terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ciclo de Conferências "Cruzar saberes: Um percurso reflexivo transdisciplinar"

Sob uma lente humanista transdisciplinar, o Centro de Formação de Escolas António Sérgio, organiza o ciclo de conferências, "Cruzar saberes: Um percurso reflexivo transdisciplinar".

Acreditado pelo CCPFC para efeitos de progressão da carreira docente , com 25 horas (perfazendo 1 crédito), este ciclo de Conferências decorre no auditório da Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa, entre os dias 10 de janeiro e 9 de maio de 2015. Este ciclo de conferências visa criar um fórum, onde estejam presentes vários especialistas de reconhecido mérito, de modo a criarem-se cenários propícios à discussão de saberes que configuram diferentes áreas curriculares (Filosofia, Ciência, Sociologia, Economia, Psicologia, Religião, Arte, entre outras). Assumindo dimensão formativa, pretende-se fazer emergir um espaço e tempo de desenvolvimento profissional e pessoal, capacitando educadores e professores para melhor responder aos desafios da Escola e das sociedades que se querem inclusivas.

A entrada é livre, sujeita a inscrição e à lotação do auditório. Inscrição no link seguinte:

Para mais informações, por favor contacte-nos para o seguinte email: cruzarsaberes2015@gmail.com ou no site do Centro de Formação de Escolas António Sérgio http://www.cfantoniosergio.edu.pt/

Recebido por correio eletrónico

Resoluções sobre acessibilidades e eliminação de barreiras arquitetónicas

A Assembleia da República, pela Resolução da Assembleia da República n.º 102/2014, recomenda ao Governo o cumprimento da legislação sobre acessibilidades e medidas mais eficazes para a eliminação de barreiras arquitetónicas.

Resolução da Assembleia da República n.º 103/2014 incide na eliminação das barreiras arquitetónicas pela garantia do direito de todos os cidadãos à mobilidade e à acessibilidade. Neste sentido, recomenda ao Governo que:

1) Proceda ao levantamento, ao nível de todo o território nacional, dos edifícios de serviços públicos, onde se presta atendimento aos cidadãos, que contêm problemas de acessibilidades ou mobilidade para pessoas com necessidades especiais.

2) Crie uma estratégia de ação, com um largo envolvimento e participação das autarquias, de associações, movimentos e dos cidadãos em geral, que estabeleça objetivos de curto, médio e longo prazo no que respeita à eliminação de barreiras à acessibilidade e à mobilidade de pessoas com necessidades especiais, promovendo a garantia de direitos.

3) Remeta urgentemente à Assembleia da República uma avaliação do grau de cumprimento do Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Integrar pela sanção

Não desagradando aqueles que denunciam o laxismo das nossas sociedades, as sanções de todo o género não cessam de aumentar: temos mais prisioneiros do que nunca, os tribunais obstruídos para lá do aceitável, os conselhos disciplinares e as expulsões dos estabelecimentos de educação e ensino aumentam de forma exponencial e nada parece indicar que os pais punam menos hoje os seus filhos do que ontem. Muito pelo contrário.
Muito evidentemente, retorquir-se-á que, se as sanções aumentam, é porque os delitos aumentam antes de mais e que não é necessário cair no angelismo. Claro! Mas também sabemos que, mais do que nunca, “a prisão é a escola do crime” e que a expulsão de uma escola do ensino básico ou de uma escola secundária é, muito frequentemente, o ponto de partida de uma escalada da delinquência… É que, finalmente, o importante não está nem na quantidade nem mesmo na duração das sanções, mas na sua própria natureza. Ou, mais exactamente, na sua conformidade com aquilo que constitui o único verdadeiro interesse da sanção numa sociedade democrática: a sua capacidade de reintegrar o indivíduo numa colectividade da qual se ele próprio se excluiu. Porque – e não se deve deixar de o recordar –, é o erro que exclui e a sanção que integra.
É o erro que exclui: pela transgressão das regras que garantem o respeito pelos seres e pelas coisas, colocamo-nos fora do “espaço livre de ameaça” que deve constituir a sociedade. Humilhando um colega, apropriando-se do bem de outrem ou degradando o bem comum, uma criança exclui-se a si própria de um grupo que permite, precisamente, colocar alguém ao abrigo da agressão dos outros e de preservar aquilo que nos pertence a todos. Agredindo ou violentando um dos seus pares, colocando em perigo a segurança colectiva, semeando à sua volta o sofrimento e a dor, rompendo o contrato social que preserva tanto a integridade psicológica e física de cada um quanto a perenidade do mundo… E é, portanto, a sanção que deve permitir a alguém que se excluiu desta forma reintegrar o colectivo: reparando, tanto quanto for possível, os males que causou e emendando-se para aprender a não mais cometer erros, a respeitar as regras que verá que o protegem a si tanto quanto aos outros.
Ora, assistimos a uma estranha inversão. O erro já não exclui, integra: muitos delitos são cometidos apenas para se integrar num bando ou num grupo, prestar vassalagem a um chefe e sair, assim, da sua solidão. E a sanção já não integra, exclui: constitui um estigma indelével que impede poder esperar retomar um dia um lugar na sociedade. Cabe-nos a nós inventar e pôr em prática, na família, na escola, na sociedade sanções que integrem: sanções que confiram a possibilidade de se sentir útil, que dêem orgulho e permitam às crianças, adolescentes e adultos que erraram reencontrar um sentido para a sua presença no mundo.

Philippe Meirieu em "O Mundo não é um Brinquedo"

Fonte: Terrear

domingo, 21 de dezembro de 2014

CERCI vende esculturas para construir centro

Para construir um centro de apoio para pessoas com deficiência, a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades (CERCI) de Braga precisa de angariar fundos. Para isso, está a promover a venda de esculturas estilizadas da «Senhora do Leite», figura simbólica da cidade. O projeto envolve o contributo da arquidiocese de Braga, da Câmara Municipal e do Ateliê Viana Cabral, responsável pela execução das imagens.

Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, destaca a responsabilidade de todos participarem na construção de um futuro melhor para os que mais precisam, neste caso as pessoas portadoras de deficiência. «Como Igreja, sentimos o dever de nos comprometermos e de nos colocarmos ao lado daquelas instituições que procuram tornar a deficiência menos exclusiva», referiu o prelado (...) durante a apresentação da iniciativa.

O novo Centro de Atividades Ocupacionais da CERCI de Braga terá capacidade para 30 utentes e vai ser instalado «no antigo edifício da Escola Básica do 1.º ciclo de Navarra», estrutura que a autarquia local cedeu àquela instituição social. As esculturas da «Senhora do Leite» podem ser adquiridas online e, a partir do início da próxima semana estarão também à venda no Posto de Turismo de Braga, no Museu Pio XII, no Museu da Sé, e ainda nas 53 sedes da CERCI distribuídas pelo país.

Fonte: Fátima Missionária por indicação de Livresco

Os colégios do ensino especial

O suíço Édouard Claparède (1873-1940) foi um neurologista e psicólogo do desenvolvimento infantil. O seu contributo científico foi importante nas áreas do desenvolvimento infantil, do estudo da memória e sobretudo no campo da psicologia e da pedagogia, tendo sido uma das principais influências do seu compatriota Jean Piaget, cuja obra permanece fundamental nos dias de hoje.

Claparède defendia um ensino das crianças baseado no conhecimento profundo dos mais novos, aliado à utilização do jogo e outras técnicas lúdicas. Os seus trabalhos deram origem ao movimento da Escola Nova e contribuíram para a ideia, revolucionária no seu tempo, de que todas as crianças, mesmo as mais problemáticas, podem aprender, desde que participem no processo de aprendizagem.

O Colégio português de Educação Especial Eduardo Claparède foi fundado em 1953 por diversas pessoas, entre as quais o conhecido pedopsiquiatra e psicanalista João dos Santos, que, nos anos 70, chegou a convidar-me para lá trabalhar, o que infelizmente nunca se concretizou por indisponibilidade minha.

É um estabelecimento de Ensino Especial onde trabalham descendentes dos sócios fundadores e dos colaboradores mais antigos, numa dinâmica de funcionamento que sempre privilegiou um ambiente familiar, com profundo respeito pelas crianças e as suas famílias. Escola muito conhecida e prestigiada, esteve na origem de outras instituições relevantes, como o Centro Helen Keller, a Liga Portuguesa dos Deficientes Motores e o Centro de Paralisia Cerebral da Fundação Calouste Gulbenkian.

O Colégio Claparède defende a afetividade e a criatividade como marcos fundamentais do seu projeto educativo, utilizando também a pedagogia terapêutica no seu trabalho quotidiano com crianças com necessidades educativas especiais. Um dos seus objetivos é justamente a integração e inclusão social dessas crianças, na linha do que o seu patrono Claparède sempre defendeu. O Colégio, para além das suas atividades de ensino diário, dispõe ainda de um lar-residencial, destinado a alunos que precisam de um apoio mais prolongado, por problemas complexos nas famílias de origem.

Serve esta contextualização histórica para lançar um apelo: o Colégio Eduardo Claparède está em dificuldades, não podemos ficar indiferentes. No momento em que escrevo (14/12), o Ministério da Educação ainda não satisfez o compromisso de apoio financeiro aos Colégios de Ensino Especial, entre os quais está o Claparède, de que falo isoladamente apenas porque conheço há muitos anos o seu trabalho.

Numa entrevista a uma rádio, uma das fundadoras do Claparède, Maria João Gouveia, alertou para as graves dificuldades que a instituição agora enfrenta, tal como outros colégios de Ensino Especial: sem o apoio do Ministério, está em risco a sobrevivência desta escola e de vários estabelecimentos de Ensino Especial.

Infelizmente, não fiquei surpreendido com esta falta do Ministério da Educação. Desde o início do seu mandato, o trabalho da atual equipa ministerial tem sido caracterizado pela pouca atenção aos problemas dos alunos com dificuldades, privilegiando antes o incentivo exagerado ao mérito e o apoio ao êxito académico, medido apenas através dos resultados aferidos por exames no final do ano.

Esperemos que depressa se resolva este apoio essencial, sem o qual o Ensino Especial sofrerá danos irreparáveis. Educar é incluir e evitar a discriminação.

Daniel Sampaio

Fonte: Público

sábado, 20 de dezembro de 2014

Um em cada cinco adolescentes já se magoou para lidar com a tristeza

A grande maioria diz-se feliz. Mas há um número crescente de adolescentes que se queixam de sintomas que revelam mal-estar. Quase um em cada três diz que se sente deprimido mais do que uma vez por semana. Eram 13% em 2010. Perto de um em cada quatro diz sentir medo frequentemente. Três vezes mais do que há quatro anos. E um em cada cinco alunos do 8.º e 10.º anos magoou a si próprio nos últimos 12 meses, de propósito, sobretudo cortando-se nos braços, nas pernas, na barriga... Contaram que se sentiam “tristes”, “fartos”, “desiludidos” quando o fizeram.

Em relação ao último grande retrato que tinha sido feito dos adolescentes portugueses, há quatro anos, é um aumento de quase cinco pontos percentuais do grupo dos que fazem mal a si próprios.

Foram inquiridos desta vez 6026 alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, de Portugal continental, com idades entre os 10 e os 20 anos (a média de idades é 14 anos). A amostra aleatória estratificada por região é representativa destes anos de escolaridade.

Chama-se A Saúde dos Adolescentes Portugueses e deverá integrar o grande retrato internacional da adolescência, conhecido por Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é repetido a cada quatro anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online preenchido em contexto de sala de aula.

Margarida Gaspar de Matos, a investigadora que desde 1998 coordena a equipa que faz esta análise para a OMS, que segue o mesmo formato em 43 países, diz que o inquérito deste ano surge numa altura “especialmente relevante, uma vez que permite estimar o impacto da recessão económica na saúde dos adolescentes”. E o impacto foi grande, acredita.

Um comunicado de quinta-feira, onde se anunciava a divulgação do estudo, já alertava: “O decréscimo global desde 2010, da sua saúde percebida tanto ao nível de sintomas físicos como de sintomas psicológicos de mal-estar, sugere que a saúde mental dos adolescentes é um assunto subestimado e a carecer de atenção urgente.”

Os números tornados públicos nesta sexta-feira confirmam. Olhe-se para as autolesões entre rapazes e raparigas (a pergunta relacionada com este tema só foi colocada aos alunos do 8.º e 10.º anos): 16,3% dos rapazes e 23,7% das raparigas magoaram-se de propósito, nos últimos 12 meses (destas, 6,6% fizeram-no quatro vezes ou mais).

Estas práticas que passam por cortes, apertões e queimaduras são feitas, em geral, quando os jovens estão sós (75,8% dos casos). Nos restantes casos, a auto-lesão é feita na companhia de amigos ou namorados.

Alguns jovens relatam que se autolesionam "para acalmar", por exemplo. Mas é um engano. A aparente sensação de alívio que algumas destas práticas provocam dura segundos e esvai-se. “Depois ficam ainda mais tristes”, diz a investigadora, psicóloga clínica, que trabalha com adolescentes. Diz que é fundamental alertar os jovens para a necessidade de procurarem ajuda quando não conseguem gerir os sentimentos negativos.

Dói a cabeça, o estômago, as costas

Mas para além dos sintomas psicológicos, também os relatos de sintomas físicos de mal-estar se agravaram. Ter dores de cabeça mais do que uma vez por semana é algo que faz parte da vida de 36% dos adolescentes quando, há quatro anos, era relatado por apenas 13,5%.

Quase um quarto dos inquiridos relatam dores de estômago com a mesma periodicidade. Há quatro anos, apenas 5%. A descrição de tonturas, dores nas costas, no pescoço, nos ombros aumentou igualmente.

Margarida Gaspar de Matos diz que “estava à espera” disto. E porquê? “Estes jovens foram apanhados no meio de uma recessão económica para a qual penso que ninguém estava preparado. É a falta de expectativas, a preocupação com o futuro... muito miúdos dizem-me que o que lhes interessa é tirar um curso que dê para emigrar mas que não querem emigrar e sentem-se tristíssimos”, explica. Depois, muitos relatam que os pais estão mais nervosos. “E isto reflete-se nos conflitos em casa.” O stress, o medo, a desconfiança fazem doer.

A equipa de Margarida Matos vai agora investigar as causas para vários dos números. Há outras pistas a explorar. O impacto da falta de sono, por exemplo. “E a falta de sono pode estar associada ao uso de novas tecnologias que é omnipresente na vida dos adolescentes.” Cerca de um terço (33,8%) dos jovens dormem menos do que oito horas por dia. O que é mau, garante. Estudos vários mostram como quem dorme pouco tem mais sintomas físicos, mais dificuldades na escola, mais propensão para consumos de substâncias nocivas.

“Colas” e “charros”

O estudo A Saúde dos Adolescentes Portugueses foi conduzido pela equipa da Associação Aventura Social, que inclui membros da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, e do Centro da Malária e Doenças Tropicais, da Nova de Lisboa, com o financiamento da Direção-Geral da Saúde. Não tráz apenas más notícias.

Desde logo, continua a assistir-se ao decréscimo do consumo do tabaco. A dois níveis: por um lado, 92,5% dos adolescentes dizem que nunca fumaram (contra 88% há quatro anos); e o número dos que relatam fumar todos os dias baixou de 4,5% para 2,6%.

Houve uma alteração metodológica na recolha de informação relacionada com o consumo do álcool, mas a tendência também parece ser para uma redução do consumo, nomeadamente o excessivo.

A esmagadora maioria dos adolescentes (93,7%) continua a dizer que nunca consumiu drogas. Enquanto a marijuana mantém uma posição estável (8,8% dos alunos dos 8.º e 10.º anos dizem que já consumiram).

Há, contudo, uma mudança: esta já não é a substância mais “experimentada” — os “solventes” e “colas” parecem estar a tornar-se mais populares (9,7%) quando se pergunta “já experimentaste?”

De resto, há algumas ligeiras subidas em drogas mais pesadas: 2% dizem que já experimentaram heroína (1,4% em 2010) e 2,4% cocaína (1,9% em 2010). O primeiro “charro” (para os que fumam) acontece em média aos 13,9 anos. E entre os que dizem já ter consumido álcool, a idade de iniciação foi aos 12,8. A primeira bebedeira aconteceu mais tarde (13,94 anos, em média). Mas estamos sempre a falar de minorias (83% dos adolescentes dizem que nunca se embriagaram).

Margarida Matos diz que são boas notícias. Mas num contexto de aumento dos sintomas de mal-estar, sublinha: “Há uns anos bebiam, fumavam, agora isso diminui, o que é muito bom, mas temos de ajudar estes jovens a descomprimir de algum modo, a gerir as emoções e o stress, ainda por cima numa altura de precariedade”. Porque “todas as sociedades tem as suas ‘práticas de descompressão’ e é preciso trabalhar algo para a substituição” — pode ser voluntariado, uma prática desportiva.

Por outro lado, lamenta que “com o fim das áreas curriculares não disciplinares, que eram espaços na escola onde os miúdos tinham acesso a adultos de referência”, tenha deixado de existir um espaço para os miúdos falarem com os professores fora das aulas. “Se eles não têm em casa uma família disponível e atenta, não têm com quem conversar e não são ajudados a gerir o seu stress e as suas angústias.”

Fonte: Público

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Como proteger o seu filho do bullying

O bullying, uma forma de assédio moral ou físico que acontece entre crianças, é hoje uma preocupação para a maioria dos pais. Para detetar e proteger o seu filho desta situação, deve estar atento aos sinais.

“Sempre que há grupos de muitas crianças juntas, parte do desenvolvimento das competências sociais pode traduzir-se em bullying”, explica Joel Haber, psicólogo clínico, ao site Everyday Health.

A atenção dos pais a este fenómeno não deve limitar-se ao contexto escolar. Deve também ter atenção às atividades extracurriculares, principalmente aquelas em que a criança passa mais tempo como em acampamentos de escuteiros ou visitas de estudo que impliquem mais do que um dia. “Ao contrário da escola, não há muitas ocupações num acampamento para os miúdos a não ser desenvolver as suas relações sociais, portanto é o ambiente mais propício à existência de bullying”, afirma o especialista.

Joel Haber explica que se o seu filho subitamente começa a deixar de querer ir para uma atividade que antes gostava, esse é um sinal claro de que poderá haver algum problema. Pode não ser bullying e até tratar-se de outra complicação – ansiedade, fobias, depressão ou algum desconforto com os adultos que monitorizam a atividade. Deve tentar perceber o que se passa.

As crianças mais pequenas costumam mesmo fingir má-disposição física para evitar as actividades e algumas desenvolvem efectivamente sintomas como dores de barriga ou de cabeça resultantes da ansiedade.

“É importante falar de forma natural sobre o bullying mesmo antes de a criança ir para as atividades. Dizer coisas como ‘olha, vais divertir-te muito, mas podem existir momentos menos bons”. Os pais devem ensinar os filhos como reagir caso os colegas tenham comportamentos menos positivos com eles. Esta aprendizagem depende da idade e maturidade da criança. Nos mais velhos, pode encorajar a criança a reagir com humor, não se mostrando intimidada, ou simplesmente ignorando o agressor. “Se a criança conseguir lidar sozinha com o bullying vai sentir-se mais feliz e confiante por ter solucionado o problema de forma autónoma”, explica o psicólogo. Mas se ainda assim o problema não ficar resolvido, o seu filho deve estar instruído para falar abertamente com um adulto da sua confiança, seja um professor, um irmão mais velho ou os próprios pais. O mais importante é a criança ou adolescente sentir que não está sozinho.

Os pais devem também conhecer e falar regularmente com os professores, monitores e pais de colegas, estando a par de como estão construídas as relações sociais dentro do grupo. Deve saber com quem brinca o seu filho e falar sobre como correu o dia na escola.

Fonte: Sol por indicação de Livresco

União Europeia diz que obesidade pode ser uma deficiência

O Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial europeia, indicou, esta quinta-feira, que a obesidade pode ser considerada como uma deficiência se dificultar o desempenho pleno da pessoa no trabalho.

A instância europeia foi solicitada pela justiça dinamarquesa no seguimento do caso de Karsten Kaltoft, um assistente de creche que alega ter sido despedido há quatro anos por ser obeso.

Karsten Kaltoft pesa mais de 160 kg e tem um índice de massa corporal (IMC) de 54. As pessoas com IMC acima de 30 são consideradas obesas.

"A obesidade pode constituir uma deficiência na aceção da diretiva relativa à igualdade de tratamento no emprego", indicou a instância europeia.

Na deliberação, o Tribunal de Justiça da UE salientou que "embora nenhum princípio geral do direito da União proíba, por si só, as discriminações baseadas na obesidade", esta condição pode inserir-se no conceito de deficiência "quando, em determinadas circunstâncias, impeça a participação plena e efetiva da pessoa em questão na vida profissional em condições de igualdade com os outros trabalhadores". (...)

Fonte: JN

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

“Querem melhorar o rendimento escolar? Estiquem os recreios!”

Com aulas de 90 minutos e recreios de 10, é quase impossível não existir “uma epidemia atípica de défices de atenção…”. O alerta, em jeito provocatório, é do psicólogo Eduardo Sá, para quem “melhor recreio significa mais rendimento escolar”. E deixa o desafio: “Querem melhorar o rendimento escolar? Estiquem os recreios!” para 25 ou 30 minutos. A opinião é do psicólogo Eduardo Sá, em entrevista Pais&filhos/TSF.




Fonte: Pais&filhos

Crianças com deficiências vão continuar a ter apoio

O presidente-adjunto da CNIS, João Dias, disse quinta-feira ter a garantia da Segurança Social que as crianças com deficiência vão continuar a ter apoio, esperando que a passagem da resposta do Estado para o setor social ocorra a tempo. 

João Dias comentava (...) uma notícia divulgada hoje (...), segundo a qual 500 crianças com deficiência podem ficar sem apoio devido à requalificação dos funcionários do Instituto da Segurança Social (ISS), que envolve 22 técnicos especializados nesta área. 

Profissionais e familiares destas crianças dizem que esta requalificação vai implicar que os menores acompanhados até agora pelo ISS vejam suspenso «o apoio terapêutico», uma situação contestada pela Segurança Social. 

O ISS assegurou ao jornal que esse apoio será garantido no âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce, sendo as instituições particulares de solidariedade a assegurar esse apoio, através de acordos de cooperação que o ISS celebra com elas. 

Os técnicos temem que, enquanto os acordos com as IPSS não estiverem celebrados e os especialistas são enviados para a requalificação, haverá crianças com acompanhamento suspenso, nomeadamente em Valongo, Gondomar, Santo Tirso/Trofa, Porto Oriental e Ocidental II. 

(...) o presidente-adjunto da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) disse compreender as questões colocadas pelos técnicos e familiares das crianças afirmando que «é importante não quebrar o apoio que é dado a estas crianças». 

«A informação que temos [por parte do ISS] é que esse apoio vai ser garantido e até, de alguma forma, haverá uma melhoria», adiantou João Dias. 

Sobre os receios dos técnicos em relação aos acordos de cooperação, João Dias adiantou que a informação que tem por parte do Instituto da Segurança Social «é que não vai haver essa quebra». 

«Compreendo perfeitamente a ansiedade e a expetativa em volta do caso, mas temos assegurado por parte do Instituto de Segurança Social que não vai haver esse hiato» entre a passagem das competências da Segurança para as IPSS, através dos acordos de cooperação. 

João Dias sublinhou que é importante que «não haja um espaço de terra ninguém», mas reiterou que o instituto assegurado que isso não vai acontecer.

Fonte: TVI24 por indicação de Livresco