Patilho o artigo da colega Fátima Almeida sobre "Educação inclusiva: proposta de um modelo de avaliação. Alguns processos e resultados".
Resumo
A avaliação da educação inclusiva constitui um desafio central para os sistemas educativos contemporâneos, particularmente quando se pretende compreender de que modo as orientações políticas são concretizadas nas práticas escolares. O presente artigo apresenta o processo e alguns resultados de um estudo de caso realizado num agrupamento de escolas português, desenvolvido no âmbito de uma investigação de doutoramento, cujo objetivo foi analisar o grau de inclusão desse estabelecimento de ensino e identificar áreas de melhoria. A investigação foi orientada por dois enquadramentos conceptuais principais: o modelo input–processoutput–outcome e a abordagem analítica policy–practice gap. A partir destes referenciais foi proposto um modelo de avaliação ad hoc designado INCLUIR – Interação entre Normas, Concretização, Lideranças, Usuários, Interpretações e Resultados. Metodologicamente, adotou‑se uma abordagem mista baseada na triangulação de fontes e métodos, integrando análise documental, questionários e focus groups. Participaram no estudo professores (n=78), alunos no geral (n=273), alunos pertencentes a grupos de maior vulnerabilidade (n=23) e pais ou encarregados de educação (n=113). Os resultados evidenciam um compromisso institucional relevante com a inclusão, expresso na valorização da diversidade, na colaboração entre docentes e na existência de orientações organizacionais que procuram diminuir as desvantagens de diferentes grupos de alunos. Contudo, foram também identificados desafios relacionados com, entre outros, a monitorização das práticas, o clima escolar, o envolvimento parental, a falta de concordância entre perceções dos diversos intervenientes face aos mesmos constructos. O estudo sugere que a equidade é mais bem aceite, quer por alunos quer por pais, se aplicada de forma universal ou de forma discreta, contribuindo para a importância de ser reforçado o estudo e a prática de ações pedagógicas que o permitam, como é o caso do Desenho Universal para a Aprendizagem.
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