sábado, 31 de maio de 2008

RELATÓRIO DO ESTUDO: “A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”

o CNE promoveu, em Dezembro de 2006, um Seminário Internacional sobre “Educação das crianças dos 0 aos 12 anos. Estrutura e organização da Educação de Infância e Básica” com a finalidade de permitir analisar a situação portuguesa em relação à realidade de outros países europeus. Apresenta-se aqui o relatório final para análise dos interessados.

“A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Gratificação de Especialização - Decreto-Lei nº 232/87, de 11/06

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Secretário de Estado adjunto da Educação: "Se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência"

Se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência, afirmou hoje o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, justificando a fixação de quotas para a avaliação dos docentes.
"Em qualquer grupo [profissional], se todos puderem ser excelentes o que está errado é a própria definição de excelência", disse Jorge Pedreira na abertura do seminário 'A escola face à diversidade: percepções, práticas e perspectivas' que decorre hoje no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.
Jorge Pedreira respondeu assim às acusações tornadas públicas pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que diz que o sistema de quotas na avaliação dos professores, dependente da avaliação externa das escolas levada a cabo pela Inspecção-Geral da Educação, põe em causa o "reconhecimento do mérito absoluto" dos docentes.
A atribuição da nota máxima às escolas nos cinco critérios em avaliação garante a possibilidade de classificar 10 por cento dos professores como "excelentes", e 25 por cento como "muito bons". "Num sistema cuja cultura era a da indiferenciação, é necessário, quanto mais não seja provisoriamente, ter sistemas que forcem à diferenciação", disse o secretário de Estado.
Quotas são "um patamar de exigência para a avaliação"
A Fenprof acusa ainda o Ministério da Educação de querer fazer depender a avaliação dos professores de critérios meramente administrativos ao que o secretário de Estado contrapôs hoje que "a fixação das quotas representa um patamar de exigência para a avaliação". Jorge Pedreira disse também que a única forma de assegurar a diferenciação é "ter percentagens máximas", sublinhando que "o mesmo aconteceu relativamente à função pública". (...)
in www.publico.pt 29/05/2008
Comentário:
De facto, o principal princípio orientador da política educativa é a contenção orçamental.
- Pretende-se que o corpo docente seja excelente ou, pelo contrário, seja tendencialmente medíocre?!
- Porque não pode uma escola ter um corpo docente excelente se, de facto, corresponder ao que lhe é solicitado e exigido?!
- Com é assegurada a equidade entre os instrumentos e os mecanismos das diversas escolas?!

Dispráxias


Não há fronteiras bem delimitadas entre os sintomas dispráxicos da criança e a “debilidade motora”. As primeiras caracterizam-se basicamente pela existência de grandes perturbações do esquema corporal e da representação espaciotemporal. No plano clínico, estas perturbações manifestam-se na criança por dificuldades em cumprir certas sequências motoras relativamente habituais: vestir-se, calçar-se e atar os atacadores, abotoar a camisa, andar de bicicleta, etc. Estas dificuldades são ainda maiores ao nível das actividades motoras que exigem algum ritmo (conjugar o bater as palmas com o bater nas pernas, por exemplo) e nas actividade gráficas (grandes dificuldades em desenhar). O insucesso é total nas operações espaciais e nas operações lógico-matemáticas, levando a grandes dificuldades na integração escolar destas crianças. O exame neurológico destas crianças é normal.
No plano afectivo podemos distinguir dois grupos de crianças: uns apresentam dificuldades motoras prevalentes mas sem traços psicopatológicos significativos (encontramos, por vezes, uma certa imaturidade povoada de atitudes infantis e uma inibição nos contactos com os outros provocada por reacção às atitudes do ambiente). Outras crianças manifestam perturbações bem mais profundas da organização da personalidade que se traduzem no plano clínico pelo seu aspecto bizarro, pela dificuldade do contacto, pelo seu relativo isolamento em relação às outras crianças. Nos testes projectivos revelam frequentemente uma vida fantasmática invadida por temas arcaicos. Estas crianças apresentam sintomas claros de organização pré-psicótica ou mesmo psicótica.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Crianças e Jovens Sobredotados: intervenção educativa


Este documento, em versão original, foi publicado inicialmente em 1992. Atendendo à sua pertinência, publica-se de novo numa versão revista e alargada.


Crianças e Jovens Sobredotados: intervenção educativa

Terapeutas da Fala/Docentes de Educação Especial

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Os medos dos professores


Com o título "Os medos dos professores... e só deles?", o livro de Luísa Cristina Fernandes faz uma análise dos principais medos dos professores em contexto escolar com base num estudo de campo com entrevistas informais a uma amostra de 208 docentes de vários níveis de ensino.

A ideia surgiu-lhe há dez anos quando foi orientadora de estágio. "Queria ajudar os professores em início de carreira a superar os seus medos e não sabia como, por isso, decidi estudar o tema", explicou, em declarações à agência Lusa.

Na sua investigação, Luísa Fernandes encontrou alguns caminhos para enfrentar os medos sendo um deles a partilha de experiências e de estratégias. "É possível superar os medos se todos partilharmos, no sentido da entreajuda", sublinha.

A autora apresenta os sete principais medos dos professores, destacando-se como o maior o de cariz económico, nomeadamente o medo do salário não permitir satisfazer as necessidades pessoais e familiares, logo seguido de um outro mais ao nível pedagógico e que se prende com o receio do professor não saber lidar com a desmotivação escolar dos jovens.

Os professores não entendem porque é que muitos dos alunos não prestam atenção aos que lhes é ensinado nas aulas e tal incompreensão fá-los temer não saber lidar com a situação.

Para que os alunos se motivem, escreve a autora, os professores também precisam de estar motivados contribuindo assim para o seu sucesso pessoal e para a sua realização profissional.

O terceiro medo com a média de respostas mais elevada está relacionado com a indisciplina e é o medo de o professor ter alunos violentos. Este medo constitui, na actualidade, o principal factor de mal-estar para muitos professores, uma vez que nos últimos anos tem havido um aumento da frequência e da gravidade das situações de violência nas escolas e de indisciplina dos alunos na sala de aula. O medo de ter alunos violentos prender-se-á também a aspectos ligados ao sexo do professor: uma professora poderá ter mais inibições a este nível por questões físicas.

Segundo a autora, o quarto medo está relacionado com assuntos mais específicos da gestão ministerial da profissão, nomeadamente com a possibilidade de os professores virem a dar aulas numa escola muito longe de casa. Este medo está principalmente patente nos professores em início de carreira ou que ainda não conseguiram efectivar-se perto de casa. Associado a este medo encontra-se a diminuição da comodidade do professor e o aumento das suas despesas.

O quinto medo volta a ligar-se à temática da indisciplina: os docentes receiam não saber lidar com alunos violentos. O peso deste medo tem vindo a ser destacado por vários estudos. Neste caso, escreve a autora, já não é só o "ter" os alunos violentos, mas saber lidar com essa mesma violência.

Segundo Luísa Cristina Fernandes, a superação do medo da indisciplina e de alunos violentos, tendo tanta importância para o bem-estar do corpo docente, poderia ser mais efectiva através de uma formação adequada, quer antes de o professor começar a leccionar, quer durante o exercício das suas funções. A formação, acrescenta, poderia contribuir para os professores aprenderem a trabalhar em equipa e, assim, terem no grupo profissional um suporte e um mecanismo de "coping" para as suas dificuldades.

Os docentes têm ainda medo de ter algum esgotamento derivado da profissão e de lhes ser atribuído um horário zero (sem componente lectiva). Este último aspecto preocupa cada vez mais os professores portugueses, uma vez que o número de adolescentes e jovens tem vindo a diminuir na sociedade portuguesa.Mesmo professores efectivos há muitos anos temem acabar por ter de assumir funções de outra índole que não pedagógica (como por exemplo funções administrativas) por falta de alunos e de turmas para leccionar.

in www.educare.pt 28/05/2008

Aprendizagem Activa na Criança com Multideficiência - Guia para Educadores

O livro Aprendizagem Activa na Criança com Multideficiência - Guia para Educadores constitui um guia prático orientador da prática educativa, a ser utilizado por educadores que trabalham no domínio da multideficiência. Sugere estratégias que os educadores poderão utilizar na sua intervenção educativa junto da criança com multideficiência, com idades compreendidas entre o nascimento e os 6/7 anos de idade. É um contributo para que se proporcionem oportunidades educativas mais adequadas às necessidades da criança com esta problemática.

ALUNOS COM MULTIDEFICIÊNCIA nas Escolas de Ensino Regular

Nas últimas décadas têm-se verificado mudanças significativas que se traduzem em práticas educativas mais humanistas e inclusivas, por oposição aos modelos segregadores de cariz assistencial e proteccionista proticados desde há séculos.
Neste contexto, a brochura ALUNOS COM MULTIDEFICIÊNCIA nas Escolas de Ensino Regular procura clarificar alguns aspectos da educação de crianças com multideficiência e a importância da sua participação nas actividades normais da escola onde estão inseridas.