quinta-feira, 16 de abril de 2020

Alunos com necessidades especiais devem ter um responsável pelo seu acompanhamento

As novas normas sobre a Educação Inclusiva entraram nas escolas do país há mais de um ano. Entre elas, ficou estipulado que todas as escolas passam a dispor de uma Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), que pode integrar pais e educadores e cujo papel é identificar as medidas de apoio mais adequadas a cada aluno com necessidades especiais de aprendizagem. Em tempos de isolamento, este trabalho não deve ficar para trás, mas é dificultado pela distância. Por isso, o Ministério da Educação enviou esta quarta-feira (15 de abril) um conjunto de orientações para estas equipas às escolas.

Entre as recomendações apresentadas, a tutela pede que seja definido, no caso de ainda não existir, "um elemento da ESMAEI para funcionar como pessoa de referência por cada aluno". Este elemento deverá manter "contactos (por telefone ou internet) regulares e frequentes", "de modo a dar continuidade à sua participação no currículo e na aprendizagem, facilitando e estimulando a participação de cada um a distância e, assim, mantendo a interação social e os laços já criados", pode ler-se no documento.

A atuação destas equipas multidisciplinares deve ser precedida de um plano de trabalho no âmbito do ensino à distância e recorrendo às plataformas que a escola tiver determinado para o efeito. Deverá, contudo, ter em conta "os recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão, humanos, organizacionais ou existentes na comunidade, que será necessário mobilizar, organizar e articular". Todos os envolvidos estão responsáveis por manter uma relação estreita com os diretores de turma e professores de ensino especial.

O ensino para estas crianças deve "acautelar formas de acessibilidade à informação", principalmente para aqueles que "não (o) podem fazer a partir de fontes orais ou visuais". Para tal, devem procurar articulação com os serviços que existem na comunidade, como Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA), dos Centros de Recursos TIC (CRTIC), intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP) e Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). Segundo a tutela, "os CRTIC poderão apoiar a utilização no domicílio dos produtos de apoio de cada um dos alunos", como, por exemplo, máquinas braille.

O governo propõe que seja prestado apoio psicológico sempre que necessário. "Sempre que exista vontade por parte dos mesmos", lê-se, os encarregados de educação devem ser incentivados e apoiados para a criação de grupos de apoio de pais.

É responsabilidade das escolas garantir "o direito de todos os alunos à educação, ao acesso ao conhecimento e à participação no processo de ensino e aprendizagem". Uma missão na qual as equipas multidisciplinares desempenham um papel vital. "A EMAEI pela sua génese, e à luz das suas atribuições, assume também agora um papel fundamental na construção de uma escola que tem de funcionar a distância, mas que se quer próxima, humana e com o sentido de urgência e sensibilidade que o processo de adaptação aos tempos que todos vivemos requer", lembra o gabinete do ministro Tiagro Brandão Rodrigues.

As orientações já foram encaminhadas para os estabelecimentos de ensino pela tutela e podem ser consultadas neste link .

Fonte: DN

Ministério envia orientações às escolas sobre Educação Inclusiva. Acompanhamento de alunos deve manter-se mesmo à distância

O Ministério da Educação enviou esta quarta-feira orientações sobre educação inclusiva às escolas. Na prática, são um conjunto de regras que as equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva (EMAEI) devem levar em conta para garantir que os alunos que têm necessidades especiais de aprendizagem continuam a ser acompanhados.

As orientações da tutela passam por manter o apoio das equipas multidisciplinares aos professores e às famílias, garantir que as medidas de suporte à aprendizagem se mantém para todos os alunos que delas precisam e que as EMAEI estão articuladas com os serviços existentes na comunidade.

Procurando ultrapassar as contingências com que as EMAEI se confrontam, o presente documento pretende ser um instrumento orientador de apoio à atuação das EMAEI na modalidade de ensino a distância (E@D). Foi elaborado em torno de quatro eixos de ação que se consideram prioritários no contexto atual, não obstante a importância de outras atribuições da EMAEI”, lê-se na nota enviada às redações.

O comunicado do gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues refere ainda que todo o trabalho desenvolvido deve estar articulado com as decisões tomadas pelo agrupamento no que respeita aos canais de comunicação com os alunos e famílias.

Aconselhamento a professores e pais

Em concreto, as equipas multidisciplinares devem “prestar aconselhamento aos docentes dos alunos com medidas seletivas e adicionais”, ajudando-as a encontrar estratégias e materiais passíveis de utilização na modalidade de ensino à distância. Da mesma forma, a tutela sublinha ser importante planificar para estes alunos trabalho individualizado e diferenciado e isso deverá ser feito pelos professores com a ajuda das EMAEI.

Já para as famílias, as equipas multidisciplinares devem definir um plano de acompanhamento próximo e sistemático que assegure a comunicação e que tenha em conta “as expectativas dos próprios alunos e das famílias”. As EMAEI devem ainda “apoiar as famílias sempre que se verificarem situações em que a gestão das emoções, decorrentes da situação de isolamento social, esteja a criar barreiras ao processo de aprendizagem e ao bem-estar do aluno”.

A tutela também sugere que sejam mobilizados serviços de psicologia sempre que necessário e defende que devem ser incentivados e apoiados a criação de grupos de apoio entre pais, “sempre que exista vontade por parte dos mesmos”. (...)

Fonte: Observador

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A ação do docente de educação especial na modalidade E@D

Documento de REFLEXÃO que surge num processo de adaptação às dinâmicas a implementar no E@D.
As sugestões facultadas na ação do docente de educação especial requerem o contributo de todos!!!
Ajuda-nos a complementar este documento, enviando-nos testemunhos significativos (nos mais diversos formatos: registo escrito, fotografia, áudio, vídeo, etc..) que visam aumentar os níveis de participação e aprendizagem de todos os alunos!!!
Vê aqui o documento completo: https://proandee.weebly.com/

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

"Enervei-me com tudo. Preferia estar na escola"

O primeiro dia de aulas do 3.º período começou cedo para Laura Mendes, de nove anos. A mãe chamou-a por volta das 8 horas e a aluna do 3.º ano preparou-se como se tivesse que sair de casa em Mentrestido, Vila Nova de Cerveira, para ir à escola. "Depois de acordar, tomei banho, vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço. Liguei a televisão para ver uns bonecos num canal que a minha irmã gosta e depois vim para baixo (escritório) estudar. A minha rotina começa às nove e tenho de me habituar", conta a menina, filha de Sérgio Mendes e Ilda Silva, que têm uma outra filha de 17 meses, Caetana.

A nova realidade do estudo e de aulas no domicílio, através do computador na plataforma Teams da Microsoft, deixou Laura nervosa. "De manhã é para fazer os trabalhos e de tarde é com a professora. Só acabei agora (perto da hora da aula) o trabalho de Português e Estudo do Meio. Tive a minha mãe e o meu pai a acompanhar e até fiquei um bocado enervada", desabafou. "Foi a primeira vez e eu não estou habituada. Enervei-me com tudo. Preferia estar na escola, no meu lugar, a tirar dúvidas com a professora".

Na primeira aula do grupo A (Laura pertence ao grupo C, mas fez uma troca pontual porque tinha uma consulta) com a professora Cristina, parte do tempo foi ocupado a organizar a "sala de aula virtual". Os 25 alunos foram divididos em grupos mais pequenos para facilitar o trabalho de cerca de 20 minutos com a professora.

"Estão a olhar para o monitor? Toda a gente tem rato? Veem um relógio? Depois tem uma câmara e um microfone, sim, e um ecrã com uma setinha...(pausa). Já vos vou explicar. Agora vou só atender o telefone a uma mãe, porque hoje é um dia especial", dizia a docente, atendendo: "Estou, mãe. Não está a conseguir entrar?".

Acertada a comunicação, professora e alunos passaram à matéria do dia: o conto "João Pateta" de Guerra Junqueiro (Contos para a Infância). "Fizeram a ficha de Português que vos pedi? Abram o caderno com as respostas. Eu vou projetá-la e fazer-vos umas perguntas. "Laura, o que é um pateta?", começou a docente. E a aluna respondeu: "É uma pessoa engraçada e brincalhona".

Ontem, os pais de Laura estavam os dois em casa, mas hoje já não será assim. Sérgio, diretor comercial numa empresa, vai regressar ao trabalho. A mãe, Ilda Silva, contabilista, é que está de licença para tomar conta das duas filhas. "É complicado. Tenho a bebé e a Laura precisa de acompanhamento. Não posso deixá-la sozinha. Ela ainda não manobra o computador e os programas. Este primeiro dia foi de muita ansiedade e ela estava muito agitada, mas conseguiu-se", comentou Ilda, concluindo: "Nestas circunstâncias é a melhor solução. Não ponho isso em causa, porque não queria que a minha filha fosse para a escola".

Fonte: JN

Covid-19: as desigualdades na educação podem ser aumentadas com o ensino básico e secundário não presencial

Com o arranque do terceiro período escolar com aulas à distância devido à pandemia da Covid-19, um grupo de investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade Coimbra (FPCEUC) chama a atenção para os aspetos que devem ser acautelados para não reforçar as desigualdades na educação.

Partindo de uma análise ao roteiro para guiar a resposta educacional à pandemia de Fernando Reimers (Harvard Graduate School of Education) e Andreas Schleicher (OECD Diretorado de Educação), Ana Maria Seixas, António Gomes Ferreira e Isabel Festas alertam que «é fundamental perceber que a atual situação pode potenciar ainda mais as desigualdades já existentes no ensino básico e secundário. Amplamente reconhecidas na realidade prévia à COVID, as desigualdades em educação podem ver-se muito aumentadas com o atual afastamento físico e social dos alunos da escola. Não apenas pela eventual ausência de acesso a estes meios que pode ser grandemente ultrapassada com medidas como a do Governo Português de incrementar programas através da TV, mas pela desmobilização e pelo abandono previsíveis numa população que, como é sabido, nunca terá o mesmo tipo de apoio familiar dos mais privilegiados».

Neste contexto, sublinham os especialistas da Universidade de Coimbra, «é necessário que se tomem medidas imediatas, de seguimento e apoio particular aos mais vulneráveis, mas, também, que se prevejam planos de ação num futuro a curto prazo, quando for possível o regresso às escolas. Estes planos devem contemplar programas de compensação e de recuperação das aprendizagens perdidas ou pouco conseguidas. Trata-se de um empreendimento que vai exigir um enorme esforço, mas em que vale a pena investir para prevenir uma situação que pode ser catastrófica em termos de acentuação das desigualdades».

A avaliação dos alunos que estão nestas situações, a elaboração dos programas e modalidades de compensação e de atuação, bem como recrutamento dos professores necessários são algumas das medidas defendidas por estes investigadores.

No que respeita ao recurso à educação a distância e às plataformas digitais, plenamente «justificado nesta situação de exceção», Ana Maria Seixas, António Gomes Ferreira e Isabel Festas afirmam que «a relevância que lhes é dada não pode servir para pensar este momento como algo regenerador do futuro. Admitindo que é necessário inovar em educação, é muito importante perceber que qualquer renovação/inovação tem de ser equacionada em função de ambientes ótimos de aprendizagem e de socialização, necessariamente reportados a formas presenciais, as únicas que permitem a partilha, a cooperação entre professores, entre alunos, entre professores e alunos e entre todos os intervenientes do processo educativo».

«Pela sua natureza e missão, a educação escolar no ensino básico e secundário ocorre num espaço coletivo e formativo, em que a criação de comunidades de aprendizagem reais e não virtuais é uma condição para a consecução das suas finalidades. Neste sentido, os meios digitais e a distância, podendo ser usados como recursos, não serão nunca substitutivos da presença em espaço escolar dos membros da comunidade educativa», fundamentam.

Por último, os três investigadores defendem o papel crucial da Universidade «como espaço de criação do conhecimento indispensável à resolução de problemas como este com que nos confrontamos. Por um lado, é o desenvolvimento da investigação em diversas áreas científicas que pode trazer as soluções necessárias à criação de vacinas e ao tratamento de doenças como aquela com que agora somos confrontados. Por outro lado, é o pensamento, tal como é desenvolvido nas áreas das ciências sociais e humanas que pode dar-nos grelhas de leitura sobre o que se passa, bem como apontar os caminhos e as saídas a seguir e a adotar».

O documento “A framework to guide an education response to the COVID-19 Pandemic of 2020”, de Reimers e Schleicher, identifica os aspetos e as áreas que devem ser considerados nos planos destinados a garantir a continuidade da educação e da aprendizagem, neste novo contexto, baseando-se num levantamento de necessidades junto de 98 países (Portugal incluído).

Fonte: Recebido por correio eletrónico

terça-feira, 14 de abril de 2020

E se toda a Escola Pública usar o período da quarentena para se reinventar?

Para fazer face ao perfil do aluno do século XXI era determinante que todo o contexto educativo fizesse ajustes em métodos, recursos, competências e estratégias pedagógicas. As mudanças tecnológicas já impunham há algum tempo ligações fortes e mais continuadas com o sistema educativo, sendo premente a necessidade de adaptação de metodologias de ensino e aprendizagem para se garantir as qualificações que os estudantes necessitam no futuro e a abrir a sala de aula a matérias que respondem a novas necessidades da sociedade e da economia.

Mas esta mudança de forma mais profunda foi sendo adiada sobretudo por falta de recursos tecnológicos e das desigualdades sociais que se manifestavam das diferentes capacidades de acesso à comunicação, informação e conhecimento, quer de professores quer de alunos.

Se o que vivemos actualmente poderá constituir um momento na história do contexto educativo marcante para a reestruturação futura de estratégias pedagógicas e políticas educativas, quem sabe agora que estamos sozinhos com os nossos pensamentos que chegamos à conclusão que a hora recomeçar de uma forma diferente chegou?

Neste momento, quem não fez já um curso on-line sobre as ferramentas para as quais não tinham tido a formação e a preparação prévia necessária ou adequada, como o caso do moodle, zoom, classrrom, entre outras? Quem não usou alguma destas ferramentas para uma chamada, uma reunião, uma aula ou uma formação?


Com ritmos diferentes e diferentes formas de gerir a pressão inerente a estas mudanças o governo, autarquias, escolas, pessoal docente e não docente têm agora a oportunidade de recomeçar o futuro da escola de uma forma diferente. Tenho tido a oportunidade de acompanhar, apoiar e assistir a essa mudança e os resultados para muitos professores que tenho observado prendem-se também com o sentimento de missão e de dever cumprido e a satisfação extraordinária por muitos constatarem a sua própria superação de dificuldades inerentes ao ensino e comunicação à distância.

Proporcionando-se os meios tecnológicos necessários a alunos e professores começará uma nova era da escola pública e do ensino português. Quem sabe que outras vantagens que teremos também junto dos alunos na sua motivação e definição de objetivos de vida?

Algumas estratégias que poderão ser importantes para que o processo de reinvenção aconteça:
  1. Reconhecer a mudança que atravessamos. O mundo está em reinvenção e em transformação e cabe a cada um a possibilidade de fazer parte;
  2. Questionamento individual acerca do que pode ser feito em cada dia para que a sua própria aprendizagem individual aconteça seja através da formação, auto-estudo ou treino ou mesmo pela partilha de dúvidas com outros que possam esclarecer;
  3. Planeamento dos passos diários para se cumprir o que se definiu;
  4. Analisar o sentido de missão e auto-valorização que poderá surgir quando se consegue ajudar outras pessoas como os pais, os alunos e famílias, sobretudo as maias carenciadas e desfavorecidas;
  5. Ser prudente e evitar riscos necessários a nível financeiro mas mantendo a vontade e ajuda dos outros com reciclagem de materiais, roupas ou readaptação de consumíveis e arrumação de utensílios que podem ser úteis para si próprio e para outros;
  6. Gerir o tempo diário com definição de tarefas que permitam a conciliação da vida pessoal e profissional;
  7. Definir e praticar estratégias de gestão emocional como a meditação, exercício físico e outras práticas que possibilitem a gestão do stress e da ansiedade;
Porque todos os gestos contam, todas as mudanças contam e juntas podem transformar o mundo. Que o que vivemos hoje seja a reinvenção de um futuro mais desafiante e a recompensa de acreditarmos no ensino, na Escola Pública e na dignificação da profissão docente.

Lurdes Neves

Fonte: Observador

segunda-feira, 13 de abril de 2020

ENSINO REMOTO DE EMERGÊNCIA VS ENSINO À DISTÂNCIA

Vivem-se momentos de transformação individual, mas também transformação coletiva. A Escola (do Básico ao Superior) não é exceção. Muito se tem feito em Portugal, nos últimos anos, pela transformação das práticas escolares, com a introdução das tecnologias digitais e de metodologias de trabalho distintas, centradas no aluno. O que não imaginámos é que, de repente, nos tirariam a Escola, na forma como a conhecemos, com espaços de aprendizagem, mas também com espaços de socialização presenciais, sendo também estes de aprendizagem. De repente, mudaram-nos o espaço (deste demos logo conta), mas também nos sentimos ‘obrigados’ a mudar os tempos… porque o tempo no virtual não pode ser o mesmo que no presencial, uma vez que o esforço cognitivo nas tarefas síncronas é maior, tanto para os alunos como para os professores.

Tudo isto levou a maioria de nós para uma Escola desconhecida, a que muitos chamamos de ensino a distância, mas que a comunidade científica de Ensino a Distância chamou de ensino remoto de emergência. Ensino a distância é diferente de fazer uma transposição do modelo presencial para o modelo virtual.

Esta mudança repentina, para a qual fomos empurrados, exige-nos que repensemos a planificação, a comunicação e, consequentemente, a avaliação das aprendizagens. Precisamos então de repensar o design para que a aprendizagem aconteça neste novo espaço – o design para aprendizagem a distância.

Será importante redefinirmos objetivos de aprendizagem, sem esquecer as competências e obviamente o realinhar de estratégias e metodologias, adequando-as ao ‘novo espaço’ de aprendizagem e aos objetivos redefinidos.

Repensar a avaliação tem sido um dos aspetos mais críticos em todo este processo. Como avaliar as aprendizagens dos alunos nesta ‘sala de aula virtual’? Primeiro é preciso olhar para a avaliação com a atenção que ela merece. Como algo que nos permite realmente ‘ver’ a progressão do aluno, saber o que aprendeu de facto, e que, em última instância, traduzir-se-á numa nota.

O teste – o mais comum instrumento de avaliação – traz acrescidos medos relativamente à fraude. Terá, com certeza, de ser outro tipo de teste com outro tipo de questões. Também poderá ser o teste em duas fases.

Mas existem outras formas de avaliar as aprendizagens. Se um dos instrumentos de avaliação for um trabalho de grupo, o professor poderá utilizar, no espaço virtual de aprendizagem, as salas simultâneas e ‘entrar’ em cada uma delas e prestar apoio e orientação aos alunos. Também poderão usar o google docs para a escrita do trabalho e assim terá acesso ao contributo de cada aluno.

Os fóruns de discussão (no moodle, por exemplo) podem também servir este propósito. Os portefólios digitais, a escrita colaborativa, as atividades investigativas e posterior elaboração de relatório sobre o desenvolvimento das mesmas, a produção de vídeos, bem como a autoavaliação e a avaliação por pares, permitem fazer avaliação contínua das aprendizagens.

Os professores, uma vez mais, não baixarão os braços e responderão, ao mais alto nível, a mais este desafio que nos foi colocado, agora não pelo Ministério, mas pelo Covid-19. Estou certa de que, depois de tudo isto, a Escola jamais será a mesma, porque cada um de nós será também diferente.

Elsa Fernandes

Fonte: JM Madeira por indicação de Livresco

Famílias de pessoas com deficiência sobrecarregadas e com medo

Pedro Viana deixou de comer sozinho. Um tormento, as primeiras semanas de confinamento. Não conhecia dias assim. Não percebia por que não havia de sair de casa, de ir ao centro de atividades ocupacionais, de abraçar e beijar quem gosta. Está melhor, mas não voltou a comer sozinho. Comer era a única coisa que o rapaz, de 24 anos, fazia sozinho. “Vamos lá ver se quando isto passar ele volta a comer sozinho!”, exclama a mãe, Rosário Viana.

Desde o dia 16 de Março, além das escolas, fecharam os centros de atividades ocupacionais (CAO), os centros de atendimento, acompanhamento e reabilitação social (CAARS) e outros serviços para crianças e adultos com deficiência. As equipas de Sistema Nacional de Intervenção Precoce deixaram de ir às casas, escolas e instituições, passaram a regime de teletrabalho. Mantiveram-se os lares, as residências autónomas, o serviço domiciliário.

“As crises são sempre desiguais nos seus efeitos”, sublinha a coordenadora do Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos, Paula Campos Pinto. E esta, provocada pela pandemia de covid-19, não é diferente. Para lá de tudo o que fechou, há reajustes no serviço domiciliário e no apoio à vida independente. “Há pessoas que estão a ser privadas disso”, lamenta. Sobra para quem está em casa, o que não é bom. “Quando o cuidador está isolado e em sobrecarga excessiva, há um potencial risco de abuso, de violência, de negligencia.”

Aliviar a carga das famílias

Para aliviar as famílias, um pouco por todo o país, organizações procuram redirecionar parte dos serviços que prestavam para dentro de cada casa. Há muitos aspetos para acautelar, a começar pelos mais básicos já que a pobreza está mais presente. “Temos famílias em que a alimentação das pessoas com deficiência é garantida no CAO. Com os filhos em casa, a alimentação não chega para toda a gente”, conta Rogério Cação, vice-presidente da Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social. Há que fazer-lha chegar.

Pedro é utente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) do Porto. “Temos uma equipa técnica muito grande que está em contacto telefónico com as famílias, para ver o que precisam, para lhes dar orientações sobre o que poderão fazer em casa”, afiança a directora, Teresa Guimarães. “Pode ser muito pesado. Temos pessoas com grande nível de dependência. Temos mães sozinhas que vão entrar numa fase de desgaste grande. Estamos preparados para prestar apoio domiciliário, a nível da higiene e da alimentação, mas é preciso que as famílias queiram. E muitas não querem. Têm medo que o vírus lhes entre pela porta dentro.” A mãe de Pedro foi uma delas. 

Quando o mundo não andava torto, Rosário levava Pedro para a CAO ao princípio da manhã e ia buscá-lo ao final da tarde. Aproveitava para tratar da casa dela e de casas alheias. Agora, aquele T2+1 é o mundo quase todo. O que lhe pesa não é o trabalho, embora o filho mais velho – com síndrome de Wolf-Hirschhorn, uma doença raríssima que lhe provoca um forte défice – precise dela para tudo. Afinal, deixou de ter casas alheias para limpar. O que lhe pesa é a necessidade de atenção permanente. “Está sempre em cima de mim. Tenho de ir falando com ele.” Só tem descanso quando o filho mais novo, estudante universitário, entretém o irmão. Mesmo assim, prefere não ter ninguém em casa esta viúva de 62 anos. “No início, estava muito cansada porque ele não comia, dormia mal, andava agitado, agressivo. Já está melhor.”

Deu-lhe umas gotas homeopáticas para domar a ansiedade e inventou-lhe uma nova rotina. Estratégia acertada, parece-lhe. “Agora, está na hora do pequeno-almoço. Vai buscar isto, vai buscar aquilo. Agora, está na hora de passear o cão. Vamos dar esta voltinha com o Marley. Agora, está na hora de ouvir música. Dando-lhe o tablet, ele consegue mexer. Agora está na hora de ver um jogo de futebol. É a única coisa que ele gosta de ver na televisão. Agora, está na hora de telefonar às pessoas de que mais gostas. Ele gosta muito da família.”

A eventual falta de ventiladores

Um medo paira sob incontáveis famílias de pessoas com deficiência intelectual. O medo de que se chegue a um ponto de os ventilares não serem suficientes para todos e de haver quem ache que a vida daquela pessoa vale menos, aponta Paula Campos Pinto. É um medo indizível, sublinha Helena Albuquerque, presidente da Humanitas – Federação Portuguesa para a Saúde Mental.

Joana Morais e Castro, mãe de uma menina de seis anos, admite esse medo. A semana passada, apanhou um susto. A filha ficou com febre e dores de garganta. “Ligámos para a linha Saúde 24. Houve ótimo atendimento do ponto de vista humano, mas percebemos que não há orientações específicas para pessoas com Síndrome de Down.” Naquela inquietação, falou com outros membros da Associação de Pais 21 e tentou “perceber quais as directrizes ético-médicas em Portugal”.

Viram todos as notícias vindas dos Estados Unidos. O Estado do Alabama decidiu que as pessoas com deficiência intelectual grave são candidatas improváveis aos ventiladores. Viram todos as notícias vindas de Itália e Espanha, onde os médicos já tiveram de escolher. “Acreditamos que isto não vai acontecer em Portugal, mas temos aquele receio”, revela. “As pessoas com deficiência não podem ser discriminadas. Os critérios terão de ser clínicos.”

Prevenção é a palavra de ordem.“As pessoas com Síndrome de Down têm o sistema imunitário mais frágil”, frisa. Antes ainda de o Governo decretar o encerramento das escolas, já a jurista, de 41 anos, se tinha fechado no seu T4 com a sua família. Joana está com uma baixa de apoio à filha, que frequenta o pré-escolar. O marido, gestor de empresas, está em regime de teletrabalho. E os quatro filhos embrenhados em afazeres e brincadeiras.

Riscos e regressão

Multiplicam-se as estratégias das equipas técnicas articuladas com as famílias confinadas. A Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Peniche, por exemplo, procura dinamizar grupos de trabalho através das redes sociais. Esta semana, conta Rogério Cação, propuseram que cada um “documentasse a sua janela”. “Podiam enviar uma fotografia ou um registo de voz. “Têm tido uma atitude muito colaborante.”

Já está decidido que, depois da Páscoa, os estudantes até ao 10º devem continuar na modalidade de ensino à distância. “Estas crianças precisam em muitos casos de apoio especializado”, salienta Paula Campos Pinto. “Se os professores já têm dificuldade, que dirão os pais? Estas plataformas são todas acessíveis a pessoas que têm baixa visão ou são cegas? São dúvidas que temos.” Ao que disse esta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, o Ministério da Educação está a ultimar um plano específico para crianças com necessidades especiais.

“Agora, temos uma situação. Depois, vamos ter de trabalhar toda a compensação deste período”, torna Cação. “Se calhar vai ser mais difícil o [período] pós-covid do que o covid. Vamos ter as famílias descompensadas e as pessoas com deficiência também descompensadas pelo isolamento e pela quebra de rotinas e, se calhar, com regressões ao nível de aprendizagens.”

Em casa de Joana, a família é grande e entrou toda em campo. “Estamos a apostar muito na terapia de intervenção precoce para que ela seja autónoma, realizada, feliz. Há um risco de retrocesso quando as pessoas com deficiência [intelectual] não estão activas. Estamos a tentar mantê-la ativa com terapias e desafios à distância.” Quer a educadora, quer a terapeuta mandam exercícios diários e semanais.

Na casa da família de Bernardo Diniz também todos se esforçam. O rapaz, de dez anos, está a aprender a andar. Os pais e os irmãos tentam encorajá-lo a andar, a mexer-se, a fazer exercício. “Nós conseguimos fazer uma parte do trabalho da fisioterapeuta, mas não todo. Ele pode regredir. As aprendizagens não estão consolidadas”, diz a mãe, Maria do Carmo. ​

Mal foram anunciadas as ordens de distanciamento social e confinamento, a bióloga e o marido, economista, pegaram nos cinco filhos, viraram costas à casa que habitam em Lisboa e instalaram-se na casa de férias, no Alentejo. Bernardo tem microcefalia. Não vê, não fala, não lava as mãos sozinho, não percebe que tem de tossir ou espirrar para o braço ou cotovelo ou lenço de papel descartável. “Era mais fácil ficar contaminado em Lisboa. No caso de ficar contaminado, a evolução da doença seria mais perigosa”, explica a mãe. 

​Por lá devem continuar até tudo ficar mais controlado, mas Maria do Carmo não está totalmente descansada. “Estamos a uma hora de um hospital.” Bernardo sofre de epilepsia. Uma ou duas vezes por ano, tem um ataque que exige ida ao hospital. “Assumimos este risco falando com a neurologista e trazendo os remédios SOS necessários, caso venha a ser preciso. Se tiver que ir para o hospital, não sabemos muito bem como vai ser.” Avaliando os riscos da contrair covid-19 e os riscos de ter uma crise de epilepsia, a primeira pareceu-lhe mais provável. Às vezes, a vida obriga a escolher entre o mau e o péssimo.

Fonte: Público por indicação de Livresco

domingo, 12 de abril de 2020

Ensino à distância não chegou a 45% dos alunos do 1.º ciclo

Perto de metade dos alunos do 1.º ciclo do ensino básico não tinha iniciado qualquer processo de ensino à distância até aos dias 6 a 9 de Abril, segundo os resultados de um inquérito feito pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica Portuguesa com o apoio do PÚBLICO e da RTP. À pergunta “A escola do seu filho iniciou já um processo de ensino à distância?”, apenas 55% dos pais com crianças a frequentar o 1.º ciclo do básico responderam que sim.

Os restantes 45% dos alunos com idades entre os 6 e os 10 anos parecem ter ficado assim fora de qualquer tipo de ensino formal, desde que, no dia 16 de Março, todas as escolas fecharam portas, no âmbito da declaração do estado de alerta face à pandemia do novo coronavírus. Neste caso pelo menos, parece ter caído em saco roto o aviso que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, fez questão de lançar, no dia 13 de Março, quando disse que, apesar de encerradas as escolas, “ninguém está de férias”, isto é, que o trabalho lectivo iria prosseguir. 

“Muitas escolas devem ter ficado elas próprias à espera de saber o que poderiam fazer e como. Mais ainda durante estas semanas em que ainda não se sabia se voltaríamos a ter aulas presenciais neste ano lectivo”, admite João António, investigador do Cesop e coordenador deste inquérito que, a partir de uma amostra de 1700 inquiridos, representativa da população portuguesa, procura analisar o impacto da actual crise sanitária na vida das pessoas, nomeadamente face ao trabalho (quase um quarto dos trabalhadores está em teletrabalho) e ao rendimento, cujas perdas se fazem sentir sobretudo entre os que ganham abaixo dos mil euros mensais. 

Ainda no tocante à educação, o facto de 45% dos alunos do 1.º ciclo terem atravessado as duas últimas semanas do 2.º período sem qualquer ligação à escola poderá explicar-se pela ausência de recursos digitais na casa de muitos alunos, segundo o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), Filinto Lima. Aliás, a propósito desta experiência, e com base em dados do Instituto Nacional de Estatística, os economistas Hugo Reis e Pedro Freitas lembraram recentemente que, só no ensino básico, poderão existir 50 mil alunos sem acesso à Internet em casa. Por outro lado, Filinto Lima lembra que, embora em menor grau, também “há professores que não têm em casa os recursos necessários” para esta modalidade de ensino, sem descartar a possibilidade de poder estar aqui a haver “algum desleixo” por parte dos pais, porquanto lhe chegaram queixas dos professores que não estão a conseguir contactar os alunos, mesmo insistindo com os pais.

Só 34% dos mais pequenos têm computador pessoal

No 3.º período, Filinto Lima diz-se convencido de que a situação vai melhorar, até porque há muitas autarquias que têm estado a oferecer tablets e computadores aos estudantes. Do mesmo modo, o investigador João António considera que não se pode retirar destas percentagens qualquer conclusão quanto à exequibilidade do ensino à distância. “Vai haver agora um universo muito mais alargado de alunos com processo de ensino à distância, agora que as coisas foram, entretanto, definidas”, perspectiva, referindo-se ao anúncio feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, dando conta da decisão de manter o ensino à distância para os alunos do básico durante o 3.º período, que arranca nesta terça-feira. A partir do dia 20, o trabalho dos professores do 1.º ao 9.º ano de escolaridade será complementado pela televisão. Entre as 9h00 e as 17h50, a RTP Memória transmitirá conteúdos organizados para os diferentes anos lectivos.

De resto, descontando o 1.º ciclo e o pré-escolar, onde 72% dos pais também responderam que a escola não tinha iniciado qualquer processo de ensino à distância, nos restantes níveis de ensino as escolas parecem não ter precisado de muito tempo para se articularem com os alunos à distância. Entre os pais com alunos a frequentar o 2.º ciclo (5.º e 6.º anos), 78% declararam que a escola já tinha posto o ensino à distância a funcionar. No 3.º ciclo (7.º, 8.º e 9.º anos) e no secundário, a percentagem desce ligeiramente para os 68% e os 69%, mas, no ensino superior, dispara para os 90%.

A disparidade etária e, consequentemente, no acesso a equipamentos etários pode, por outro lado, ajudar a explicar a maior ou menor fluidez do ensino à distancia nos diferentes níveis de ensino. Se tomarmos como amostra as respostas dos 1700 inquiridos, mais concretamente os que têm filhos a cargo, 100% dos jovens a frequentar uma universidade ou politécnico têm smartphone e 97% um computador próprio. Já entre os alunos do 1.º ciclo apenas 34% têm um computador próprio. Quanto ao telemóvel, a proporção desce para os 19%.

O diálogo entre a escola e os alunos não motiva grandes razões de queixa para a maioria dos inquiridos. Mais de metade dos pais (59%) considera que a escola tem comunicado “bem” ou “muito bem”, contra os 25% que adjectivam a comunicação como “razoável” e os 11% que dão conta da inexistência de qualquer tipo de comunicação. Uma minoria de 5% dos pais qualifica como mau ou muito mau o diálogo com os professores.

Entre os inquiridos, encontram-se 36 pessoas com 18 ou mais anos de idade e que estão a estudar. Quando lhes perguntaram sobre as condições de que dispõem para a aprendizagem à distância, 73% declararam que o rendimento escolar está a ser menor, o que tanto atribuem ao ruído e às interrupções em casa como à falta de apoio da escola. 

Este inquérito foi realizado pelo Cesop-Universidade Católica Portuguesa para a RTP, PÚBLICO e parceiros e patrocinadores da universidade, entre os dias 6 e 9 de Abril de 2020. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram seleccionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel e telefone fixo, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efectuadas por telefone e os inquiridos foram informados do objectivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1700 inquéritos válidos, sendo 57% dos inquiridos mulheres, 34% da região Norte, 20% do Centro, 33% da Área Metropolitana de Lisboa, 7% do Alentejo, 3% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população residente por sexo, escalões etários, grau de escolaridade e região com base nas estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 49%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1700 inquiridos é de 2,4%, com um nível de confiança de 95%.

Fonte: Público

sábado, 11 de abril de 2020

"Student Keep": novo projeto para ajudar alunos sem acesso a computador e internet

Pode tornar-se um "keeper" e ajudar um aluno a ter acesso a equipamento informático para poder acompanhar as aulas.

Tem um computador em casa, encostado, que já não usa? Talvez possa fazer falta a uma criança para ter acesso ao ensino à distância.

Se puder ou quiser ajudar, pode associar-se ao projeto Student Keep, que nasceu para apoiar os alunos mais carenciados que não têm acesso a computador e/ou internet.

Para contribuir pode registar-se no site do projeto e dar início ao processo para se tornar num “keeper”(padrinho). A ajuda vai chegar aos beneficiários através de entidade públicas, maioritariamente as escolas.

Mário Paulo é voluntário do Student Keep. Explica que o projeto surgiu “devido a um problema de desiguldade no acesso à educação que se tornou muito evidente por causa desta pandemia de Covid-19.

"Como somos pais e temos muitos familiares na área da educação não podíamos ficar apenas a ver”, sublinha.

O projeto “Student Keep" faz parte do movimento #Tech4COVID19, que reúne quase 5 mil voluntários e tem mais de 20 projetos ativos. 

O movimento #Tech4COVID19 atua em várias áreas, como a educação e o apoio a profissionais de saúde.

Neste último caso, é pedido, por exemplo, a proprietários de um hotel ou alojamento local para darem apoio a médicos e enfermeiros deslocalizados.

Para saber mais como pode ajudar nos vários projetos, basta consultar o site do movimento em tech4covid19.org/.

Fonte: M80 por indicação de Livresco