quarta-feira, 5 de novembro de 2008

“Modelo de avaliação pode ser melhorado”

Correio da Manhã – Foi nomeado presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Quais os seus objectivos?
Alexandre Ventura – Toda a minha acção será no sentido de introduzir serenidade e diálogo no processo, que está com bastante ruído. O modelo pode ser objecto de melhoria com o contributo de todos. Cabe-nos encontrar as melhores soluções e apresentá-las à tutela, que decidirá se as adopta.
– Num congresso na Madeira teve "posicionamentos críticos" face ao actual modelo...
– Não tenho consciência exacta das palavras que proferi, mas qualquer modelo é passível de melhoria.
– Os professores queixam-se de falta de tempo para os alunos.
– Provavelmente é um dos aspectos que poderão ser sujeitos a alguma melhoria, para tornar o modelo mais eficaz e eficiente, atingindo o mesmo objectivo com menos dispêndio de energia e maior concentração no trabalho com os alunos.
– Qual a autonomia de um Conselho a que a ministra preside se assim entender e com voto de qualidade?
– Foi em face desta configuração que aceitei o desafio e seria despropositado criticar. Não imagino que o órgão tivesse desenvolvido a sua actividade de forma menos livre. Não me parece que seja essa a atitude da tutela.
– O Conselho fez recomendações críticas sobre o modelo e saíram a presidente Conceição Castro Ramos e Matias Alves...
– A presidente saiu por aposentação e Matias Alves porque deixou de ser professor titular.
– É estranho ser nomeada e meses depois aposentar-se.
– São especulações. Não conheço declarações de Conceição Castro Ramos que refiram outra motivação para a saída.
– Como encara a manifestação de professores de sábado?
– São aspectos de ordem política. Outros países viveram este fenómeno há 10/15 anos quando mudaram o paradigma da avaliação.

Ministério garante que avaliação de professores está a avançar "em todas as escolas"

O Ministério da Educação garantiu hoje que o processo de avaliação docente "está a avançar em todas as escolas", com base na Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, desmentindo assim os dados avançados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof)."
Desmentem-se assim as alusões, contraditórias entre si, em jornais diários de hoje, a suspensão, adiamento, atraso ou interrupção do processo de avaliação [...] Qualquer outra visão só pode derivar da vontade de criar ruído e perturbar o direito dos docentes a serem avaliados", afirma o gabinete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, em comunicado. A agência Lusa contactou o ministério para obter mais esclarecimentos, mas tal não foi possível em tempo útil.
Comentário:
Perante esta posição, o ME só pode estar a querer iludir a opinião pública! Tem sido essa posição desde início e continua! De facto, o "rei vai nú" na actual política educativa nacional!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Metade das escolas suspenderam ou vão suspender a avaliação

Mais de 150 escolas já suspenderam o processo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação. E, segundo a Fenprof, mais 450 escolas estão a recolher assinaturas para travar o processo, somando-se a estas outra centena de escolas que "optaram por adiar consecutivamente os prazos, fazendo com que, na prática, a avaliação não esteja a avançar", segundo Francisco Almeida, daquela federação.
Num universo composto por quase 1200 escolas do básico e secundário, a Fenprof conclui assim que "mais de metade está a recusar-se a avançar com um modelo de avaliação do desempenho docente que, além de mau, é inexequível".
Ao PÚBLICO o assessor de imprensa do Ministério da Educação (ME) afirmou apenas que "a avaliação está a avançar nas escolas, com calma e serenidade". A Fenprof, por seu turno, diz ver nesta recusa das escolas um sinal de que o protesto marcado para sábado vai superar a manifestação de 8 de Março, que levou perto de cem mil professores à rua.

Cercifaf já integrou 201 deficientes no mercado

Trinta anos após a sua fundação, a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Fafe (Cercifaf), é cada vez mais uma referência nacional e internacional na integração na sociedade de jovens com deficiência.
Ao longo destas três décadas de trabalho em prol da pessoa com deficiência esta instituição tem vindo a adaptar-se às exigências que a sociedade, sempre em mutação, vai acarretando. Assim, nos últimos 20 anos, a valência de formação e emprego da Cercifaf já integrou no mercado de trabalho 201 jovens que hoje pertencem à faixa da população activa do país. Este número é significativo já que representa 77% do total de pessoas que passaram por este centro de formação. A percentagem de Fafe ganha ainda maior relevo quando comparada com a média nacional de 21% divulgada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Na comemoração de mais um aniversário, a Cercifaf distinguiu mais 18 empresários que têm colaborado com a instituição na integração de jovens deficientes e que se vêm juntar aos mais de 80 já distinguidos ao longo de 20 anos de formação. Uma dessas empresárias, Fernanda Fidalgo, destacou "o bom desempenho profissional, excelente pontualidade e assiduidade" e ainda demonstram "interesse em contribuir com ideias para o melhor funcionamento da empresa".
Esta parceria com empresários da região é vista pela direcção da Cercifaf como um exemplo a seguir na integração de pessoas com deficiência, ainda para mais quando não está fácil empregar quem quer que seja. "Esta atitude dos empresários diz muito da sua responsabilidade social e destaco ainda o carinho, a amizade, compreensão, tolerância e solidariedade demonstradas por todos", referiu Lino Silva presidente da direcção.
O ano de 2008 ficará também marcado pela edificação de duas valências que vão expandir o raio de acção da instituição, uma residência para pessoas com deficiência e o Centro de Actividades Ocupacionais. "Duas estruturas fundamentais dada a enorme procura que chega de todo o país", explicou Lino Silva, falando de um investimento que rondará o milhão e meio de euros e que tem já um financiamento governamental de 700 mil euros.
Como desafio, a Direcção da Cercifaf está apostada em tudo fazer para que as crianças e jovens com deficiência possam encontrar nesta instituição "as melhores condições para o pleno exercício da cidadania, do respeito pelos inalienáveis direitos à não discriminação, à igualdade de oportunidades no acesso à educação, à formação profissional, ao emprego, à habitação ao desporto e lazer". Nesta fase em que as escolas públicas terão a obrigação de receber as crianças que têm necessidades educativas especiais, Lino Silva assegura que a Cercifaf "não deixará de dar todo o apoio às crianças mas passará a fazê-lo em pareceria com os agrupamentos de escolas".

Fenprof garante que avaliação está parada em metade das escolas


São já cerca de centena e meia as escolas que tomaram posições no sentido de pedir a suspensão da avaliação, garante Mário Nogueira, da Fenprof - na sexta-feira, a FNE falava em menos de uma centena. Mas o sindicalista assegura que o processo está "efectivamente parado" em cerca de metade, já que muitas escolas optaram por "estratégias de protelamento". No entanto, o secretário de Estado da Educação considera que este cenário "é absolutamente falso". Valter Lemos assegura que o processo está a decorrer na "esmagadora maioria" dos estabelecimentos de ensino e que os pedidos formais que chegaram ao Ministério são poucos - "uma dezena, talvez nem isso".

Mário Nogueira diz que tem encontrado situações diferentes no terreno. "Temos estado em várias escolas todos os dias e há muitas onde quase todos os professores já manifestaram a intenção de suspender processo", diz. Em cerca de centena e meia já se tomaram posições efectivas, noutras os professores aprovaram moções para apresentar ao Ministério e noutras ainda correm abaixo-assinados para exigir a suspensão. Além disso, diz o sindicalista, é difícil contabilizar as que estão a adiar os prazos, mas juntando todas estas situações, "o processo está parado em cerca de metade".

João Madeira, do Movimento Escola Pública, prefere não distinguir entre as escolas que anunciaram formalmente a suspensão do processo e aquelas onde foram levantados outros obstáculos. "São expressões diferentes do mesmo problema que convergem no mesmo sentido, isto é, traduzem todas bloqueios à avaliação", diz. "O número está a crescer de dia para dia", confirma José Ricardo, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE). "É necessário alterar o modelo de avaliação, porque o processo está a causar graves prejuízos ao ensino", diz o vice-secretário-geral da FNE. Para Mário Nogueira, a implementação da avaliação veio criar "um ambiente de cortar à faca nas escolas". "É por isso que pedimos a suspensão deste disparate", conclui. No entanto, os representantes da FNE e da Fenprof salientam que pretendem avançar rapidamente para a renegociação do processo de forma a encontrar um processo de avaliação "mais justo". "Não questionamos a necessidade de avaliação", reforça Mário Nogueira.

Para o secretário de Estado da Educação, "quer dar-se uma ideia de que as coisas não estão a funcionar nas escolas e isso não é verdade". Valter Lemos diz-se ainda surpreendido pelas posições dos sindicatos, uma vez "que o Ministério está a cumprir escrupulosamente o memorando de entendimento assinado em Abril".

Para José Ricardo, a manifestação do próximo sábado servirá para tirar teimas. "Se neste protesto estiverem centenas de milhares de professores podemos concluir que a contestação não se limita a 70 ou 80 escolas", considera.

Uma escola onde a maioria dos alunos quer ficar pelo 9.º ano

Junto à fronteira espanhola, no distrito de Portalegre, continuam a estar três das dez escolas com média mais baixa a nível de exames nacionais. A Secundária EB2,3 de Alter do Chão (606.ª posição, com 7,18 valores), a EBI Frei Manuel Cardoso (584.ª, com 8,51 valores) e a Secundária Professor Mendes Remédios (605.ª, com 7,63 valores), visitada pelo DN, que até tem um pavilhão desportivo novo, aulas de equitação e um site . E estes resultados acabam por colocar o distrito alentejano no final da lista, com uma média de 9,65 valores. No extremo oposto ficou o de Lisboa, com 11,38 valores.
As notícias dos maus resultados da escola não parecem, no entanto, afectar a maioria dos alunos. "Porque não havíamos de estar bem-dispostos? Sim, tive umas notas mais baixas, mas também não quero ser cientista nem matemático. Quero ser agricultor, como o meu pai... ou polícia!" O retrato traçado pelo José Miguel, de 14 anos, é multiplicado pelos vários colegas que, à saída da cantina, se preparam para ir jogar à bola no novo pavilhão desportivo.
"Temos óptimas instalações, um bom ambiente escolar, sem violência e essas coisas de que se ouve falar nas notícias", confirma José Bruno, presidente do Conselho Directivo da Escola Secundária Professor Mendes Remédios.
Os porquês da má classificação, numa escola que até apresenta infra--estruturas e organização de fazer inveja à maioria das mais de seiscentas que lhe ficaram à frente no ranking, encontra-os, em razões maiores que a vontade de fazer melhor todos os dias. "Vivemos num dos distritos mais pobres do País, isto é o ensino público, não temos cá as elites que pagam por mês o que a maioria dos pais destes miúdos não ganha em três meses...", explica.
"Se numa privada em Lisboa, por exemplo, todos os miúdos querem estudar, aqui temos de lutar com o abandono todos os dias, falar com os pais, sensibilizá-los para a importância de continuar na escola", assinala.
Apesar do esforço dos professores, as expectativas dos cerca de 700 alunos que frequentam a Secundária de Nisa, divididos entre os vários ciclos de ensino, do pré-escolar ao secundário, é muito baixa: a maioria espera apenas acabar a escolaridade obrigatória. "Infelizmente ainda é isso que se verifica, até porque a maioria destes alunos sabe desde muito cedo que há pouco trabalho na região, e que não terão grandes saídas profissionais, apesar de desta escola já terem saído professores catedráticos, médicos e engenheiros", explica José Bruno. E, por isso, adianta, "fazemos tudo para tentar contrariar essas baixas expectativas, tentamos dar um empurrão". "Mas tenho de dizer que não podemos andar com o Alentejo inteiro para a frente sem a ajuda de mais ninguém", lamenta.

domingo, 2 de novembro de 2008

"ESTOU A INVESTIR NA VIDA DELE"

Ter uma vida normal, falar e ouvir como os outros meninos da mesma idade, frequentar as mesmas escolas e ter as mesmas oportunidades. É apenas isso que Bruno Bernardo pede para o filho, Cristiano, de dois anos, que nasceu com surdez profunda. Depois de noites sem dormir por não saber como retirar o filho daquele mundo de silêncio, este pai alentejano viu surgir a esperança ao saber que o menino poderia receber um implante coclear e assim "poder ouvir e falar como os meninos normais, que nascem sem qualquer limitação".
O implante coclear – 0 500º do Serviço do Otorrinolaringologia do CHC – foi colocado a 9 de Setembro. Seguiu-se o normal processo de cicatrização e um mês depois o aparelho foi ligado e programado para receber os primeiros sons. A criança iniciou as sessões intensivas de terapia da fala que vão prolongar-se por, pelo menos, três meses.
De segunda a quinta-feira, Cristiano fica em Coimbra, acompanhado dos pais ou dos avós e passa as manhãs no Serviço de Otorrinolaringologia a aprender a interpretar os sons que começa a ouvir e a dizer as primeiras palavras.
A estadia em Coimbra representa um "enorme esforço" para a família, que tem poucos recursos. Só em deslocações e portagens são mil euros por mês, mas é também necessário pagar o alojamento e a alimentação.
"Está a ser muito complicado suportar as despesas, mas o mais importante é o meu filho. Estou a investir na qualidade de vida dele", diz o pai. Cristiano tinha um ano e meio quando os pais se aperceberam de que não ouvia. Chegou a usar uma prótese, que nada resolveu.

CM Online

Electrónica põe surdos a ouvir

É uma sensação fantástica, semelhante a um milagre, aquela que sentem os surdos profundos que depois de operados já conseguem ouvir e falar como as pessoas que têm uma audição comum. Esse dom está nas mãos da equipa do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), onde se situa o centro nacional de implantes cocleares.
Só este ano aquela equipa já realizou perto de sessenta intervenções para colocação de implantes cocleares, retirando igual número de surdos ao silêncio e dando-lhes acesso ao mundo dos sons e da fala.
O implante coclear é um método terapêutico que consiste na aplicação de um dispositivo electrónico na cóclea que capta os sons da fala e do meio ambiente e faz a estimulação directa do ouvido interno, vencendo a barreira da surdez.
A equipa do CHC está a implantar dois novos surdos por semana. "Houve anos em que não pusemos nenhum por não haver aparelhos disponíveis. O drama era então escolher o doente, mas nos últimos anos adquirimos um excelente ritmo de trabalho", disse o director do serviço, Carlos Ribeiro.
Os implantes podem ser aplicados a adultos que já ouviram e falaram mas que perderam essa faculdade por acidente ou doença ou em crianças até aos dois anos que nasceram com surdez profunda. O primeiro ocorreu em 1985, tendo já sido aplicados mais de meio milhar de aparelhos em doentes de todas as idades. O mais novo tinha 16 meses e o mais velho 82 anos.
Os resultados são dos melhores da Europa, devido à experiência da equipa, às características da língua portuguesa e a um método de programação e treino que é conhecido como o método de Coimbra.

Professores denunciam carga horária ilegal

A carga burocrática faz com que muitos professores trabalhem mais de 40 horas semanais. A FNE está a fazer um levantamento e diz-se inundada de queixas. Cerca de 100 já poderão seguir para tribunal.
É um dos principais ataques ao modelo de avaliação docente. A ligação é, aliás, indissociável para os professores. "A excessiva carga burocrática" e as "reuniões intermináveis", contempladas regularmente, na "componente de trabalho individual", obriga os docentes a prolongarem os seus horários para tempos "ilegais", queixam-se.
Há duas semanas, a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) lançou uma campanha para fazer o levantamento sobre a frequência desses "horários ilegais". O processo é simples, os professores preenchem um formulário que está disponível no endereço electrónico da FNE.
O sindicato esperava já poder revelar números mas as queixas são tantas "para o gabinete jurídico, secções de informação do sindicato e a delegados no terreno" que, para já, é impossível avançar com informação quantificada, justificou Lucinda Manuela.
O JN apurou, no entanto, que cerca de 100 denúncias estão a ser analisadas pelo gabinete jurídico da FNE e, destas, algumas poderão ser passíveis de seguir a via judicial. A Federação tentará "resolver caso a caso" e só depois avançará para tribunal.
As queixas não variam muito de professor para professor, garante Lucinda Manuela. O excessivo peso das "tarefas burocráticas" e as "reuniões intermináveis" obrigam os professores a cumprir mais de 40 horas de trabalho por semana. "E quando um funcionário trabalha horas extraordinárias recebe", insiste a dirigente.
É no artigo que regula a "componente de trabalho individual", do despacho nº19117/2208 (ler caixa), que está contemplado o tempo para a preparação de aulas, correcção de trabalhos ou testes, investigação e reuniões, "que deveriam ser ocasionais e não diárias", protestou a dirigente. É, precisamente, neste artigo que têm sido cometidos as principais "ilegalidades", considera, já que só os trâmites com a avaliação de desempenho obrigam a "reuniões intermináveis, por vezes, noite dentro".
"Deixem-nos ser professores", defende, argumentando que a falta de tempo para a preparação de aulas e acompanhamento dos alunos está a deixar os professores "desesperados" já no início do ano lectivo: Uns pedem antecipação da aposentação, outros estão à beira de um esgotamento, refere.
Algumas das queixas denunciadas pelos professores têm eco num parecer do Conselho Nacional de Educação, divulgado esta semana, recorde-se.
O órgão consultivo do Governo para a Educação considera que "há descontinuidades" entre os ciclos de ensino que deveriam ser "esbatidas". Nesse sentido alerta para "a instabilidade ao longo de um dia de trabalho escolar causado por horários inadequados aos ritmos de aprendizagem; práticas menos adequadas de atribuição de serviço aos preofessores e aos directores de turma ao longo da escolaridade; a quase inexistência de trabalho colaborativo entre professores; o número excessivo de turmas atribuído a uma grande parte dos professores, tornando inevitável a dispersão e muito difícil a responsabilização destes pelo acompanhamento dos alunos". A ministra da Educação vai ao Parlamento esclarecer a sua posição quanto às recomendações do parecer.

sábado, 1 de novembro de 2008

Escola preparada para acolher crianças autistas

Até os olhos sorriram, quando as crianças entraram na sala e viram computadores e um quadro electrónico cheio de cores. O Centro Escolar de Baião, com uma unidade especial para alunos autistas, foi inaugurado esta sexta-feira.
Com um total de 12 salas e uma capacidade para acolher 288 alunos, o Centro Escolar, localizado em Campelo, paredes meias com a EB2,3 de Baião, tem uma área específica reservada ao acompanhamento de crianças que sofram de autismo.
Diogo, filho do presidente de Junta de Freguesia de S. Tomé de Covelas, é o primeiro aluno com lugar reservado no novo espaço. O pai, António Vieira, agradece a quem atendeu à sua preocupação. "Não é nada fácil ter um filho assim. Tenho dois, mas só um é autista. Porém, este dá-me trabalho por dois ou três", desabafou o autarca.
Os meninos autistas terão formação normal, ficando inseridos nas turmas regulares. No entanto, terão acompanhamento específico a cargo de técnicos especializados em áreas como a Psicologia. Neste caso, o acompanhamento é feito em espaço próprio: uma das salas é dividida por biombos que permitem, entre outras situações, o isolamento das crianças.
JN Online