quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Qual o impacto dos professores ao longo da vida de um aluno?

Este tema tem merecido a atenção de diversos investigadores na área da educação ao longo do tempo nomeadamente ao nível da durabilidade do impacto dos professores nos alunos.

Quando analisamos o impacto do professor no aluno, estamos a ter em conta o impacto nas aprendizagens e no desenvolvimento sócio-afetivo no ano em que o professor e o aluno estiveram no percurso do ano lectivo em sala de aula, mas qual será o impacto desse mesmo professor nos anos letivos que sucedem?

Quando o aluno vai progredindo no seu percurso académico, será que o professor que teve anteriormente consegue continuar a ter impacto nos resultados académicos e no seu desenvolvimento sócio-afetivo mais tarde? Nos estudos que têm vindo a ser realizados tem vindo a concluir-se que apenas até cerca de 30% da contribuição do professor continua a ter impacto ao longo do restante percurso escolar.

Contudo, quando avaliamos o impacto a longo prazo, o impacto do professor volta a ganhar especial relevância com a chegada do aluno ao mercado de trabalho. Por exemplo, se o aluno estiver a ser acompanhado por um professor com um valor acrescentado superior durante a educação pré-escolar, os ganhos futuros poderão ser muito significativos e encontram-se também variações positivas, mas menores, caso o aluno tenha um professor com valor acrescentado superior se situar entre o 4.º e o 8.º anos de escolaridade.

Os estudos mais recentes acerca da qualidade dos professores focam-se cada vez menos em características normalmente usadas para estruturar a carreira dos docentes, tais como a antiguidade ou mesmo educação formal, e mais no conceito de valor acrescentado nos alunos. Trata-se assim de um efeito medido pela contribuição do professor entre o ponto de partida do aluno e os resultados obtidos no final do ano letivo.

Esta medição deverá ser expurgada de outros fatores que afetam o aproveitamento do aluno, tais como o ambiente económico e familiar em que aquele se enquadra. O que esta medida mostra é que o investimento em bons professores tem impactos a curto prazo, mas também ganhos significativos a longo prazo, quando os alunos entram posteriormente no mercado de trabalho.

A aferição da qualidade dos professores continua ainda a ser fonte de vários estudos, como, por exemplo, avaliar de que forma o valor acrescentado pode ser transmissível entre professores, ou seja, como pode a qualidade de um professor ser afetada pela convivência com colegas com maior ou menor valor acrescentado.

Tais resultados demonstram ainda que o investimento na qualidade do ensino é, de facto, uma das políticas educativas com maior impacto no sistema educativo e que será determinante o seu investimento na próxima legislatura.

Adaptado de:
CARIDAD ARAUJO, M., CARNEIRO, P., CRUZ-AGUAYO Y., e SCHADY, N., (2016) Teacher quality and learning outcomes in kindergarten, The Quarterly Journal of Economics, 131(3), pp. 1415-1453.
JACKSON, C. K. e BRUEGMANN, E.,(2009).Teaching students and teaching each other: the importance of peer learning for teachers, American Economic Journal, Applied Economics, 2009(1-4), pp. 85-108.

Lurdes Neves

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Saiba como escrever documentos usando só a voz no Google Docs

Além do Word da Microsoft, o Google Docs também permite dar um descanso aos dedos e utilizar um modo de digitação por voz, uma funcionalidade que já tinha sido mencionada brevemente no How to TeK e cuja utilização passamos agora a explicar de modo mais pormenorizado, tanto para a versão para browser como para a versão mobile.

A digitação por voz apresenta-se como uma útil ferramenta, sobretudo para aqueles momentos de súbita inspiração em que precisa de registar ideias à medida que surgem na sua mente. Além disso, a funcionalidade pode ser utilizada para transcrever aulas, reuniões ou conferências importantes.

Note que para poder utilizar a digitação por voz precisa de abrir o Google Docs no Google Chrome, ou, alternativamente, num navegador baseado no Chromium, como o Edge da Microsoft.

Para lá do Google Docs, é também possível usar a funcionalidade de digitação por voz para editar notas de orador em apresentações do Google Slides. Se desejar, pode ainda usar comandos de voz para editar os seus documentos, se bem que esta funcionalidade esteja apenas disponível para a língua inglesa e somente para o Google Docs.

Não se esqueça: para que não perca nada do que pretende registar deverá falar pausadamente, mantendo-se a uma distância adequada do microfone do computador ou smartphone. É certo que, mesmo com suporte à língua portuguesa, podem surgir algumas imprecisões, mas pode depois editar o documento e fazer todas as correções necessárias.

Clique nas imagens para saber como ativar a digitação por voz no Google Docs


Siga estes passos:

1 – Se está a usar a versão para browser do Google Docs, comece por abrir o documento em que estava a trabalhar ou um novo. Clique na opção “Ferramentas” e de seguida em “Digitação por voz”. Alternativamente também pode usar a combinação de teclas Ctrl + Shift + S.

2 – Para começar a ditar, clique no ícone do microfone. Antes de começar a usar a funcionalidade, precisa de autorizar o uso do microfone do seu computador. Quando terminar, volte a clicar no ícone.

3 – Pode também configurar a funcionalidade consoante o idioma que está a ser falado. Para tal, basta clicar no menu acima do ícone do microfone.

4 – A funcionalidade funciona do mesmo modo no Google Slides. Depois de abrir uma apresentação, vá a “Ferramentas” e selecione a opção “Digitar por voz as notas do orador”, ou pressione as teclas Ctrl + Shift + S.

5 – Se está a usar a versão mobile do Google Docs, clique no ícone azul no fundo da página para começar a editar o documento. De seguida, selecione o ícone com o formato de um microfone.

6 - Clique no ícone do microfone para começar a registar o que está a ser dito. Quando terminar volte a clicar no mesmo ícone. Também possível configurar a funcionalidade, selecionando o ícone com o formato de uma roda dentada.

7 – Além ser possível bloquear palavras ofensivas, pode configurar o suporte à língua que está a ser falada, clicando em “Idiomas”.

8- Selecione o idioma desejado e, quando terminar, clique em OK.

Fonte: Sapo por indicação de Livresco

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Intervir nas dificuldades de aprendizagem da escrita: Será a intervenção “combinação de frases” eficaz?


Saber escrever é uma capacidade crítica para se ser bem sucedido em qualquer contexto escolar ou social, mas ainda existem muitos alunos com dificuldades em fazê-lo corretamente.
Estudos recentes sugerem que uma estratégia de ensino com recurso a “combinação de frases” pode ser fundamental para o desenvolvimento desta capacidade nos alunos com maiores dificuldades.
Saiba mais com o novo texto de apoio ao ensino da leitura do Programa AaZ: https://bit.ly/3Giu5D8

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Autonomia e Flexibilidade Curricular - Relatório de Acompanhamento, Monitorização e Avaliação

O relatório que agora se publica, em cumprimento do estipulado no Despacho n.º 9726/2018, de 17 de outubro, reflete o Acompanhamento, Monitorização e Avaliação da aplicação, a nível nacional, dos Decretos-Leis n.ºs 54 e 55/2018, ambos de 6 de julho, relativamente ao ano letivo de 2020/2021, assegurados, a nível central e regional, por equipas criadas para o efeito, que integram representantes de diversas entidades do Ministério da Educação e dos Centros de Formação das Associações de Escolas.

Procura-se providenciar informação descritiva e interpretativa sobre os dados recolhidos, no quadro do processo em apreço, no sentido de propiciar uma visão objetiva e completa sobre as ações desenvolvidas pelas escolas, bem como a definição de recomendações para ações futuras.

Para tal, descrevem-se as ações desenvolvidas no âmbito desse processo de acompanhamento e monitorização no período compreendido entre setembro de 2020 e agosto de 2021, bem como as opções de gestão curricular tomadas pelas escolas que apresentaram Planos de Inovação, tendo em vista a prossecução dos propósitos explanados nos seus Projetos Educativos. As escolas continuam a desenvolver ações, através da aplicação de diversas medidas e iniciativas no quadro da AFC, em função das particularidades dos seus contextos e públicos-alvo, com o objetivo de garantir a inclusão e o sucesso de todos os alunos e alunas, melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem, de modo que os alunos alcancem as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

O Relatório de Acompanhamento, Monitorização e Avaliação da AFC 2020/2021 pode ser consultado aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

As novas possibilidades do ensino

Pedro Mata, sales business decision maker da Logitech, esteve presente no evento Building The Future e falou sobre as possíveis soluções para o futuro da educação, nomeadamente sobre as soluções para regimes de ensino híbridos.

Segundo o sales business decision maker da Logitech, as salas de aula vão passar a ter a integração da própria tecnologia no processo de aprendizagem, bem como a adaptação do próprio espaço e mobiliário, em que passará a haver uma nova disposição das secretárias para um formato redondo com computadores, onde todos estarão à volta e não as mesas tradicionais de hoje, e também as metodologias e o trabalho colaborativo sofrerão mudanças.

“Vai haver mudanças no modelo educativo, que poderá passar por espaços partilhados, como na situação do ensino híbrido, com a garantia de que os conteúdos são visíveis (…) com uma capacidade ou necessidade de manter a atenção, quer dos estudantes, quer dos professores”, explicou Pedro Mata.

A Logitech diz querer fomentar uma interação eficaz e melhorar as capacidades de colaboração, bem como a comunicação, apresentando soluções para os estudantes e para professores.

“Não entendemos que a tecnologia seja disjuntiva, a tecnologia não irá mudar muitas das práticas já consolidadas, mas irá ser, efetivamente, um complemento à realidade já existente nas escolas”, afirmou Pedro Mata, acrescentando que “a Logitech pretende aliar-se aos métodos tradicionais que já existem nas salas de aulas e complementá-los” com tecnologia “que potencie todos os conteúdos educativos”.

Uma das suas tecnologias inovadoras é o Logitech Scribe, que vai permitir a quem esteja em ensino remoto visualize o que o professor está a escrever num quadro branco, focando-se no que está a ser escrito e não na tecnologia em si. Este processo vai dar-se através de um algoritmo de inteligência artificial, em que todo o conteúdo escrito no quadro branco vai ser alimentado na plataforma de colaboração Microsoft Teams.

“Esta novidade permite que não haja uma disrupção tecnológica em relação ao que o professor está a utilizar na sala de aula, o tradicional quadro branco, e a componente interativa”, acrescentou Pedro Mata.

Como funciona?

Existe o quadro branco e uma câmara na parte superior a filmar o quadro, podendo acrescentar um botão que fica na parede e que permite a partilha automática de conteúdos. O algoritmo de inteligência artificial torna o professor quase transparente e o que sobressai é a informação que está a ser escrita no quadro.

Pedro Mata falou, ainda, de um estudo do Centro de Investigação em Educação (CIEd), Instituto de Educação da Universidade do Minho, em que 86% da comunidade escolar considera que o uso da tecnologia é uma prioridade nas suas escolas, 62% entende que é necessária a criação ou adaptação de recursos digitais para o contexto educativo. Já 77% dos pedagogos consideram que a utilização da tecnologia terá de ser combinada com recursos educativos tradicionais.

Fonte: pme magazine por indicação de Livresco

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Estado da Educação 2020: educação especial

 O relatório Estado da Educação 2020, do Conselho Nacional de Educação (CNE), retrata a situação vivida na educação, em Portugal, no ano de 202, marcada determinantemente pela pandemia. Deste documento, destacam-se as referências à educação especial.



Em 2020, a educação especial utilizou 290,74 milhões de euros em 2020, consolidando a tendência crescente posterior a 2012, com um acréscimo de 5,2% relativamente a 2019.


Os professores deste país/mundo, mas em especial os do AENSM, foram/são também “heróis”, a par dos profissionais de saúde, pois disseram sempre corajosamente “Presente”; foi assim em maio, quando regressaram para o ensino presencial de alunos do secundário e, ao mesmo tempo, continuavam com o E@D para os discentes do 3º ciclo; mais tarde, em janeiro de 2021, quando quase todos os alunos foram para casa, foi necessário, a par da escola de acolhimento, criar a escola presencial para quem o E@D era ineficaz. Após a rápida identificação dos referidos alunos pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva, definiram-se horários, abriram-se escolas, solicitámos apoio à Autarquia para garantir o transporte aos alunos e trouxemos para a Escola 57 alunos da educação pré-escolar e 1º ciclo, 58 dos 2º e 3º ciclos e ensino secundário. 

Foram acompanhados por docentes da Educação Especial, Psicólogas, Terapeutas da Fala, Educadora e Assistentes Sociais, Professores Bibliotecários, Professores com redução letiva, Assistentes Operacionais e elementos da Direção que asseguraram o cumprimento dos PST (os alunos estavam a ter aulas com a respetiva turma) e o material necessário (impressão de fichas, calculadoras, auscultadores, colocação de colchões nas salas para as aulas de Educação Física). Cumulativamente, estes profissionais geriram as refeições e os intervalos e encontraram recursos/ estratégias para que os alunos aprendessem melhor, articulando o trabalho com a Direção/ Diretores de Turma / Professores Titulares.


Formação para participantes com deficiência/incapacidade testada

O CDI Portugal, entidade responsável pelo Apps for Good em Portugal e pelo Centro de Cidadania Digital em Valongo (Switch to Innovation), acaba de lançar uma ACADEMIA que irá capacitar em soft skills, contabilidade e finanças.

A ACADEMIA, dinamizada pelo CDI Portugal em parceria com a SAP – fornecedor líder no mercado de software de gestão para empresas – irá decorrer no Centro de Cidadania Digital em Valongo e é direcionada para participantes com deficiência/incapacidade testada e/ou desempregados de longa duração (DLD).

A formação vai permitir desenvolver as soft skills dos participantes, como liderança, falar em público, trabalhar em equipa, mas também aprender as noções básicas de contabilidade e finanças e as competências técnicas e tecnológicas para se qualificarem como utilizadores da aplicação ERP da SAP para gestão financeira – uma área de forte procura e valorização no mercado.

Ao longo da formação, os participantes vão ainda beneficiar do apoio de especialistas da SAP e no final poderão beneficiar de uma experiência real em contexto de trabalho.

“É um enorme orgulho poder lançar, em conjunto com um dos nossos parceiros, mais um projecto que permite responder à nossa missão de inovação e inclusão social e digital e que vai ajudar na formação de quem mais tem dificuldade em aceder ou manter-se no mercado de trabalho”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.

“A SAP está empenhada em ajudar o mundo a funcionar melhor e a melhorar a vida das pessoas, pelo que esta parceria com o CDI Portugal vem não só comprovar a nossa missão, como também contribuir para o desenvolvimento de mais competências digitais tão necessárias no mercado de trabalho e no nosso país”, salienta Luís Urmal Carrasqueira, Diretor-Geral da SAP Portugal. As candidaturas arrancam hoje e a sessão de boas-vindas será a 14 de março. A formação decorrerá em horário laboral com a duração de 178 horas. As inscrições podem ser feitas aqui: https://cdi.org.pt/academia-cdi/

Obs: Informação recebida por correio eletrónico

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Residência de Autonomização e Inclusão

A Portaria n.º 77/2022, de 3 de fevereiro, estabelece as condições de instalação, organização e funcionamento a que deve obedecer a resposta social Residência de Autonomização e Inclusão.

A Residência de Autonomização e Inclusão sucede e substitui a anterior Residência Autónoma, enquanto resposta social, devendo entender-se como realizada à RAI qualquer referência formal à Residência Autónoma em legislação dispersa ou documentação oficial.

O presente diploma procede ainda à alteração da Portaria n.º 59/2015, de 2 de março, que define as condições de organização, funcionamento e instalação de estabelecimentos residenciais destinados a pessoas com deficiência e incapacidade, designados por lar residencial e residência autónoma.

A RAI é uma resposta de alojamento residencial temporário ou permanente, desenvolvida em apartamento, moradia ou outra tipologia de habitação similar, inserida em áreas residenciais na comunidade, destinada a pessoa com deficiência ou incapacidade, com capacidade de viver de forma autónoma, e tem por objetivo, mediante apoio individualizado, proporcionar condições para a concretização de um projeto de vida autónomo e inclusivo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Relatório de Avaliação da Implementação das Aprendizagens Essenciais

Do estudo desenvolvido pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, solicitado pela Direção-Geral da Educação, resulta o Relatório de Avaliação da Implementação das Aprendizagens Essenciais, que se enquadra no processo de monitorização e avaliação das aprendizagens nos ensinos básico e secundário (cursos Científico-Humanísticos) previsto no Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho, e no Despacho n.º 8476-A/2018, de 31 de agosto.

Este relatório é composto por duas partes estruturantes. A primeira – “Relatório Final” – apresenta, depois das questões contextuais e metodológicas, os principais resultados, a que se seguem as conclusões e as consequentes recomendações. A segunda – “Estudos Parcelares” – foca-se nas perceções dos vários intervenientes neste estudo relativamente às Aprendizagens Essenciais, a saber, docentes, alunos e pais/encarregados de educação, que se constituem como elementos-chave na implementação desse referencial curricular.

Com este momento reflexivo, é criado mais um contributo para o enriquecimento do currículo nacional do ensino básico e secundário, cumprindo a implementação de uma política educativa assente no Perfil dos Alunos à Escolaridade Obrigatória e na Autonomia e Flexibilidade Curricular.

Pode aceder à versão online do relatório aqui.

Fonte: DGE

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Escolas vão ter curso de teatro para alunos do básico no próximo ano letivo

Os alunos do 5.º e do 7.º anos vão poder inscrever-se, no próximo ano letivo, no curso básico de Teatro, o novo curso artístico especializado que passa a fazer parte da oferta educativa do ensino básico.

A medida foi publicada esta terça-feira em Diário da República numa portaria que introduz o curso básico de teatro para os alunos do 2.º e do 3.º ciclos do ensino básico, ou seja, do 5.º ao 9.º ano de escolaridade.

À semelhança do que já acontecia com os cursos básicos de música, dança e canto gregoriano, os estudantes vão poder optar pelo curso de Teatro.

Este novo curso destina-se aos alunos que “pretendam prosseguir estudos na carreira artística, nomeadamente como atores, cenógrafos, produtores, entre outros, facultando os conhecimentos necessários à compreensão das manifestações estéticas e culturais e o aperfeiçoamento da expressão artística teatral”, lê-se na portaria assinada a 20 de janeiro pelo então secretário de estado Adjunto e da Educação, João Costa.

No próximo ano letivo abrem as turmas para os alunos do 5.º e do 7.º ano de escolaridade e, no em setembro de 2023, abrem as turmas do 6.º e 8.º anos. Finalmente, no ano letivo de 2024/2025 deverão estar a funcionar todos os anos, com o arranque do 9.º ano de escolaridade, segundo o calendário definido na portaria.

Tal como acontece com os outros cursos artísticos, também o curso de teatro poderá ser frequentado em regime integrado ou articulado, e para entrar é preciso fazer uma prova de seleção aplicada pelo estabelecimento de ensino.

As escolas de ensino básico geral e as escolas do ensino artístico especializado devem estabelecer protocolos com vista ao funcionamento do ensino articulado, “devendo aquelas aceitar os alunos que se matriculem nos Cursos Básicos de Dança, de Música, de Canto Gregoriano ou de Teatro em regime articulado, independentemente da área de residência dos seus encarregados de educação e sem prejuízo da aplicação dos demais critérios de distribuição de alunos estabelecidos em regulamentação própria”, define a portaria 65/2022.

As escolas do ensino básico geral devem integrar na mesma turma os alunos que frequentam, em regime integrado ou articulado, os Cursos Básicos de Dança, de Música, de Canto Gregoriano ou de Teatro.

Caso tal não seja possível, estes alunos podem integrar outras turmas, não exclusivamente constituídas por alunos do ensino artístico especializado, devendo, nesse caso, frequentar as disciplinas comuns das áreas disciplinares da formação geral com a carga letiva adotada pela escola de ensino geral.

O diploma estabelece ainda que as disciplinas de Iniciação à Prática Vocal e de Prática Vocal, do Curso Básico de Canto Gregoriano e de Voz, do Curso Básico de Teatro são lecionadas a grupos de dois a cinco alunos.