A Portaria n.º 382/2009 e a Portaria n.º 383/2009 actualizam, em ordem ao ano lectivo de 2008 -2009, as condições de prestação de apoio financeiro aos alunos que frequentam escolas particulares de ensino especial e cooperativas ou associações de ensino especial, respectivamente.
Espaço de debate, informação, divulgação de atividades, partilha de documentos e troca de experiências relacionados com a inclusão, a educação inclusiva e as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Jovens portugueses sobredotados ganham Mundial de robôs
A modalidade de "Robôs com Pernas" do Campeonato Mundial de Robôs Bombeiros, realizado esta semana no Trinity College, em Hartford (Connetcticut), nos EUA, foi ganha por uma equipa portuguesa do pólo da cidade da Guarda da Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas (APCS).
É a primeira vez que Portugal participa neste campeonato, onde concorreu contra equipas de muitas universidades norte-americanas e de países como a China e Israel.
A equipa lusa constituída por cinco jovens, que também venceu o prémio para "O melhor design do poster de apresentação" do seu robô que apaga velas, recebeu dois prémios pecuniários e um cheque para aquisição de componentes para a construção de robôs.
Este grupo já tinha ganho a edição portuguesa do Concurso Nacional do Robô Bombeiro de 2008, organizado pela Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico da Guarda, nas modalidades "Robôs com Pernas" e "Standard".
Os robôs do Pólo da Guarda da APCS estão equipados com uma inovação tecnológica: a MD8, uma placa de circuito impresso desenhada e construída para permitir o interface de oito sensores digitais.
A MD8 foi criada para funcionar com robôs da Lego e tem como objectivo aumentar a sua capacidade para utilizarem sensores. E foi concebida por Tiago Caldeira e Tiago Gonçalves, ligados ao Projecto de Robótica da APCS.
É a primeira vez que Portugal participa neste campeonato, onde concorreu contra equipas de muitas universidades norte-americanas e de países como a China e Israel.
A equipa lusa constituída por cinco jovens, que também venceu o prémio para "O melhor design do poster de apresentação" do seu robô que apaga velas, recebeu dois prémios pecuniários e um cheque para aquisição de componentes para a construção de robôs.
Este grupo já tinha ganho a edição portuguesa do Concurso Nacional do Robô Bombeiro de 2008, organizado pela Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico da Guarda, nas modalidades "Robôs com Pernas" e "Standard".
Os robôs do Pólo da Guarda da APCS estão equipados com uma inovação tecnológica: a MD8, uma placa de circuito impresso desenhada e construída para permitir o interface de oito sensores digitais.
A MD8 foi criada para funcionar com robôs da Lego e tem como objectivo aumentar a sua capacidade para utilizarem sensores. E foi concebida por Tiago Caldeira e Tiago Gonçalves, ligados ao Projecto de Robótica da APCS.
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Sobredotados
Concurso de professores para os TEIP
Foi publicada a Portaria n.º 365/2009 que regula o procedimento concursal de recrutamento do pessoal docente da educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário para os quadros dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas legalmente definidos como prioritários.
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Professores
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Bom descanso... em paz!
Estes dias que se aproximam serão de menor actividade no blog. O descanso é importante e necessário para enfrentar o último período do ano lectivo. Creio que irá ser um pouco agitado! Faço votos para que o tema pascal, a paz, influencie os decisores, sobretudo os do ME. A todos os visitantes desta página,
colegas, amigos (ainda que virtuais),
crentes ou não,
desejo
Boa Páscoa!
«A CIF e os seus Contributos no Processo de Avaliação das NEE»
O workshop «A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) e os seus Contributos no Processo de Avaliação das Necessidades Educativas Especiais e na Programação da Intervenção em Educação Especial», tem como objectivos:
- reflectir sobre o novo paradigma da funcionalidade humana e as suas implicações nos modelos de intervenção junto da população com deficiência ou incapacidade;
- conhecer a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) enquanto instrumento organizador do processo de avaliação e programação da intervenção em Educação Especial;
- analisar as implicações do Decreto Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro, no processo de avaliação das Necessidades Educativas Especiais de Carácter Permanente;
- apresentar formas de operacionalizar a aplicação da CIF em contextos multidisciplinares no âmbito da Educação Especial.
O curso será orientado por Maria da Conceição Vitorino Baião - Professora de Educação Especial com especialização no domínio Cognitivo e Motor e mestranda do Curso de Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio da Universidade Lusófona.
Contacto: info@oficinadidactica.pt
2009-04-18
Hospital CUF Descobertas
Homologada proposta de programas de Língua Portuguesa para o ensino básico
A proposta é da autoria de uma equipa, coordenada por Carlos Reis, que integrou Ana Paula Dias, Assunção Themudo Caldeira Cabral, Encarnação Silva, Filomena Viegas, Glória Bastos, Irene Mota, Joaquim Segura e Mariana Oliveira Pinto.
A discussão do documento envolveu todas as instituições de ensino superior do país, professores do 1.º ciclo e de Língua Portuguesa dos 2.º e 3.º ciclos, orientadores de estágio, formadores, coordenadores de departamento e especialistas de várias áreas do saber ligadas ao ensino da língua.
A revisão foi acompanhada de estudos realizados pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), disponíveis na página da DGIDC .
Da consulta pública resultaram 161 pareceres favoráveis, 56 sem posição e apenas 28 contrários.
Para mais informações, consultar:
Programas de Português do Ensino Básico [PDF].
A discussão do documento envolveu todas as instituições de ensino superior do país, professores do 1.º ciclo e de Língua Portuguesa dos 2.º e 3.º ciclos, orientadores de estágio, formadores, coordenadores de departamento e especialistas de várias áreas do saber ligadas ao ensino da língua.
A revisão foi acompanhada de estudos realizados pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), disponíveis na página da DGIDC .
Da consulta pública resultaram 161 pareceres favoráveis, 56 sem posição e apenas 28 contrários.
Para mais informações, consultar:
Programas de Português do Ensino Básico [PDF].
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Política educativa,
Professores
Fechado em casa por falta de rampa à porta
Progenitor chamou a atenção de encarregado de obra, que lhe deixou degrau de cimento à porta.
É num misto de revolta e indignação que Domingos Ribeiro, residente em Aldoar há quatro anos, vê a evolução das obras que estão a ser feitas, desde Julho, nas diversas fachadas do bairro. O problema adensou-se na passada sexta--feira quando, ao final do dia, se apercebeu que junto à sua porta, com o piso ainda em terra batida, não ia ficar nenhuma estrutura que facilitasse a saída em cadeira de rodas do seu filho, de 23 anos.
"Fui alertar o encarregado da obra que não podia passar o fim-de-semana sem uma rampa junto à minha casa, porque assim o meu filho não conseguia sair. Mas, ainda fui gozado", desabafou, ao JN, Domingos Ribeiro, que tem intenção de apresentar hoje uma queixa ao provedor do Deficiente.
Domingos explicou que convive com "as dificuldades de mobilidade" do filho Aníbal "praticamente desde a sua nascença".
Por isso mesmo, depois de ter vivido muitos anos "numa casa pequenina" nas Antas, a Câmara do Porto arranjou-lhe uma habitação, num rés-do-chão, disponibilizando-se a autarquia para fazer "as adaptações necessárias na casa de banho".
"Não tenho razões de queixa da Câmara do Porto", sublinha o progenitor, enquanto aponta responsabilidades para o encarregado da obra. "Sinto-me muito magoado, porque quando disse que ia fazer queixa ao Provedor do Deficiente, o responsável da obra perguntou, com ar de troça, se não queria que ele me levasse lá", afirmou Domingos Ribeiro.
O pai de Aníbal esclarece que "também a vizinha, de 78 anos, que anda com a ajuda de duas muletas, não consegue sair de casa".
Aliás, a única solução deixada à porta do prédio onde reside Domingos, com o piso ainda a baixo do nível das tampas de saneamento, é um bloco em cimento, com pouco mais de 20 centímetros de largura, que cumpre provisoriamente o papel de degrau.
Também por isso as saídas de Aníbal não existem. O pai Domingos diz que "tem medo" de forçar a descida da cadeira de rodas, porque o filho "pode cair". Seja como for, uma solução vai ter que ser encontrada, porque Aníbal só esta semana vai ter que ir "quatro vezes ao hospital".
É num misto de revolta e indignação que Domingos Ribeiro, residente em Aldoar há quatro anos, vê a evolução das obras que estão a ser feitas, desde Julho, nas diversas fachadas do bairro. O problema adensou-se na passada sexta--feira quando, ao final do dia, se apercebeu que junto à sua porta, com o piso ainda em terra batida, não ia ficar nenhuma estrutura que facilitasse a saída em cadeira de rodas do seu filho, de 23 anos.
"Fui alertar o encarregado da obra que não podia passar o fim-de-semana sem uma rampa junto à minha casa, porque assim o meu filho não conseguia sair. Mas, ainda fui gozado", desabafou, ao JN, Domingos Ribeiro, que tem intenção de apresentar hoje uma queixa ao provedor do Deficiente.
Domingos explicou que convive com "as dificuldades de mobilidade" do filho Aníbal "praticamente desde a sua nascença".
Por isso mesmo, depois de ter vivido muitos anos "numa casa pequenina" nas Antas, a Câmara do Porto arranjou-lhe uma habitação, num rés-do-chão, disponibilizando-se a autarquia para fazer "as adaptações necessárias na casa de banho".
"Não tenho razões de queixa da Câmara do Porto", sublinha o progenitor, enquanto aponta responsabilidades para o encarregado da obra. "Sinto-me muito magoado, porque quando disse que ia fazer queixa ao Provedor do Deficiente, o responsável da obra perguntou, com ar de troça, se não queria que ele me levasse lá", afirmou Domingos Ribeiro.
O pai de Aníbal esclarece que "também a vizinha, de 78 anos, que anda com a ajuda de duas muletas, não consegue sair de casa".
Aliás, a única solução deixada à porta do prédio onde reside Domingos, com o piso ainda a baixo do nível das tampas de saneamento, é um bloco em cimento, com pouco mais de 20 centímetros de largura, que cumpre provisoriamente o papel de degrau.
Também por isso as saídas de Aníbal não existem. O pai Domingos diz que "tem medo" de forçar a descida da cadeira de rodas, porque o filho "pode cair". Seja como for, uma solução vai ter que ser encontrada, porque Aníbal só esta semana vai ter que ir "quatro vezes ao hospital".
Comentário:
Ainda existem muitas barreiras culturais a ultrapassar para se criar uma sociedade inclusiva!
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Acessibilidades
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Ir ao psicólogo, sim ou não?

Responder a esta questão é extremamente difícil, pois o normal e o patológico dependem muito do contexto. O que num contexto é anormal, num outro poderá não ser tanto assim.
"É sempre a mesma coisa: de cada vez que os pais pressentem que algo vai mal, em vez de tentarem compreender, marcam consulta para um psicólogo. Os psicólogos são os santos protectores dos pais do século XX. Recorrem a eles como se eles soubessem fazer milagres. Quase toda a malta que eu conheço já foi, vai ou arrisca-se a ir, mais tarde ou mais cedo, a um São Psicólogo dos Milagres. Nem quero pensar que me vai acontecer o mesmo... Até me dá vómitos!"
Gonzalez, M. (1994), A Lua de Joana - Editorial Verbo. Lisboa/São Paulo.
"É sempre a mesma coisa: de cada vez que os pais pressentem que algo vai mal, em vez de tentarem compreender, marcam consulta para um psicólogo. Os psicólogos são os santos protectores dos pais do século XX. Recorrem a eles como se eles soubessem fazer milagres. Quase toda a malta que eu conheço já foi, vai ou arrisca-se a ir, mais tarde ou mais cedo, a um São Psicólogo dos Milagres. Nem quero pensar que me vai acontecer o mesmo... Até me dá vómitos!"
Gonzalez, M. (1994), A Lua de Joana - Editorial Verbo. Lisboa/São Paulo.
A Lua de Joana é um livro constituído pelas cartas que uma adolescente, a Joana, escreve à sua amiga Marta, que falecera devido a problemas com drogas.
A ida ao psicólogo parece ser, no universo onde a Joana se move, uma moda. Moda esta frequentemente usada por pais que se querem desresponsabilizar e desculpabilizar face ao problema dos filhos. O pai da Joana tinha muito pouco tempo para ela, talvez por isso ela temesse que ele procurasse um psicólogo para a ajudar. A referência à ausência do pai é frequente: "Aliás, o meu pai tem outra justificação: ele não tem tempo para se chatear. Uma discussão, um ralhete, um sermão são coisas que podem durar horas, e ele não se pode dar a esse luxo, tem coisas muito mais importantes para fazer...". Esta é apenas uma citação, pois as referências à ausência do pai são muito frequentes ao longo deste livro, que desde já recomendo.
Desresponsabilização?!... Sem dúvida que por vezes esta atitude está subjacente à procura de um psicólogo. Muito recentemente um pai, num estado de grande tensão, afirmava: "Veja se o trata, pois nós já não o conseguimos aguentar". Subjacente a esta afirmação a ideia de que o único que seria envolvido no processo terapêutico seria esta criança com apenas 10 anos. Na verdade, quando os adultos levam a criança a um psicólogo quem vai falar das dificuldades e vai ser aconselhado é o adulto. O adulto é que terá de assumir o papel principal, mesmo quando o que ele preferia era de ser apenas figurante.
A insegurança é também a "mola" que muitas vezes impulsiona a procura de apoio psicológico. Há pais que consideram que se agirem desta ou de outra forma irão traumatizar os filhos, por isso procuram os psicólogos para saber como 'se deve' agir nesta, naquela e na outra situação. O medo de falhar perseguem-nos e por isso só se sentem aliviados se ouvirem a opinião de pessoas ditas mais sabedoras...
Mas, afinal, quando é que é aconselhável levar uma criança ao psicólogo? Responder a esta questão é extremamente difícil, pois o normal e o patológico dependem muito do contexto. O que num contexto é anormal, num outro poderá não ser tanto assim. Apesar desta dificuldade existem alguns sinais indicadores da necessidade de apoio psicológico, aos quais deverá estar atento. São eles:
- Mudanças bruscas de comportamento, sem que para tal exista justificação. Por exemplo, ele era muito alegre e agora começa a chorar frequentemente, sem que para tal exista uma justificação. Neste poderá ser importante pedir ajuda.
- Existência de um comportamento disfuncional, num dos contextos onde a criança se move. Se em casa ela está bem, mas na escola tem atitudes 'estranhas' e 'inexplicáveis', a ajuda de um especialista poderá ser necessária.
- Sentimento de inquietação permanente e falta de estratégias para lidar com uma determinada situação, mesmo quando todos que o rodeiam afirmam que a situação é normal.
- Redução significativa da qualidade de vida, devido à incapacidade para lidar com as características pessoais, situações e opções de vida.
- Se já usou diferentes estratégias e instrumentos e não foi capaz de solucionar esse problema que tanto o inquieta, então não hesite, procure mesmo ajuda...
Adriana Campos
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Serviços de psicologia e orientação
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Educação especial: ministério acusa Fenprof de fazer acusações “ridículas e ignóbeis”
Do texto publicado no Público, com a reacção do ME às acusações proferidas pela Fenprof, retiro apenas o seguinte, que prova, uma vez mais, o desconhecimento ou a tentativa de iludir os pais e o público, em geral.
Na nota, a tutela defende-se explicando que tem “dedicado uma atenção particular e feito um esforço interno no que respeita à educação especial”. Recorda-se, ainda, o pedido do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, de que “se existir alguma criança que não tem apoio, e deva tê-lo, as famílias devem contactar os serviços, a escola, o Ministério da Educação, para conseguir esse apoio”. (destacado por mim)
De facto, com já frisei em textos ou comentários anteriores, há alunos com NEE que não estão a ser apoiados por um docente de Educação Especial! Há-os no agrupamento onde trabalho!
Mais grave ainda,esta situação é do conhecimento dos organismos do ME, pois tem sido referido em todos os levantamentos que têm sido feitos! A Equipa de Apoio às Escolas da zona a que pertenço é conhecedora desta situação!
Felizmente, foi aberta uma vaga para o concurso de professores, a decorrer. Não é o suficiente ainda para as necessidades reais! Pretende-se abrir mais um lugar para destacamento!
Desconheço a realidade dos agrupamentos do País! No entanto, penso que as vagas não vão ser suficientes!
Outra questão pertinente, e raramente abordada, prende-se com a colocação deoutros técnicos, sobretudo de psicólogos e de terapeutas da fala. Quanto a esta questão, não se ouvem vozes!
Educação especial: Fenprof garante que concurso de professores excluirá mais de 2500 docentes
A Fenprof diz que o actual concurso de professores só abriu 830 vagas para docentes do ensino especial, o que deixará de fora milhares de docentes com formação nesta área, e reitera críticas ao Governo pela adopção de uma nova forma de classificação dos estudantes com necessidades específicas.
Em conferência de imprensa, o líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), voltou a criticar o Ministério da Educação por ter decidido passar a identificar os estudantes com necessidades especiais através da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), um sistema de classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que descreve, avalia e mede a saúde e o nível de incapacidade de uma pessoa.
Com a adopção deste sistema, "milhares" de crianças deixaram de ter acompanhamento especial nas escolas, o que está a afectar também os professores, sublinha a Fenprof. Segundo Mário Nogueira, a Sociedade Portuguesa de Pedopsiquiatria refere que as escolas portuguesas têm uma taxa de prevalência de necessidade educativa especial (NEE) na ordem dos 10 a 11 por cento. No entanto, e ainda de acordo com Mário Nogueira, que referiu dados do Ministério da Educação (ME), esse valor caiu no ano lectivo de 2007/2008 para os 3,9 por cento. "É evidente que o que está por detrás disto é poupar, poupar onde não se pode poupar e onde tem de haver investimento", sublinhou.
De acordo com os dados apresentados hoje pela Fenprof, com base em dados do ME, dos 5557 docentes em funções de educação especial, o concurso de 2006/2009 contemplou 2155, deixando, por isso, de fora 3402. Com as actuais 830 vagas para professores do ensino especial que o ME pôs a concurso para 2009/2013, tendo por base os anteriores 3402, ficarão de foram 2572 professores, destacou a federação sindical.
Tutela diz que todos os estudantes estão sinalizados
O Ministério da Educação já negou por diversas vezes que a adopção da CIF tenha excluído alunos com necessidades educativas específicas do ensino especial, garantindo que todos os estudantes com esse tipo de necessidades estão sinalizados. O Governo sustenta ainda que os estudos que apontam para entre os oito e 12 por cento de alunos com dificuldades de aprendizagem não têm relação com a realidade e destaca que a adopção da CIF faz parte de recomendações internacionais. Entretanto, no início deste ano o ME anunciou que vai avaliar a aplicação da CIF e que os resultados preliminares serão conhecidos dentro de seis meses.
Nessa altura, o secretário de Estado da Educação recordou os problemas "gravíssimos" que existiam na sinalização das crianças e jovens com necessidades educativas especiais. "Partir do pressuposto de que quantas mais crianças forem apoiadas melhor é errado. Tínhamos freguesias inteiras em que todas as crianças de etnia cigana estavam sinalizadas. Isso não é uma resposta adequada", afirmou Valter Lemos, rejeitando as críticas de que esta reforma foi puramente economicista.
O Ministério da Educação quer ter até 2013 todas as crianças com necessidades educativas especiais nas escolas de ensino regular, ao mesmo tempo que as escolas de ensino especial estão a ser transformadas em centros de recursos para a inclusão.
Comentário:
os alunos podem estar sinalizados, mas isso não significa que estejam a ser apoiados por um docente de educação especial. São as meias verdades... e facto, nem todos estão a ser apoiados!
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