segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Psicólogos dão consultas acessíveis a todos os bolsos

O aumento do custo de vida, que deixa a maioria das famílias sem folgas no orçamento, levou um grupo de psicólogos a criar o projecto "psicoterapia para todos os bolsos", em Lisboa, Porto e Braga, com consultas a 25 euros.
"Não é preciso ser pobre para ter dificuldades em equilibrar o orçamento mensal", afirma Madalena Lobo, uma das psicólogas clínicas que deu corpo ao projecto. Estudantes, jovens em início de carreira ou casais com filhos pequenos a braços com propinas, prestações da casa e do carro, ficam sem capacidade financeira para recorrer à clínica privada.
"Trabalhamos numa lógica de contributo social. Cada psicólogo tem o seu consultório, mas cede parte do seu tempo ao projecto, a ajudar pessoas que precisam, mas não podem", explica.
O projecto arrancou em Lisboa em Março. Na Oficina de Psicologia - assim se chama a casa da Alameda onde são dadas as consultas - começaram por colaborar dois psicólogos. Mas, dada a elevada procura, são já sete os profissionais que dão consultas. "Todos os dias surgem novos contactos. Só em tratamento, temos 35 pacientes", revela Madalena Lobo, sublinhando que as pessoas apenas tomam conhecimento da existência da Oficina de Psicologia através do passa-palavra e de um site na Internet. A maioria das pessoas que procura a Oficina de Psicologia tem entre 19 e 40 anos.
Já no Porto, a procura tem sido mais lenta. O projecto arrancou na Invicta em Maio e, apesar da grande centralidade (o consultório fica na Avenida da Boavista) há ainda poucos contactos. "Disseram-nos que não ia ser fácil, porque a cultura é diferente. Há uma maior resistência, vergonha até em procurar ajuda. Em Braga, arrancou há uma semana.
"Encontros Terapêuticos de Seniores" é o nome de um projecto que nascerá em breve na Oficina de Psicologia, dirigido a pessoas de mais idade. As sessões em grupo, subordinadas a temas, vão ajudar os idosos a lidar com situações como a perda, a integração e adaptação, a depressão, a dor ou a busca da felicidade.
As sessões para os seniores, a 12 euros cada, vão durar hora e meia e serão compostas por palestras, dança, música e artes plásticas. "Incluem outras formas de expressão emocional para além da intervenção psicoterapêutica de grupo", remata Madalena Lobo.

sábado, 2 de agosto de 2008

Férias para autistas

Com o título de "Férias para autistas", a SIC exibiu uma reportagem sobre as actividades desenvolvidas com crianças autistas no Colónia Militar da Cruz Vermelha.
A reportagem descreve algumas das actividades desenvolvidas e ouve alguns técnicos e pais-
Para visualizar a reportagem, clicar aqui.

Itália: Nota de comportamento de aluno poderá influenciar média escolar


O governo italiano aprovou hoje o decreto-lei sobre a reforma educativa, que prevê a atribuição de uma nota ao comportamento de um aluno, influenciando a média de conclusão do ano escolar.
O diploma, que terá ainda de ser aprovado pelo Parlamento, aponta, como outras novidades, a inclusão da disciplina «Cidadania e Constituição» nos currículos e a possibilidade de as escolas públicas poderem obrigar os seus alunos a usarem farda.
Em Itália já existe a atribuição de uma nota ao comportamento do estudante, que não tem influência na média escolar nem leva à suspensão ou repetição do ano por parte do aluno, como estipula o decreto-lei aprovado hoje em Conselho de Ministros.
Uma classificação negativa na conduta do estudante, que apenas será válida nas escolas secundárias, poderá ser penalizada com um máximo de cinco pontos a menos na avaliação dos exames nacionais.

«Avaliar o comportamento significa reforçar na comunidade escolar a importância do respeito pelas regras e, portanto, da capacidade do estudante, cidadão do amanhã, em saber estar com os outros, exercitar os seus direitos e respeitar os seus deveres», justificou a ministra italiana da Educação, Mariastella Gelmini.
Quanto aos uniformes, a governante explicou que a sua introdução nas escolas públicas, enquanto «elemento de ordem e de igualdade entre os jovens», será da «competência» de cada director. As fardas respeitarão as novas tendências da moda, ressalvou.


Área de Lisboa: 57 queixas por agressão em escolas

O Ministério Público registou nos primeiros seis meses deste ano, só no distrito judicial de Lisboa, 57 casos de violência nas escolas – o que corresponde a uma média de duas agressões por semana.
Comentário:
Não foi a Ministra que desvalorizou a violência nas escolas, dizendo que eram situações pontuais?! Serão assim tão pontuais com esta média semanal só na área de Lisboa?!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ministério da Educação oferece um livro a todos os alunos do 1.º ano

O Ministério da Educação vai oferecer um livro a todos os 115 mil alunos do 1.º ano de escolaridade, no início do próximo ano lectivo, numa iniciativa que pretende assinalar o início da vida escolar dos alunos, incentivando, desde cedo, o gosto pela leitura.

Esta operação envolve a aquisição de um total de 115 mil livros e a sua distribuição a cerca de 1500 agrupamentos, que abrangem 6500 escolas do 1.º ciclo da rede pública, e a 600 escolas da rede privada, até 28 de Agosto de 2008.

Com a intenção de salientar as variadas possibilidades que se oferecem aos leitores, esta iniciativa procura diversificar a oferta, convidando todas as editoras com livros recomendados nas listas do Plano Nacional de Leitura (PNL), para esta faixa etária, a apresentarem propostas de fornecimento, incluindo a entrega nas escolas.

A distribuição será feita pelas sedes de agrupamento, que asseguram a redistribuição pelas respectivas escolas, e pelas direcções regionais de educação na rede de ensino privado (encarregando-se a direcção de cada escola de assegurar o levantamento).

O PNL envia também a todas as escolas uma etiqueta e uma brochura destinada a chamar a atenção das famílias para o papel do livro e da leitura no desenvolvimento das crianças e no sucesso escolar.

Os conselhos executivos/direcções das escolas, as equipas das bibliotecas escolares e os professores responsabilizam-se pela organização da iniciativa, que implica a distribuição dos livros, das brochuras e das etiquetas a todos os professores do 1.º ano de escolaridade, para permitir que os entreguem às crianças e às famílias.

A recepção dos alunos e das famílias deve ser organizada de modo a que a oferta dos livros e das brochuras seja vivida como um momento especial que crie um ambiente festivo à volta do livro e que valorize a leitura na escola e em família.
Comentário:
Começaram por prever um investimento na educação! Segui-se o novo computador "Magalhães" para ascrianças! Agora oferecem livros!
Constituirá tudo isto uma operação de charme?!

“A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”


“A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos” consiste num relatório apresentado no início do ano.
Como se pode constatar na introdução, o estudo pretende contribuir para essa reflexão, tendo sido definidos três objectivos: a) caracterizar a situação portuguesa sobre a temática em análise; b) comparar a situação portuguesa com a situação noutros países; c) perspectivar novos rumos.

O relatório encontra-se estruturado da seguinte forma:

Parte I – Caracterização da situação
. Desenvolvimento e aprendizagem na infância
Gabriela Portugal
. Os Olhares da sociedade portuguesa sobre a criança
Manuel Sarmento
. Políticas públicas da educação das crianças dos 0 aos 12 anos
Natércio Afonso
. Organização da educação das crianças dos 0 aos 12 anos em seis países
Teresa Gaspar

Parte II – Linhas estratégicas para repensar a educação dos 0-12 anos
. Educação de infância e promoção da coesão social
Teresa Vasconcelos
. Que educação queremos para a infância?
Maria do Céu Roldão

Considerações finais e recomendações do estudo
Isabel Alarcão

Anexo
Relato Síntese do Workshop realizado em 29 de Janeiro de 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

E-escolinha permite o acesso a 500 mil computadores aos alunos do 1.º ciclo

O programa e-escola vai ser alargado aos alunos do 1.º ciclo, com a designação de e-escolinha, permitindo o acesso, já no próximo ano lectivo, a 500 mil computadores portáteis vocacionados para crianças dos 6 aos 11 anos.
O Governo assinou um protocolo com a Intel, que, juntamente com a empresa portuguesa JP Sá Couto, assegurará a produção de um portátil de última geração - o Magalhães -, especialmente pensado para crianças, altamente resistente ao choque e à água.

Este equipamento será gratuito para os alunos abrangidos pelo 1.º escalão da Acção Social Escolar, terá o custo de 20 euros para os inscritos no escalão B e de 50 euros para as famílias que não beneficiem de qualquer apoio.

O nome do computador portátil, agora apresentado, é uma referência ao navegador português Fernão de Magalhães, que realizou a primeira viagem de circum-navegação ao Mundo.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Educação terá investimento de 400 milhões de euros nos próximos sete meses


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo irá fazer um investimento de 400 milhões de euros na área da Educação nos próximos sete meses, nomeadamente na instalação de Internet em todas as salas de aulas.

"São 400 milhões de euros que vamos investir nas escola portuguesa", afirmou José Sócrates, durante a cerimónia de apresentação do "Computador Magalhães", o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal.

Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. Além disso, irá ser aumentada a velocidade da banda larga nas escolas para um mínimo de 48 megabites por segundo.

O Governo pretende também, segundo o primeiro-ministro, instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas". "O maior investimento nos próximos sete meses será na Educação", salientou.




Comentário:

Estará aqui a "salvação" da educação?!

Excelente e Muito bom: as percentagens



O Despacho n.º 20131/2008, vem estabelecer as percentagens máximas para a atribuição das classificações de Excelente e de Muito bom, tendo em consideração os resultados obtidos na avaliação externa das escolas. Considerando, porém, que nem todos os agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas foram objecto de avaliação externa, fixa igualmente essas percentagens para a primeira avaliação de desempenho, sem recorrer a esses resultados.


1- As percentagens máximas para a atribuição das menções qualitativas de Excelente e de Muito bom em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada, na sequência do procedimento da avaliação de desempenho do pessoal docente, são as seguintes:
a) Menção qualitativa de Excelente — 5 %;
b) Menção qualitativa de Muito bom — 20 %.

2 — Aos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas que foram objecto de avaliação externa aplicam -se as seguintes percentagens para a atribuição das menções qualitativas de Excelente e de Muito bom na avaliação de desempenho do respectivo pessoal docente:
a) Cinco classificações de Muito bom nos domínios e factores que
compõem a avaliação externa das escolas:
i) Menção qualitativa de Excelente — 10 %;
ii) Menção qualitativa de Muito bom — 25 %;

b) Quatro classificações de Muito bom e uma de Bom nos domínios e factores que compõem a avaliação externa das escolas:
i) Menção qualitativa de Excelente — 9 %;
ii) Menção qualitativa de Muito bom — 24 %;

c) Três classificações de Muito bom e duas de Bom ou quatro classificações de Muito bom e uma de Suficiente nos domínios e factores que compõem a avaliação externa das escolas:
i) Menção qualitativa de Excelente — 8 %;
ii) Menção qualitativa de Muito bom — 23 %;

d) Duas classificações de Muito bom e três de Bom ou três classificações de Muito bom, uma de Bom e uma de Suficiente nos domínios e factores que compõem a avaliação externa das escolas:
i) Menção qualitativa de Excelente — 7 %;
ii) Menção qualitativa de Muito bom — 22 %;

e) Uma classificação de Muito bom e quatro de Bom ou duas classificações de Muito bom, duas de Bom e uma de Suficiente nos domínios e factores que compõem a avaliação externa das escolas:
i) Menção qualitativa de Excelente — 6 %;
ii) Menção qualitativa de Muito bom — 21 %.

terça-feira, 29 de julho de 2008

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS: DA IDENTIFICAÇÃO À INTERVENÇÃO


A conceptualização de "necessidades educativas especiais" não é, ainda, consensual, apesar do ordenamento jurídico criado pela publicação do Decreto-lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro. Esta falta de consenso verifica-se, sobretudo, ao nível da aplicação do conceito, digamos que ao nível micro, aquando da caracterização de um aluno.

No sentido de contribuir para o debate, para a construção fundamentada de práticas adequadas aos alunos, vale a pena uma consulta do documento NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS: DA IDENTIFICAÇÃO À INTERVENÇÃO.

Necessidades educativas especiais são, segundo a CIF, aquelas que resultam de “limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, aprendizagem, mobilidade, autonomia, relacionamento interpessoal e participação social e dando lugar à mobilização de serviços especializados para promover o potencial de funcionamento biopsicossocial”.