sábado, 25 de janeiro de 2025

Ensino individual e doméstico com novas regras aprovadas (alunos com adaptações curriculares significativas)

Governo visa equiparar alunos com adaptações curriculares nos ensinos básico e secundário.

Alteração do Regime Jurídico do Ensino Individual e Doméstico: Mais Igualdade e Inclusão

O Conselho de Ministros anunciou uma decisão que marca um avanço significativo no âmbito da educação em Portugal, aprovando uma alteração ao regime jurídico do ensino individual e doméstico. Esta medida visa eliminar desigualdades e garantir condições mais justas para os alunos que optam por estas modalidades de ensino, promovendo a inclusão e a equidade no sistema educativo.


Alteração ao Regime de Avaliação

Fim da Obrigatoriedade de Provas Externas

O novo decreto-lei elimina a obrigatoriedade de realização de provas de equivalência à frequência, provas finais do ensino básico e exames nacionais para alunos abrangidos por medidas adicionais de suporte à aprendizagem e inclusão, com adaptações curriculares significativas. [alunos do ensino individual e doméstico com adaptações curriculares significativas]

Até agora, estes estudantes estavam sujeitos a um processo de avaliação mais exigente em comparação com os seus pares que frequentam escolas regulares, o que os colocava em desvantagem.

Com esta alteração, o objetivo é assegurar que todos os alunos, independentemente do tipo de ensino em que estão inseridos, tenham as mesmas oportunidades de aprovação e conclusão dos seus ciclos ou níveis de ensino.

Promoção da Igualdade no Sistema Educativo

Redução das Desigualdades entre Modalidades de Ensino

O Governo sublinha que esta medida tem como finalidade corrigir uma situação de desigualdade que persistia no sistema educativo. Até agora, os alunos do ensino individual e doméstico com adaptações curriculares significativas enfrentavam mais exigências do que aqueles que frequentavam o ensino regular. Para estes últimos, as provas externas não eram um requisito obrigatório para conclusão de ciclo ou aprovação.

Ao eliminar esta exigência, o novo regime jurídico coloca todos os alunos em pé de igualdade, reforçando o compromisso de uma educação inclusiva e adaptada às necessidades de cada estudante.

Impacto no Ensino Individual e Doméstico

Maior Atratividade e Reconhecimento

Com a aprovação desta alteração, espera-se que o ensino individual e doméstico se torne uma opção mais viável e reconhecida para as famílias que procuram alternativas ao ensino convencional. Estas modalidades, já populares entre famílias que valorizam abordagens personalizadas e flexíveis, ganham agora um enquadramento jurídico mais justo e equilibrado.

Esta mudança poderá também incentivar mais famílias a considerar estas opções de ensino, sabendo que os seus filhos não enfrentarão exigências desproporcionais no momento da avaliação.


Educação Inclusiva: Um Compromisso Nacional

Valorização das Adaptações Curriculares

A decisão reforça a importância de uma abordagem educativa que reconheça e valorize as adaptações curriculares significativas como uma forma de apoiar alunos com necessidades específicas. Estas adaptações não devem ser vistas como uma limitação, mas como uma ferramenta para promover o sucesso escolar e a inclusão social.

Com a nova legislação, o sistema educativo avança no sentido de cumprir o princípio de que todos os alunos têm o direito a uma educação de qualidade, independentemente das suas circunstâncias ou escolhas educativas.

A alteração do regime jurídico do ensino individual e doméstico é um passo importante na construção de um sistema educativo mais inclusivo e equitativo. Ao eliminar barreiras que penalizavam certos alunos, o Governo dá um sinal claro de que a educação deve ser um espaço de igualdade e oportunidades para todos. Esta medida não apenas nivela as condições de avaliação entre modalidades de ensino, mas também promove uma visão de educação onde a diversidade e as necessidades individuais são respeitadas e valorizadas.

Fonte: Casa Sapo por indicação de Livresco

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