sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A FAMÍLIA COM FILHOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS


A família hoje, como outrora, é o elo de ligação essencial e primeiro, entre o indivíduo, a natureza e a cultura.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Prioridades de Formação Contínua para 2009

Por despacho de 27-01-2009 do Secretário de Estado da Educação, foram definidas como prioritárias, para o ano de 2009, as acções de formação contínua destinadas ao Pessoal Docente dos estabelecimentos de educação e ensino não superior de acordo com as temáticas que se seguem:
a) Ciências de especialidade que constituam matéria curricular nos vários níveis de educação e ensino;
b) Projecto “Competências TIC” no âmbito do Plano Tecnológico da Educação;
c) Avaliação de desempenho.

O que fariam os deputados se regressassem à escola


Deputados que são professores comentam o estado actual da educação com críticas e sugestões à mistura. As opiniões estão num inquérito no "site" do Parlamento Global.
"Se fosse professor agora, o que faria?" A questão é colocada aos deputados professores que suspenderam a profissão por motivos políticos. É na Assembleia da República que a questão é colocada. As opiniões dividem-se. Critica-se o modelo de avaliação, afirma-se que a ministra da Educação não está receptiva ao diálogo, mas também há vontade e disponibilidade para colaborar. As respostas estão num inquérito conduzido pela SIC e Rádio Renascença e disponíveis no site do Parlamento Global. São cerca de 30 os deputados professores, a maioria do PS.
Deixaram os bancos da escola e agora sentam-se nas cadeiras do Parlamento. A avaliação de desempenho da classe docente foi, por diversas vezes, abordada nessa casa onde se aprovam ou chumbam leis. A Oposição tentou suspender o modelo proposto pelo Ministério da Educação, mas sem sucesso. Se voltassem à escola, os deputados professores sabiam o que fazer. "Não tinha dúvida nenhuma de que tudo iria fazer para impedir a continuidade deste modelo", responde a deputada independente Luísa Mesquita. Na sua opinião, o modelo é errado e não se pode copiar os que existem no estrangeiro. "As avaliações não podem ser adaptadas, não podem vir do Chile, da França ou de Inglaterra e ser adaptadas ao nosso país." É preciso, defende, ter em conta a realidade e fragilidades do modelo de ensino português. "Face a estas críticas permanentes, a senhora ministra cria um remendo aqui e um remendo acolá." Resultado? Instabilidade. "Não há espaço onde seja mais necessária estabilidade emocional - diria mesmo estabilidade comportamental - de todos os agentes do que a escola", conclui.
Honório Novo, deputado do PCP, saiu à rua no protesto que juntou 120 mil professores em Lisboa. "É uma política que divide os professores em castas, que promove a burocracia, a resma de papel, a perda inútil de tempo." "Estamos a tentar remendar um vaso, um copo, um balde que já tem muitos buracos - e mesmo que tapemos um buraco, ele não deixará de deitar água". O deputado apresenta duas soluções para o Governo "ver" o que todo o país já viu, ou seja, que o modelo "está condenado ao fracasso". "Das duas uma: ou compramos uns óculos ao Governo e à ministra ou abrimos-lhes os olhos forçosamente."
Júlia Caré, do PS, chegou a votar a favor da suspensão da avaliação, num projecto do PSD que foi chumbado. "Estaria muito preocupada com a situação presente e futura da escola pública." "A escola só pode reproduzir a sociedade onde está inserida. Ponto. E se não lhe são dados meios, quer em compreensão, quer em solidariedade... solidariedade já era óptimo". Teresa Portugal, do PS, já está na reforma e lembra que dar aulas tem também uma vertente artística. "É de uma enorme dificuldade ajudarmos a crescer aqueles que estão a crescer", sublinha. Cecília Honório, do BE, estaria ao lado dos que contestam a actual avaliação. "Desenvolveria todas as formas possíveis para boicotar esse processo de avaliação", garante. O colega de bancada, Luís Fazenda, defende que o modelo deve mudar e que o actual não deveria avançar "independentemente da realidade das escolas". Antes de tudo, sublinha, é preciso analisar as carências dos estabelecimentos de ensino para tentar superá-las. "Desde Abril que a ministra não tem condições para dialogar", comenta.
"Faria o que sempre fiz, actuaria pela minha própria cabeça", responde Agostinho Gonçalves do PS. "Os alunos chegam à escola mal-educados, repito mal-educados. A escola tem de ensinar, mas os pais também têm de educar." Ricardo Gonçalves, também do PS, defende que é preciso seguir outro caminho. "A escola tem de começar por encontrar soluções para se avaliar a si própria." Odete João, do PS, absteve-se quando o PSD apresentou a primeira proposta para a suspensão da avaliação. Em seu entender, o modelo tem "problemas ao nível da sua execução", nomeadamente na avaliação feita no pré-escolar e no 1.º ciclo. "Estou solidária com os professores, que, neste momento, atravessam um momento difícil", afirma.
A deputada socialista Fernanda Asseiceira lembra que não há modelos perfeitos, reconhece que o actual precisa de melhorias, que é preciso "limar arestas", e confessa que não gosta de ouvir termos como "braço-de-ferro" e "guerra aberta". Expressões que "impedem o diálogo". "Gostaria de ver este processo encarado de uma forma mais tranquila por todos". O que faria? Asseiceira daria o seu contributo "para que as melhorias fossem feitas". Alda Macedo, do BE, teria uma atitude diferente. "Se estivesse na minha escola do meu coração, rompia com este ciclo de individualismo e isolamento."
Comentário:
Pois... mas não se encontram nas escolas! Lamento que o texto não apresente o comentário de todos os deputados docentes, designadamente os que foram eleitos pelo círculo eleitoral do meu distrito! Mas...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ACOMPANHAMENTO E MONITORIZAÇÃO DO PROCESSO DE APLICAÇÃO DO REFERENCIAL PROPOSTO PELA CIF - relatório final - Açores

A CIF constitui um sistema de classificação multidimensional e interactivo que permite descrever a funcionalidade do ser humano e as suas restrições, servindo ainda como enquadramento para organizar essa informação de maneira integrada e facilmente acessível.
A utilização da CIF como quadro de referência para a avaliação das necessidades educativas especiais não se restringe, contudo, à utilização de um novo instrumento de trabalho. Postulando que qualquer sistema pode afectar e ser afectado por qualquer um dos outros sistemas, o modelo biopsicossocial no qual a CIF se encontra ancorada, pressupõe uma abordagem sistémica, ecológica e interdisciplinar na compreensão do funcionamento humano, o que requer a implementação de dinâmicas de trabalho colaborativo entre os diferentes intervenientes no processo de avaliação/intervenção.
No âmbito do acompanhamento e monitorização do processo de aplicação do referencial da CIF foi-nos proposto, pela Direcção Regional de Educação dos Açores, a elaboração de um estudo visando caracterizar o trabalho desenvolvido pelos profissionais que no ano lectivo de 2006/07 participaram nas Oficinas de Formação sobre a aplicação da CIF.
Do estudo proposto resultou o presente relatório, estruturado em três partes, a primeira relativa a aspectos metodológicos, a segunda à apresentação dos resultados, e a terceira à síntese dos resultados e recomendações.
Comentário:
Da experiência que tenho da aplicação da CIF no ao contexto da Educação Especial, reconheço que ainda não vislumbrei vantagens significativas que justifiquem a sua aplicação! Pelo contrário, vejo imensas dificuldades na sua aplicação, imcompreensão por parte de alguns colegas, alunos excluídos dos apoios especializados sem que beneficiem de qualquer tipo de acompanhamento!
Nestes casos, argumentará a adminstração educativa que existe um conjunto de respostas educativas específicas ao dispor das escolas!
Isso é mais que evidente! Mas onde?! No "papel"!!
Mas não basta criar um atractivo e interessante ordenamento jurídico, definir soluções teoricamente adequadas para todas as situações, ter como objectivo sumptuoso responder e proporcionar respostas adequadas a cada aluno!
Na prática, onde estão criadas as condições para se implementarem tais medidas? Onde estão os recursos, sobretudo os humanos, para dar resposta às solicitações?
Demagia legislativa...

Multa de 1500 euros para jovens que colocaram no YouTube vídeo que troça de deficiente mental

A Agência Espanhola de Protecção de Dados vai punir com uma multa de 1500 euros um grupo de jovens que gravaram imagens de um deficiente mental e publicaram-nas no YouTube.
Este organismo impôs esta sanção, por uma sanção «grave», depois de o caso ter aparecido na comunicação social, que denunciava a captação e difusão através do YouTube de imagens em que vários jovens fazem troça de pessoas com deficiência física e mental.
As diligências da Agência concluíram que os autores cometeram uma infracção grave da Lei Orgânica de Protecção de Dados, pelo que se impõe uma multa monetária de 1500 euros aos autores da gravação e posterior publicação na internet dessas imagens sem o consentimento da pessoa filmada.
Trata-se, segundo infirmou a agência, da segunda sanção que este organismo impõe pela captação e difusão de imagens através de sites como o YouTube.

Pais querem escolas do 1.º ciclo abertas doze horas por dia e dizem que ME já deu luz verde

Algumas escolas do 1.º ciclo do ensino básico vão estar de portas abertas entre as 7h30 e as 19h, ainda este ano lectivo. A informação foi avançada por Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), segundo o qual o Ministério da Educação (ME) já deu luz verde para avançar com este alargamento de horário.
Ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, disse apenas que o ME está "disponível para estudar a questão", mas Albino Almeida garante que a proposta anda há um ano a ser negociada e que o ministério "sinalizou a sua disponibilidade para avançar com o modelo".
O objectivo, segundo o responsável da Confap, "não é transformar as escolas em armazéns de crianças". Nem sequer reforçar a carga lectiva, roubando tempo para a brincadeira. "O que queremos é que as escolas funcionem numa lógica de centro educativo, deixando de estar exclusivamente centradas na instrução e com uma componente de apoio às famílias."
Na prática, o que a Confap propõe é que, entre as 7h30 e as 9h da manhã, as escolas ocupem as crianças com actividades lúdicas. As aulas deverão decorrer entre as 9h e as 15h30, com intervalo para almoço. A partir daquela hora e até às 17h30, decorrem as actividades de enriquecimento curricular, seguindo-se novo período de apoio à família "até às 19h ou 19h30". No período de férias lectivas, as escolas deverão igualmente assegurar actividades para as crianças.
Competirá às escolas definir as actividades a desenvolver, sendo que a proposta terá sempre que ser escrutinada. "Não aceitaremos propostas de mais Inglês ou mais Educação Física. Haverá um júri responsável e as propostas podem incluir canto coral ou folclore, visitas a museus, visionamento de filmes...", especificou o presidente da Confap, para quem se trata, aliás, de assegurar a sobrevivência da escola pública: "Esta coisa de despejar a matéria e depois esperar que, em casa, os pais tenham literacia suficiente e computadores para ajudar os filhos a perceber as matérias tem que acabar, porque o mundo mudou e as escolas têm que se adaptar." Claro que nenhum pai será obrigado a deixar o seu filho tanto tempo na escola. Aqueles a quem este prolongamento de horário e de oferta educativa convier terão de pagar uma quantia a definir consoante os rendimentos da família.
O investigador Manuel Sarmento, do Instituto de Estudos da Criança, não vê inconvenientes neste alargamento de horários. Desde que "o acompanhamento das crianças para lá do tempo lectivo seja fruto de um trabalho de articulação com a comunidade e não se centre demasiado nos interesses dos pais". E "porque é importante respeitar a autonomia das crianças", estas terão que "ter espaço dentro da escola para exercer as suas decisões".
Comentário:
Esta medida, aparentemente, pode ser aceite pela administração escolar, numa lógica, também, de utilização das instalações escolares, com benefícios para a comunidade.
No entanto, há muitos pormenores a definir: quem dinamizará as tais "actividades diferentes"? quem suportará os custos? salvaguardar-se-á a questão de a escola não se transformar num "depósito de crianças", desresponsabilizando os pais pela educação dos seus filhos? ...?
Tenho fé que o ME não esteja a ser seduzido pela tentação populista que normalmente precede as eleições legislativas! É matéria de substancial importância e com implicações directas no desenvcolvimento das crianças!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O sítio do PICO: um lugar de aprendizagem para crianças com paralisia cerebral

O sítio do PICO: um lugar de aprendizagem para crianças com paralisia cerebral.

Contributos pedagógicos da imagem no trabalho com dificuldades de aprendizagem

Contributos pedagógicos da imagem da imagem no trabalho com dificuldades de aprendizagem.

Simpósio: “Desafios Emergentes da Educação Inclusiva

O FEEI em colaboração com a Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial e a ONG “Cidadãos do Mundo” vai organizar no dia 7 de Março (sábado), no Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana o simpósio “Desafios Emergentes da Educação Inclusiva”.
No período da manhã realizar-se-á uma mesa redonda para análise e debate do documento “Conclusões e Recomendações da 48ª sessão da Conferência Internacional de Educação (ICE)” realizada pela UNESCO em Genève em Novembro passado, cujos intervenientes são: o Prof. Dr. David Justino (Universidade Nova de Lisboa e Assessor da Presidência da República), a Dr.ª Ana Maria Benard da Costa (ONG “Cidadãos do Mundo” e a Dr.ª Ana Rosa Trindade (“Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial).
No período da tarde realizar-se-á uma mesa redonda sobre a profissionalidade em Educação Especial, tema que tem sido repetidamente sugerido em particular pela necessidade de encontrar um perfil profissional que se coadune com o actual processo de avaliação dos professores, cujos intervenientes são: a Profa. Dra. Amélia Lopes (FPCE- Universidade do Porto), o Dr. Jorge Humberto (“Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial) e a Dr.ª Ana Ferreira (Fórum de Estudos de Educação Inclusiva).
Como já vem sendo hábito a entrada é livre mas necessita de inscrição prévia para o Fórum de Estudos de Educação Inclusiva, Estrada da Costa – 1499-688 Cruz Quebrada
Telf: 21 4149156

Literatura e Literacia: Intervenção fonológica na dislexia


A PARIPASSU irá desenvolver no próximo dia 28 de Fevereiro de 2009, uma Acção de Formação sobre "Literatura e Literacia - Intervenção Fonológica na Dislexia".
Esta Acção será dinamizada pela Dra. Paula Teles, autora do Método Distema, método utilizado na intervenção psicopedagógica na reeducação da Dislexia.
A acção decorrerá no Auditório do Sport Operário Marinhense, como o plano enviado em anexo. Deverão inscrever-se até ao dia 20 de Fevereiro para os contactos referidos no boletim de inscrição.