quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lei Tutelar Educativa não é cumprida

O prazo legal de três meses para a conclusão de inquérito tutelar educativo não está a ser cumprido.

Celso Manata, coordenador dos procuradores do Ministério Público junto do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, revelou ontem que o prazo legal de três meses para a conclusão de inquérito tutelar educativo não está a ser cumprido.

"Ouvimos o jovem rapidamente, mas depois precisamos do relatório social, da Direção-geral de Reinserção Social, que devia estar pronto num mês, mas chega a durar um ano, presumo que por falta de recursos humanos", disse o responsável, à margem do seminário ‘Segurança em Ambiente Escolar’, em Lisboa. Estes inquéritos são instaurados no âmbito da Lei Tutelar Educativa, que se aplica a jovens entre 12 e 16 anos que cometam crimes, e não está a ser cumprida. "A demora gera uma sensação de impunidade. É como um filho fazer um disparate e o pai dar-lhe uma palmada passados três dias. Não resulta", ironizou.


V Jornadas do Encantado - Desenvolvimento Infantil: teoria e prática



CURSO DE FORMAÇÃO: V Jornadas do Encantado Desenvolvimento Infantil: teoria e prática



25 HORAS (1 crédito)

ÁREA DE FORMAÇÃO: Sensibilização à Educação Especial

DESTINATÁRIOS: Professores dos Grupos de Recrutamento 100, 110, 910, 920 e 930

DATAS DE REALIZAÇÃO e LOCAL: 4, 5, 19 e 26 de maio de 2012
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

EMOLUMENTO: 80€ até 25 de abril
100€ até o dia do evento

(Nota: nº mínimo de formandos para a execução da ação: 10 formandos)

Ministério de Educação e Ciência cria o programa «O Mundo na Escola»

O Ministério da ducação e Ciência, através da publicação do Despacho n.º 5368/2012, cria o programa "O Mundo na Escola".
O Programa «O Mundo na Escola» tem como finalidade a formação para a cultura e para as várias áreas do saber nas escolas e versará, na sua fase inicial, sobre Ciência e Tecnologia de uma forma que dinamize a aproximação entre a comunidade científica e a comunidade escolar, valorizando os recursos existentes.

Nem demasiado fáceis, nem excessivamente complexos

(...) Com a entrada no terceiro e último período do ano, a azáfama aumenta nas escolas. Os alunos que têm exames no calendário têm de se preparar para uma etapa importante do percurso escolar, os professores lembram e insistem que é preciso estudar. Na preparação para os exames, o EDUCARE.PT recolheu pensamentos de vários professores que esperam que os exames não sejam demasiado fáceis, nem excessivamente complexos e que contenham questões que sirvam para separar o trigo do joio. E nada contra o regresso dos exames no 4.º ano do 1.º ciclo. Bem pelo contrário. 


Paula Canha, professora de Biologia e Geologia da Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira, espera que os próximos exames nacionais não sejam demasiado fáceis ou excessivamente difíceis. E gostaria que houvesse um maior cuidado em alguns aspetos, nomeadamente nos critérios de correção para, explica, "não excluir respostas válidas e que correspondem às perguntas, mas não foram contempladas nas possibilidades de resposta pela equipa que elabora os exames". A professora, a quem o Ministério da Educação atribuiu o Prémio Inovação em 2008, gostaria também que as questões não fossem ambíguas e que houvesse uma menor variação no nível de dificuldade dos exames de ano para ano.

"Espero que os exames continuem, na linha do que tem acontecido nos últimos anos, a apelar à capacidade de interpretação do mundo real, integrando nesse processo todos os conhecimentos de uma forma articulada", refere. Nada de testes muito fáceis o que, na sua opinião, "ridicularizaria o sistema educativo, como aconteceu em alguns casos, no passado". Nem demasiado difíceis, embora admita que é desejável incluir algumas questões mais complexas para "evidenciar a excelência da preparação de alguns alunos". Por aquilo que vê, a sensação que tem é que os alunos do 12.º ano preparam-se melhor do que os do 11.º ano. O facto de estarem a dois passos de uma candidatura ao Ensino Superior pode ajudar a explicar essa dedicação. "Na realidade, os alunos estão cada vez menos convencidos que um curso superior seja realmente importante para o seu futuro, dado o elevado desemprego entre os jovens licenciados", comenta. 

Paula Canha concorda com a reintrodução dos exames no 4.º ano do 1.º ciclo que, na sua perspetiva, nunca deveriam ter saído do programa curricular. "Se assim fosse não teríamos alunos no secundário que não sabem ler, escrever e fazer operações matemáticas simples como dividir ou calcular uma percentagem". A docente defende, por outro lado, que as escolas do 1.º ciclo deveriam ser mais apoiadas no que diz respeito aos casos de alunos com problemas graves de competências sociais, deficiências físicas e mentais e problemas cognitivos e emocionais, nomeadamente através de equipas constituídas por psicólogos, assistentes sociais e técnicos formados em ensino especial. 

"Se assim não for, o professor não conseguirá ensinar os alunos a ler ou a fazer operações matemáticas." "Como se exige atenção e trabalho a um aluno com fome ou maltratado ou com graves problemas cognitivos?", questiona. Depois desse apoio então deve-se exigir ao professor do 1.º ciclo que prepare os seus alunos "para um exame rigoroso, exigente e incidindo, pelo menos, sobre os conhecimentos básicos de cálculo e da leitura". 

A professora Ana Paula Carvalho conta que a expectativa generalizada vai no sentido de os próximos exames serem mais difíceis e exigentes, tendo em conta a amostra dos testes intermédios, que confirmam uma maior dificuldade e que se traduzem em resultados não muito animadores. "Estes testes têm incidido mais na vertente do raciocínio e compreensão da leitura do que propriamente na explicitação do conhecimento", repara. "Ora, todos sabemos que aqui residem as maiores deficiências dos nossos alunos, e até o próprio GAVE já tem chegado a essa conclusão quando faz a análise dos exames nacionais", acrescenta. 

O problema, na sua opinião, não reside no aumento do grau de exigência dos exames nacionais, mas sim na forma como os alunos encaram esses testes, acabando por desvalorizar a importância que têm na nota final. "Não estudam, não se aplicam, é o lema do 'deixa andar' e, isso sim, é condicionador de todo o processo de ensino e de aprendizagem". E a experiência mostra que assim é, sobretudo no Ensino Básico, até porque há professores de Língua Portuguesa e de Matemática que se disponibilizam para continuar a trabalhar com os alunos depois do ano letivo terminar, e até à fase dos exames nacionais, mas são poucos os que comparecem as essas aulas. "Não vemos os alunos, pelo menos do Ensino Básico, preparados em preparar-se para os exames." 

"Tenho a firme convicção de que é imperiosa uma mudança radical de atitude e de postura dos alunos face à escola. É urgente a noção de que estudar impõe sacrifício, rigor e persistência e é também urgente a colaboração das famílias, no sentido de encararem a escola como um aliado em todo este processo", refere Ana Paula Carvalho. Concorda com os exames no último ano do 1.º ciclo. "Os alunos devem habituar-se a esta nova realidade de avaliação desde cedo", refere. 

Paula Carqueja, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), garante que os docentes começam a preparar-se para os exames nacionais logo no início do ano letivo. Mas com a aproximação do final do ano, e depois do arranque do 3.º período, a azáfama aumenta nas escolas. "É um frenesim para todo o público escolar, parece que a avaliação é mais rigorosa e as aprendizagens, com o aproximar da data dos exames, tornam-se mais adquiridas e as competências dos alunos mais desenvolvidas, aumenta a responsabilidade", afirma. 

Os exames são importantes e permitem várias leituras. "Poderão estatisticamente servir para aferir com fiabilidade sobre os resultados das aprendizagens dos alunos e, sobretudo, fazer uma avaliação das práticas letivas no sentido de possibilitarem uma reflexão na comunidade educativa sobre os resultados obtidos para obter mais e melhores resultados." E os alunos têm noção da importância dos exames para o seu futuro? Paula Carqueja falou com alguns alunos sobre o assunto e sentiu que eles estão preocupados com os testes porque têm receio da nota e dessa influência na média final. "No entanto, a opinião é generalizada: deve haver exames e eles são importantes." E porquê? "Uns porque consideram que os exames distinguem os melhores alunos positivamente, outros porque com os exames os professores sabem se os alunos estão realmente preparados para mudarem de ano." 

"Os exames são necessários para controlar a escola, o facilitismo de algum professor ou a exigência de outros". A presidente da ANP concorda plenamente com os exames no 4.º ano. "É uma forma de se valorizarem as provas de aferição já existentes. Os alunos já passam por momentos de stress sem 'nenhuma' compensação e com um rigor desmedido para umas provas sem compensação valorativa", sublinha. 

Manuela Sousa é professora do 1.º ciclo e coloca várias questões quando o assunto são os exames nacionais. "O ensino tem sido tão desvalorizado e tão facilitado que falar em exames nacionais pode ser preocupante para todos." Mesmo para todos. Para os alunos que sempre tiveram a vida facilitada e sempre passaram de ano, para os pais que estão habituados a que não haja qualquer chumbo no percurso dos filhos, para os professores que podem ver resultados nas pautas que não correspondam ao trabalho realizado durante o ano letivo. 

"Os resultados podem surtir efeitos tanto positivos como negativos. Dará para os dois lados. E tudo depende de um momento de uma prova. De um momento em que o aluno pode estar demasiado nervoso, adoentado..., e de uma prova que pode ser demasiado difícil ou demasiado fácil - como já aconteceu em provas de aferição." Em seu entender, os alunos ainda não têm a noção da importância dos testes nacionais e prevê que isso só acontecerá quando sentirem na pele ou conhecerem alguém que chumbou devido à nota do exame.
Sara R. Oliveira
In: Educare

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Arranja-me um emprego…

No seio da maioria das famílias portuguesas e na generalidade das instituições escolares os jovens são educados para desenvolverem uma cultura de procura de um emprego. Raramente os filhos e os alunos são incentivados à criação do seu próprio trabalho. Esta aparentemente pequena distinção de cultura organizacional e de posicionamento perante a vida revela-nos, todavia, a grande diferença entre os que se situam num modelo social dos primórdios do século XX e os que se integram na economia de mercado globalizante da sociedade da informação e do conhecimento que caracteriza o século XXI.

Em Portugal, se as escolas e os educadores não cultivarem uma cultura de empreendedorismo, estarão a contribuir significativamente para que os nossos jovens engrossem as fileiras dos inaptos e dos que nem podem ser considerados desempregados, dado que nunca chegaram a ter qualquer atividade produtiva. Revela-se, pois, necessário perceber a grande mudança introduzida na economia pelo avanço das novas tecnologias, pelo desenvolvimento dos mercados virtuais e pela permanente deslocalização das empresas: os jovens terão que ser preparados para identificarem as oportunidades que se lhes deparem, transformando-as em atividades económicas sustentáveis. No entanto, e com poucas e recentes excepções, o estudo das oportunidades não faz parte dos currículos escolares. E essa lacuna não é só da escola. Também os currículos de aprendizagem na família, na rua e nos grupos de pares (os currículos informais e ocultos) raramente abordam este tema. Por isso, nunca é demais sublinhar que preparar os jovens para o emprego, hoje, é deseducar. É não desenvolver neles o protagonismo, a iniciativa, inibindo a sua capacidade de inserção autónoma na sociedade.

Salientemos que nada disto tem a ver com a defesa de uma sociedade ultra liberal, individualista e concorrencial que, infelizmente emerge das políticas dos nossos governantes e que traduzem uma vontade incompreensível de destruição do Estado social que serviu de base a todas as democracias ocidentais. Reclama é uma compreensão de que o mundo é feito de mudança e que a produção de bens e serviços e a inserção profissional dos agentes económicos já nada tem a var com os modelos industriais do pós-guerra.

É então importante a introdução nos planos de estudos das nossas escolas conteúdos e actividades que capacitem os estudantes a desenvolver competências que os conduzam à livre iniciativa, com conhecimento dos meios e dos recursos que a sociedade lhes disponibiliza em apoio aos jovens que quiserem ser empreendedores.

No contexto das exigências da sociedade do conhecimento e da tendência para a globalização dos mercados, essa formação profissionalizante dos estudantes e a construção de uma cultura centrada no empreendedorismo revela-se fundamental para as instituições de ensino que, também elas, queiram ser competitivas nas apertadas teias dos sistemas educativos europeus.

Se a globalização está associada a uma aceleração do tempo e a uma progressiva integração do espaço, então importa que estejamos abertos às exigências dos processos irreversíveis que contaminam os agentes económicos. Aprender a viver com isso é preocupação que deve nortear as decisões estratégicas, das instituições de ensino, já que a questão que se lhes coloca é a de saberem identificar e aproveitar as oportunidades que emergem de uma economia internacional sem fronteiras.

A contemporaneidade exige que os futuros profissionais possuam e demonstrem competências em diversas áreas do saber e do saber fazer, muitas delas pouco tradicionais e geralmente expurgadas dos templos de ciência estática em que se transformaram as nossas escolas. Mudemos então essas escolas para que possam voltar a desempenhar um papel fundamental em todo o processo de formação destes cidadãos que se querem aptos a viverem na sociedade da informação, sabendo assumir-se como líderes audazes das próprias carreiras.

Sabemos que estes novos desafios obrigam a mudanças radicais nas rotinas organizacionais das instituições. Mas sem mudança não há futuro que valha a pena ser vivido.

João Ruivo

ruivo@rvj.pt

Autista "torturado" sete horas com choques elétricos

Um autista de 18 anos foi "torturado" com choques elétricos durante sete horas, numa escola do ensino especial nos EUA. André McCollins foi, ainda, privado de comida e bebida. O vídeo, com imagens que podem ferir os mais sensíveis, chegou agora à opinião pública, após longa batalha jurídica.

André McCollins recusou tirar o casaco ao chegar à Escola do ensino especial Juiz Rotemberg (JRS, na sigla original), em Canton, no estado norte-americano de Massachusets. Em poucos segundos, um funcionário agiu, aplicando um choque elétrico, que caiu no chão, contorcendo-se e gritando de dor.

A recusa em despir o casaco continuou e os choques multiplicaram-se. Uma "tortura", nas palavras da mãe de André McCollins, que durou cerca de sete horas. Longos minutos em que foi recusada ao jovem comida, bebida e até a satisfação de necessidades básicas.
"Uma violação brutal das normas de cuidado", argumentou um dos peritos ouvidos no tribunal, terça-feira, nos EUA. Os médicos citados, a pedido da defesa, consideraram que o jovem poderia ter morrido em consequência dos choques elétricos.
O tratamento a que foi submetido deixou André McCollins, então com 18 anos, incapacitado e em coma, durante três dias, no hospital para onde a mãe o levou quando o foi buscar à escola. Os médicos diagnosticaram-lhe "stress agudo", em razão dos choques elétricos.
Durante o procedimento, André McCollins foi amarrado e enxovalhado, com alguns professores a rir, enquanto o jovem se contorcia de dores. O caso remonta a outubro de 2002, mas o vídeo só agora foi tornado público, após uma longa btalha jurídica, com a escola a opôr-se à divulgação das imagens filmadas pelas câmaras de segurança da JRS.
"Não inscrevi o meu filho na escola para ser torturado, aterrorizado e abusado", disse Cheryl McCollins, a mãe de Andre, citada pelo canal de Bosto Fox25. "Não fazia ideia, nenhuma ideia, que torturavam crianças na escola", desabafou.
Em 2010, a ONU considerou que o tratamento com choques elétricos equivalia a tortura e exortou a administração Obama a acabar com este procedimento, que a escola defende. "É tão ridículo chamar à terapia de aversão da JRC (que é aprovada pelo tribunal, caso a caso) tortura como é considerar o ato de um cirurgião cortar a pele de um paciente com um bisturi um ataque com arma perigosa", justifica a escola, numa resposta escrita enviada ao canal de televisão norte-americano ABC News.
"Se um choque elétrico de de dois segundos numa zona da perna ou do braço pode impedir uma criança com problemas de comportamento de furar os próprios olhos, de arrancar os dentes ou de se deixar morrer de fome, nenhuma pessoa sensível deveria recusar um tratamento tão humano", justifica a JRS. "A alternativa é serem drogados até à insensibilidade, serem amarrados e fechados num hospital mental - o que é, de facto, uma forma de tortura", argumenta a escola.



Alunos com faltas a mais proibidos de ir aos exames

Os alunos do ensino secundário que tenham muitas faltas não vão poder inscrever-se para os exames ou provas de equivalência, que começam em Junho, refere uma portaria publicada esta terça-feira em Diário da República.

Os alunos passam assim a ficar retidos não podendo anular a matrícula para se candidatarem a exame ou a prova de equivalência e tentar concluir o 9º ano, tal como acontecia até ao ano passado, em que os alunos que não tinham aproveitamento a uma ou duas disciplinas podiam candidatar-se a exame.

A primeira fase dos exames decorre de 18 a 26 de Junho e a segunda fase vai de 13 a 18 de Julho.

Infantário num contentor para aproximar ciganos

Em Darque, a escola foi ao encontro das mães e crianças do acampamento cigano e instalou um contentor com duas salas de aula para motivar as famílias a deixarem os menores frequentar o pré-escolar. 


É a materialização do popular ditado, segundo o qual "se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé". Em Darque, o agrupamento escolar instalou, junto às bombas da Galp, à entrada do acampamento, um contentor com duas salas de aula para promover o de-senvolvimento infantil dos mais pequenos e motivar as famílias a deixarem as crianças frequentar o pré-escolar.

Para o agrupamento de Darque, a estrutura - atualmente frequentada por sete crianças e respetivas mães -, apresenta-se como o culminar de trabalho iniciado há perto de cinco anos, em plena comunidade cigana, por Zaida Garcez, educadora recentemente falecida, que proporcionou o primeiro contacto dos mais pequenos com livros e cadernos "junto às barracas, debaixo das árvores, no seio da comunidade".

Apoiada pela Junta de Freguesia, Câmara e centro de saúde local, a proposta surgiu "da necessidade de intervir junto da comunidade cigana, para promover o desenvolvimento infantil das crianças até aos 3 anos", explica a subdiretora do agrupamento, Manuela Seromenho, dando conta de que o contentor foi colocado à entrada do acampamento "para que as famílias possam estar mais próximas, dada a resistência em deixar os filhos sair do seio familiar para a escola".

"Incutir-lhes o gosto"

Mãe do pequeno Leandro, Fátima Robalo, de 24 anos, acanha-se com a pergunta do jornalista e olha para as restantes mães, na maioria muito jovens, em jeito de quem procura consentimento. Quando este lhe é dado, não se inibe de responder e dizer que o tempo que ali passa com o filho "será muito bom para ele, no futuro". Livros, marcadores, jogos e brinquedos espalham-se pela mesa de uma das salas e cativam o olhar dos mais pequenos.

"São materiais que queremos explorar com as crianças e com as mães, para incutir- -lhes o gosto", refere Marisa, a educadora que acompanha as famílias, considerando "diferente" o trabalho por si desempenhado: "Aqui, estamos em contacto permanente com as mães, o que é uma mais-valia". Ao lado, Alexandra, de 23 anos, mãe de uma menina com dois anos e meio, acrescenta: "Se não fosse este espaço, as crianças não saíam do acampamento. Era muito difícil".

Grupo de trabalho sobre as metas de aprendizagem

Pelo Despacho n.º 5306/2012 é criado, na dependência direta do Ministro da Educação e Ciência, um grupo de trabalho de reformulação das Metas Curriculares, o qual tem por missão identificar o conjunto de conhecimentos e capacidades essenciais que o aluno tem de adquirir e desenvolver, por ano de escolaridade ou ciclo, nas diferentes disciplinas dos ensinos básico e secundário.
No quadro da sua missão, são objetivos do grupo de trabalho:
a) Elaborar um documento orientador para os subgrupos de trabalho assegurando que, para cada disciplina e cada etapa, se identifiquem de forma clara:
i) Os conteúdos fundamentais que devem ser ensinados aos alunos;
ii) A ordenação sequencial ou hierárquica dos conteúdos ao longo das várias etapas de escolaridade;
iii) Os conhecimentos e capacidades a adquirir e a desenvolver pelos alunos;
iv) Os padrões/níveis esperados do desempenho dos alunos que permitam avaliar o cumprimento dos objetivos;
b) Avaliar as propostas de reformulação das Metas Curriculares apresentadas pelos subgrupos e de eventual ajustamento parcial dos programas das diferentes disciplinas, assegurando a necessária coerência do currículo nacional.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Workshop "SGS II - Escala de Avaliação das Competências no Desenvolvimento Infantil"

19 Maio 2012 (sábado) - Lisboa (Parque das Nações)

A SGS II – ESCALA DE AVALIAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL II (Schedule of Growing Skills II) é um instrumento de rastreio do desenvolvimento das crianças dos 0 aos 5 anos, concebido para ser utilizado por todos os profissionais ligados à promoção da saúde infantil.

Baseada nas sequências do STYCAR de Mary Sheridan, a SGS II reúne os critérios científicos de validade e fidelidade, clínica e científica, exigidos a um instrumento deste tipo. Adicionalmente, apresenta algumas vantagens, quando comparada com outras ferramentas de avaliação no desenvolvimento, designadamente:
Rapidez – a avaliação de uma criança utilizando a SGS II tem uma duração média de 20-25 minutos.
Simplicidade – os itens das diferentes escalas que compõem a SGS II são simples de aplicar e os resultados são de fácil interpretação, quer para os profissionais, quer para os pais das crianças avaliadas.

Adicionalmente, esta edição da SGS II apresenta instruções de aplicação bastante detalhadas e são utilizados materiais de estímulo bastante atrativos para as crianças.
Validade – os estudos de validade que correlacionaram a Escala de Desenvolvimento de Griffiths e a SGS II apresentam coeficientes que variam entre .52 e .96. Estes resultados confirmam que a SGS II constitui uma alternativa bastante válida àquele instrumento, quando se trata de fazer uma avaliação inicial do estado de desenvolvimento da criança.
Tradução Oficial – a versão portuguesa, cujos direitos de comercialização são detidos pela CEGOC, é uma tradução oficial devidamente aprovada pelo editor da prova. A sua utilização permite, não só uma utilização uniforme da prova nas diferentes áreas profissionais ligadas à avaliação do desenvolvimento, como também a partilha de informações entre especialidades.

Objectivo
- Desenvolver competências na aplicação, cotação e interpretação da SGS-II.

Itinerário Pedagógico
1. Apresentação da SGS-II
- Estrutura da Escala
- Materiais
- Áreas de competências
- Utilizações
2. Aplicação da SGS-II
- Condições físicas
- Aspetos a ter em consideração na aplicação dos itens
3. Folha de Registo
Preenchimento e cotação das áreas de competências:
. Controlo Postural Passivo
. Controlo Postural Ativo
. Locomoção
. Manipulação
. Visão
. Audição e Linguagem
. Fala e Linguagem
. Interação Social
. Autonomia Pessoal
4. Folha de Perfil
- Transferência dos dados para a Folha de Perfil
- Interpretação dos resultados

Métodos Pedagógicos
- Exposição teórico-prática
- Apresentação de casos e treino no registo e cotação dos itens

Coordenação Pedagógica
Dra. Magda Machado - Psicóloga
Area Manager – Testes Psicológicos da CEGOC-TEA.

Destinatários
- Técnicos das Equipas de Intervenção Precoce: psicólogos, educadores, terapeutas;
- Médicos de Família e Enfermeiros dos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiares;
- Outros profissionais com formação académica e/ou experiência profissional na área do desenvolvimento infantil.

Local: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (Parque das Nações)

Nº de Vagas - 35 (Admissão por Ordem de Chegada das Fichas de Inscrição)

Horário: 10 às 17 horas

Preço de Inscrição : Até 11/05/2012 - € 75 ; Após 11/05/2012 - € 100 

Secretariado
Oficina Didáctica
Rua D. João V, nº 6-B (ao Rato)
1250-090 Lisboa
Tel.: 213 872 458 - Email: info@oficinadidactica.pt