sexta-feira, 26 de junho de 2009

Inclusão excluída nas férias escolares


Faltam actividades de ocupação de tempos livres para crianças e jovens portadores de deficiências ou incapacidades. As férias constituem uma preocupação ainda maior para os pais dos alunos com necessidades educativas especiais.
"Complicado!" É a palavra encontrada por Patrícia Marques, assistente social na Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21, quando se debruça sobre o tema da falta de ofertas públicas de ocupação de tempos livres nas férias escolares para crianças com deficiências. "Uma situação muito grave!", para Alexandra Trinca, mãe de um jovem de 14 anos portador de trissomia 21. Mas que "tem vindo a merecer a melhor atenção por parte do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR)", contrapõe Alexandra Pimenta, directora deste instituto público, integrado no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, sob a tutela da Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, cuja missão "é assegurar o planeamento, execução e coordenação das políticas nacionais destinadas a promover os direitos das pessoas com deficiência".
As férias escolares representam um descanso merecido para crianças e jovens, mas um período acrescido de preocupações para os pais. São três meses de férias para os quais ainda não existe uma resposta suficiente ao nível da oferta de actividades de ocupação de tempos livres. Nem no sector privado, e menos ainda no público, garante quem lida com este problema na primeira pessoa. Alexandra Trinca é uma mãe como muitas outras preocupada com o longo período de férias escolares que se avizinha. Gonçalo, o seu filho de 14 anos, é portador de trissomia 21 e frequenta a Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos de Aranguês, em Setúbal, ao abrigo do programa de inclusão previsto pelo Ministério da Educação. O problema são as férias e períodos não escolares.
Tal como vários outros jovens da sua idade, o Gonçalo seria obrigado a ficar por casa, a ver televisão, a jogar computador... talvez alguns passeios com outros amigos. Mas a deficiência que tem limita-lhe estas andanças. À procura de uma ocupação onde Gonçalo se pudesse envolver, Alexandra Trinca confessa ter percorrido "tudo o que é ATL, tanto do Estado como particulares, mas infelizmente, dada a idade e a deficiência que tem, não consigo encontrar nenhum sítio que o aceite, nem mesmo a pagar", desabafa num e-mail dirigido ao EDUCARE.PT.
A idade é na verdade um factor de exclusão no que toca à disponibilidade de recursos físicos e humanos para a aceitação de jovens portadores de deficiências em instituições de ocupação de tempos livres. Patrícia Marques concorda com o rol de dificuldades descritas por Alexandra Trinca, na tentativa de encontrar um ATL para o Gonçalo. "A realidade é mesmo essa!", constata, "para nós, como assistentes sociais, é difícil conseguir algum tipo de resposta a esse nível, principalmente para crianças com mais de 10 anos".
Por "norma", esclarece esta assistente social, "os ATL que existem, ou existiam até há bem pouco tempo, destinam-se sobretudo às crianças que frequentam o 1.º ciclo do Ensino Básico. Para crianças a partir dos 10 anos é mais complicado encontrar oferta de actividades de tempos livres". No 2.º ciclo, a implementação das actividades extracurriculares, fez encerrar muitos ATL pertencentes a Instituições Particulares de Solidariedade Social. Alguns destes recebiam crianças com necessidades educativas especiais, não apenas no período escolar, mas também nas férias. "Mas este problema da falta de oferta de actividades fora do período escolar não é exclusivo para as crianças com deficiências", esclarece a assistente social. "Acontece com quase todas as crianças e jovens em idade escolar, o problema é que estes carecem de uma atenção especial que os outros não."
Contactada por e-mail pelo EDUCARE.PT, a directora do INR, Alexandra Pimenta, informa que este institulo público "tem vindo a financiar projectos de cultura e lazer, apresentados pelas Organizações Não Governamentais para a realização de Colónias de Férias, Visitas de Estudo e de Intercâmbio Cultural, com resultados estimulantes". A responsável assegura que no período de 2006 a 2009 foram gastos dois milhões e quatrocentos mil euros no desenvolvimento destes projectos. Por outro lado, Alexandra Pimenta, chama a atenção para o trabalho inovador desenvolvido pelas instituições de reabilitação com o apoio das autarquias e demais entidades culturais e desportivas. Por último, a director do INR remete as famílias das crianças e jovens com deficiências ou incapacidades para o contacto com as "instituições da sua comunidade sobre os projectos em oferta para os períodos das férias e das interrupções das actividades lectivas".
Uma resposta oficial, mas que pouco adianta na resolução do problema do Gonçalo. A sua mãe contesta: "Palmilhei Setúbal de lés a lés e nada!" Sem solução para o problema do Gonçalo e sem resposta aos e-mails enviados a várias entidades - Segurança Social, Ministério da Educação (ME), Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo - e a individualidades, como Válter Lemos, secretário de estado da Educação, mantêm-se as dúvidas de Alexandra Trinca. "Será que os pais destas crianças têm de solicitar às entidades patronais licenças sem vencimento de três meses, para cuidar dos filhos?"; "Será que o ME é da opinião que a integração seja interrompida quando as aulas acabam?" Alexandra fica a guardar as respostas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como lidar com cães guia


Partilho uma apresentação que recebi via um CRTIC, cujo autor desconheço, mas que considero importante e esclarecedora sobre algumas atitudes a ter com um cão guia.

terça-feira, 23 de junho de 2009

II Congresso Iberoamericano sobre o Síndrome de Down


Este congresso realiza-se de 29 de Abril a 2 de Maio de 2010, em Granada - Espanha

segunda-feira, 22 de junho de 2009

III Encontro de Educação em Ciências “A Educação Científica de Alunos com Necessidades Educativas Especiais”

São objectivos do Encontro:
- apresentar e discutir boas práticas de educação em ciências com alunos de Necessidades Educativas Especiais;
- proporcionar o debate e a partilha sobre a relevância de uma adequada Educação em Ciências para todos e de formas de a promover;
- dar a conhecer os contributos dos contextos não-formais, como dos museus e centros de ciência na Educação em Ciências.
O encontro é dirigido a Professores, Formadores, Investigadores e Profissionais de contextos não-formais.
No próximo dia 1 de Julho, o evento terá lugar no auditório da CERCIAG (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Águeda).
Belinda Gomes - Secretariado do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências para Professores do 1º CEB
Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa - Universidade de Aveiro
3810-193 Aveiro
Extensão: 22822,
Telefone: +351 234 370 352
Fax: +351 234 370 219

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um em cada três deficientes portugueses é analfabeto

Sob o tema Deficiência e pobreza/Acabar com o ciclo vicioso, um grupo de especialistas reúne-se hoje na Fundação Caloustre Gulbenkian, em Lisboa, para «fazer um diagnóstico da situação das pessoas com deficiência em Portugal e apresentar propostas», disse à Agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Humberto Santos.
Lembrando estudos realizados com base nos Censos de 2001, o técnico do Departamento de Acção Social da AMI Ricardo Ferreira alerta para o facto de «37 por cento das pessoas com deficiência não possuírem qualquer nível de educação, ou seja, um valor 11 por cento mais elevado do que os registados na população total».
«Além das barreiras físicas que tornam difícil o acesso das crianças à escola, existem muitas famílias, em situação de pobreza e com uma taxa elevada de analfabetismo, para quem a escolaridade não tem muita importância e que passam isso aos filhos. Há ainda muitos outros casos de abandono precoce da escola em detrimento do mercado de trabalho», explicou Ricardo Ferreira.
De acordo com estudos do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia e do Instituto Nacional da Administração, 21 por cento das pessoas com deficiência, entre os 25 e os 70 anos, não completou o 1.º ciclo do ensino básico.
Os que prosseguiram os estudos além do ensino básico não ultrapassam os cinco por cento e os que detêm um diploma de ensino médio ou superior são somente dois por cento, segundo os dados avançados à Lusa pela APD.
«A deficiência vai agravar os graus de pobreza e vice-versa», disse Ricardo Ferreira, lembrando «a grande dificuldade de aceder aos sistemas de saúde, ensino e, no final, ao mercado de trabalho».
Os estudos revelam que, ao nível do emprego, são menos de um por cento os trabalhadores com deficiência empregados.
«A Administração Pública portuguesa emprega pouco mais de três mil pessoas com deficiência», ou seja, menos de um por cento de todos os funcionários públicos, refere um documento enviado à Lusa.
Mas, destas três mil pessoas, «a maior parte já lá trabalhava quando adquiriu uma deficiência, pelo que as contratações de pessoas com deficiência na Administração Pública são residuais».
Já no sector privado, estavam empregados 4 360 trabalhadores com deficiência, o que corresponde a 0,5 por cento do total de trabalhadores das empresas.
O desemprego é mais problemático entre as mulheres, já que «a taxa de homens empregados é o dobro da das mulheres com deficiência», lembrou Ricardo Ferreira.
Números que demonstram como a «deficiência é simultaneamente uma causa e uma consequência da pobreza», alertou a responsável pelo encontro, Ana Maria, sublinhando que «a deficiência e a pobreza são um ciclo vicioso que se mantém e que é preciso alterar».
Estimativas do Banco Mundial referem que uma em cada cinco pessoas pobres tem uma deficiência, lembrou aquela responsável da Associação Portuguesa de Deficientes.
De acordo com dados das Nações Unidas, existem cerca de 600 milhões de pessoas com deficiência em todo o mundo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Primeiro táxi para deficientes já circula na cidade

O primeiro táxi para transporte de deficientes motores foi apresentado esta segunda-feira na Praça General Humberto Delgado, no Porto. O veículo esta segunda-feira tem capacidade para oito pessoas. O projecto é de privados e custou 53 mil euros.
Depois de cidades como Braga, Lisboa e Vila Nova de Famalicão, ontem foi a vez do Porto apresentar o primeiro táxi para deficientes motores. O novo transporte funciona desde sexta-feira e tem capacidade para oito pessoas, duas das quais em cadeiras de rodas. A iniciativa é da empresa Táxis Guimarães, Lda. e mereceu um investimento de cerca de 53 mil euros.
António Guimarães é um dos representantes da empresa e o condutor do novo táxi. Equipar o veículo foi, segundo contou ao JN, "uma aventura". "Só o transporte de pessoas com deficiências não dá para sobreviver porque são pessoas que não têm poder de compra para uma utilização diária, mas é necessário investir nelas", confessa.
Apesar disso, António Guimarães vê vantagens na aquisição do veículo. "Numa altura de crise, os táxis estão todos parados e, no entanto, há tetraplégicos em casa a precisar de transporte que não pode ser feito num táxi normal. Não há espaço ou não está preparado".

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Conferência Internacional Educação Inclusiva - Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação


A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular promove, nos próximos dias 4 e 5 de Setembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, a Conferência Internacional Educação Inclusiva - Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação.
Num contexto sociopolítico marcado por profundas transformações, os investigadores e a comunidade educativa são desafiados a encontrar novos equilíbrios, consonantes com a evolução dos referenciais internacionais. Em Portugal, tal como acontece em todos os países europeus, a emergência de novos referenciais exige que se repensem os objectivos e as práticas de escola.
Nesta Conferência, que conta com a participação de especialistas reconhecidos a nível nacional e internacional, pretende-se promover a discussão em torno de questões centrais para a mudança das políticas e das práticas.

Programa

Ficha de Inscrição

Data limite para as inscrições: 17 de Julho

O número de participantes é limitado, sendo as inscrições admitidas por ordem de chegada.
- Tradução simultânea disponível- Interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Contactos

E-mail: conferencia­.educacaoinclusiva@dgidc.min-edu.pt

Telefone: 213934532

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dança pode ser usada como terapia nos casos de paralisia cerebral

Estima-se que, em Portugal, surjam, por ano, entre cento e cinquenta e duzentos novos casos de paralisia cerebral. Os números reais não são conhecidos, até porque há pais, que só procuram ajuda quando os filhos já têm idade avançada. Quem trabalha nas Associações de Paralisia Cerebral garante que, hoje em dia, a diferença já é melhor aceite, mas sublinha que ainda há um longo caminho a percorrer.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Criança com paralisia cerebral aguarda há três anos apoio estatal

João Pedro nasceu a 1 de Dezembro de 2004 e a partir de 2005 foi acompanhado, no Hospital do Barreiro, por uma médica fisiatra que lhe diagnosticou uma tetraparésia com distonia (falta de força muscular nos quatro membros e alteração do tónus muscular).
Em declarações à Lusa, a mãe da criança, Helena Grilo, explicou que por solicitação desta médica João Pedro ingressou aos 20 meses na Unidade de Técnicas Aumentativas e Alternativas de Comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian.
Nesta Unidade foi recomendado que fosse adquirido «um meio de posicionamento e transporte melhor que o vulgar carrinho de bebé, pois este não se adequa à patologia de paralisia cerebral e impede-o de realizar com eficácia as actividades».
Helena Grilo explicou que a cadeira custa 3 500 euros e é a mais simples de todas, uma vez que a mais adequada custaria o dobro.
A cadeira foi solicitada com urgência em 2006, mas até hoje, e apesar dos pedidos à Administração do Hospital de Nossa Senhora do Rosário no Barreiro, à Ministra da Saúde e aos Serviços de Solidariedade e Segurança Social da Amora, nunca houve resposta.
«Todos os anos temos tido a esperança de que o processo ande, mas todos os anos nos dizem que as verbas esgotaram», adiantou.
A mãe pôs a circular na Internet uma petição para levar o assunto à Assembleia da República e já reuniu mais de 2 500 assinaturas.
«Há três anos que travo uma batalha para fornecerem ao meu filho aquilo a que ele tem direito: uma cadeira de transporte e posicionamento, pois ele tem uma paralisia cerebral com cerca de 80 por cento de incapacidade», escreve a mãe na petição.
«Trabalho honestamente. Cumpro todas as minhas funções para com a segurança social e finanças. Assim como o meu marido. Porque não cumpre o Estado com as suas obrigações?», acrescenta a mãe de João Pedro.
O assunto chegou também ao conhecimento da deputada Luísa Mesquita, que requereu na quinta-feira esclarecimentos ao Governo, nomeadamente ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social e ao Ministério da Saúde.
A deputada questiona que razões impedem o Governo de apoiar financeiramente esta família na aquisição deste meio de posicionamento e transporte para o seu filho «cumprindo como é seu dever, a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente os seus artigos 63.° e 64.°».
Luísa Mesquita questiona ainda que razões de ética sustentam a ausência de resposta dos serviços desconcentrados da Administração Central e do Governo aos apelos desta família.
A agência Lusa tentou obter um esclarecimento junto dos Ministérios do Trabalho e Segurança Social e da Saúde que referiram não terem ainda recebido o requerimento parlamentar sobre esta matéria.

Férias com Alegria e Diversão... Com o Centro ABA

O Centro Aba - Centro de Terapias Comportamentais, organiza umas férias divertidas, aprendendo e brincando, para crianças com Autismo.
Este centro, especializado em método inovador designado e conhecido por ABA, oferece serviços terapêuticos e formativos com base na análise comportamental aplicada (Applied Behaviour Analysis), uma área de investigação completamente inovadora em Portugal, apesar de estar estabelecida e reconhecida em outros países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Brasil, Israel e mais recentemente em Espanha.
O êxito deste projecto teve início no ano de 2005, quando a Dra. Reut Peleg, pioneira deste mesmo, aceitou o primeiro caso. A Dra. Andreia de Carvalho e a Dra. Nicole Dias juntaram-se mais tarde, tendo em 2008 criado juntas a Ideiaba, Lda. Desde então a equipa clínica tem sido gradualmente reforçada com a formação de novas terapeutas para o projecto.
Estas férias decorrem de 27 a 30 de Agosto.
Das actividades que decorrem salientamos:
Terapia Ocupacional; Terapia com Animais ; Actividades Exteriores; Musicoterapia; Dança Terapia; Arte Terapia.
Para crianças dos 5 aos 10 anos.
De 27 a 30 DE AGOSTO de 2009
LOCAL : Almoçageme
INSCRIÇÕES : Nº limite de Participações
CONTACTOS : 214839313 ou 931440197
Poderá obter mais informação através dos contactos:
ABA Centro de Terapias Comportamentais
Av. de Sintra, Lote 22750-494 Cascais
Telefone(s)931440197 (Geral), 963526101, 914383216, 913540577
Sítio internet - http://www.centroaba.com
Correio Electrónico (e-mail) geral@centroaba.com