quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pais e filhos brincam e dançam juntos

Uma hora por semana. Não há lições para dar, nem ordens a cumprir. Há sim histórias, brinquedos coloridos, músicas para acompanhar, canções para cantar, brincadeiras para partilhar, danças para aprender, sacos com livros e objetos lúdicos para levar para casa. É uma hora de encontro entre pais e filhos, até aos 6 anos de idade, que trocam sorrisos, brincam, contam peripécias. Os participantes fazem uma roda e a sessão arranca com uma canção de boas-vindas. Os nomes usados nas cantigas adaptam-se aos batismos dos intervenientes que estão na sala. O projeto A Par - Aprender em Parceria surgiu em 2006, no seio da Escola Superior de Educação de Lisboa, e tem lugar em três bairros de realojamento da capital. Ao todo, são 120 as crianças envolvidas. 
Emília Nabuco criou o A Par. A professora e investigadora da Escola Superior de Educação de Lisboa adianta que o projeto surge para estender a mão "a pais de camadas sociais mais desfavorecidas e a crianças pequenas". Para que estejam juntos, para que explorem brincadeiras em conjunto. Um objeto e mil e uma atividades que podem ser feitas. Os pais são ajudados a construir um dossier com os gostos e conquistas dos filhos. Passos considerados importantes nas várias etapas do desenvolvimento das crianças e que podem fazer a diferença quando se entra no primeiro patamar do ensino. Na questão da segurança, da autoestima e até do sucesso escolar. "Estimulando os pais a aprenderem, os filhos vão mais preparados para o 1.º ano de escolaridade. Se cantarem, se brincarem, se disserem muitas histórias, se estabelecerem uma rotina para a alimentação e para o sono, se tiverem todos os cuidados", garante a responsável.
É feito um círculo e as líderes, educadoras de infância e psicólogas, orientam a sessão.
"Assumimos as pessoas tal e qual como são, sem críticas, sem imposições, sem lhes dizer não faça isso ao seu filho", explica Emília Nabuco. Não há autoritarismo, nem repreensões. "Há um modelo que se impõe pelo aspeto lúdico, pela brincadeira." "Há um ciclo de três sessões em que o mesmo tema é tratado de maneiras diferentes", esclarece. Três grandes secções: outono/inverno, primavera e verão.
A repetição é colocada de lado. "O que cativa nas sessões é a não repetitividade e a permanente componente lúdica." Nesse sentido, são usadas "estratégias lúdicas inovadoras". A partir dos dois meses de idade a criança tem contacto com os livros. Pais e filhos cantam e dançam ao mesmo tempo. Aprendem massagem para bebés e a contar histórias de uma forma dinâmica. No final, na hora do adeus, um pano colorido é partilhado por todos. Manuseado pelos pais e que passa por cima das cabeças dos mais pequenos. "As próprias crianças ficam como que envoltas numa magia." Depois disso, os pais levam um saco plástico para casa com um livro de histórias e brinquedos relacionados com essa obra literária. E trazem-no na sessão seguinte. "Investimos muito nos materiais: são muito bonitos e muito bons." Havia mães que nunca tinham lido um livro e crianças que nunca tiveram brinquedos.
Há aspetos que saltam à vista e que podem ser relacionados com a presença nas sessões semanais, com o contacto que é estabelecido entre pais. "Algumas mães estão a tentar ir para a escola", refere Emília Nabuco. Outras começam a procurar emprego. Nota-se vontade de complementar a vida. E também há mudanças a nível físico e de linguagem. "Há mais cuidado de apresentação consigo e com os filhos."
Emília Nabuco afirma que a maternidade e a paternidade não são inatas e, por isso, há que aprender a lidar com as situações. "Algumas mães e alguns pais, quando nascem os seus filhos, não assumem que são os principais responsáveis", observa. Há resistência em admitir a condição social de mãe e pai. Não se trata de uma questão psicológica. "Não assumem a maternidade e a paternidade como um facto. Algumas mães são adolescentes e para uma adolescente é muito pesado ter de assumir a responsabilidade de ter um filho", concretiza.

In: Educare

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Encontro Superar Barreiras com TIC

As tecnologias são um aliado poderoso da educação. Quando se trata de alunos com Necessidades Educativas Especiais, adquirem ainda maior dimensão ao assumirem-se como a diferença entre o ser espectador e o ser actor no seu processo de aprendizagem. São ferramentas que superam barreiras e promovem o acesso e a participação daqueles que, por algum motivo, não acompanham o normal fluir da aprendizagem. O 1º Encontro Nacional “Superar Barreiras com TIC: Políticas, Ideias e Práticas” pretende reunir vários intervenientes na educação de alunos com Necessidades Educativas Especiais para apresentarem, debateram e demonstrarem como é possível conseguir que estes alunos aprendam mais e melhor com as TIC e as Tecnologias de Apoio a seu lado. Encontrar e difundir boas práticas, mas acima de tudo, contribuir para a modelagem de atitudes e fomentar a pro-actividade na exploração destas ferramentas para a supressão de barreiras na aprendizagem de todos os alunos constitui a ideia base deste 1º Encontro Nacional.

O evento, surge do esforço concertado do Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro e o Laboratório de Conteúdos Digitais, uma das estruturas funcionais do Centro de Investigação de Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) com sede no Departamento de Educação (DE) da Universidade de Aveiro. Estas entidades acreditam no potencial que as TIC possuem no auxílio de alunos com problemas de aprendizagem e pretendem sensibilizar e incrementar o conhecimento sobre estas ferramentas.

O Encontro irá realizar-se no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro, nos dias 17 e 18 de Junho de 2011.
Para mais informações AQUI

“Tiagolas e outras estórias”

“Tiagolas e outras estórias”

Um livro com estórias, os protagonistas são pessoas com deficiência 
“Heróis sem nome”

“Aos pais dos meninos com deficiência, os verdadeiros especialistas das suas crianças, este é o seu livro de bolso. Na estante ficarão os manuais teóricos e guias de orientação práticos, aqui ventilam-se emoções e procuram-se sucessos. A minha mais profunda gratidão por ter feito parte deste projecto de Amor.” Joana Sá Ferreira (Médica, Interna de Psiquiatria do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Investigadora do Grupo de História e Sociologia da Ciência do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, CEIS20)
- Um livro para a dignidade e para a inclusão das pessoas com deficiência;
- Um livro com os direitos das pessoas com deficiência;
- Um livro para sensibilizar à problemática e à causa da deficiência, nomeadamente da mental e das suas implicações sociais e educativas;
- Um livro para professores e educadores que trabalham com crianças com deficiência.
- Um livro para as pessoas com deficiência e suas famílias.
Os proveitos desta publicação revertem para o projecto de construção de uma residência para deficientes e de um centro de actividades ocupacionais, a construir em terreno cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, projecto de candidatura aprovado pelo POPH.

O livro será apresentado ao público no próximo dia 30, em Coimbra.

Contactos:
Manuel Miranda
Urb. Quinta das Relvas, Lt. 17
3045 – 241 – Coimbra
Tel.: 966 617 670
miranda.manel@gmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

Inclusive Education – Raising the Bar Visita de estudo europeia

Teve lugar entre os dias 2 e 6 de Maio 2011 uma visita de estudo de professores e técnicos de educação europeus, ao abrigo do CEDEFOP, sob o tema da educação inclusiva, acolhida pela DGIDC.
Esta visita de estudo teve como objectivo o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os participantes europeus e os seus pares portugueses, sendo aqueles provenientes da Alemanha, Noruega, Roménia, Letónia, Hungria, Grécia, República Checa, Polónia, Bélgica, Finlândia, Lituânia e Grã-Bretanha.
O âmbito da visita incidiu sobre a política e medidas de inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente, integrados no sistema regular de ensino.

O plano de visitas a escolas da zona de Lisboa incluiu o Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires, Agrupamento de Escolas de Mafra, Agrupamento de Escolas Quinta de Marrocos, Agrupamento de Escolas Maria Alberta Meneres, Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo e ainda a CERCICA, um dos Centros de Recursos para a Inclusão que presta serviços de natureza técnica e terapêutica a escolas da zona de Cascais.
As escolas visitadas organizaram sessões com a intervenção de vários actores da comunidade educativa, isto é, direcções de escola, docentes da educação especial, técnicos especializados, pais, alunos e responsáveis das autarquias. Visitaram-se as instalações dos estabelecimentos de ensino, salas de aula, unidades especializadas de apoio à multideficiência, unidades de ensino estruturado para apoio a alunos com perturbações do espectro do autismo, aulas de alunos surdos e mostra de tecnologias de apoio.
As escolas prepararam com empenho o acolhimento do grupo europeu, tendo envolvido vários elementos nas apresentações e testemunhos sobre as experiências de inclusão dos alunos com NEE, de carácter permanente, criando espaço para esclarecimento e discussão sobre os temas apresentados e proporcionando o diálogo directo informal ao longo das visitas entre os docentes das escolas e os colegas europeus.
Do relatório da visita do grupo europeu traduzimos algumas das impressões registadas por este:
Há evidência de excelentes práticas que, se os países tiverem capacidade financeira e empenho, podem ser disseminadas e adoptadas.
Foi inspirador ter a oportunidade de testemunhar, em contacto directo, a excelente relação entre o Ministério da Educação, os Municípios, o pessoal docente, os assistentes operacionais, os terapeutas, os alunos e as famílias. Considerando que este processo de inclusão generalizado em Portugal data de 2008, constatamos grande progresso num tão curto período de tempo.
In: Boletim da DGIDC n.º 12

Jogos de Portugal Coimbra 2011

Numa iniciativa da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes, realizam-se, nos dias 10 e 11 de Junho, em Coimbra, os Jogos de Portugal Coimbra 2011.
Os Jogos contarão com a participação de mais de 800 atletas com deficiência, distribuídos por 15 modalidades.
Mais informações no sítio electrónico do evento.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EPIS ajuda a reduzir abandono em 60 escolas

A associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) está a promover projectos de parceria com 60 escolas de todo o País, que visam reduzir de forma significativa as taxas de abandono e de insucesso escolares.
Ao longo desta semana, a EPIS promove fóruns regionais de balanço do trabalho desenvolvido. O primeiro, dedicado à Região de Lisboa e Vale do Tejo, teve lugar hoje em Vila Franca de Xira. Seguem-se as áreas da Direcção Regional de Educação do Centro (terça-feira) e do Norte (quarta-feira).
O objectivo, segundo Diogo Simões Pereira, presidente da EPIS, é discutir de forma mais aprofundada as “boas práticas” existentes em várias escolas do país, avaliá-las e disseminá-las.
No fórum realizado esta segunda-feira na Escola Secundária e do 2.º e 3.º ciclos Professor Reynaldo dos Santos foram apresentados casos de estudo como a parceria desenvolvida por escolas do Médio Tejo para a organização de horário dos docentes que facilitem a aprendizagem e o sucesso educativo e o projecto de prevenção e controlo do absentismo escolar promovido na Secundária Fernão Mendes Pinto.
Em foco, estiveram também iniciativas de integração de alunos de etnia cigana, o marketing na afirmação da marca de uma escola e a parceria entre a Secundária Reynaldo dos Santos e a Central de Cervejas para desenvolver a área de comunicação interna.
Diogo Simões Pereira salientou que outro dos grandes objectivos da EPIS é desenvolver projectos-piloto de combate ao abandono escolar em 60 escolas de todo o País, que já têm objectivos definidos até 2013. “Creio que neste aspecto ainda há muito trabalho a fazer. Ainda não se assume o abandono como ele na realidade é. Para nós, se o jovem não vem à escola ou se não está a progredir, isso é uma situação de abandono escolar. É um desafio que ainda tem muito caminho a percorrer”, referiu.
De acordo com um balanço também ontem divulgado, a EPIS está a trabalhar em 88 escolas do País, já acompanhou mais de 6100 alunos desde 2007 e ajudou a criar 1074 novos bons alunos no 3º. Ciclo. Actualmente a associação tem cerca de 170 empresas e empresários associados e desenvolve projectos como o “Todos Bons Alunos”, “Abandono Zero” e “Escolas do Futuro”.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Projecto + aLER

Iniciativa que visa a criação de recursos de leitura para os alunos com Necessidades Educativas Especiais.



A Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), através dos Centros de Recursos TIC (CRTIC) sediados na Região, e em parceria com o Plano Nacional de Leitura (PNL) e o Programa Rede de Bibliotecas Escolares (PRBE), deu início formal ao Projecto + aLER que visa a criação de recursos de leitura para os alunos com Necessidades Educativas Especiais.
Projecto surgiu com o ensejo de criar uma cultura de inclusão na comunidade educativa adstrita a cada CRTIC – sob a égide do Ano Internacional do Voluntariado -, constituindo-se como ponto estratégico de acção a capacidade de assegurar a aplicação do PNL nos estabelecimentos de ensino, alargando o número de obras adequadas aos diferentes níveis de leitura dos alunos e à diversidade dos perfis leitores, designadamente dos que não têm acesso aos usuais suportes de leitura, por inibição física, mental ou outra. A transcrição de textos para escrita com símbolos permitirá a criação de uma biblioteca digital dedicada a estes produtos, tendo por base os trabalhos realizados nas escolas.
Como intervenientes nodulares do Projecto estarão os técnicos dos CRTIC, os professores bibliotecários e os alunos voluntários, que, no espaço da Biblioteca Escolar ou dos Centros de Recursos, dinamizarão as actividades que estarão previstas nos respectivos planos de actividades.
Nesta fase inicial, os Agrupamentos que possuem CRTIC nos seis distritos da Região Centro são os seguintes:
Aveiro Agrupamento de Escolas de EixoEscola Básica de Eixo 
Castelo Branco  Agrupamento de Escolas João Roiz   Escola Básica João Roiz
CoimbraAgrupamento de Escolas de Alice Gouveia   Escola Básica Dr.ª Maria Alice Gouveia 
Guarda Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Guarda  Escola Básica de Santa Zita
LeiriaAgrupamento de Escolas Gualdim PaisEscola Básica Gualdim Pais
ViseuAgrupamento de Escolas Grão VascoEscola Básica da Ribeira

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Colóquio - Deficiência e a Transformação Social: fronteiras e futuros

O CES - Centro de Estudos Sociais (Laboratório Associado), Universidade de Coimbra, vai dinamizar, no dia 8 de Junho, entre as 14h00 e as 17h00, o colóquio "Deficiência e a Transição Social: fronteiras e futuros". Este evento decorre no Picoas Plaza, Rua de Viriato 13, CES-Lisboa e Centro de Informação Urbana de Lisboa.


A realidade das pessoas com deficiência em Portugal tem sido dominada por uma abordagem reabilitacional e individualizada da deficiência. Perante os constrangimentos que este quadro de abordagem coloca, afigura-se urgente a consolidação de um questionamento cultural e sociopolítico capaz de confrontar as condições estruturais que obstam a efectivos horizontes de inclusão social.
Contrariamente a outros contextos, onde os Estudos Deficiência se têm configurado como o ‘braço intelectual’ do movimento de pessoas com deficiência, em Portugal esta área de reflexão caracteriza-se pelo seu carácter embrionário e pela desarticulação com o activismo. Um tal quadro — em conjugação com a realidade das condições objectivas de existência das pessoas com deficiência em Portugal — tem coarctado a politização da questão da deficiência em Portugal e, crucialmente, tem impedido o movimento social de pessoas com deficiência de forjar uma política cultural de identidade com impacto mobilizador.
O presente colóquio, consagrado ao tema “Deficiência e a Transformação Social. Fronteiras e Futuros”, integra-se nas iniciativas que irão ser desenvolvidas pelo projecto ‘Da lesão vértebro-medular à inclusão social: a deficiência enquanto desafio pessoal e sociopolítico’, a decorrer no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Procurando articular uma reflexão sobre a sociedade portuguesa com a contribuição de Colin Barnes, renomado activista e académico nos Estudos da Deficiência, propomos uma reflexão em torno da investigação sobre deficiência em Portugal. Quais são as condições presentes para a consolidação de um campo de investigação académico alicerçado na emancipação das pessoas com deficiência? Qual a pertinência e actualidade do modelo social da deficiência no contexto português? Estas são algumas das questões a que procuramos responder num debate alargado em que contaremos com a voz das pessoas deficiência, com as organizações que as representam, com investigadores a fazer trabalho na área, com profissionais de reabilitação e com o público em geral.

Programa

  • 14h15 – Abertura | Pedro Hespanha (CES/FEUC)
  • 14h30 – "Deficiência e emancipação social: o lugar da investigação científica", Aleksandra Berg (CES), Bruno Sena Martins (CES) e Fernando Fontes (University of Leeds/ CES)
  • 15h00 – Comentário | Paula Pinto (CAPP/ISCSP Universidade Técnica de Lisboa)
  • 15h10 – Comentário | Isabel Freitas (Númena, Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas)
  • 15h20 – Debate
  • 15h35 – Pausa para café
  • 16h00 – "The Social Model of Disability and its impact on our Understanding of Disablement in the UK and Beyond", Colin Barnes (Centre for Disability Studies, University of Leeds)
  • 16h30 – Comentário | Humberto Santos (Associação Portuguesa de Deficientes)
  • 16h40 – Comentário | José Arruda (Associação dos Deficientes das Forças Armadas)
  • 16h50 – Debate | Moderação: Adalberto Fernandes (Instituto Nacional da Reabilitação)
NOTA: O colóquio decorre em instalações acessíveis a cidadãos com deficiência. Existirá intérprete de Língua Gestual, assim como tradução simultânea. A entrada é livre.

Contactos:

Colégio de São Jerónimo, Apartado 3087 3001-401 Coimbra | Tel.: 239 855 570 | Fax: 239 855 589 | E-mail: aleksandraewaberg@gmail.com | Sítio web: http://ces.uc.pt
In: Rede Solidária

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Encontro Tecnologias na Educação Especial

Os docentes de Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Santa Iria, em Tomar, vão realizar, no próximo dia 30 de junho, o primeiro encontro sobre tecnologias e educação especial.
O evento decorre no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar, entre as 10:00 e as 15:30.
Este evento tem o apoio do Cnotinfor. Está prevista uma comunicação sobre “Tecnologia e Inclusão na Educação Especial“.
Nessa comunicação dará dado destaque à utilização dos Símbolos para a Literacia da Widgit (SLW), como um valioso auxiliar na Comunicação Aumentativa e Alternativa, na dislexia e na aprendizagem em geral.
Os mais de 10.000 símbolos SLW foram estudados durante vários anos com o objetivo de atender a públicos muito diversificados.

Alunos do 2.º ano fazem testes intermédios para detetar dificuldades

Os alunos do 2.º ano vão realizar, na sexta-feira, um teste intermédio de Língua Portuguesa e na próxima semana um teste de Matemática. Apesar de os testes serem facultativos, aderiram cerca de 80% das escolas.

De acordo com o Ministério da Educação (ME), aderiram à iniciativa 793 escolas e agrupamentos. "Este nível de adesão abrange cerca de 80% do universo de alunos a frequentar o 1.º ciclo", contou à Lusa fonte do gabinete de imprensa do Ministério.

A finalidade principal dos testes é fazer um diagnóstico precoce das dificuldades dos alunos: "Os resultados contribuem para uma intervenção pedagógica e didática mais eficaz no 3.º e 4.º anos de escolaridade, podendo ser uma importante ferramenta na prevenção do insucesso no final do 1.º ciclo do Ensino Básico", sublinhou o Ministério de Educação em resposta escrita enviada para a agência Lusa.

Na sexta-feira os alunos do 2.º ano realizam o teste intermédio de Língua Portuguesa e na próxima quarta-feira fazem o de Matemática. Os testes, com a duração de 90 minutos, estão divididos em duas partes de 45 minutos cada, estando prevista uma pausa de meia hora entre as duas partes.

O resultado dos testes intermédios será partilhado com os encarregados de educação e deverá "contribuir para a preparação do ano letivo 2011/2012, dado que os resultados permitirão orientar e regular as aprendizagens dos alunos", explicou o ME.

Esta semana, os encarregados de educação começaram a receber informações das escolas sobre o material que as crianças devem ter no dia do teste. Os alunos do Agrupamento de Escolas Roque Gameiro, na Amadora, receberam uma "informação" dizendo que tinham de levar para a escola "caneta ou esferográfica, azul ou preta; lápis, borracha; régua graduada; seis lápis de cor (azul, verde, castanha, amarelo e duas outras cores).
In: Educare