domingo, 7 de setembro de 2008

Ver desporto melhora aptidões linguísticas

Um estudo norte-americano sugere que assisitir a actividades desportivas, ou falar sobre elas, estimula zonas do cérebro envolvidas na compreensão da linguagem.
Um estudo revela que as zonas do cérebro envolvidas na compreensão das palavras são igualmente accionadas nos praticantes de desporto e nos seus adeptos.
A conclusão é de um estudo publicado na última edição da revista "Proceedings of the National Academy of Science".
A investigação apurou que atletas e adeptos melhoram as suas capacidades e a sua compreensão da linguagem perante a prática desportiva.
A autora do estudo, a professora norte-americana de Psicologia da Universidade de Chicago, Sian Beilock salienta que a investigação conseguiu identificar que "as partes do cérebro normalmente envolvidas no planeamento e controlo das acções também se activam quando os desportistas e os adeptos escutam e intervêm em conversas sobre o desporto".
"O estudo serviu para mostrar que "o cérebro na idade adulta é mais flexível do que se pensava", afirma Sian Beilock.
A neurologista Cristina Costa, do Hospital Amadora-Sintra, disse à Lusa que é uma conclusão "muito interessante do ponto de vista da plasticidade do cérebro".
Como a investigação foi feita em adultos, este estudo veio revelar que "estamos sempre a aprender", adiantou.
A investigação envolveu 12 jogadores profissionais de hóquei sobre o gelo, oito adeptos deste desporto, mas que não o praticavam, e nove pessoas que nem jogavam nem viam hóquei.
Os participantes escutavam um conjunto de frases relacionadas ora com o hóquei, ora com actividades quotidianas e, a seguir, era-lhes apresentada uma imagem. Era-lhes, então, perguntado se esta estava em consonância com o que tinham escutado.
Tinham ainda de responder a perguntas para avaliar o seu grau de compreensão. Ao mesmo tempo, o comportamento do cérebro era seguido através de imagens de ressonância magnética
"O nosso estudo demonstra que actividades não relacionadas com a linguagem, como praticar ou ver desporto, melhoram as competências linguísticas e compreensivas, uma vez que activam as zonas do cérebro envolvidas na compreensão das palavras", explicam os autores.
Para Cristina Costa, os benefícios do desporto a nível cerebral há muito que foram comprovados, por exemplo na protecção de doenças como o Alzheimer.

sábado, 6 de setembro de 2008

Apoio dos pais é essencial para o sucesso escolar

Confiança é fundamental para bons resultados
O que é que distingue um bom aluno? Para as professoras com quem o DN falou, o interesse: nas aulas, nas matérias e o interesse dos pais. Aliás, o papel dos encarregados de educação no desempenho do aluno é mesmo fundamental, consideram as educadoras.
"Estar atento, é o meu lema", diz Maria de Jesus Pena, professora reformada e coordenadora pedagógica do Centro de Estudos X-Plain, em Lisboa. Como é que isso se traduz no dia-a-dia? A educadora aconselha os pais a acompanharem os filhos nas tarefas escolares, ajudá-los nos trabalhos de casa - "sem os fazer por eles" -, estar atento às datas dos testes, perguntar como correram, saber as notas. Sobretudo, "nunca perder a oportunidade de elogiar". Porque a confiança é fundamental, explica. "Já vi muitos alunos melhorarem a todas as disciplinas porque tiveram apoio numa. Entusiasmam-se e percebem que são capazes", conta. "
Acreditarem em si próprios é fundamental", concorda Maria João Saraiva de Menezes, professora de Filosofia. A autora de livros com conselhos para pais diz ainda que os educadores devem estimular a ambição das crianças. No entanto, recusa a atribuição de recompensas (dinheiro ou prendas) por notas, já que considera que os resultados devem servir para aumentar o ego e não a carteira. Já Maria de Jesus Pena valoriza a abordagem positiva e não vê esta prática com maus olhos.
Para Maria de Menezes, os educadores servem ainda para estabelecer regras. E uma das regras deve ser o estudo diário, diz. "Estar com atenção nas aulas pode não ser suficiente. O tempo de estudo necessário varia muito de criança para criança", realça Maria de Jesus Pena. As professoras falam em pelo menos uma hora por dia e consideram que, quando aumenta o número de disciplinas, não é suficiente. Quando não é possível os pais acompanharem o estudo dos filhos, Maria de Jesus Pena considera que as explicações e os centros de estudo podem ser solução, "desde que sejam bons e tenham professores motivados e competentes". Um segredo é estar atento aos interesses da criança e usar isso para a motivar, diz.
O mesmo se passa na leitura, diz a educadora. É um dos hábitos que melhoram o desempenho escolar, no entanto, é também muito difícil de incutir. Maria de Jesus Pena recomenda muito cuidado na escolha dos primeiros livros. "Tem de ser criteriosa, o livro tem de ir ao encontro dos gostos da criança, e prendê-la nas primeiras páginas, porque uma má experiência pode arruinar a criação do hábito." Ao mesmo tempo, os livros competem com a multimedia, lembra a professora de Filosofia. "Os computadores são óptimos, mas sem exageros. Não se pode rodear as crianças de tecnologia para ficarem entretidas", alerta Maria de Jesus Pena.
As educadoras lembram também que as crianças e os adolescentes precisam de tempo. "Tempo para não fazer nada, viver o seu espaço, a relação com os irmãos, a busca do eu", diz a professora de Filosofia. Por isso, cuidado para não os sobrecarregar com actividades extracurriculares.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Novo ano lectivo, novas regras

Mais professores avaliados, cartão electrónico nas escolas, eleição de novos directores, menos professores por turma no 2.º ciclo, 500 mil portáteis para os alunos do 1.º ciclo, alterações na mobilidade e colocação de professores declarados incapazes. Há mudanças no horizonte em 2008/2009.
Desenvolvimento do tema em EDUCARE.

Manuais e refeições gratuitas e passe para combater abandono e insucesso escolar

O abandono prematuro e o insucesso escolar vão ser combatidos, este ano lectivo, pelo Governo em duas frentes: o alargamento da acção social, que garantirá livros e refeições gratuitas a 400 mil alunos, e a criação do passe escolar. Estas medidas foram aplaudidas pelos pais e consideradas "positivas", mas insuficientes, pelos sindicatos e partidos da oposição.
O alargamento da Acção Social Escolar vai permitir que 711 mil estudantes dos ensinos básico e secundário beneficiem de apoio, quase três vezes mais dos que beneficiavam até agora.
O passe escolar nos transportes, para crianças entre os quatro e os 18 anos, possibilitará uma redução de 50 por cento do valor mensal da assinatura.
Para o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, estas medidas impunham-se pelo "próprio programa constitucional, que este Governo leva à prática".
"Nós acreditamos que cada vez mais é clara a responsabilidade de cada parte nisto: do Governo, que assim se assume mais de acordo com a Constituição, e das escolas, que terão cada vez maior responsabilidade na discussão dos seus projectos educativos e na adequação dos seus orçamentos", disse Albino Almeida.
Medidas “claramente insuficientes”
Para o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos de Professores, FNE, João Dias da Silva, estas medidas são positivas mas "claramente insuficientes para as dificuldades que as famílias enfrentam".
Uma posição sustentada por Luís Lobo, da Federação Nacional de Professores, Fenprof: "Nenhum cidadão fica descontente quando se trata de benefícios para as famílias, mas isto significa que as famílias ainda têm de pagar a Educação que deveria ser gratuita, segundo a Constituição."
O deputado comunista Jorge Pires considera também que as verbas destinadas à acção social escolar não vão, "nem de perto, nem de longe, resolver os problemas centrais das famílias".
"O Governo está a dar alguma ajuda a uma parte das crianças, mas que fica muito longe das necessidades reais da população", disse o deputado do PCP, recordando que, nos últimos três anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, na variação de preços ao consumidor, o produto que mais subiu foi a educação (16,2 por cento).
Para a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, o alargamento da acção social escolar "é mais que necessário, a dúvida é se vai conseguir cumprir-se na totalidade".
Para o deputado do CDS-PP José Paulo Carvalho, estas são "medidas positivas se o Governo as conseguir desenvolver e pôr em prática".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Governo actualiza em 2,6 por cento comparticipação de subsídio em colégios de educação especial

O Governo actualizou hoje em 2,6 por cento as componentes que definem a comparticipação do subsídio por frequência em estabelecimento de educação especial e estabeleceu os valores máximos das mensalidades a praticar em instituições com e sem fins lucrativos.
Uma portaria dos ministérios das Finanças e da Administração Pública e do Trabalho e da Solidariedade Social, publicada hoje em Diário da República, actualiza em 2,6 por cento os escalões de poupança familiar, a partir dos quais são definidos as percentagens para determinar o valor do subsídio por frequência de estabelecimento de educação especial. O valor é obtido através da dedução da comparticipação familiar ao montante da mensalidade praticada pelo estabelecimento.
Em Diário da República foram hoje divulgadas mais duas portarias, dos ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, também dedicadas ao ensino especial. Uma delas estabelece os valores máximos e as normas reguladoras das mensalidades a praticar pelas cooperativas e associações de ensino especial, bem como as comparticipações aos estabelecimentos sem fins lucrativos.
Estes colégios só podem praticar mensalidades na modalidade de semi-internato relativamente aos alunos com idade inferior a seis anos e superior a 18. O valor máximo da mensalidade na modalidade de semi-internato é de 150,15 euros. Os estabelecimentos de ensino não podem praticar mensalidade a alunos dos seis aos 18 anos, por estarem abrangidos pelo regime de gratuitidade de ensino.
Uma terceira portaria estabelece os valores máximos e as normas reguladoras das mensalidades a praticar pelos estabelecimentos de educação especial com fins lucrativos. Nesta portaria é referido que os montantes das mensalidades foram actualizados com base numa taxa de 2,57 por cento.
No que diz respeito ao regime de externato dos colégios com fins lucrativos os valores máximos das mensalidades a praticar são de 288,26 euros. Em semi-internato, o valor é de 369,59 euros e em regime de internato 699,53 euros. Estas mensalidades são igualmente praticadas relativamente a alunos com idade inferior a seis anos e superior a 18.

Candidatura a acreditação de centros de recursos para a inclusão

Está aberto o concurso para a acreditação de Centros de Recursos para a Inclusão (CRI), para efeitos no disposto no artigo 30.º do Decreto-lei n.º 3/2008, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2008.
Para mais informação, consultar a publicação do concurso.

Primeiro-ministro garante que Educação é a prioridade das políticas de investimento público


O primeiro-ministro, José Sócrates, assegurou que a Educação é a área "prioritária das políticas de investimento público".

Assegurando que a Educação é "a área prioritária das políticas de investimento público", o primeiro-ministro destacou ainda o investimento no plano tecnológico para as escolas, como a aquisição de mais computadores e quadros interactivos, uma rede de videovigilância e um cartão do aluno que dispensa a utilização de dinheiro.

Durante a visita, destinada a assinalar o início do ano lectivo 2008/2009, José Sócrates, que esteve acompanhado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, assegurou que todas as escolas secundárias do país que precisam de obras vão ser requalificadas, no âmbito de um programa de modernização, até 2015.

A visita aos liceus Pedro Nunes, D. Filipa de Lencastre e Passos Manuel marcou o arranque dos trabalhos nas 26 escolas secundárias que integram a primeira fase do projecto, que vai durar 16 meses. No próximo ano, na terceira fase do programa, o Governo conta fazer obras de requalificação em mais 74 escolas. Até 2015, espera o Governo, estarão concluídas as obras de modernização nas 332 escolas do país. No próximo dia 15, deverão abrir as quatro escolas da "fase-piloto" do programa, já renovadas, duas em Lisboa e duas no Porto.

Como as obras vão decorrer em tempo de aulas, foram instalados 240 contentores climatizados nas várias escolas do país, para receber os alunos. Admitindo que o facto de as obras decorrerem durante o período escolar vai tornar "mais pesada" a tarefa de ensinar, a ministra da Educação disse estar convicta de que a comunidade escolar ultrapassará esse obstáculo. "Mais cursos profissionais, com mais alunos e melhores resultados devem-nos animar", afirmou a ministra, assinalando o início de mais um ano lectivo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ministra da Educação sem receio de protestos


A poucos dias da abertura de mais um ano escolar, a ministra da Educação mostra mais uma vez não recear a contestação dos sindicatos .
O esforço do Governo, diz Maria de Lurdes Rodrigues, tem sido compensado pelos resultados dos alunos.
Este ano lectivo, acrescenta a ministra, estão reunidas as condições para vir a ser prestado um bom serviço público de educação.
«É um ano que começa com mais alunos e em que os resultados escolares foram melhores. É um ano em que teremos mais cursos profissionais, mais investimento nas escolas, mais acção social escolar, mais apoio para as famílias, mais livros, computadores, melhores condições de ensino e aprendizagem. Portanto, espero que seja um ano em que se presta um melhor serviço público de educação», salienta.
Maria de Lurdes Rodrigues comenta ainda, nesta entrevista à TSF, a situação dos 40 mil professores que, segundo a FENPROF, não foram colocados este ano. A ministra reconhece que as necessidades das escolas são cada vez mais reduzidas.
«O que acontece é que no início de cada ano o Ministério coloca os professores apenas para as necessidades residuais, como seja a substituição de pessoas que se reformaram ou que estão ausentes por qualquer motivo. É um número de colocações reduzida que corresponde às necessidades que as escolas manifestaram», salienta.
Sobre os protestos da FENPROF, que já começaram na segunda-feira, a ministra adianta estar preparada.
«A contestação faz parte da vida social e por isso temos que estar preparados para ela assim como para os processos de integração normal. Será um ano de grande esforço e trabalho, mas que é compensado pelos resultados escolares e pelo facto de estarmos a conquistar alunos para o sistema educativo», salienta.
Maria de Lurdes Rodrigues acompanha, esta manhã, o primeiro-ministro José Sócrates na visita a três escolas de Lisboa que vão beneficiar de obras de modernização.
A visita começa às 10:00 na Escola Secundária Pedro Nunes, continua na Filipa de Lencastre e termina na Escola Secundária Passos Manuel.
A ministra acredita que estas obras que podem decorrer nos próximos 12 a 15 meses não vão perturbar o ano lectivo nestas escolas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Tanto las familias como el profesorado deben informarse de las características de los superdotados


Relativamente ao tema da sobredotação, publico um excerto de uma entrevista realizada a Alicia Rodríguez Díaz-Concha, Presidenta de la Asociación Española para Superdotados y con Talentos (AEST)


Para situarnos, ¿de qué forma se puede percibir o diagnosticar si un niño/a tiene altas capacidades o talento?

Mediante unas valoraciones especificas para determinar el CI y otras complementarias, más un seguimiento de sus perfiles desde su nacimiento y/o trayectoria aportado por sus familias.

¿Quiénes son o deberían ser los agentes implicados en el diagnóstico de altas capacidades?

Indudablemente, profesionales expertos en el tema de las Altas Capacidades, más que todo, por no confundir episodios psicológicos con altas capacidades, por los que suelen pasar cuando se encuentran sin atender sus necesidades, y sobre todo, la aportación de los padres, que son quienes antes notan comportamientos diferenciadores en sus hijos en relación a otros de la misma edad, al vivir todo el tiempo con ellos.No podemos olvidar que es en el hogar donde en verdad se muestran como son. En el caso de los tutores suelen confundir alumno brillante con alumno con Altas Capacidades.

¿Considera que los tests de CI (cociente intelectual) son una herramienta adecuada para medir la capacidad intelectual?

Por el momento no se dispone de otras herramientas, pero sí estamos percibiendo por parte de algunos expertos, sobre todo cuando surgen en las valoraciones crestas significativas, que no se buscan las causas, y sin más se descarta, dejando como resultado no apto un alumno con Necesidades Educativas Especiales (NEE), dejándolo a su suerte, en el mejor de los casos, otros entran en un circulo de medicaciones, terapias que nada solucionan.

¿Existen diferencias entre la manera de detectar y formar a un niño superdotado en España y en otros países europeos? ¿Y en comparación con el resto del mundo?

Teniendo en cuenta la diferencia de políticas educativas de cada país, como el entorno cultural y los intereses de cada país por el desarrollo de este, ¡sí! Siendo esta falta de atención ya no una asignatura pendiente a este colectivo, sino igual o en mayor forma esto supone una gran pérdida de potencial para un país,Los expertos relacionan la superdotación con las disincronías.

¿En qué consisten? ¿Pueden suponer un problema para el niño/a superdotado y su entorno?

Normalmente ellos, suelen ser personas, bastante disincrónicas, que lo están pasando mal. Forma parte de sus perfiles en mayor o menor grado. Unas son más visibles que otras, como es el caso de la grafía; su mano tiene la edad cronológica que tiene, y su capacidad de procesamiento es muy rápida. Su capacidad de pensar y de procesamiento en una edad infantil es comparable a la de una edad mas adulta en algunos temas. Estas son de las más visibles. El alumno no es para nada comprendido por su entorno escolar, sobre todo, y es dañado con los comentarios que se hacen de ellos por su alto grado de sensibilidad

¿De qué forma pueden afrontar las familias y el profesorado las características subyacentes que puede llegar a presentar un niño superdotado (mal comportamiento, problemas de atención, ansiedad, falta de autoestima…)?

Tanto las familias como el profesorado deben informarse de las características de ellos, respetar como a todo el mundo sus peculiaridades tales como sensibilidad, ritmos y modos de aprendizajes, facilitarles la posibilidad de desarrollar íntegramente no solo conocimientos sino también social y emocionalmente, deben ir a la par para lograr un equilibrio armónico.

Ofertarles la posibilidad de desarrollarse con personas más similares a sus intereses y más cercanos a su edad mental que no cronológica y con un grupo de semejantes características, es una mejor solución

¿Cree que existe un desconocimiento social sobre la superdotación, sus características y la forma de abordarla?

Muchos son los mitos que poco a poco se van desvaneciendo sobre las creencias de cómo son estas personas, como por ejemplo, ser capaces de no necesitar ningún tipo ayuda, el miedo a sentirse inferiores, no entendible al tener cada persona sus valores, todos ellos normalmente valiosos para la sociedad.

La opinión sobre si es tan inteligente, no tiene dificultades, no es para nada cierta El pensar por parte, tanto de la familia como por los docentes, que lo mejor es que se desarrolle como todos, sin considerar sus diferencias, tiene un final nefasto.

Professores de Educação Especial excluídos dizem que colegas passaram à frente

Professores com formação para apoiar crianças deficientes foram excluídos da lista de colocação de docentes divulgada ontem por não terem os 1825 dias de serviço obrigatórios, garantindo que foram colocados colegas com menos anos de experiência.
O Ministério da Educação divulgou as listas de colocação directa nas escolas. "Dos 494 professores da lista provisória para a educação especial, apenas 260 aparecem na lista definitiva", disse Sofia Barcelos, uma docente que tinha concorrido e descobriu que "estava desempregada ao ter sido excluída". Com uma pós-graduação em Necessidades Educativas Especiais, Sofia Barcelos, 31 anos, diz-se "vítima" do decreto-lei de 1997, que lhe exige cinco anos de serviço para poder dar aulas a crianças deficientes.
"O Ministério da Educação acha que não pode fechar os olhos às denúncias contra professores que não têm os cinco anos exigidos na lei, mas isso permite que outros professores com menos anos de serviço passem à frente só porque não foram alvo de uma denúncia", lamentou Sofia Barcelos. Além desta "injustiça", Sofia Barcelos lembra o ocorrido no ano passado, quando o ME colocou cerca de 200 professores sem formação alegando falta de professores especializados. "Eu tinha sido excluída porque não tinha os tais cinco anos", lembrou.
Óscar Soares, da Federação Nacional de Professores, recordou que na altura o ministério garantiu que iria alterar o diploma de forma a permitir que os professores com formação nesta área pudessem ser colocados. "O que aconteceu foi que no final das colocações e depois de excluídos os professores com especialização, o Ministério ficou com lugares vagos que teve de ocupar com professores sem qualquer formação", recordou Óscar Soares, sublinhando a gravidade da medida para os docentes e alunos. "Se há casos de alunos que são pouco graves, também existem casos gravíssimos que só uma pessoa com formação consegue acompanhar", lembrou o sindicalista.
Todos os casos abarcados
A educação especial abarca todos os alunos com problemas, desde problemas de comunicação e hiperactividade a casos de trissomia 21 ou paralisia cerebral. "Esta é uma situação que é preciso resolver e ao não resolver, o Ministério da Educação cria graves situações de injustiça", lembrou Óscar Soares.
Sofia Barcelos, que no ano passado acabou por ser colocada em Fevereiro num agrupamento escolar de Carcavelos, já sofreu as injustiças da lei: "Há colegas com muito menos anos de serviço que, por não terem sido denunciados, já foram colocados este ano e por isso vão ter regalias que eu não vou ter".
Laurinda Coelho, 41 anos, formada em 1990, também foi excluída este ano porque apesar de dar aulas há mais de cinco anos, só quatro foram no ensino público. "Falta-me um ano lectivo para ter os cinco anos exigidos por lei. Mas a verdade é que o Ministério da Educação só trabalha à base de denuncias, porque existem professores com muito menos tempo de serviço que eu e já foram colocados", garantiu a "professora no desemprego".