
Espaço de debate, informação, divulgação de atividades, partilha de documentos e troca de experiências relacionados com a inclusão, a educação inclusiva e as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Cadeira de Rodas inovadora - Carrier!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Escola deve ter menos chumbos e garantir aprendizagem de qualidade

"Este sistema de percursos educativos que temos não serve nem o desenvolvimento do país nem os alunos. Se olharmos para o que se faz noutros países, as crianças têm mais apoios desde que começam a apresentar dificuldades", frisou Ana Maria Bettencourt. A responsável do CNE participava na conferência de abertura da cerimónia comemorativa do 30º aniversário do Instituto Politécnico de Setúbal, perante duas centenas de pessoas, sobre "Democratização da educação e pedagogia: questões e desafios".
"Temos um sistema de ensino público que se democratizou muito, que garantiu o acesso das pessoas, a construção de escolas magníficas e bons professores, mas temos uma organização muito diferente da que existe noutros países da Europa e em alguns da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos], como o Canadá e a Austrália", começou por dizer. "Ao contrário do que acontece nesses países, onde a retenção de alunos é residual, em Portugal temos alunos de 14 anos desde o 1º até ao 9º anos de escolaridade, com duplas e triplas retenções, alguns dos quais vão ficando pelo caminho", comparou.
A responsável do CNE começou por fazer um balanço positivo do trabalho desenvolvido no sentido da democratização do ensino após o 25 de Abril de 1974, mas defendeu que há novos desafios, que passam fundamentalmente pela qualidade da aprendizagem na escola. Para a presidente do Conselho Nacional de Educação, se é certo que os alunos têm de trabalhar mais nas salas de aula, também a escola pública terá que lhes proporcionar mais apoios para ultrapassarem eventuais dificuldades.
Ana Maria Bettencourt lembrou que no ensino privado em Portugal há menos retenções do que no público, justamente porque os alunos têm mais apoios. No ensino público, "há alunos que arrastam dificuldades a Matemática de ano para ano, vão chumbando sempre", exemplificou, argumentando: "Diz-se que isto é exigência. Mas não é. Exigência é fazer com que eles aprendam desde o princípio."
Ana Maria Bettencourt defendeu, por isso, uma maior responsabilização da escola pública, que, disse, "não pode estar à espera da ajuda das famílias, até porque muitas não podem ajudar os filhos, porque não andaram na escola ou porque não têm dinheiro para pagar explicações".
"Temos de conhecer bem as dificuldades do aluno e ter apoios mais individualizados para as ultrapassar", reforçou Ana Maria Bettencourt, reafirmando a ideia de que "a escola pública terá de se bastar a si própria".
Aprender a Ler e Avaliar a Leitura - O TIL: Teste de Idade de Leitura

1.Leitura e escrita: modelos de leitura hábil e modelos desenvolvimentais
“Livros infantis em desenho universal – educação inclusiva”
“Recursos tecnológicos para a Educação Especial” e ”Livros infantis em desenho universal”.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Há 40 mil crianças Asperger em Portugal mas muitas abandonam escola na adolescência

Dar apoio a estes jovens é uma das prioridades da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger que hoje deu o primeiro passo para a construção do projecto “Casa Grande”, uma residência de formação e reinserção para portadores daquela síndrome. A partir dos 16 anos, explicou a presidente da associação, Piedade Líbano Monteiro, muitos destes jovens abandonam a escola, surgindo então os primeiros problemas na inserção na vida activa. As dificuldades de inserção profissional levam estes jovens à frequência de cursos de formação profissional, na expectativa de um emprego estável, mas sem êxito.
Manuais escolares acessíveis a alunos com necessidades educativas especiais
Os manuais escolares podem ser requisitados online em:
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/PressReleases/Paginas/Requisicaoonlinedemanuais.aspx
O acesso é feito através do número de utilizador e palavra-chave da escola, atribuídos pelo GEPE. Neste endereço está igualmente disponível o Catálogo de Manuais Escolares.
De forma a garantir uma resposta adequada às necessidades dos alunos que necessitam destes manuais, os Centros de Recursos TIC para a Educação Especial vão passar a assegurar um acompanhamento de proximidade em estreita coordenação com os professores de educação especial.
Intervenção Precoce na Infância

b) «Risco de alterações ou alterações nas funções e estruturas do corpo» qualquer risco de alteração, ou alteração, que limite o normal desenvolvimento da criança e a sua participação, tendo em conta os referenciais de desenvolvimento próprios, consoante a idade e o contexto social;
c) «Risco grave de atraso de desenvolvimento» a verificação de condições biológicas, psicoafectivas ou ambientais, que implicam uma alta probabilidade de atraso relevante no desenvolvimento da criança.
i) Organizar uma rede de agrupamentos de escolas de referência para IPI, que integre docentes dessa área de intervenção, pertencentes aos quadros ou contratados pelo Ministério da Educação;
ii) Assegurar, através da rede de agrupamentos de escolas referência, a articulação com os serviços de saúde e de segurança social;
iii) Assegurar as medidas educativas previstas no PIIP através dos docentes da rede de agrupamentos de escolas de referência que, nestes casos, integram as equipas locais do SNIPI;
iv) Assegurar através dos docentes da rede de agrupamentos de escola de referência, a transição das medidas previstas no PIIP para o Programa Educativo Individual (PEI), de acordo com o determinado no artigo 8.º do Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de Maio, sempre que a criança frequente a educação pré -escolar;
v) Designar profissionais para as equipas de coordenação regional.
“Pais em Rede” quer dar voz aos pais com filhos especiais
Este é um movimento honesto e transparente que pretende obter algum poder para provocar mudanças na sociedade. "Um poder orientado no sentido de poder fazer alguma coisa. Queremos que as famílias tenham poder", disse a presidente do movimento.
É preciso reivindicar o apoio inicial fundamental para os pais, que actualmente não existe; ter intervenção precoce; melhorar o acesso aos cuidados de saúde, apoios e educação inclusiva ou especial; reivindicar formação e integração profissional, além de procurar soluções de futuro, pensar no que fazer às crianças e adultos com limitações quando os pais envelhecem e não têm condições para tomar conta deles.
O movimento quer assim constituir-se como Instituição Particular de Solidariedade Social e depois como Organização não Governamental, para prosseguir os objectivos de promover a plena integração e qualidade de vida para as pessoas com necessidades especiais e para as suas famílias. "Temos das melhores legislações da Europa, mas a realidade é uma tragédia. Não temos apoios reais nem os pais se fazem ouvir. É preciso juntar os pais", reforçou Luísa Beltrão.
No final da sessão houve espaço para dúvidas e diálogo entre o público presente, um pouco à semelhança do que é o objectivo deste movimento cívico.
sábado, 3 de outubro de 2009
Ministério da Educação contraria DREN
Ministério da Educação esclarece que os professores podem apresentar uma declaração assinada por si em vez de um atestado médico a comprovar a sua robustez física, contrariando instruções enviadas pela Direcção Regional de Educação do Norte às escolas.
"Bastará a declaração assinada pelo próprio", disse à Lusa fonte do Ministério.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Hiperactividade: deficiência?
Exma. Senhora, uma vez que diz que o seu filho foi diagnosticado como sofrendo do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), numa consulta de desenvolvimento do hospital da sua zona, penso que as pessoas mais indicadas para a ajudarem a preencher esse documento, são exactamente as que concluíram o diagnóstico e que terão chegado a esse diagnóstico através de testes específicos, inclusive testes neurológicos. Se assim foi, terão que lhe fornecer todos os dados necessários para o preenchimento desse documento.
Espero que a avaliação feita para se chegar a esse diagnóstico, tenha sido ampla, pois o TDAH é considerado um distúrbio bio-psicossocial, daí a necessidade de uma avaliação não só médica como psicológica e de ambiente social, até para se perceber em que subtipo de TDAH se encaixa a pessoa, uma vez que se podem verificar 4 subtipos:
1. TDAH - tipo desatento
2. TDAH - tipo hiperactivo/impulsivo
3. TDAH - tipo combinado - é caracterizado pela pessoa que apresenta os dois conjuntos de critérios dos tipos desatento e hiperactivo/impulsivo.
4. TDAH - tipo não específico - a pessoa apresenta algumas características mas número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo. Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária.
Conforme o subtipo, o tratamento médico e psicológico poderá variar e a classificação de deficiência também, pois se não houver "lesões" ao nível do funcionamento neurológico, poderá não ser considerada uma deficiência.
Sugiro que se informe o melhor possível sobre o TDAH e não descure uma avaliação psicológica caso não tenha sido feita.
Cristina Silva