segunda-feira, 16 de maio de 2011

Futuros alunos com necessidades educativas especiais convidados a conhecer meios de apoio disponibilizados pela Universidade de Aveiro

No dia 18 de Maio, entre as 14h30 e as 17h30, a UA, através do seu Gabinete Pedagógico, estará disponível para dar a conhecer aos pais, alunos e docentes interessados os procedimentos e as condições que tem para oferecer a alunos com necessidades educativas especiais. O convite é lançado também às Escolas Secundárias com o objectivo de trocar informações e prestar esclarecimentos.

A Universidade de Aveiro tem vindo a desenvolver esforços de reordenamento e de reafectação dos meios humanos, materiais e institucionais para proporcionar melhores condições de ensino e aprendizagem aos seus alunos com necessidades especiais.


Para além de dar a conhecer esses meios de apoio, esta acção surge com o intuito de conhecer antecipadamente as condições especiais de frequência que estes alunos venham a requerer no sentido de as melhorar, reforçando a sua autonomia individual e o desenvolvimento pleno do seu projecto educativo.

É um facto que os alunos só têm a certeza da Universidade e curso que irão frequentar na publicação das listas seriadas. No entanto, a UA pensa ser de toda a utilidade para as partes envolvidas esta troca de informação e prestação de esclarecimentos.

Os interessados em participar deverão enviar o formulário preenchido, disponível aqui, para o Gabinete Pedagógico, através do e-mail: gabinete.pedagogico@ua.pt.
In: Universidade de Aveiro

sábado, 14 de maio de 2011

Educação especial e inclusiva em Portugal: factos e opções

Resumo:
À semelhança de muitos países, Portugal tem feito mudanças no seu sistema educativo de forma a torná-lo mais inclusivo isto é fazer com que as escolas regulares se reformem de forma a acolher e a educar capazmente todos os alunos incluindo os que têm condições de deficiência. Este artigo procura traçar um panorama actual da Educação Especial e Inclusiva em Portugal em particular depois da publicação da lei 3/2008 que originou mudanças sensíveis no sistema. São discutidas as linhas centrais da legislação, apresentados dados estatísticos sobre a situação portuguesa no final de 2009 e finalmente são lançadas pistas de discussão sobre algumas das opções que foram assumidas pelo Governo nesta matéria nomeadamente quanto ao sistema de elegibilidade, quanto à formação de professores e às políticas de financiamento.
Artigo de David Rodrigues e Jorge Nogueira.
Para consultar aqui.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Escolas portuguesas ainda não sabem comunicar com os pais

Escolher a escola dos filhos ou ter acesso à informação são direitos ainda muito limitados para boa parte dos pais portugueses, conclui o estudo europeuEntender o que os professores ou directores dizem sobre os seus filhos é a principal dificuldade dos encarregados de educação nas escolas portuguesas. Esta é uma das conclusões do estudo europeu denominado Indicadores de Participação dos Pais na Escola, ontem apresentado no auditório do Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. O relatório avaliou o papel dos pais nas escolas de 12 países ou regiões e, quando se tratou de medir o direito dos encarregados de educação a serem bem informados, Portugal ficou nos últimos lugares. 

Ao nosso lado, com 75 pontos (numa escala de zero a 100), encontram-se também a Espanha, a Itália e a Roménia. Abaixo dos portugueses, apenas a região francófona da Bélgica (70 pontos) e o cantão suíço de Vaud (60). Portugal está a cinco pontos de distância da média e isso acontece sobretudo porque as escolas ainda não sabem traduzir a informação para que possa ser correctamente entendida pelos pais, defende Conceição Reis, do Conselho Nacional de Educação (CNE), um dos parceiros portugueses do estudo, juntamente com a Fundação Pro Dignitate. 

"Embora os direitos estejam globalmente assegurados e as estruturas de comunicação existam, a linguagem, os códigos, o jargão utilizados nas escolas não são acessíveis a uma boa parte dos encarregados de educação, principalmente quando estamos perante uma população imigrante", defende a especialista do CNE, alertando igualmente para a necessidade de se adequar a legislação para permitir a participação dos pais na actividade da escola sem penalizações profissionais.

Neste indicador, Portugal é o país que mais se afasta da pontuação máxima segundo os resultados dos relatórios nacionais. Por outro lado, o País de Gales, a Inglaterra e os cinco cantões suíços são os únicos casos em que a informação é "unicamente adaptada" às características dos pais. Escolher a escola do seu filho é igualmente um direito limitado entre os pais portugueses, também quase no fundo desta tabela, ao lado dos italianos e dos suíços de Berna (60 pontos) e acima de Genebra, que ocupa a última posição, com 50 pontos. Optar pelo ensino privado ainda é "muito condicionado" pelos apoios que o Estado dá às famílias e às escolas, esclarece Carmo Gregório, do CNE, defendendo mais medidas fiscais e meios financeiros para facilitar o acesso às escolas particulares dos alunos com recursos económicos baixos.

A liberdade de escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do ensino público é aliás uma das recomendações do estudo europeu. O relatório mostra, porém, que apenas na Inglaterra, na região francófona da Bélgica e no País de Gales, a frequência no ensino privado não implica despesa suplementar para as famílias. Nos outros países ou regiões, as propinas têm de ser asseguradas pelos pais e pelos estados.

É no direito dos pais de recorrer contra as decisões da escola que Portugal assume o melhor desempenho, igualando os outros oito países ou regiões. Neste capítulo, Genebra, Zurique (Suíça) e Roménia são os únicos a não atingir a pontuação máxima, fixando-se nos 80 pontos. No que toca à participação nos órgãos da escola, os pais portugueses estão bem posicionados. Embora a pontuação não ultrapasse os 50 pontos, Portugal encontra-se entre os três melhores classificados, apesar da distância que regista em relação ao País de Gales e à Inglaterra, com 73 pontos. São aliás estes últimos dois indicadores que fazem aproximar a média global portuguesa (71) da média europeia (72 pontos).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrada em vigor do Programa de Português para alunos surdos

O Despacho n.º 7158/2011, e 12 de Maio, hoje publicado, determina que o programa de Português Língua Segunda (PL2) para alunos surdos, homologado por despacho da Ministra da Educação de 15 de Fevereiro de 2011, entra em vigor nas Escolas de Referência de Ensino Bilingue para Alunos Surdos a partir do ano lectivo de 2011 -2012, de acordo com o seguinte calendário:
a) 2011-2012, no que respeita aos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade;
b) 2012-2013, no que respeita aos 2.º, 6.º, 8.º e 11.º anos de escolaridade;
c) 2013-2014, no que respeita aos 3.º, 9.º e 12.º anos de escolaridade;
d) 2014-2015, no que respeita ao 4.º ano de escolaridade.
A carga horária a atribuir à disciplina de PL2 para alunos surdos é, em cada nível e ciclo de ensino, a estabelecida nos Decretos-Leis n.os 6/2001, de 18 de Janeiro, e 74/2004, de 26 de Março, nas suas redacções actuais, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Português.

terça-feira, 10 de maio de 2011

II Encontro Internacional de Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais

A Porto Editora vai promover o II Encontro Internacional de Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais, este ano dedicado ao tema “Problemas de Desenvolvimento e de Aprendizagem”. 

À semelhança do ano anterior, esta 2.ª edição apresenta um primeiro dia composto por 4 workshops simultâneos (a 27 de maio) e um segundo (a 28 de maio), dedicado a conferências ministradas por reconhecidos especialistas, onde poderá aprofundar conhecimentos e tomar contacto com práticas educativas eficazes, que respondem às necessidades dos alunos com problemas de desenvolvimento e de aprendizagem. 

Para conhecer o programa completo e efetuar a inscriçãoclique aqui.

Local: Universidade do Minho, Campus de Gualtar 
Data: Dias 27 (workshops) e 28 de maio (conferências)
 

Inscrições através do
 Espaço Professor ou da Linha do Professor (707 22 33 66) até ao dia 25 de maio. 

Resumo do Programa:
 
Dia 1 + dia 2:
 40€ (cada workshop do 1.º dia tem vagas limitadas a 25 pessoas). 
Dia 2:
 25€
O valor de inscrição inclui: 1 exemplar do livro "Compreender a Escola de Hoje" e 1 exemplar da última edição da revista "Inclusão".
 

No final do evento, será entregue um certificado de participação.

Relação Pedagógica centrada no Aluno

A relação pedagógica é o contacto interpessoal que se gera entre os intervenientes de uma situação pedagógica e os resultados desses mesmos contactos entre eles. Num sentido lato, a relação pedagógica abrange todos os intervenientes directos e indirectos do processo pedagógico, desde professores a auxiliares, e seu impacto no desempenho escolar dos alunos. Qualquer que seja a temática a abordar relativamente à actividade escolar, vem sempre ao pensamento o papel a desempenhar pelos professores. Inicialmente o professor era essencialmente o transmissor do saber e o aluno deveria ser o receptor humilde e obediente, dado o estatuto de inferioridade etária e cultural. Hoje em dia, a escola deixou de ter apenas a função de transmitir saber e passou a incentivar a criação/recriação do saber. O professor tornou-se o organizador da aprendizagem e o estimulador do desenvolvimento cognitivo e socioafectivo do aluno. 
A escola surge assim como instituição criada para a transmissão intencional do saber considerado socialmente útil, a sua primeira função é naturalmente uma função de transmissão cultural.
A busca do sucesso na relação pedagógica assenta na tentativa de responder às necessidades individuais de todos e cada um dos alunos. As necessidades individuais podem ser relativas: a determinada faixa etária, a determinado contexto e necessidades próprias do aluno. Também as motivações e necessidades sentidas pelo aluno devem ser consideradas pelo professor, pois, dificuldades na relação pedagógica prendem-se com a discrepância entre as motivações e necessidades. O professor deve tentar caracterizar a motivação dos seus alunos de forma a tentar integrá-la nas tarefas de aprendizagem e escolher de forma adequada as opções didáctico-pedagógicas. Também em situação de aprendizagem a auto-estima do aluno pode ficar comprometida, caso seja experiênciada de forma negativa, assim, o erro deve ser entendido pelo professor como promotor de sucesso.
Sendo assim, parece importante considerar a comunicação, as expectativas e as representações pois estas têm um papel importante na gestão dos processos educativos.
Na relação pedagógica o destinatário é essencialmente o aluno, mas, não deixa de ser importante que o adulto, o professor, se assuma como um ser em construção.
Além disso, não sabendo tudo, ele é, quem na sala de aula, mais sabe. É assim que os seus alunos o vêem e é no confronto com o seu saber que eles se formam.
Há muitos alunos pré-etiquetados negativamente (como também positivamente), dada a sua proveniência social, a cor da pele, etc. Estes preconceitos sociais podem ser agravados pelos professores, quando consideram tais alunos, como tendo menos capacidades. Deste modo, os professores tenderão a solicitar mais vezes os bons alunos e a reprimir os que consideram maus alunos. A forma como a turma é gerida tem uma relação forte com a disciplina e a indisciplina, sendo esta última, uma das maiores preocupações do professor. Se a moral e a produtividade do grupo dependem do interesse suscitado pela prossecução dos fins estipulados, a inadequação dos fins propostos ou a falta de motivação dos alunos pode levar a atitudes de agressividade contra os colegas e professores. Neste sentido, actos de indisciplina são comportamentos não coincidentes com as regras consideradas necessárias ao eficaz desenvolvimento de situações escolares, regras essas definidas pela própria instituição e também pelo professor que, “ nas suas aulas”, usa frequentemente o poder de exigir os comportamentos e atitudes necessários ao seu desempenho profissional e de determinar quais deles podem ser qualificados de indisciplinados.
Relativamente às causas da indisciplina, não existe consenso, daí ser um conceito subjectivo, no entanto, apontam-se como possíveis causas o disfuncionamento familiar, a falta de valores por parte o aluno, a falta de perspectivas para o futuro, o mau relacionamento com os professores e a comunicação social. Daí a importância da adequação do currículo às necessidades e interesses dos alunos, da planificação cuidada, da variação dos estímulos e dos projectos motivadores capazes de suscitarem entusiasmo e de canalizarem a energia do grupo para a produção de trabalho e para a realização de níveis elevados de aspiração.
Por fim o meio familiar, assume um estatuto de óbvia importância para o sucesso dos alunos, sendo importante considerar o conjunto de representações e expectativas dos pais face ao aluno, face à escola e à relação escola - meio familiar. A relação do meio escolar com o meio familiar constitui um factor potenciador do sucesso ou não da relação pedagógica. É importante que as crianças sintam que os pais se interessam em contactar a escola regularmente e não só quando algo corre menos bem, isto pode ser factor promotor de motivação e sucesso. A comunicação com os pais deve: iniciar-se o mais cedo possível, ser regular, deve ser assente numa atitude positiva, ou seja, que valorize mais as competências do que os insucessos e deve evitar a utilização da linguagem técnica da escola.
A capacidade de se conseguir responder com sucesso às diferentes necessidades de diferentes indivíduos, oriundos de diferentes contextos e famílias através de diferentes professores e com diferentes procedimentos será, o maior e eterno desafio de um sistema educativo. No entanto, e sem pessimismo, tememos por vezes que, como alguém dizia, diferenciação em pedagogia seja algo de que todos falam, alguns sabem o que é, poucos praticam!!!
Publicado por Joice Duarte em Psicologia da Educação

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Teste de QI é falível sem motivação

Resultados de testes de QI dependem de outros factores.Num novo estudo, publicado na revista científica PNAS por uma equipa de psicólogos da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia (EUA), defende-se que a pontuação obtida num teste de QI não pode ser apenas levada em conta relativamente à inteligência, já que o factor motivação influencia o resultado.

Os investigadores norte-americanos põem em causa os tradicionais testes de inteligência (Quociente de Inteligência – QI) que normalmente são usados como indicadores de avaliação de uma pessoa no que diz respeito à sua vida académica, profissional e não só.
No estudo foram avaliadas mais de duas mil pessoas, em que o objectivo era motivar os indivíduos, tentando perceber até que ponto o seu desempenho era influenciado no teste. O estudo concluiu que os incentivos melhoraram todos os resultados, principalmente os daqueles que obtiveram pontuações mais baixas.

Há uma década, um psicólogo da Universidade de Harvard já tinha colocado em causa os resultados destes testes e defendia que o quociente emocional (QE) também teria um papel importante. O QE é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles e estende-se em cinco dimensões: auto-motivação, auto-conhecimento, empatia, sociabilidade e capacidade de lidar com as emoções de outras pessoas.

Os testes de QI começaram a ser utilizados como instrumento clínico, em 1904, por psicólogos franceses, para auxiliar as escolas gaulesas que, seguindo um procedimento padronizado, ajudavam a diagnosticar deficiências mentais de uma forma rápida e eficiente.

Os especialistas sempre defenderam a eficácia destes testes, mas recebiam muitas críticas devido aos métodos aplicados, já que se limitavam a medir a inteligência, esquecendo outros factores importantes.

James Thompson, psicólogo da Universidade de Londres, já tinha assinalado que as pontuações altas dos testes de QI eram reflexo da habilidade nata e de outras variáveis, acrescentando ainda que "a vida é um teste de inteligência e de personalidade", que o resultado de um teste de QI contém elementos de motivação e inteligência, mas principalmente do último. Assim sendo QI+QE+QM = um resultado muito mais eficiente.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"S. João" debate prestação de cuidados às crianças com necessidades especiais

O hospital de S. João, no Porto, recebe na sexta-feira e no sábado as primeiras jornadas de Enfermagem dos Serviços de Pediatria, cujo objetivo é debater estratégias para prestar melhores cuidados às crianças com necessidades especiais e suas famílias.
"No nosso país temos um número crescente de crianças que necessitam de cuidados especiais. O que nos preocupa é o núcleo familiar e vamos procurar estratégias para os profissionais desta área prestarem melhores cuidados", esclarece Francisco Mendes, o enfermeiro responsável pela organização.
O responsável falava à Lusa a propósito das Jornadas "A criança com necessidades especiais -- Um novo paradigma", que se realizam na sexta-feira e no sábado na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto.

O mito do QI

O mito do QIOs testes de inteligência sempre foram considerados bons indicadores para avaliar o êxito que uma pessoa terá na vida académica e profissional. Nos Estados Unidos, uma equipa de psicólogos pôs em causa esta relação, afirmando que o "factor motivação" também deve ser considerado na hora de medir o QI de um indivíduo.

Em 1904, psicólogos franceses começaram a utilizar o teste de QI como instrumento clínico, seguindo um procedimento padronizado, para auxiliar as escolas gaulesas, que precisavam de diagnosticar deficiências mentais de forma rápida e eficiente.
Os especialistas sempre defenderam a eficácia dos testes, afirmando que os resultados obtidos são bons indicadores do sucesso que uma pessoa pode atingir na vida académica e profissional, mas recebiam muitas críticas devido aos métodos aplicados, que se limitavam a medir a inteligência, esquecendo outros factores importantes.
Foi o que demonstrou uma equipa de psicólogos da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, EUA, que concluiu que o "factor motivação" tem grande importância quando um teste de inteligência é realizado num indivíduo.
O novo estudo, publicado na revista científica PNAS, defende que uma pontuação alta num teste de QI exige inteligência e motivação, enquanto que um resultado baixo pode indicar a falta de apenas um dos dois.
A pesquisa analisou mais de duas mil pessoas e procurou perceber como os incentivos afectam o desempenho nesses testes. O estudo concluiu que os incentivos melhoraram todos os resultados, principalmente daqueles que obtiveram pontuações mais baixas.
Numa outra fase da investigação, os psicólogos testaram a forma como a motivação influenciou o resultado desses testes e as previsões de inteligência e desempenho no futuro. Para isso, utilizaram dados de uma pesquisa que acompanhou 250 indivíduos da adolescência ao início da vida adulta. Os psicólogos concluíram que algumas pessoas se esforçam mais do que outras nas situações em que os incentivos são mais baixos.
James Thompson, psicólogo da Universidade de Londres, disse que já tinha conhecimento de que as pontuações altas nesses testes de QI eram reflexo da habilidade nata e de outras variáveis.
"A vida é um teste de inteligência e de personalidade", disse Thompson, acrescentando que o resultado de um teste de QI contém elementos de motivação e inteligência, mas principalmente do último.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O panorama actual da educação de surdos. Na senda de uma educação bilingue.

Os séculos dezoito e dezanove foram uma época dourada para a educação de surdos. Existiam muitos professores surdos e era natural o uso da língua gestual. Tudo mudou com o Congresso de Milão, de 1880, que aprovou o método oral puro. Nos anos 1960, a consciência do fracasso do oralismo levou ao regresso dos gestos à sala de aula. Contudo, estes eram usados como um mero instrumento, e não como um marcador da identidade e cultura surdas. O bilingualismo/ biculturalismo apareceu nos anos 1980, procurando assegurar esse reconhecimento e garantir aos surdos o acesso à educação através da sua primeira língua. Embora a Federação Mundial dos Surdos considere que o uso deste método é uma questão de direitos humanos, as práticas escolares mostram que outras abordagens subsistem, nomeadamente o oralismo e a comunicação total.
Neste artigo, Maria do Céu Ferreira Gome leva-nos a reflectir sobre os obstáculos que se têm colocado à implementação do bilinguismo na educação de surdos, questionando os discursos actuais sobre a diferença.
Artigo completo aqui.