segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lesões cerebrais: Células estaminais são esperança para criança portuguesa

Células estaminais
Um estudo pioneiro nos Estados Unidos está a dar esperança na recuperação de lesões cerebrais com o recurso a células estaminais do sangue do cordão umbilical. O Falar Global dá-lhe a conhecer Inês, 2 anos, uma das crianças portuguesas que participa nesse estudo.
Inês nasceu no dia em que lhe foi detectada paralisia cerebral. Uma perturbação do controlo da postura e movimento, consequente de uma lesão no cérebro em período de desenvolvimento que se estima afectar 2 em cada 1000 bebés.

Acreditar tem mais força
Não se conhecem as causas nem a cura para os danos cerebrais, mas a esperança da recuperação da Inês nasceu no mesmo dia que ela, no dia em que os pais decidiram preservar as células estaminais do cordão umbilical.
Um vídeo do YouTube que mostra um bebé com paralisia cerebral dos Estados Unidos, que se baseia na infusão de células estaminais do cordão umbilical na própria criança. Passados alguns dias, o bebé que não falava e que nem tinha controlo sobre o seu corpo, passou apenas a ser uma sombra do que era. Foi esse o vídeo que deu esperança a Cristina Godinho, mãe da pequena Inês.

Infusão de células, método experimental
Este método faz parte apenas de um estudo experimental onde é testada a segurança do procedimento, não se podendo atribuir a evolução da criança às células estaminais.
"Quando estamos a falar de testes de fase 1 é isso que interessa. É saber se o procedimento é seguro ou se há algum risco. Depois, posteriormente, será avaliada a sua eficácia. Há neste momento um estudo já com esse objectivo, de começar a testar a eficácia da infusão do cordão nesses doentes específicos com paralisia cerebral", refere David Ferreira, director médico da Crioestaminal.

Resultados à vista
A Inês foi aceite no estudo e em Abril de 2009 viajou até aos Estados Unidos para receber a primeira dose das suas células estaminais. Os resultados, que poderiam manifestar-se entre 6 meses a um ano, começaram a surgir mais cedo.

"Dois meses depois de termos regressado dos Estados Unidos, notámos que ela de facto começou a olhar, começou a interagir, a fazer coisas que não fazia, a ter mais mobilidade com as mãos. Acima de tudo, notámos que ela melhorou a parte do tronco, obviamente que toda a parte de fisioterapia completa e é um factor muito importante", relata o pai da criança, Paulo Pinho.
Uma segunda infusão está marcada para breve, numa fase do estudo em que realmente se vai testar a eficácia do procedimento, mas este é um processo limitado.
"sabemos que a infusão de células estaminais está limitada à dosagem que existe de células. Portanto, a partir do momento em que gastarmos a última dose, provavelmente não teremos mais essa possibilidade", acrescenta Paulo Pinho.

40 mil amostras criopreservadas
Todo o processo de recolha de células estaminais após o parto, obedece a vários espaços para garantir a sua congelação. Além de ser preciso obter um número específico de células, também é necessário evitar problemas que inviabilizam o processo. Na Crioestaminal, a empresa pioneira na criopreservação em Portugal, e onde a Inês tem as suas células estaminais guardadas, existem ao todo, desde 2006, cerca de 40 000 amostras criopreservadas. Mas das mais de 600 amostras recolhidas por mês, 5% são rejeitadas.

Notícia com vídeo, aqui.

Encontro Nacional “Superar Barreiras com TIC: Políticas, Ideias e Práticas”

O Centro de Competência TIC e o Laboratório de Conteúdos Digitais da Universidade de Aveiro organizam o congresso sobre Necessidades Educativas Especiais e uso das novas tecnologias para superar barreiras à aprendizagem - 17 e 18 de Junho.

O Encontro Nacional “Superar Barreiras com TIC: Políticas, Ideias e Práticas”, (http://blogs.ua.pt/encontro_ticnee/) primeiro encontro nacional dedicado exclusivamente à utilização das TIC e das Tecnologias de Apoio (TA) na educação de alunos NEE, realizar-se-á na Universidade de Aveiro a 17 e 18 de Junho próximos.

Este Encontro pretende reunir vários intervenientes e investigadores na educação de alunos com Necessidades Educativas Especiais a fim de apresentarem, debateram e demonstrarem de que forma é possível conseguir que estes alunos aprendam mais e melhor com a utilização de tecnologias através de estratégias pedagógicas inovadoras e acesso facilitado a contextos digitais de aprendizagem.

Quando se trata de alunos com Necessidades Educativas Especiais, as TIC e as TA adquirem maior dimensão ao serem um instrumento que faz a diferença entre o ser espectador e o ser actor. Permitem superar barreiras e promovem o acesso e a participação daqueles que por algum motivo não acompanham o normal fluir da aprendizagem.

Encontrar e difundir boas práticas, mas acima de tudo, contribuir para a modelagem de atitudes e para  a pro-actividade na exploração destas ferramentas de maneira a que sejam superadas barreiras à aprendizagem de todos os alunos, é o grande objectivo do Encontro.

O Encontro encontra-se em fase de acreditação na entidade competente - Conselho Científico Pedagógico de Formação Continua.

Todas as informações e forma de inscrição em http://blogs.ua.pt/encontro_ticnee/?p=260
Via DREC

sábado, 15 de janeiro de 2011

Portador de paralisia cerebral apresenta livro que escreveu com os pés

Nuno Meireles, portador de paralisia cerebral, está a concluir um mestrado em sociologia e apresenta hoje um romance que escreveu com os dedos dos pés

"O mestrado [na Faculdade de Letras da Universidade do Porto] e o livro são a concretização de sonhos antigos. Foram desafios que venci", afirmou à Lusa, Nuno Meireles, portador de paralisia cerebral, que apresenta hoje um romance que escreveu com os dedos dos pés.
Um problema no parto transmitiu a Nuno Meireles, de 34 anos, uma deficiência física profunda que o impede de escrever com as mãos. Apesar das limitações físicas, desde criança manifestou a sua inteligência e o seu inconformismo, desenvolvendo a faculdade de usar os pés para escrever.  
Inicialmente, aprendeu a usar um lápis ou uma esferográfica para obter bons resultados. Mais tarde, adaptou-se ao teclado de uma máquina de escrever, que chegou a usar na escola primária, evoluindo depois para o computador.
Atualmente, sentado numa cadeira de rodas, utiliza o computador para estudar e comunicar com os amigos através da Internet, compensando as limitações de mobilidade. 
O gosto pela leitura levou-o a escrever o seu primeiro livro em 2007, uma autobiografia intitulada "A Vida e eu".  
"Eu sempre gostei de ler e escrever. Depois de escrever o primeiro, não queria ficar por aí", disse à Lusa, referindo-se ao segundo livro, um romance com mais de 400 páginas, escrito ao longo de um ano, intitulado "Duas vidas. Um destino". "É a história de duas pessoas, uma de classe mais pobre e outra de classe mais abastada", explicou. 

"Se tem asas para voar que voe até ao infinito"


O percurso de vida e o inconformismo de Nuno Meireles manifestam-se também na licenciatura em engenharia informática concluída em 2007 no Politécnico do Porto. "Se tem asas para voar que voe até ao infinito", comentou à Lusa a mãe do Nuno, que o acompanha em quase tudo. 
"Passou muitas noites sem dormir e sempre o acompanhei nesses momentos", afirmou Rosa Maria Meireles. Ao lado do filho, que a ouvia atentamente, foi dizendo que "cada degrau que vai passando vai-se sentindo enriquecida". "O meu filho foi sempre um lutador. Atendendo às dificuldades do Nuno, a felicidade quando se licenciou foi maior", acrescentou. 
Nuno Meireles fala com muita dificuldade devido à paralisia cerebral que sofreu à nascença. As suas palavras são de difícil compreensão mas o seu olhar e o sorriso são expressivos. 
Com esforço, disse à Lusa que a sua licenciatura exigiu "muita dedicação". "Foi complicado, mas já está", comentou com uma expressão de felicidade.
Apesar da sua formação académica, não tem sido possível encontrar emprego. As promessas têm surgido, mas nenhuma até hoje foi concretizada. 
In: Expresso online (com vídeo)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ME afirma que escolas terão os professores necessários

O Secretário de Estado Adjunto e da Educação Alexandre Ventura adiantou que o Ministério da Educação (ME) ainda não tem "uma noção exacta" de quantos professores serão necessários para o próximo ano lectivo, mas garantiu que o compromisso será o de colocar nas escolas "todos os docentes necessários para a prestação de um serviço educativo de qualidade".
"Podem os sindicatos ficar descansados, podem os docentes ficar descansados, os alunos e as suas famílias de que efectivamente o Ministério da Educação cumprirá a sua função de forma muito cabal e profissional", sublinhou.
De acordo com o secretário de Estado, o número de professores dependerá "das necessidades manifestadas pelas escolas", "da constituição das turmas" e "dos pedidos que são apresentados pelas direcções das escolas à Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação".
Esperemos, de facto, que estas palavras possam vir a corresponder à realidade, para bem de todos, mas, sobretudo, para bem dos alunos!
Fonte: Educare

Corrija a miopia enquanto dorme

Imagine que usa de noite lentes de contacto que mudam a curvatura da córnea, permitindo adquirir uma visão satisfatória, tornando-as desnecessárias de dia. Este é um tratamento, ainda pouco conhecido, que pode vir a corrigir a miopia de milhões de pessoas.


No estudo "Efeitos das propriedades biomecânicas da córnea na resposta ortoqueratológica", Sofia Nogueira, recém-licenciada em Optometria e Ciências da Visão na UMinho, analisou a reacção da córnea e da correcção visual de 14 pacientes que interromperam o tratamento, após o uso de lentes de contacto especiais durante nove meses. "Os resultados demonstram que a maioria dos sujeitos consegue ter uma visão satisfatória durante dois dias sem utilizar as suas lentes", realça a investigadora.

As lentes de contacto são utilizadas por cerca de 120 milhões de pessoas em todo o mundo. Calcula-se que, em Portugal, aproximadamente 3 a 4 por cento da população deva recorrer a este método para corrigir defeitos de visuais. A investigação de Sofia Nogueira centra-se na ortoqueratologia, técnica clínica que utiliza lentes de contacto rígidas concebidas para remodelar a córnea a fim de reduzir ou eliminar temporariamente defeitos da visão como a miopia e o astigmatismo. As lentes ortoqueratológicas têm como objectivo moldar o “epitélio” – camada mais superficial da córnea. Destacam-se das lentes ditas normais por serem de “geometria inversa”. “Neste sentido, as lentes utilizadas no tratamento têm uma conformação contrária à da córnea para aplaná-la e, por conseguinte, corrigir a miopia”, explica Sofia Nogueira.

Os resultados são uma extensão dos trabalhos desenvolvidos por José González-Méijome, orientador do estudo e director-adjunto do Departamento de Física da UMinho. “Os pacientes envolvidos na experimentação foram avaliados no âmbito de estudos iniciados pelo docente, sendo que já usavam lentes há cerca de nove meses”, explica a bolseira. Um dos objectivos principais da investigação foi verificar até que ponto o aplanamento da córnea persiste, mesmo após a interrupção do tratamento. “A regressão do efeito ortoqueratológico tende a ser mais significativa após o segundo dia”, confessa Sofia Nogueira. Verificou-se ainda uma pequena recuperação do efeito do tratamento, o que poderia ser atribuído à pressão exercida pelas pálpebras fechadas sobre os olhos durante o período de sono. Os resultados provam que a retenção do efeito ortoqueratológico pode prolongar-se até ao terceiro dia. Contudo, esta conservação temporária da curvatura da córnea é instável, sendo necessário desenvolver, segundo José González-Méijome, novos trabalhos sobre esta questão.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Educação Inclusiva: UNESCO e Agência Europeia reconhecem boas práticas em Portugal

O projecto Inclusive Education in Action – IEA, desenvolvido pela UNESCO e pela European  Agency for Development in Special Needs Education, tem como finalidade influenciar o  desenvolvimento de sistemas educativos, a nível mundial, que garantam a equidade e a  igualdade de oportunidades. 
O website http://www.inclusive-education-in-action.org constitui o  principal instrumento  de partilha de informação, disponibilizando, para além de dados sobre o próprio projecto,  materiais de suporte e exemplos de boas práticas, organizados em diferentes categorias e  apresentados sob diferentes perspectivas. A pesquisa no site pode ser efectuada por áreas  temáticas, por regiões geográficas/países, por acções ou por tipo de materiais (e.g. fotografias, vídeos, etc.). 
Os exemplos apresentados pretendem mostrar como diversas pessoas, em todo o mundo,  apostam no desenvolvimento da educação inclusiva, reconhecendo a inclusão como um  direito humano fundamental e a base para uma sociedade mais justa e igualitária. Conscientes  de que nem sempre os exemplos apresentados poderão ser aplicados em diferentes situações  e locais, a equipa responsável pelo projecto IEA pretende que constituam um estímulo para a  discussão e possam inspirar decisores políticos e comunidades educativas a traçar os seus  próprios percursos para a inclusão. 
Portugal, a pedido da Agência Europeia, participa com um vídeo produzido pelo Ministério da  Educação, filmado nos agrupamentos de escolas n.º 1 de Évora, Pedro Eanes Lobato e Grão  Vasco. O vídeo mostra alunos com diferentes capacidades envolvidos em diversas actividades  da vida escolar apresentando, em paralelo, os direitos dos alunos com necessidades educativas  especiais estabelecidos na legislação portuguesa.

Para visualização do vídeo, clicar aqui.

11 decisões para melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação com os alunos

Como professores, sabemos bem que gerir a disciplina e os comportamentos dos alunos na sala de aula é uma tarefa difícil de alcançar. Por vezes, no calor do momento, nem sempre controlamos os nossos impulsos ou tentações, esquecendo aquelas mais elementares regras que evitam o conflito e reforçam as sãs relações interpessoais.

Existem alguns princípios básicos que devemos evitar esquecer e que nos podem ajudar a desenvolver uma relação mais empática com os alunos. Tendo isso em conta, neste início de ano civil 2011, sugerimos 11 decisões que o professor deve tomar, de modo a melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação que estabelece com os alunos:

1. Elogie o mais possível

Difícil de cumprir quando o comportamento do aluno não é exemplar. Mas, mesmo assim, examine os aspectos positivos. Um simples “Obrigado por teres trazido o teu livro”, pode mudar a atitude do aluno e até mesmo influenciar o colega do lado. Mesmo que tenha um grupo de alunos “difíceis” (onde por vezes tecer um elogio não é das primeiras coisas que nos vem à cabeça), de certeza que irá encontrar algo para elogiá-los e destacar aspectos positivos, permitindo assim avivar o seu próprio estado de espírito e claro… a do seus alunos.

2. Memorize o nome dos seus alunos e mostre entusiasmo por vê-los

Se designa um lugar específico para cada um dos seus alunos, a tarefa torna-se ainda mais fácil. O uso cuidadoso dos nomes demonstra mais cortesia da sua parte e ajuda a melhorar o relacionamento com a turma.

3. Faça observações factuais e não acusações

Dizer: “Chegaste atrasado” é uma acusação (como se sentiria se alguém lhe dissesse o mesmo?). Em vez disso, diga antes “A aula começou às 9:00 em ponto e neste momento são 09:15”. Dê espaço para um diálogo que talvez traga informações importantes. O aluno sentir-se-á mais à vontade para explicar o motivo pelo qual chegou atrasado.

4. Dar espaço e tempo ao aluno para responder

É importante que os seus alunos tenham tempo suficiente para responder às suas perguntas. Da mesma forma, caso tenha pedido ao aluno para efectuar um trabalho (mesmo suspeitando que não o fará), dê-lhe um pouco mais de tempo e diga que vai verificar mais tarde. Isso evita estar parado em frente ao aluno, esperando que o mesmo obedeça ao seu pedido.

5. Não deixe o aluno numa situação incómoda

Certifique-se que o aluno tem uma saída estratégica para qualquer situação. Dê-lhe tempo suficiente para pensar e dar a resposta adequada. Por exemplo: evite situações em que efectua uma pergunta e se coloca parado ao lado do aluno aguardando uma resposta. Este cenário pode levar o aluno a sentir-se intimidado e, consequentemente, tornar-se agressivo ou conflituoso perante a sua atitude. Evite estes confrontos e faça com que o aluno se sinta à vontade para responder.

6. Ofereça escolhas, alternativas e não ultimatos 

Muito semelhante ao caso descrito anteriormente. Ofereça sempre uma alternativa ao aluno (com opções positivas, claro). Por isso, evite situações do género “Ou trabalhas ou sais da sala de aula”, quando na realidade não pretende que o aluno saia da aula, mas sim que fique e aprenda. Esse tipo de situações pode ser interpretado de duas formas: 1) se não avançar com a ameaça, demonstra não saber impor-se perante os seus alunos; 2) caso avance, talvez esteja a exagerar por um incidente sem muita relevância.

7. Tenha sempre uma planta da sala de aula

Mesmo que tenha apenas uma turma ao longo de todo o ano, tenha sempre disponível uma planta com a distribuição dos alunos na sala. Isto vai ajudá-lo a manter o controlo da aula e gera a ideia de ordem e disciplina na sala de aula.

8. Pense na perspectiva do aluno 

Não pense que a sua aula é a única coisa no qual os seus alunos se preocupam. Mude de actividades caso note que já estão a ficar saturados com a matéria que está a ser dada. Fale com eles, pergunte-lhes como está a decorrer o dia. Contenha-se e reflicta antes de puni-los. Se demonstrar respeito e cortesia…receberá o mesmo em retorno.

9. Não presuma que o aluno está distraído por estar a rabiscar 

Por vezes, mesmo os melhores alunos rabiscam nos cadernos como uma forma de se concentrarem quando estão a analisar algo. Se detectar situações destas, não os interrompa bruscamente pensando que a sua concentração está em todo o lado, menos na aula. Verifique os seus hábitos de trabalho. Até pode ser que já tenham terminado o trabalho que pediu e estejam apenas a reflectir.

10. Não usar questões de retórica 

Caso se sinta tentado em fazê-lo…não o faça. Pense um pouco. “O que achas que estás a fazer?” Uma pergunta um pouco sarcástica que poderá receber respostas com o mesmo tom. Do mesmo modo, evite outras perguntas, tais como “Quem pensas que sou?”, “O que disseste?” e muitas outras que fazem parte da mesma categoria. Uma pergunta bem pensada é muito mais convincente e menos condescendente.

11. Esta é a SUA decisão...
Acrescente às 10 anteriores uma outra que considere fundamental para uma boa gestão da sala de aula.
Se desejar, pode sugerir ainda outros princípios que considere importantes para o desempenho da docência e da gestão da sala de aula, deixando um comentário a este texto.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ministério da Educação quer suspender todos os projectos nas escolas

Todos os projectos desenvolvidos pelas escolas - do desporto escolar aos clubes, planos de acção e tutorias - podem desaparecer. A suspensão consta da proposta de despacho de organização do ano lectivo que o Ministério da Educação enviou a associações e sindicatos.

"Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação", lê-se na proposta de despacho de organização do ano lectivo (2011/2012) que o ME enviou a sindicatos e associações.
Mesmo sem a intenção declarada de suspensão, o diploma reduz "brutalmente" (alegam os professores) o crédito de horas das escolas e a redução da componente lectiva dos docentes pelo exercício de muitos cargos intermédios, o que já inviabiliza, por si, a continuidade dos projectos, garantem dirigentes sindicais e de associações de directores.
Se a proposta de despacho for aprovada em Conselho de Ministros sem alterações, a partir de Setembro, garantem directores e dirigentes sindicais, as escolas tornam-se estruturas "ingovernáveis" e regidas estritamente "por uma visão economicista em vez de pedagógica".
O Conselho de Escolas - órgão consultivo do ME - aprovou um parecer contra a proposta, por unanimidade. Os directores defendem que a proposta do Governo "desrespeita" princípios da Lei de Bases do Sistema Educativo, ao impedir as escolas, por redução de recursos humanos e dos créditos horários, de assegurarem projectos e apoios aos alunos.
"As propostas ora apresentadas comprometem o apoio educativo, a escola a tempo inteiro, as actividades (aulas) de substituição, o desporto escolar, o desenvolvimento de projectos educativos, o cumprimento das Metas de Aprendizagem, os objectivos a atingir até 2015 e, ainda, dificultam sobremaneira a gestão e administração da Escola Pública" - lê-se no parecer, aprovado dia 7.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Guia prático para capacitar a comunidade ao acolhimento das pessoas com deficiência mental

Do "Guia prático para capacitar a comunidade ao acolhimento das pessoas com deficiência mental", retirei o preâmbulo, da autoria de Ana Maria Bénard da Costa.


A frase que sintetiza o objectivo do Guia que aqui se apresenta – Não queremos que vivam para nós mas que nos ajudem a viver convosco – exprime o factor central que deve inspirar toda a actuação que se pretenda desenvolver com as populações que se encontram em situações de vulnerabilidade, quaisquer que sejam as suas causas  e os seus condicionalismos. No entanto, tratando-se de pessoas com deficiência mental, esta afirmação reveste-se de especial acuidade pois, como refere o autor David Pitonyak*, a solidão é a maior deficiência e estas pessoas são aquelas que mais carentes estão de relações de amizade. As perguntas feitas a crianças, jovens e adultos com deficiência mental sobre o que é o seu maior desejo são geralmente respondidas com frases que revelam esta imensa sede de afectividade: “queria ter amigos que brincassem comigo”; “queria sair à noite com amigos” “queria ter alguém com quem falar, para além dos meus pais e dos meus irmãos” ; “queria que me falassem para o meu telemóvel”.
Ir ao encontro destas aspirações não tem constituído uma tarefa de sucesso: nem em casa, nem nas escolas, nem nos centros especiais, nem nas comunidades, esta preocupação tem constituído uma prioridade. Garantir a aprendizagem de actividades de vida diária ou das matérias escolares, assegurar a protecção e as condições materiais indispensáveis, são as preocupações que concentram a maior atenção dos pais, educadores, técnicos e “cuidadores”. 
No entanto, a função central dos serviços de apoio deve ser ajudar as pessoas a criar e manter relações humanas - para além das familiares e das que dependem de contratos profissionais pagos - que sejam resultantes de escolhas livres e se baseiem em sentimentos de proximidade. São elas,  essencialmente elas,  que estão na base dos momentos felizes e gratificantes que dão qualidade às nossas vidas.
O trabalho que se apresenta vem contribuir, de uma forma concreta, para que tal se verifique e constitui, por isso mesmo, um documento que deverá ser difundido e utilizado  por todos os que pretendam contribuir para uma educação e uma sociedade verdadeiramente inclusivas.
Qualquer que seja a comunidade em causa, da pequena aldeia ao bairro da grande cidade, da casa à escola, do local de trabalho ao grupo recreativo, este Guia, com a sua clareza, a sua qualidade gráfica, a forma apelativa como se apresenta e, especialmente, a qualidade do seu conteúdo, irá constituir, certamente, um instrumento fundamental de consulta, de esclarecimento e de ajuda na planificação de acções a realizar para o fim que se propõe: capacitar a comunidade ao acolhimento das pessoas com deficiência mental.  
Ana Maria Bénard da Costa

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Assistência na educação de adultos em Berlim

Recebi a seguinte informação, com pedido de divulgação. Embora vise a formação de adultos, podem candidatar-se profissionais da educação de pessoas com necessidades especiais.

Estimada Senhora, estimado Senhor, 

Queremos chamar a atenção para uma nova oportunidade para os estudantes e profissionais da educação para adultos no âmbito da mobilidade profissional entre os países da União Europeia. Para algumas oportunidades de ofertas pelos nossos parceiros, podem candidatar-se também profissionais da educação de pessoas com necessidades especiais.

A UE oferece, com o programa Assistências Grundtvig, a oportunidade de trabalhar como assistente numa organização, instituição ou empresa activa na área de formação de adultos num país membro da UE com uma duração de até 45 semanas. O programa dirige-se a estudantes, graduada/os e empregada/os neste sector. 

A agência Spendenberatung SCHENcK (assessoria de donativos) assiste a várias organizações e empresas dedicadas à formação de adultos em Berlim que se encontram dispostos a oferecer postos de assistente, tanto na administrarão geral como no trabalho educativo e social próprio. Procuramos então pessoas interessadas e preparadas a trabalhar como assistente GRUNDTVIG em Berlim a partir de Agosto de 2011. A UE suporta o financiamento da estadia duma forma completa.

Para mais informações, consultar o folheto a seguir ou contactar pessoalmente via e-mail oou por telefone.

Com os melhores cumprimentos,

Hannes Leber
Projektassistent
+49 (0) 179 993 68 02



Spendenberatung SCHENcK

Projektleiterin Stana Schenck
Mahlerstr. 38a
13088 Berlin
+49 (0) 30 9624 8000



Assistência na edudaçao para adultos em Berlim - Bolsa GRUNDTVIG da UE.pdfAssistência na edudaçao para adultos em Berlim - Bolsa GRUNDTVIG da UE.pdf
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