sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dissociação entre Deficiência Mental e Défices Cognitivos

Ontem estive presente numa formação subordinada ao tema da "DISSOCIAÇÃO ENTRE DÉFICE COGNITIVO, DEFICIÊNCIA MENTAL E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM GERAIS E ESPECÍFICAS". Apesar de frequentemente se utilizarem as designações para o mesmo conceito, ficou clara a distinção entre deficiência mental e défice cognitivo.
Assim, resumidamente, segundo Miguel Palha, o défice cognitivo é basicamente definido por um quociente de inteligência (QI) significativamente inferior à média (mais precisamente, ao segundo desvio padrão negativo do teste utilizado que se situa, na maioria dos casos, entre os 70 e os 75), isto é, situa-se exclusivamente no nível da designada inteligência conceptual.
A deficiência mental corresponde à associação de um défice cognitivo a limitações no comportamento adaptativo (maneira como o indivíduo resolve problemas quotidianos pessoais e sociais) em, pelo menos, duas das seguintes áreas: comunicação, autonomia pessoal, autonomia doméstica, competências sociais, uso de recursos comunitários, auto-controlo, competências académicas, competências no trabalho, tempos livres, saúde e segurança.
Para aprofundar estes conceitos, consultar o artigo "Deficiência Mental e Défices Cognitivos".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Adopção das Crianças com Deficiência

A Adopção das Crianças com Deficiência
26 de Maio de 2011 (5ª feira) - das 15h00 às 17h30  
Entrada Livre

Local: Auditório do Instituto Nacional para a Reabilitação, Lisboa - Av. Conde de Valbom, 63
Este Fórum terá como dinamizadores o Juiz Conselheiro Armando Leandro - Presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, o Prof. Doutor Guilherme de Oliveira - Director do Observatório Permanente da Adopção e a Dr.ª Alexandra Lima - Directora do Serviço de Adopção da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A entrada é livre, sem inscrição prévia.


Nota importante - As Pessoas surdas deverão informar o INR, I.P., até às 17h00 do dia 19 de Maio, se necessitam de Intérprete de Língua Gestual Portuguesa.

Para mais informações, por favor contacte: 
Dr. Adalberto Fernandes 
Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. 
Avenida Conde de Valbom, nº 63 1069-178 Lisboa 
Tel: 21 792 95 00 
Fax: 21 792 95 96 
E-mail: inr@inr.mtss.pt 
Sítio web: www.inr.pt

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aumentam os pedidos de ajuda para perturbações emocionais das crianças

As tentativas de suicídio por parte de um número crescente de jovens são outro dos temas em debateHiperactividade, tristeza, ansiedade, depressão e problemas do comportamento alimentar são algumas das perturbações que levam cada vez mais crianças e adolescentes aos consultórios dos psicólogos e dos médicos pedopsiquiatras. Os pedidos de ajuda vêm das famílias e das escolas, de pais e de educadores alarmados com o mal-estar das crianças manifestado por aquelas alterações do comportamento. 

Segundo a Sociedade Americana de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, dez a 20 por cento das crianças têm um ou mais problemas psiquiátricos, mas apenas um quinto recebe tratamento adequado. 

Por trás destas situações estão, muitas vezes, "famílias disfuncionais que não conseguem ajudar as suas crianças" e isso é o que mais preocupa a médica pedopsiquiatra Graça Mendes, responsável pela unidade de Pedopsiquiatria do Serviço de Psiquiatria e de Saúde Mental de Gaia/Espinho, que organiza até sexta-feira o XXII Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e Adolescência.

Como tratar estas perturbações emocionais que afectam um número crescente de crianças e de adolescentes? O recurso aos medicamentos tem-se tornado cada vez mais frequente, admite Graça Mendes. Mas a opção de "drogar" o sofrimento dos mais novos não é consensual entre os especialistas de saúde mental. Em discussão neste encontro, que reúne psiquiatras e psicólogos de todo o país, vão estar os desafios e controvérsias nas abordagens terapêuticas em Pedopsiquiatria.

As tentativas de suicídio por parte de um número crescente de jovens são outro dos temas em debate. Os dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, em 2009, ocorreu quase o dobro de suicídios de adolescentes relativamente a 2006, ano em que se registaram oito casos. A maioria das tentativas verifica-se em raparigas e é geralmente motivada por crises na relação com familiares, namorados ou amigos, bem como por conflitos no meio escolar, referem os mesmos dados.

A maior parte dos adolescentes que deram entrada em Gaia por tentativa de suicídio através de ingestão de medicamentos tinha entre 15 e 16 anos, esclarece Graça Mendes. O aumento destes casos levou, aliás, à abertura recente da Unidade de Hospitalização Parcial da Infância e Adolescência na unidade de Pedopsiquiatria de Gaia, precisamente com objectivo de dar resposta às situações de crise de cariz agudo que necessitem de uma intervenção terapêutica urgente e intensiva. 

Graça Mendes chama também a atenção para o facto de existirem "muitas zonas do país onde não há Pedopsiquiatria" e as crianças com perturbações emocionais não terem "acesso facilitado" às consultas.

Os especialistas presentes no encontro vão debater também a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da depressão infantil, cujo diagnóstico tem aumentado junto das crianças. Falarão ainda da importância de envolver os pais e a escola nas terapias. A psicoterapia mãe-bebé é o tema da conferência da pedopsiquiatra e psicanalista Maria José Gonçalves, que falará sobre a importância da relação precoce no desenvolvimento da criança.

Pressão escolar

A pressão para os bons resultados escolares no final dos anos lectivos é, muitas vezes, um dos motivos da ansiedade e depressão que leva muitas crianças e jovens às consultas de Psiquiatria, diz Graça Mendes. "Muitas vezes, os pais projectam nas crianças o que eles próprios desejam para eles e exercem uma pressão sobre elas que acaba por se revelar prejudicial", diz a médica, chamando a atenção para o facto de, muitas vezes, os objectivos dos adolescentes "não estarem de acordo com os dos pais" e para a necessidade de respeitar isso e, sobretudo, de dialogar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A prática docente da educação profissional na perspectiva da inclusão

Introdução do tema

Tem-se conhecimento de que a escola e o professor só existem porque o aluno existe, assim como  o ensino só existe porque existe o aprendiz. Se o aluno é o centro, ou seja, é o responsável pela existência  da escola e, ainda mais, pelo ensino que engloba  o avanço pedagógico/tecnológico das instituições  escolares, é bom que reflitamos: “O que é mais importante em uma escola: deslanchar matérias, reproduzir  conteúdos pré-fixados ou que o aluno aprenda a pensar?  
Neste contexto, nos perguntamos se o aluno com algum tipo de deficiência, em situação vulnerável,  pode pensar como os demais? É lógico que tudo dependa do grau de sua deficiência. Partimos do princípio  de que todo ser humano tem algo a revelar e, com raras exceções, mesmo com um desvio mental elevado,  o indivíduo sempre poderá pensar. 
Acredita-se que o aluno com limitações que conseguiu chegar ao ensino profissional é um aluno  que, com certeza, tem algo a contribuir e tem o quê, e como aprender, desenvolvendo o seu pensar e  interagindo com o outro para a aquisição do conhecimento. Caso contrário, teria sido excluído do processo  educacional antes de chegar a este tipo e/ou nível de ensino.  
Neste contexto, a partir de análise bibliográfica, especialmente a Convenção dos Direitos da Pessoa  com Deficiência, promulgada em 2009, aliada a depoimentos de um professor que viveu a prática escolar  da educação profissional inclusiva, registra-se a seguir, a relação educador e educando com deficiência,  sugestões para a prática e o papel docente na empregabilidade desse tipo de aluno.

Artigo de LONI ELISETE MANIC. Aceder ao artigo, clicando aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Como conhecer o cérebro dos disléxicos

Os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades de leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido.

A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar corretamente as palavras, mesmo porque as três habilidades linguísticas são cultural e historicamente construídas pelo Homo sapiens. 

A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica, isto é, a consciência de que o acesso ao léxico (palavra ou leitura) exige conhecimentos formais, sistemáticos, escolares, gramaticais e metalinguísticos do princípio alfabético do nosso sistema de escrita, que se caracteriza pela correspondência entre letras e fonemas (vogais, semivogais e consoantes). A experiência de uma alfabetização exitosa é importante para nossa educação leitora no mundo povoado de letras, literatura, poesia, imagens, ícones, símbolos, metáforas e diversidade de media e textos.

A compreensão do valor da leitura em nossas vidas, especialmente na sociedade do conhecimento, é base para desmistificarmos o conceito inquietante da dislexia e do cérebro dos disléxicos. A dislexia não é doença, mas compromete o acesso ao mundo da leitura. A dislexia parece bloquear o acesso de crianças especiais à sociedade letrada. Deixa-as, então, lentas, dispersas, agressivas e em atraso escolar. Os docentes, pais e psicopedagogos que lidam com disléxicos devem por isso seguir alguns princípios ou passos para atuação eficiente com aqueles que apresentam dificuldades cognitivas na área de leitura, escrita e ortografia. Vamos descrever cada um deles a seguir.

Princípios de atuação
O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da dislexia. Uma criança com deficiência mental, por exemplo, não pode ser apontada como disléxica, porque a etiologia de sua dificuldade é orgânica, portanto, de natureza clínica e não exclusivamente cognitiva ou escolar. Claro, é verdade que um adulto, depois de um acidente vascular cerebral, poderá vir apresentar dislexia. Nesse caso, trata-se, realmente, de uma dislexia adquirida, de natureza neurolinguística e que só com o apoio médico é que podemos intervir, de forma pluridisciplinar e, adequadamente, nesses casos. 

Assim, tanto para a dislexia desenvolvimental (também chamada verdadeira porque uma criança já pode herdar tal dificuldade dos pais) como para a dislexia adquirida (surge após um AVC ou traumatismo), importante é salientar que os docentes, pais e psicopedagogos, especialmente estes últimos, conheçam melhor os fundamentos psicolinguísticos da linguagem escrita, compreendendo, assim, o processo aquisição da habilidade leitora e os processos psicológicos envolvidos na habilidade. Realmente, sem o conhecimento da arquitetura funcional, do que ocorre com o cérebro dos disléxicos, durante o processamento leitor, toda a intervenção corre o risco de ser inócua ou contraproducente.

Os processos leitores que ocorrem nos cérebros dos leitores, proficientes ou disléxicos, podem ser descritos através de quatro módulos cognitivos da leitura: (1) módulo percetivo, como o nome sugere, refere-se à perceção, especialmente a visual, importante fator de dificuldade leitora; (2) módulo léxico, nesse caso, refere-se, por exemplo, ao traçado das letras e à memorização dos demais grafemas da língua (por exemplo, os sinais diacríticos como til, hífen, etc.); (3) módulo sintático, este, tem a ver com a organização da estruturação da frase, a criança apresenta dificuldade de compreender como as palavras se relacionam na estrutura das frases; (4) módulo semântico, este, diz respeito, pois, ao significado que traz as palavras nos seus morfemas (prefixos, sufixos, etc.).

Não é uma tarefa fácil conhecer o cérebro dos disléxicos. Por isso, um segundo passo é o aprofundamento dos fundamentos psicolinguísticos da lectoescrita. A abordagem psicolinguística (associando a estrutura linguística dos textos aos estados mentais do disléxico) é um caminho precioso para o entendimento da dislexia, uma vez que apresenta as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento linguístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem com elas relacionados. Aqui, particularmente, é bom salientar que as dificuldades lectoescritoras são específicas e bastante individualizadas, isto é, os disléxicos são incomuns, diferentes, atípicos e individualizados em relação aos demais colegas de sala de aula bem como aos sintomas manifestados durante a aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem escrita. 

Nessas alturas, todos os que atuam com os especiais devem pensar o que pode estar ocorrendo com os disléxicos em sala de aula. Os métodos de alfabetização em leitura levam em conta as diferenças individuais? Os métodos pedagógicos, com raras exceções, propõem-se a ser eficientes em salas de crianças ditas normais, mas tornam-se ineficientes em crianças especiais. Por isso, cabe aos docentes, em particular, e aos pais, por imperativo de acompanhamento de seus filhos, entender melhor sobre os métodos de estudos adotados nas instituições de ensino. Os métodos de alfabetização em leitura são determinantes para uma ação eficaz ou ineficaz no atendimento educacional especial dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A dislexia é uma dificuldade específica de leitura e, como tal, nada mais criterioso e necessário do que o entendimento claro do processo da leitura ou do entendimento da leitura em processo. 

Não menos importante que o entendimento dos métodos de leitura, adotados nas escolas, devem ser objeto de preocupação dos educadores, pais e psicopedagogos as questões conceituais, procedimentais e atitudinais sobre a dislexia, disgrafia e disortografia. O que pensam as escolas sobre as crianças disléxicas? O que sabem seus professores e gestores educacionais sobre dislexia? Mais do que simples rótulos das dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, a dislexia é uma síndrome ou dificuldade revestida de conceitos linguísticos, psicolinguísticos, psicológicos, neurológicos e neurolinguísticos fundamentais para os que vão atuar com crianças com necessidades educacionais especiais. Reforça-se, ainda, essa necessidade de compreender, realmente, o aspeto pluridisciplinar da dislexia, posto que muitas vezes é imperiosa a interlocução com outros profissionais que cuidam das crianças, como neuropediatras, pediatras, psicólogos escolares e os próprios pais das crianças. 

Na maioria dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia, a abordagem mais eficaz no atendimento aos educandos é a psicopedagógica (ou psicolinguística, para os linguistas clínicos) em que o profissional que irá lidar com as dificuldades das crianças aplicará à sua prática educacional aportes teórico-práticos da psicopedagogia clínica ou institucional aliados à pedagogia e à psicologia cognitiva e à psicologia da educação. São os psicolinguistas que se voltam para a explicação da dislexia e suas dificuldades correlatas (disgrafia, dislexias). Hipóteses como défices de memória e do princípio alfabético (fonológico) são apontadas, pelos psicolinguistas, como as principais causas da dislexia.

O terceiro passo para os que querem entender mais sobre dislexia é dar especial atenção à avaliação das dificuldades lectoescritoras. A avaliação deve ser trabalhada como ato ou processo de coleta de dados a fim de se melhor entender os pontos fortes e fracos do aprendizado da leitura, escrita e ortografia dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. Enfim, a atenção dos psicopedagogos deve dirigir-se para a avaliação das dificuldades em aquisição da linguagem escrita. Nesse sentido, um caminho seguro para a avaliação da dislexia, disgrafia e disortografia é pela via do reconhecimento da palavra. O reconhecimento da palavra começa pela identificação visual da palavra escrita. Depois do reconhecimento da palavra escrita, deve ser feita avaliação da compreensão leitora, especialmente no tocante à inferência textual, de modo que levando a efeito tais procedimentos, ficarão mais explícitas as duas etapas fundamentais da leitura e de suas dificuldades: descodificação e compreensão leitoras.

O quarto e último passo para o desenvolvimento de estratégias de intervenção nos educandos com necessidades educacionais especiais em leitura, disgrafia e disortografia é o de observar qual dos módulos (percetivo, léxico, etc.) está apresentando défice no processamento da informação durante a leitura. Portanto, é entendermos como o cérebro dos disléxicos funciona durante o ato de leitura. Neste quarto passo, é imprescindível um recorte das dificuldades leitoras. A dislexia não é uma dificuldade generalizada de leitura, ou seja, não envolve todos os módulos do processo de leitura. 

Descoberto o módulo que traz carência leitora, através de testes simples como ditado de palavras familiares e não familiares, leitura em voz alta, questões sobre compreensão literal ou inferência textual, será mais fácil para os psicopedagogos, por exemplo, atuar para compensar ou sanar, definitivamente, as dificuldades leitoras que envolvem, por exemplo, aspetos fonológicos da descodificação leitora e da codificação da escrita: o princípio alfabético da língua materna, isto é, a correspondência letra-fonema ou a correspondência fonema-letra. 

Se o que está afetado se refere ao campo da compreensão, os psicopedagogos poderão propor atividades com conhecimentos prévios para explorar a memória de longo prazo dos disléxicos que se baseia no conhecimento da língua, do assunto e do mundo (cosmovisão). Quando estamos diante de crianças disléxicas com dificuldades relacionadas com a compreensão estamos, decerto, diante de casos de leitores com hiperlexia, parafasia, paralexia ou, se estão, também, sobrepostas dificuldades em escrita, ao certo, estaremos diante de escritores também com hiperlexia, parafasia, paragrafia - termos clínicos que, uma vez explicados, iluminarão os psicopedagogos que atuam com disléxicos e disgráficos. A paralexia é dificuldade de leitura provocada pela troca de sílabas ou palavras que passam a formar combinações sem sentido. A parafasia é distúrbio da linguagem que se caracteriza pela substituição de certas palavras por outras ou por vocábulos inexistentes na língua. A ciência e a terminologia, realmente, apontam mais claramente as raízes dos problemas ou dificuldades na leitura, escrita e ortografia.
Vicente Martins

Futuros alunos com necessidades educativas especiais convidados a conhecer meios de apoio disponibilizados pela Universidade de Aveiro

No dia 18 de Maio, entre as 14h30 e as 17h30, a UA, através do seu Gabinete Pedagógico, estará disponível para dar a conhecer aos pais, alunos e docentes interessados os procedimentos e as condições que tem para oferecer a alunos com necessidades educativas especiais. O convite é lançado também às Escolas Secundárias com o objectivo de trocar informações e prestar esclarecimentos.

A Universidade de Aveiro tem vindo a desenvolver esforços de reordenamento e de reafectação dos meios humanos, materiais e institucionais para proporcionar melhores condições de ensino e aprendizagem aos seus alunos com necessidades especiais.


Para além de dar a conhecer esses meios de apoio, esta acção surge com o intuito de conhecer antecipadamente as condições especiais de frequência que estes alunos venham a requerer no sentido de as melhorar, reforçando a sua autonomia individual e o desenvolvimento pleno do seu projecto educativo.

É um facto que os alunos só têm a certeza da Universidade e curso que irão frequentar na publicação das listas seriadas. No entanto, a UA pensa ser de toda a utilidade para as partes envolvidas esta troca de informação e prestação de esclarecimentos.

Os interessados em participar deverão enviar o formulário preenchido, disponível aqui, para o Gabinete Pedagógico, através do e-mail: gabinete.pedagogico@ua.pt.
In: Universidade de Aveiro

sábado, 14 de maio de 2011

Educação especial e inclusiva em Portugal: factos e opções

Resumo:
À semelhança de muitos países, Portugal tem feito mudanças no seu sistema educativo de forma a torná-lo mais inclusivo isto é fazer com que as escolas regulares se reformem de forma a acolher e a educar capazmente todos os alunos incluindo os que têm condições de deficiência. Este artigo procura traçar um panorama actual da Educação Especial e Inclusiva em Portugal em particular depois da publicação da lei 3/2008 que originou mudanças sensíveis no sistema. São discutidas as linhas centrais da legislação, apresentados dados estatísticos sobre a situação portuguesa no final de 2009 e finalmente são lançadas pistas de discussão sobre algumas das opções que foram assumidas pelo Governo nesta matéria nomeadamente quanto ao sistema de elegibilidade, quanto à formação de professores e às políticas de financiamento.
Artigo de David Rodrigues e Jorge Nogueira.
Para consultar aqui.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Escolas portuguesas ainda não sabem comunicar com os pais

Escolher a escola dos filhos ou ter acesso à informação são direitos ainda muito limitados para boa parte dos pais portugueses, conclui o estudo europeuEntender o que os professores ou directores dizem sobre os seus filhos é a principal dificuldade dos encarregados de educação nas escolas portuguesas. Esta é uma das conclusões do estudo europeu denominado Indicadores de Participação dos Pais na Escola, ontem apresentado no auditório do Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. O relatório avaliou o papel dos pais nas escolas de 12 países ou regiões e, quando se tratou de medir o direito dos encarregados de educação a serem bem informados, Portugal ficou nos últimos lugares. 

Ao nosso lado, com 75 pontos (numa escala de zero a 100), encontram-se também a Espanha, a Itália e a Roménia. Abaixo dos portugueses, apenas a região francófona da Bélgica (70 pontos) e o cantão suíço de Vaud (60). Portugal está a cinco pontos de distância da média e isso acontece sobretudo porque as escolas ainda não sabem traduzir a informação para que possa ser correctamente entendida pelos pais, defende Conceição Reis, do Conselho Nacional de Educação (CNE), um dos parceiros portugueses do estudo, juntamente com a Fundação Pro Dignitate. 

"Embora os direitos estejam globalmente assegurados e as estruturas de comunicação existam, a linguagem, os códigos, o jargão utilizados nas escolas não são acessíveis a uma boa parte dos encarregados de educação, principalmente quando estamos perante uma população imigrante", defende a especialista do CNE, alertando igualmente para a necessidade de se adequar a legislação para permitir a participação dos pais na actividade da escola sem penalizações profissionais.

Neste indicador, Portugal é o país que mais se afasta da pontuação máxima segundo os resultados dos relatórios nacionais. Por outro lado, o País de Gales, a Inglaterra e os cinco cantões suíços são os únicos casos em que a informação é "unicamente adaptada" às características dos pais. Escolher a escola do seu filho é igualmente um direito limitado entre os pais portugueses, também quase no fundo desta tabela, ao lado dos italianos e dos suíços de Berna (60 pontos) e acima de Genebra, que ocupa a última posição, com 50 pontos. Optar pelo ensino privado ainda é "muito condicionado" pelos apoios que o Estado dá às famílias e às escolas, esclarece Carmo Gregório, do CNE, defendendo mais medidas fiscais e meios financeiros para facilitar o acesso às escolas particulares dos alunos com recursos económicos baixos.

A liberdade de escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do ensino público é aliás uma das recomendações do estudo europeu. O relatório mostra, porém, que apenas na Inglaterra, na região francófona da Bélgica e no País de Gales, a frequência no ensino privado não implica despesa suplementar para as famílias. Nos outros países ou regiões, as propinas têm de ser asseguradas pelos pais e pelos estados.

É no direito dos pais de recorrer contra as decisões da escola que Portugal assume o melhor desempenho, igualando os outros oito países ou regiões. Neste capítulo, Genebra, Zurique (Suíça) e Roménia são os únicos a não atingir a pontuação máxima, fixando-se nos 80 pontos. No que toca à participação nos órgãos da escola, os pais portugueses estão bem posicionados. Embora a pontuação não ultrapasse os 50 pontos, Portugal encontra-se entre os três melhores classificados, apesar da distância que regista em relação ao País de Gales e à Inglaterra, com 73 pontos. São aliás estes últimos dois indicadores que fazem aproximar a média global portuguesa (71) da média europeia (72 pontos).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrada em vigor do Programa de Português para alunos surdos

O Despacho n.º 7158/2011, e 12 de Maio, hoje publicado, determina que o programa de Português Língua Segunda (PL2) para alunos surdos, homologado por despacho da Ministra da Educação de 15 de Fevereiro de 2011, entra em vigor nas Escolas de Referência de Ensino Bilingue para Alunos Surdos a partir do ano lectivo de 2011 -2012, de acordo com o seguinte calendário:
a) 2011-2012, no que respeita aos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade;
b) 2012-2013, no que respeita aos 2.º, 6.º, 8.º e 11.º anos de escolaridade;
c) 2013-2014, no que respeita aos 3.º, 9.º e 12.º anos de escolaridade;
d) 2014-2015, no que respeita ao 4.º ano de escolaridade.
A carga horária a atribuir à disciplina de PL2 para alunos surdos é, em cada nível e ciclo de ensino, a estabelecida nos Decretos-Leis n.os 6/2001, de 18 de Janeiro, e 74/2004, de 26 de Março, nas suas redacções actuais, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Português.

terça-feira, 10 de maio de 2011

II Encontro Internacional de Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais

A Porto Editora vai promover o II Encontro Internacional de Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais, este ano dedicado ao tema “Problemas de Desenvolvimento e de Aprendizagem”. 

À semelhança do ano anterior, esta 2.ª edição apresenta um primeiro dia composto por 4 workshops simultâneos (a 27 de maio) e um segundo (a 28 de maio), dedicado a conferências ministradas por reconhecidos especialistas, onde poderá aprofundar conhecimentos e tomar contacto com práticas educativas eficazes, que respondem às necessidades dos alunos com problemas de desenvolvimento e de aprendizagem. 

Para conhecer o programa completo e efetuar a inscrição, clique aqui.

Local: Universidade do Minho, Campus de Gualtar 
Data: Dias 27 (workshops) e 28 de maio (conferências)
 

Inscrições através do
 Espaço Professor ou da Linha do Professor (707 22 33 66) até ao dia 25 de maio. 

Resumo do Programa:
 
Dia 1 + dia 2:
 40€ (cada workshop do 1.º dia tem vagas limitadas a 25 pessoas). 
Dia 2:
 25€
O valor de inscrição inclui: 1 exemplar do livro "Compreender a Escola de Hoje" e 1 exemplar da última edição da revista "Inclusão".
 

No final do evento, será entregue um certificado de participação.