domingo, 17 de agosto de 2008

Religião Cultura católica em escola virtual

Formação de qualidade em Catequese, Turismo e Património Religioso, e, ainda, em Doutrina Social da Igreja, para servir mais e melhor movimentos e obras cristãs
A Universidade Católica Portuguesa tem um projecto de escola virtual que aproxima alunos e professores na aprendizagem a distância, com propostas de formação em Catequese, Turismo e Património Religioso e Doutrina Social da Igreja.
A formação em Síntese Catequética Avançada tem como principal objectivo fornecer uma proposta espiritual e doutrinal da fé cristã através de um percurso guiado pelo Catecismo da Igreja Católica. O curso pretende proporcionar uma formação mais sólida com vista a facilitar uma melhor co-responsabilização e cooperação na missão e tarefas das paróquias, movimentos, organismos e grupos eclesiais. Destina-se a responsáveis da catequese, da liturgia, da acção social, dirigentes de movimentos e candidatos a cursos de Teologia ou Ciências Religiosas.
A formação resulta da parceria entre o Secretariado Nacional da Educação Cristã e a Faculdade de Teologia da UCP. O curso terá o seu início em Outubro próximo e estender-se-á até Julho de 2009.
Outro curso é o da Formação Avançada em Turismo e Património Religioso e tem em conta a importância cultural e socioeconómica do património religioso de Portugal. É uma iniciativa da Faculdade de Teologia, em colaboração com o Instituto de Ensino e Formação a Distância da UCP. Propõe também um programa de formação avançada que visa compreender e explorar, de forma inovadora, as diferentes dimensões e concretizações dessa memória cultural. Desde a arquitectura às artes plásticas e ao património museológico, mas também proporcionando uma incursão pelas tradições, ritualidades e outras práticas, que caracterizam tanto as grandes religiões históricas como as religiosidades tradicionais características das identidades locais.
O terceiro curso é de Doutrina Social da Igreja. A Cáritas Portuguesa volta a ser parceira da Faculdade de Teologia da UCP. Destina-se aos que têm responsabilidade em comunidades ou movimentos eclesiais, em particular na acção social, para que aprofundem conhecimentos sobre as propostas sociais da Igreja. Pretende-se dotar os alunos de uma síntese pessoal do Cristianismo que veja na responsabilidade social uma referência incontornável da espiritualidade cristã.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Fundação Belmiro de Azevedo abre colégio em Setembro

O Colégio Efanor, um estabelecimento de ensino privado em Matosinhos, promovido pela Fundação Belmiro de Azevedo, vai iniciar a sua actividade em Setembro com 180 alunos distribuídos pelo pré-escolar e 1/o ciclo do Ensino Básico.
A directora do colégio, Cristina Carneiro, em declarações à Lusa, explicou que a instituição tem capacidade para acolher um total de 280 alunos distribuídos pelos sete anos de escolaridade (pré e 1/o ciclo).
O colégio, cujo valor do investimento ronda os três milhões de euros, ocupa as antigas instalações do edifício social da fábrica Efanor, na freguesia da Senhora da Hora, em Matosinhos.
O colégio que arranca as suas actividades a 3 de Setembro, terá para já nove turmas, de 20 alunos cada.
Ao nível do pré-escolar, o colégio inicia a sua actividade com lotação total, ou seja, com duas turmas por cada ano, enquanto no 1/o ciclo foram criadas duas turmas para o primeiro ano e uma turma para o segundo ano.
Contudo, segundo Cristina Carneiro, num prazo de dois anos ficará garantida a sequencialidade destes níveis de ensino, até ao 12/o ano de escolaridade, num edifício a construir de raiz.
O valor da mensalidade, que varia entre os 360 euros para o pré-escolar e os 410 euros para o 1/o ciclo, inclui actividades curriculares da componente nacional e actividades curriculares de oferta local.
Além da formação nacional obrigatória, serão leccionadas disciplinas como inglês e o castelhano e será desenvolvido um projecto integrado de expressões (plástica, musical e dramática).
O xadrez, a natação e o transporte para visitas de estudo e actividades realizadas no exterior estão também incluídos no valor da propina mensal.
De acordo com a responsável, o Projecto Educativo do Colégio Efanor valoriza de igual modo as aprendizagens académicas e as aprendizagens relativas ao desenvolvimento pessoal e social dos seus alunos.
A promoção de um forte sentido de responsabilização individual e de grupo, através da aprendizagem da auto-regulação, auto-reflexão e auto-organização e o desenvolvimento da capacidade de liderança, de tomada de decisão, de construção de confiança, de comunicação e da gestão de conflitos, são alguns dos objectivos propostos.
O colégio está dotado de múltiplos espaços para utilização pedagógica diversificada, tais como biblioteca, mediateca, ludoteca e sala de repouso e prolongamento.
Nos períodos de interrupção lectiva e nas férias do mês de Julho, a escola assegurará a prestação de um serviço educativo e de guarda das crianças, cujo programa poderá integrar actividades desportivas, passeios, campo e praia, ateliers diversos, possibilidade de intercâmbio com crianças de outras escolas e realidades culturais (Escola de Verão).
Além do colégio, estão também a ser construídos naquele local, o complexo residencial Efanor (promovido por uma empresa do universo da Sonae) e uma extensão do Museu de Serralves, numa área cedida à autarquia, que incluirá um local destinado à preservação da memória da Efanor. A Fundação Belmiro de Azevedo é uma instituição sem fins lucrativos, vocacionada para a promoção da Educação, da Cultura e do Desporto e para o apoio a iniciativas de responsabilidade social.
Comentário:
Se é permitido à Fundação Belmiro de Azevedo abrir um colégio, porque não pode ser criada uma escola para sobredotados?! Independentemente das fundamentações e apreciações de natureza pedagógica e sócio-afectiva.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Hospital de Leiria ofereceu computadores a crianças com doenças degenerativas


Enquanto a mãe mantém a esperança na cura para doenças degenerativas como o tipo de atrofia muscular de que sofre a filha Iara, o Hospital de Santo André (HSA) oferece o computador para que ela possa escrever ao chegar à escola no próximo ano lectivo. Iara tem cinco anos. É aluna do ensino pré-escolar em Amieirinha, Marinha Grande. Sofre de uma doença que a impede de aprender a escrever à mão como a maioria das crianças. Falta-lhe força nas mãos para fazer os movimentos que a escrita exige e para se deslocar precisa de cadeira de rodas. Aos cinco anos, a mãe, Marina Ferreira, diz ter esperança de que ainda se descubra a cura a tempo de ela poder recuperar.

Por agora, o computador era o equipamento de que ela precisava para começar o novo ano lectivo, de forma diferente, mas com uma ajuda que a pode integrar na sala de aula e acompanhar a aprendizagem do primeiro ano. Como Iara, André, Catarina e Izequiel foram contemplados com a prescrição médica de computadores na Consulta Externa de De-senvolvimento do Serviço de Pediatria. Esta prescrição integra-se nas "ajudas técnicas" a pessoas com deficiência, no âmbito das directivas do Ministério da Saúde.

Nos últimos três anos, o HSA atribuiu mais de 400 mil euros de equipamentos nesta área de intervenção. Segundo o presidente do conselho de administração, Hélder Roque, o HSA tem "distribuído maior valor do que aquele que recebe" do ministério. É também, talvez, o hospital distrital com maior dotação para as ajudas técnicas, julga o médico, "porque toda a estrutura do hospital está envolvida nesta questão para melhorar a integração dos doentes na vida social. Nesta acção foram contempladas as crianças, mas podem também ser beneficiados adultos, explica.


15 por cento da população é "esquerdina"


Ontem, dia 13 de Agosto, foi o dia do canhoto, uma data que serve para assinalar a diferença. Pelo menos 15 por cento da população mundial usa mais a mão esquerda do que a direita.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ainda o Departamento de Educação Especial

Sobre a temática da existência ou não do enquadramento na organização escolar do Departamento de Educação Especial, publico o seguinte comentário:
Verifico existir alguma confusão resultante da interpretação linear da organização em vários departamentos. No que respeita à "arrumação", visando a avaliação, é claro que a Educação Especial estará arrumada no grupo das Expressões, mas essa organização não serve outros fins. Quando pensamos a Escola e o seu funcionamento, não faz sentido ficarmos "amarrados" a esssa lógica. O Departamento de Educação Especial está previsto na Lei e faz sentido, a menos que no agrupamento exista um só professor dessa área. Para situações dessa natureza, esse professor agrupará com os professores de apoio sócio-educatico e constituirão o serviço especializado de apoios educativos, cujo representante terá obviamente assento no C. Pedagógico.
COMENTÁRIO:
Totalmente de acordo!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Primeira escola para sobredotados gera dúvidas

A partir de Setembro, Portimão vai ter uma escola do 1.º ciclo onde as crianças podem aprender xadrez e filosofia e cada uma tem direito a um computador portátil. Esta é a primeira escola para sobredotados do País, que já tem inscritas 18 crianças e pretende arrancar com 36, apesar da demora no licenciamento do projecto por parte da Direcção Regional de Educação do Algarve (DREA). Os responsáveis defendem um ensino especializado para as crianças sobredotadas, mas alguns especialistas questionam o isolamento social a que estas podem estar sujeitas.
O projecto é da responsabilidade da Universidade da Criança e o objectivo é "estimular os alunos para que sejam melhores", explica o presidente da Associação Nacional de Pedagogia da Universidade da Criança (APUC), Ricardo Monteiro. Os programas curriculares estão de acordo com o plano nacional para o primeiro ciclo. Mas cada disciplina vai ter o seu professor, já que "somos apologistas do professor especialista", acrescenta. Os alunos vão ser integrados em dois grupos: o Projecto Leonardo Da Vinci e o Projecto Einstein. O primeiro destina-se às crianças com competências artísticas e o segundo às que têm especial aptidão para as áreas científicas. A maioria delas frequenta já a Universidade da Criança.
Além das disciplinas comuns, estas crianças com um elevado potencial vão aprender xadrez, para estimular a capacidade de concentração e aprenderem a respeitar o adversário, e filosofia, ou pelo menos, vão aprender a fazê-la estimulando a agilidade mental e o sistema emocional, adianta Ricardo Monteiro. Estes conteúdos são completados pelo estudo de duas línguas estrangeiras e de música.
Para que possam desenvolver as suas capacidades, as salas de aulas também se adaptam às suas necessidades. Tanto alunos como professores vão ter na sua mesa um computador portátil. As salas estão também equipadas com quadros interactivos, mesas e cadeiras que se comprimem permitindo libertar o espaço para outras actividades.
A escola não se destina apenas a pequenos génios, mas a todas as crianças que revelem uma especial aptidão. Cada aluno tem um programa diferente adaptado às suas características e é submetido a "uma aplicação de escalas de inteligência", frisa o dirigente da APUC. Esta formação custa entre 375 e 500 euros por mês.
Quanto às dificuldades em conseguir licenciamento a tempo por parte da DREA, Ricardo Monteiro, acredita que "existe uma certa recusa em aceitar a existência de escolas para crianças com talentos especiais". O DN tentou, sem êxito, obter uma reacção da DREA.
A ideia de juntar os sobredotados para terem um ensino especial também levanta algumas reservas. É o caso de Helena Serra, presidente da Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS), que afirma: "não temos nada contra o ensino enriquecido, mas tem que se garantir um contexto de socialização considerado normal". Para Helena Serra, mãe de um sobredotado, estes alunos devem ter um ensino adequado às suas capacidades, mas devem estar com outras crianças nas restantes actividades.
A professora lembra que em Portugal até existe legislação para atender às necessidades dos sobredotados, com a adopção do plano de desenvolvimento curricular. "O problema é que depois falta um conjunto de saberes no terreno e os professores não sabem lidar com estas crianças", critica a presidente da APCS. Existem, no País, entre 35 mil a 50 mil sobredotados, segundo as estimativas da Universidade da Criança.
COMENTÁRIO:
De facto, a legislação contempla a existência de mecanismos de acompanhamento de alunos sobredotados nas escolas regulares. No entanto, como muito bem refere Helena Serra, falta um conjunto de saberes e os docentes nem sempre sabem lidar com este tipo de alunos.
Mas, pergunto, porque não são criadas as condições para que a escola regular possa, de forma eficaz, responder a este tipo de alunos? Que acontece àqueles cujas famílias não podem pagar as "propinas" da escola para sobredotados?

Inquérito revela que alunos "são carentes de tempo"

A maioria dos alunos "é carente de tempo". Os alunos escolhidos pelos mediadores da EPIS são os de "risco", com negativas e reprovações no currículo, não os de "elevado risco" que "protagonizam situações extremas relatadas nos media".
Esses, explicou ao JN Diogo Simões Pereira, são encaminhados para outro tipo de acompanhamento que "requer a ajuda dos parceiros sociais".
A carência de tempo ou atenção é expressa pelos alunos no inquérito feito pela EPIS. A absoluta convicção do amor dos pais é abalada por 9% dos alunos de risco e 2% dos sem risco que dizem só sentir "às vezes" que a família gosta deles.
No entanto, é nas respostas sobre o tempo que passam juntos e ou a ajuda que recebem da família quando têm um problema que os alunos mais revelam as suas carências: 29% dos alunos com risco dizem que só "às vezes" ficam satisfeitos com o tempo que passam com os pais e 4% "nunca" ficam satisfeitos. Entre os alunos sem risco, esse nível de insatisfação é, respectivamente, de 26 e 1%.
Metade dos alunos com risco refere que só às vezes ou nunca (7%) conversa sobre os seus problemas com a família; 48% referem que as "decisões importantes" nunca são tomadas em conjunto (8%) ou só de vez em quando.
Entre os alunos sem risco analisados, os níveis de insatisfação em relação a estes itens são de 34 e de 37%, respectivamente.

Escolas vão testar guia de boas práticas


A partir de Outubro, um grupo de 20 a 25 escolas vai funcionar com novas regras de gestão. Até final do ano lectivo, a EPIS acredita que o manual de "boas práticas" estará em condições de se tornar operacional.
A EPIS, em parceria com a empresa MacKinsey e Company, trabalha desde Maio de 2007 na elaboração de um guia de boas práticas de gestão dos estabelecimentos escolares. O objectivo do manual é "servir de apoio, uma base para" os conselhos directivos "olharem", defendeu, ao JN, Diogo Simões Pereira. A partir de Setembro, o Conselho de Escolas passa a fazer parte da parceria.
O segredo do sucesso é quase básico: "um bom gestor e um bom corpo docente produzem bons resultados", independentemente do contexto socioeconómico em que a escola está inserida, garante o administrador da associação.
"As escolas com melhores resultados são as que fazem de forma mais detalhada o seu planeamento e gestão da sua actividade". Ou seja, insistiu, "são as que geram mais e que trabalham mais próximo das famílias e com os docentes". São também as que investem mais na formação dos seus professores - esta tendência revelou-se, mesmo, linear: docentes "mais qualificados têm melhores resultados".
Evitando pormenorizar o manual - que irá codificar regras que serão aplicadas nas escolas públicas "e a todas que o desejarem" - Diogo Simões Pereira sintetizou o guia "a regras universais de boa gestão. Quem o faz melhor acaba por ter melhores resultados".
A aplicação de determinadas regras de "boa gestão" a um grupo de escolas, durante o próximo ano lectivo, funcionará como uma experiência-piloto e servirá para as entidades organizadoras do projecto - EPIS, Mackenzie e Conselho de Escolas - "acompanharem o impacto dos resultados".
As mesmas regras não serão aplicadas de igual modo por todos esses estabelecimentos. As escolas escolhidas são, aliás, as que revelaram melhores práticas no inquérito promovido aos estabelecimentos do 3.º Ciclo.
"Não teremos o mesmo discurso para todas", afirmou, acrescentando que as práticas administrativas específicas de cada estabelecimento serão respeitadas. No final, as regras que produzirem melhores resultados serão reunidas "como um cabaz".
"O cenário de partida não é catastrófico", garantiu. E, depois das metodologias recomendadas serem testadas, durante o último ano lectivo, pelo grupo de escolas-piloto, as práticas que demonstrarem melhorar o desempenho das escolas são as que constituirão o guia e poderão vir a ser integradas pelo Ministério da Educação na rede escolar.

Mediadores querem trazer "alunos à terra"

Trinta e sete por cento dos alunos do 3.º Ciclo tiveram três ou mais negativas no 1.º período no último ano lectivo. Os professores estão habituados a esta tendência, as notas são depois corrigidas até ao Verão, mas uma associação quer inverter a situação.
"Até ao Natal, andam na lua e o nosso objectivo é trazê-los à terra", explica, ao JN, Diogo Simões Pereira, director-geral da Associação Empresários para a Inclusão Social. A EPIS está no terreno, desde Setembro do ano passado, a montar uma rede de mediadores e a identificar alunos e famílias de risco. Objectivo: combater o insucesso escolar no 3.º Ciclo.
A EPIS acredita que no final do próximo ano lectivo conseguirá, através do seu projecto, diminuir o número de negativas dos alunos. Se em 2010 os resultados forem positivos, o objectivo é alargar a estratégia ao 2.º Ciclo. E assim sucessivamente até chegarem ao 1.º Ciclo, onde começam as deficiências de aprendizagem, sintetizou Diogo Simões Pereira.
Durante o último ano lectivo, a EPIS enviou um inquérito a todas as escolas básicas com 3.º Ciclo, metade (cerca de 600) responderam. Resultado: 20 mil alunos, dos 7.º e 8.º anos, foram analisados pelos técnicos da Associação no terreno, 87% desses respectivos encarregados de educação autorizaram a sinalização de risco pelos mediadores, sete mil alunos foram identificados como sendo de risco e começaram a ser acompanhados. É através da melhoria dos resultados escolares que os empresários acreditam estar a promover a inclusão social.
No ano lectivo de 2006/2007, quase 20% dos alunos do 3.º Ciclo chumbaram e praticamente metade reprovou num dos três anos que compõem esse nível de ensino. 87% dos alunos que chumbaram estão na carteira de proximidade a ser trabalhada pelos mediadores.
A estatística determinou o público-alvo: a EPIS acredita que o insucesso no 3.º Ciclo determina o abandono no Secundário, pelo que um projecto interventivo nesse nível apresentaria resultados ao fim de três anos. A necessidade de apresentar resultados aos associados levou a Associação a não escolher, para já, o 1.º Ciclo, pois "demorariam muitos mais anos até se revelarem" melhorias.
Através de parceria com o Ministério da Educação, autarquias e empresas locais, a EPIS montou uma rede em 11 concelhos-piloto e 88 escolas, que abrange cerca de 30 mil alunos e 10% do insucesso escolar no 3.º Ciclo. No terreno, estiveram 50 técnicos da EPIS - "fundamentalmente psicólogos, assistentes sociais e alguns sociólogos".
A partir de Setembro, o número de mediadores deve quase duplicar, uma vez que a tutela disponibilizou 45 professores a tempo inteiro para integrar a rede.
Mesmo entre os alunos considerados "sem risco" - que representam 37% do universo de estudantes analisado - mais de 38% têm uma a duas negativas e frequentam aulas de recuperação na escola. A mesma situação que 25% dos alunos de "risco" (63% do total de estudantes). A grande diferença revelada pelo inquérito é que, enquanto a percentagem de alunos "sem risco" com três ou mais negativas é de zero por cento, é ai que se distribuem os restante 58% de alunos considerados de "risco": 33,7% têm entre três e cinco negativas e quase 24% mais de seis. São estes alunos, considera a EPIS, que necessitam de "uma ajuda transversal, comportamental" à fornecida pela escola.
O objectivo, garante o director--geral da EPIS, é que o mediador crie uma relação de "empatia e compromisso" com o aluno e família. "A escola tem de passar a ser o clube de eleição. O local onde querem passar mais tempo". Para isso, defendeu, os estabelecimentos não podem estar isolados, mas "ligados às estruturas administrativas", como as autarquias. Equipamentos como polidesportivos, bibliotecas ou anfiteatros têm de estar indissociavelmente ligados às escolas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Medidas de Acção Social Escolar


O Despacho n.º 20956/2008, de 11 de Agosto, regula as condições de aplicação das medidas de acção social escolar, da responsabilidade do Ministério da Educação, nas modalidades de:
a) Apoio alimentar, alojamento e auxílios económicos, destinados aos alunos dos ensinos básico e secundário e do ensino recorrente nocturno que frequentam escolas públicas, escolas particulares ou cooperativas em regime de contrato de associação e escolas profissionais da área geográfica da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo;
b) Atribuição de bolsas de mérito a alunos do ensino secundário, que frequentem escolas públicas, escolas particulares ou cooperativas em regime de contrato de associação e escolas profissionais da área geográfica da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo;
c) Apoio especial no acesso aos computadores pessoais e à banda larga a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.


Relativamente aos alunos deficientes, o Despacho indica que:

1 — Os alunos deficientes integrados no ensino regular têm ainda, supletivamente em relação às ajudas técnicas a prestar por outras entidades de que beneficiem, direito às seguintes comparticipações no âmbito da acção social escolar:
a) Alimentação — 100 %;
b) Transportes — 100 % do custo para os alunos que residam a menos de 3 km do estabelecimento de ensino, bem como dos alunos cuja frequência exige a adopção de um currículo alternativo, desenvolvido em sala de apoio permanente, e dos alunos que tenham de se deslocar a salas de apoio;
c) Manuais e material escolar de acordo com as tabelas anexas para a generalidade dos alunos.
2 — Os alunos deficientes integrados no ensino regular têm ainda direito a comparticipação na aquisição de materiais específicos, em função da sua efectiva necessidade.


COMENTÁRIO:

O Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação menciona, ainda, a medida de "currículo alternativo" (actual currículo específico individual)!! Será mais um "lapso" da sua parte?!! Não conhece ainda a legislação e as medidas educativas impostas pelo ministério que integra?!!