudo, porque se está a fazer. Perceber o que é que faz sentido para uma criança entre os 0 e os 3 anos de idade, do ponto de vista do seu bem-estar, desenvolvimento e aprendizagens. O educador não pode deixar de compreender, respeitar e atender às necessidades e particularidades de todas as crianças e de cada uma em particular. 

E: As políticas educativas estão a ir ao encontro da crescente atenção dada às questões da infância? 
GP: Globalmente temos uma boa legislação no que respeita à educação de infância. Mas num momento de grandes restrições orçamentais, em que as famílias lutam com vencimentos exíguos e em que há dificuldades por parte dos próprios ministérios e das instituições, torna-se difícil atender a todos os desafios que a educação de infância levanta... 

E: Está a referir-se ao despacho que aumentou o número de crianças e diminui as auxiliares?
GP: O aumento do número de crianças por sala, em parte, terá a ver com a sustentabilidade das instituições. Mas não é por aí que isso se vai conseguir. Até porque as instituições só podem aumentar o número de crianças se dispuserem de uma área suficiente. No entanto, a existência de mais crianças num mesmo espaço vai contra aquilo que a investigação indica relativamente ao ratio adulto-criança. 
Uma possibilidade de se contornar as dificuldades do ratio poderá passar pela reconfiguração da forma de organização tradicional por salas/territórios. Se as crianças não estiverem adstritas a uma sala, com o seu respetivo educador, mas conhecerem o seu adulto de referência (que cuida, muda a fralda, dá de comer, põe a dormir, etc.) e circularem pela instituição, poderia encontrar-se uma forma interessante de repensar o serviço educativo da creche. 

E: Fazer mudanças ao nível da organização do espaço... 
GP: Sim. Em Portugal, nas creches e jardins de infância as salas são mais ou menos idênticas: todas têm uma casinha das bonecas, um cantinho de livros, de jogos, brinquedos, etc. Mas poderá haver uma sala só para construções, outra só para brincar com água e areia, outra só para livros e alguns jogos, etc. Há um adulto que vai "rodando" e que poderá ficar responsável pela animação de uma determinada sala durante uma semana. E as crianças circulam livremente e vão para o espaço que entendem. 

E: De que forma a qualidade da creche pode influenciar a relação entre educadores e crianças?
GP: A qualidade da relação que se estabelece com as crianças é a principal dimensão de qualidade na creche. Uma criança que recebe atenção - que é escutada, que obtém respostas boas dentro de um tempo adequado - desenvolve o sentido de que "eu sou importante, eu sou gostada, as pessoas olham para mim, escutam-me". Este sentimento está na base do desenvolvimento de uma boa autoestima e autoconfiança. 
Claro que uma creche só é de qualidade se os adultos que nela trabalham se sentirem bem e realizados no trabalho que aí desenvolvem. Só adultos que estão bem consigo próprios poderão estabelecer boas relações com as crianças. 

E: É comum falar-se em stresse ligado a crianças nestas idades. Como é que evitamos o seu efeito nas nossas creches?
GP: O stresse em creche tem muito a ver com a agitação, o barulho, a sobre estimulação, demasiados brinquedos e com o pouco espaço para a sua expressão individual. Como evitar? Cada creche, cada equipa de profissionais, poderá encontrar as suas próprias respostas para evitar ou superar estas situações. Não é possível mudar tudo ao mesmo tempo mas, pouco a pouco, pode chegar-se a um patamar de qualidade mais elevado. 

E: O que é o SAC?
GP: É um instrumento para avaliação em educação pré-escolar, resultante do projeto "Avaliação em educação pré-escolar - Sistema de Acompanhamento das Crianças", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Procurou-se dotar os educadores de conhecimentos sobre procedimentos de observação, registo e avaliação, quer dos processos, quer dos efeitos presentes no contexto educacional da sua responsabilidade. O uso correto do SAC permite que os educadores de infância tenham uma visão clara sobre o funcionamento do grupo, atendendo aos níveis de implicação e de bem-estar, e sobre os aspetos que requerem intervenções específicas, considerando a oferta educacional, o clima de grupo, o espaço para iniciativa, a organização do contexto e o estilo dos adultos. 
O SAC permite ainda a identificação das crianças que necessitam de atenção diferenciada e a consequente planificação de um conjunto de iniciativas que levem à resolução de problemas e à maximização da qualidade educativa, tanto para o grupo como para cada criança. Em suma, fundamenta o desenvolvimento do currículo pré-escolar e atende aos resultados da ação educativa (desenvolvimento de competências). 
Uma vez desenvolvido, o ciclo contínuo de observação-avaliação e ação inerente ao SAC, as capacidades de empatia e de adoção da perspetiva da criança são reforçadas, assim como a capacidade de refletir e questionar a existência de certos hábitos e rotinas. Isso permite que o educador de infância possa sentir-se inspirado e orientado para experimentar diferentes abordagens e inovar. Se os níveis de bem-estar e implicação aumentam, os educadores sabem que estão no caminho certo, a promover e a desenvolver a autoconfiança das crianças, alimentando a sua curiosidade, motivação para a exploração e desenvolvimento de competências. 
O uso do SAC sustenta o desenvolvimento profissional ao nível da conceção e organização do ambiente educacional; observação, planificação e avaliação; relacionamentos e intervenção educacional, desenvolvimento curricular; trabalho em equipa, reflexão e capacidades de investigação. Todas estas dimensões estão integradas no Decreto-Lei n.º 241/2001, que define o perfil específico de desempenho do educador de infância.

In: Educare

Palestra sobre Perturbação do Espectro do Autismo

Formador               Susana Silva - Presidente da Associação Vencer Autismo
Destinatários         Todos os indivíduos interessados no tema;
Número minimo     1
Número máximo    124
Duração                  2 H
Horário                    Segunda-feira, 8 abril 2013, 17h45 - Chegada dos participantes; 18h - Início
Local                        Instituto Português do Desporto e Juventude - Rua de Moscavide, Lote     47101 - Parque das Nações | Auditório

Investimento            Entrada Grátis! Inscrição prévia através do botão em baixo INSCREVA-SE!
Observações          OFERTA: Diploma de Presença



Bebé surdo a ouve o primeiro som

Um bebé que nasceu sem audição ouviu pela primeira vez aos oito meses de idade graças a um implante. O primeiro som que ouviu foi a voz da mãe. As imagens da reação do bebé estão a gerar milhares de partilhas no Facebook. Veja o vídeo.

O bebé reage com um sorriso assim que o implante é ativado pelo médico.



In: JN

terça-feira, 5 de março de 2013

Orientações estratégicas de intervenção para a política da juventude


A Resolução do Conselho de Ministros n.º 11/2013 aprova, na sequência da elaboração do Livro Branco, as orientações estratégicas de intervenção para a política da juventude. Do documento, destacam-se os aspetos mais diretamente relacionados com os jovens com necessidades educativas especiais e/ou deficiências nas diversas áreas de intervenção.

Relativamente às orientações estratégicas de intervenção na área da educação e formação, considera-se, entre outros aspetos, que o alargamento da escolaridade obrigatória coloca novos desafios ao sistema educativo português que importa ultrapassar, garantindo para todos aqueles que o frequentam uma resposta formativa real que potencie uma verdadeira liberdade para a opção de projetos de vida futuros, mesmo para aqueles que hoje estão afastados da escola e protagonizam comportamentos de risco.
Das linhas de intervenção, destaca-se:
  • Prosseguir o combate ao abandono escolar precoce.
  • Manter os exames no final de todos os ciclos nas disciplinas estruturantes, com as devidas adaptações para jovens com necessidades educativas especiais.
  • Reforçar a orientação vocacional e profissional a todos os jovens durante o percurso escolar.
  • Promover a oferta de cursos de dupla certificação, aumentando o número de entidades parceiras, designadamente empresas e entidades formadoras. Alargar esta oferta aos jovens que não tenham concluído o 3.º ciclo do ensino básico e que poderão assim obter uma qualificação de nível 2 e a conclusão do 9.º ano de escolaridade, privilegiando, no entanto, os cursos de nível 4, visando a integração no mercado de trabalho ou prosseguimento de estudos para o ensino superior.
  • Desenvolver programas internacionais de intercâmbio escolar para todos, contemplando as necessidades especiais dos jovens com deficiência.
  • Promover estratégias de transição para a vida ativa dos jovens com deficiência.
  • Reforçar as condições para que os jovens com deficiência possam aceder às soluções tecnológicas que anulem ou minorem o impacto das suas limitações em ambiente escolar.
  • Promover as áreas do Desporto e das Artes, designadamente o Desporto Adaptado e as Artes Inclusivas, disseminando o seu ensino articulado por toda a rede e a competição entre escolas nas diferentes modalidades, incluindo as modalidades desportivas paralímpicas.
  • Promover a articulação intersetorial, designadamente nas áreas da educação, urbanismo e ordenamento do território, ambiente, família, trabalho e imigração, especialmente as respeitantes às populações estudantis oriundas de grupos minoritários e com deficiência.
Na área do emprego e do empreendedorismo, destaca-se como medidas de intervenção:
  • Promover programas de apoio à contratação de pessoas com deficiência, nomeadamente ao criar incentivos às empresas que os contratem.
  • Promover ações de sensibilização junto da opinião pública, em geral, e dos empregadores, em particular,  sobre as competências profissionais dos jovens com deficiência.
  • Criar incentivos às empresas para fomento da empregabilidade juvenil, designadamente incentivos específicos à empregabilidade dos jovens com deficiência.
  • Dinamizar novos instrumentos de política de emprego e criação de empresas que contemplem medidas inclusivas para todos os jovens, independentemente da sua condição de saúde ou deficiência.
Na área da participação cívica, prevê-se:
  • Dinamizar novos instrumentos de política de emprego e criação de empresas que contemplem medidas inclusivas para todos os jovens, independentemente da sua condição de saúde ou deficiência.
  • Adequar as campanhas e informação políticas ao público jovem, incluindo os jovens com deficiência, em termos de apresentação, linguagem, meios de comunicação – leitura fácil, braille e língua gestual portuguesa — e design para todos.
  • Estimular a participação dos jovens com deficiência na vida cívica nomeadamente no que se refere à defesa dos seus direitos de cidadania.
  • Promover a acessibilidade física e ou à informação dos jovens com deficiência a espaços de informação e promoção de cidadania ativa.
Na área da emancipação jovem, destaca-se:
  • Promover políticas sociais concertadas (educação, saúde, habitação, emprego, família) de modo a que os 
  • jovens com deficiência possam autonomamente tomar decisões e fazer escolhas suportadas e conscientes no que ao seu presente e futuro diz respeito.
  • Adotar medidas de valorização da imagem pública da juventude, que tenha em conta a diversidade de aspetos relacionados como o género, etnia, deficiência, cultura e religião.
No âmbito da mobilidade e jovem português no mundo, destaca-se:
  • Criar medidas para desconstruir estereótipos relacionados com etnia, deficiência, género, raças e culturas, sendo fundamental o envolvimento das escolas, IPSS e técnicos de ação social para o efeito.
  • Envolver as famílias na definição das respostas políticas para a resolução das problemáticas múltiplas que atingem os jovens filhos de imigrantes, designadamente os jovens com deficiência.
  • Promover a autonomia dos jovens com deficiência através de uma adequada política de mobilidade.
  • Criar programas de intercâmbio europeu/internacional para jovens estudantes com deficiência.
Na área da prevenção rodoviária, destaca-se:
  • Reforçar a educação rodoviária nas escolas desde o ensino básico ao superior, com materiais e metodologias pedagógicas inovadoras, nomeadamente face às necessidades educativas especiais dos jovens com deficiência.

Ao nível da saúde e prevenção de comportamentos de risco, prevê-se:
  • Criar condições de acesso aos jovens com deficiência para o desenvolvimento de práticas sociais saudáveis, combatendo comportamentos destrutivos ou de isolamento.
  • Disponibilizar consultas de nutrição em locais acessíveis para jovens com deficiência e com serviço de intérpretes de língua gestual portuguesa para os jovens surdos.

Ao nível da cultura, inovação e criatividade, destaca-se:
  • Desenvolver medidas conducentes à garantia de acessibilidade física e à informação dos jovens com deficiência aos espaços culturais.
  • Apoiar e estimular a criação artística dos jovens com deficiência.
  • Promover o acesso à cultura e às artes por parte de todos os jovens, incluindo os jovens com deficiência, nomeadamente através da melhoria de acessibilidade aos locais e equipamentos culturais.
Quanto ao voluntariado, releva:
  • Promover a prática do voluntariado junto dos jovens com deficiência, nomeadamente junto daqueles jovens ou adultos que por interrupção do seu percurso de vida passam a viver num quadro de dependência/incapacidade.
Ao nível do combate à desigualdade de oportunidades e inclusão social, referem-se  as condições de vida dos jovens com deficiência, incluindo-se nesta categoria a diversidade de incapacidades permanentes físicas, intelectuais ou sensoriais, fortemente discriminadas em Portugal nos apoios (escolar, acompanhamento vocacional, inserção no mercado de trabalho) que lhes permitam um acesso a uma cidadania digna.
Nas linhas de intervenção, destaca-se:
  • Reforçar o papel do desporto enquanto forma de inclusão nos jovens, com particular destaque para os jovens com deficiência, através do desporto adaptado.
  • Apostar cada vez mais nos Centros de Recursos para a Inclusão (CRI’s).
  • Promover nas escolas a realização de visitas de estudo para alunos a organizações que apoiam cidadãos com necessidades especiais/problemas de saúde/ condições diferentes daquelas que conhecem.
  • Incremento e melhoria nos apoios para as entidades públicas ou privadas no acolhimento de pessoas com deficiência.
Ao nível da habitação, salienta-se:
  • Criar mecanismos facilitadores do acesso a soluções residenciais por parte dos jovens com deficiência, nomeadamente na sua adaptação às suas necessidades funcionais, quer ao nível de assessorias técnicas quer com linhas de financiamento específico.

No associativismo, prevê-se:
  • Estimular o associativismo dos jovens com deficiência.
  • Divulgar nos media nacionais, com maior audiência, momentos ou espaços claramente acessíveis a todos os 
  • jovens, designadamente aos jovens com deficiência visual ou auditiva, através da áudio -descrição e língua gestual portuguesa, que impulsionem o associativismo no sentido de promover o conhecimento e a ligação de jovens não associados ao meio associativo.
O documento está repleto de boas intenções! Para quando a sua concretização?!


segunda-feira, 4 de março de 2013

Jovem com síndrome de Down é dono de um restaurante nos Estados Unidos

Chama-se Tim Harris, tem 26 anos, vive sozinho e é dono de um restaurante em Albuquerque, nos Estados Unidos, chamado Tim´s Place. Tim será o único no seu país com síndrome de Down a estar à frente de um negócio como este.
Um exemplo de que as pessoas com síndrome de Down, com as ajudas necessárias, podem ultrapassar todas as barreiras! Uma história para ver e partilhar!


In: Tá bonito via Facebook

Fibromialgia: Fisioterapia gratuita em Setúbal

A Escola Superior do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS/IPS) vai oferecer a todos os portadores de fibromialgia um programa gratuito de sessões de fisioterapia que decorrerá entre março e junho de 2013 por ação do seu Departamento de Fisioterapia.

A iniciativa, que terá lugar na ESS/ISP e no Barreiro, em local ainda a divulgar, conta com a colaboração da Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica (Myos), uma síndrome dolorosa não-inflamatória e permanente que provoca problemas como dores musculares ou distúrbios cognitivos e do sono. 

De acordo com os organizadores desta ação, o objetivo do programa, "baseado na combinação de sessões educativas e de exercício", passa por "promover a literacia e a capacitação dos indivíduos com fibromialgia para gerir a sua condição clínica, bem como melhorar os seus níveis funcionais e reduzir a dor e a fadiga". 

Ao mesmo tempo, a ESS/IPS pretende incentivar a relação com a comunidade local, elemento sempre presente no ensino daquela instituição, que procura estimulá-la durante a formação dos seus alunos. 

As inscrições deverão ser realizadas até ao fim do mês de fevereiro e podem ser feitas através dos telefones 265 709 325 (ESS, todos os dias das 09.00h às 12.30h e das 14.00h às 17.30h) ou 21 797 32 74 (Myos, 2ªs 4ªs e 6ªs das 14.00h às 18.00h) e ainda por correio eletrónico, através do e-mail ana.esteves@ess.ips.pt.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Governo quer intervenção precoce para prevenir insucesso escolar

secretário do Estado do Ensino Básico e Secundário defendeu hoje a aplicação de planos de intervenção precoce, desde o pré-escolar, e uma aposta na avaliação externa e na formação de professores para prevenir o insucesso escolar.
«Este trabalho vai ter que ser começado na base e aquilo que nós entendemos que deve ser desde já sustentado é uma intervenção ao nível do pré-escolar e 1º ciclo através de planos de intervenção precoce. É preciso intervir no momento em que se manifestam as dificuldades de aprendizagem, para que depois elas não se repercutam ao longo do percurso», disse hoje o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho. (...)
João Grancho questionou a eficácia de alguns planos de intervenção já executados.
«Naturalmente que nos interrogamos sobre o que foi ou pode ter sido o sucesso do Plano de Matemática, com tantos anos e os efeitos parecem não surgir. É preciso agir de forma diferente, insistindo na avaliação externa, na formação de professores e no que são fatores que entendermos que levam ao insucesso, para podermos agir», afirmou.

Formar Crianças Leitoras


III Encontro Formar Crianças Leitoras:
Bibliotecas Escolares, Leitura e Currículo

Nos dias 13 e 20 de abril de 2013, vai acontecer o III Encontro "Formar Crianças Leitoras".

Este Encontro terá a duração de 16 horas, sendo acreditado pelo CCPFC (0,6 créditos), mas pode participar sem ser formando.

Para se inscrever no Encontro, deve preencher a ficha de inscrição no link:


A leitura tem vindo a assumir um papel relevante no que concerne às preocupações quer dos professores, quer dos órgãos de poder central. É consensual a importância da leitura para a aprendizagem, pois enquanto ferramenta indispensável, permite o desenvolvimento de outras competências e a aquisição de saberes em diferentes áreas do saber. Neste sentido, a Biblioteca Escolar assume um papel de capital importância ao promover práticas de aproximação ao conhecimento e de contacto com múltiplas formas de adquirir vários saberes, estimulando nos alunos o prazer de ler, o interesse pela ciência e pela cultura e colaborando com os professores na planificação das suas atividades de ensino e na diversificação de situações de aprendizagem. A Biblioteca Escolar deve assumir uma função facilitadora do sucesso educativo dos alunos, lançando mão de estratégias variadas, as quais deverão integrar práticas colaborativas de ensino e de aprendizagem que promovam a interdisciplinaridade e integrem metodologias ativas, no incentivo a uma apropriação autónoma do saber por parte dos alunos.

O objetivo essencial desta formação será então o de fornecer aos professores perspetivas atuais do conhecimento sobre as questões da literacia e da leitura, bem como estratégias de atuação que os tornem mais habilitados na melhoria das competências leitoras do conhecimento que tem sido produzido neste âmbito, nomeadamente na área da aprendizagem da leitura e das suas dificuldades, da exploração textual, da articulação entre a leitura e outros saberes, mas também das Bibliotecas Escolares, analisando as suas dinâmicas e articulação com o currículo nacional.
Para mais informações, designadamente aqui.