sexta-feira, 29 de maio de 2009

Candidaturas ao projecto "A Cor do Natal"

A Associação Nacional de Arte e Criatidade de e para Pessoas com Deficiência (ANACED) recebe até o próximo dia 3 de Julho de 2009, os projectos criativos para o VII Concurso Nacional de Postais de Natal e para o II Concurso de Mensagens de Natel, do projecto A COR DO NATAL, co-financiado pelo INR, I.P.


Solicitar regulamentos através do e- mail: anaced@net.sapo.pt

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Aluno deficiente tem aulas com a turma apenas uma hora por dia

Uma criança de oito anos com deficiências motoras e cognitivas tem aulas com o resto da turma apenas uma hora por dia, por decisão da escola e pressão dos outros pais da Escola do 1.º Ciclo da Azambuja.
Eva Pires, presidente da Associação de Pais, explicou à Lusa que os pais dos outros alunos da turma pediram para que a criança não tivesse aulas em conjunto com o resto dos alunos para não criar dificuldades de concentração aos restantes estudantes.

No início das aulas, o aluno em causa frequentava as aulas das 09:00 às 13:00 com o resto da turma do primeiro ano na escola da Quinta dos Gatos, na Azambuja. No entanto, desde Novembro que esta criança tem apenas uma hora e meia de acompanhamento especial (das 09:00 às 10:30) e outra hora integrado na turma (das 12:00 às 13:00), passando o resto do tempo numa sala isolada aos cuidados de uma auxiliar educativa.

"A escola não tem professores de apoio suficientes. São mais de 900 alunos, cerca de 40 precisam de apoio e pelo menos três precisam de um ensino especial a tempo inteiro. Só existem duas professoras de apoio na escola e esta foi a solução que se encontrou para resolver a situação dentro do que era possível", afirmou a presidente da Associação de Pais.

"Quando o meu filho faz barulho, a professora manda-o para a auxiliar de educação porque diz que não se consegue concentrar nem ensinar os outros meninos", contou à Lusa Marta Valada, mãe da criança, acrescentando que tentou resolver a situação durante todo o ano.

De acordo com a lei, "as crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente gozam de prioridade na matrícula, tendo o direito (...) a frequentar o jardim-de-infância ou a escola nos mesmos termos das restantes crianças", bem como o "direito ao reconhecimento da sua singularidade e à oferta de respostas educativas adequadas".

Contactada pela Lusa, fonte do conselho executivo da escola disse apenas que "não chegou nenhum pedido nem formal nem informal por parte da encarregada de educação para pôr essa questão", recusando quaisquer explicações por ser um "assunto sigiloso."

Marta Valada recorreu aos serviços de uma advogada para garantir que no próximo ano lectivo o seu filho vai ter as condições a que tem direito e o acompanhamento educativo de que precisa. No passado dia 18, a mãe da criança escreveu uma carta ao inspector-geral da Educação, José Maria Azevedo, a denunciar a situação, tendo recebido notificação da missiva a 21 deste mês.

Na resposta da Inspecção-Geral da Educação, lê-se que o assunto "vai ser alvo de atenção por estes serviços" e que "oportunamente", irão informar sobre "as diligências efectuadas", mas até ao momento ainda não houve quaisquer desenvolvimentos.

Público Online

Descoberta menina "criada" por cães e gatos

Agentes da protecção da infância descobriram em Chita (Sibéria oriental) uma menina de cinco anos que foi "criada por vários cães e gatos" e "só fala a linguagem dos animais", anunciou ontem a polícia local.

A menina foi encontrada num apartamento degradado onde viviam também os pais e os avós, mas ninguém se ocupava dela. Nunca teve ordem para sair, nunca aprendeu a falar e tenta comunicar ladrando.

"Durante cerca de cinco anos ela foi criada por vários cães e gatos, e nem uma só vez saiu", disse a polícia de Chita num comunicado.

Quando foi descoberta, ela "atirava-se às pessoas como um cãozinho".

"Durante todos estes anos, só aprendeu a linguagem dos animais", acrescentou a polícia, precisando, contudo, que compreendia o russo embora sem o falar.

A menina foi colocada numa instituição onde recebe ajuda médica e psiquiátrica mas, segundo a polícia, ela "atira-se contra a porta e ladra" quando o pessoal que a trata deixa o quarto.

"A menina não come com a colher, põe-na de lado e lambe", conta uma responsável desta instituição, Nina Emeltchougova, à cadeia de televisão russa Rossia.

Segundo a televisão, a família da criança vivia praticamente isolada no seu apartamento.

"Estes vizinhos são verdadeiramente anti-sociais. Só saem de noite para não encontrar ninguém", disse uma das vizinhas, Nina Novikova, sobre a família.

O comunicado da polícia chama à menina "Mowgli" como a personagem do Livro da Selva.

Em Março, o presidente russo, Dmitri Medvedev, apelou para a urgência de acabar com a violência contra as crianças. Afirmou então que 760 mil crianças na Rússia viviam em "condições socialmente perigosas".

Destak Online

«A Criança que Gagueja»

2009-05-30

Hospital CUF Descobertas

A gaguez é uma perturbação da comunicação cujas implicações podem tornar-se devastadoras na vida relacional e no desenvolvimento da auto-estima, se a criança não for ajudada a lidar com ela e com as situações em que possa ser um obstáculo à relação. Para os pais é uma situação inquietante e causadora de sofrimento, levantando-lhes inúmeras questões que muitas vezes ficam sem resposta. Na escola, a criança com gaguez muitas vezes inibe-se de participar nas actividades ou de responder a perguntas, sendo ainda com frequência alvo de chacota ou ameaças pelos seus colegas. Os professores e educadores que lidam com esta situação debatem-se também com muitas dúvidas sobre qual será a melhor forma de proceder para facilitar a comunicação destas crianças. Dada a complexidade que envolve esta perturbação e o elevado número de teorias explicativas e de abordagens terapêuticas descritas na literatura especializada, também os profissionais de saúde (terapeutas da fala, psicólogos, médicos,...) lidam com territórios de incerteza que geram insegurança na abordagem terapêutica. As dúvidas e incertezas geradas pela gaguez serão o foco deste workshop, onde se procurará, em conjunto com os participantes, determinar linhas de actuação coerentes que respondam às suas necessidades pessoais e/ou profissionais na sua relação com a criança que gagueja. Procurar-se-á perspectivar uma abordagem positiva da problemática da disfluência.


Contacto: info@oficinadidactica.pt

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Concurso "Cartaz 3 de Dezembro de 2009 / Dia Internacional das Pessoas com Deficiência"

O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., decidiu lançar o concurso "Cartaz 3 de Dezembro de 2009 / Dia Internacional das Pessoas com Deficiência", no valor de 500 euros.

Este concurso tem por objectivo premiar o trabalho gráfico que melhor represente a mensagem subjacente à comemoração deste dia, nomeadamente celebrar os direitos humanos das pessoas com deficiência e sensibilizar a sociedade para combater os preconceitos e os obstáculos que impedem estes cidadãos de exercer os seus direitos e participar activamente em todos os aspectos da vida política, social, económica, cultural e artística.

Com esta iniciativa pretende-se igualmente envolver todos os cidadãos, de todas as idades, em grupo ou individualmente, na sensibilização para os direitos da igualdade de oportunidades e não-discriminação das pessoas com deficiência.

O cartaz vencedor servirá para promover a campanha relativa à comemoração, a nível nacional, do dia 3 de Dezembro de 2009 / Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Veja o Regulamento do concurso.

Descarregue o logótipo do INR, I. P.

Querer ou poder?

Porquê toda esta reflexão? Por muitos motivos, mas um em especial: a aproximação do final do ano lectivo.

"A expressão dificuldades de aprendizagem é actualmente usada para descrever uma perturbação que interfere com a capacidade para guardar, reter, processar ou produzir informação. O IDEA define dificuldades de aprendizagem como "uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou no uso da linguagem falada ou escrita, a qual se pode manifestar através de uma capacidade imperfeita para escutar, pensar, falar, ler, escrever, soletrar ou realizar cálculos matemáticos" (Centro Nacional de Informação para Crianças e Jovens com Deficiências, 1992). De acordo com a lei citada, as dificuldades de aprendizagem não incluem problemas de aprendizagem resultantes, principalmente, de deficiências visuais, auditivas ou motoras, de deficiência mental ou de desvantagens ambientais, culturais ou económicas."

Nielsen, L. (1999). Necessidades Educativas Especiais na Sala de Aula. Um Guia para Professores. Porto: Porto Editora.


Deles se diz habitualmente: "Não estuda nada, não quer saber", "Ele tem capacidades mas não as aproveita", "Se ele quisesse poderia melhorar o aproveitamento", "Até participa bem oralmente, mas quando chega aos testes é uma desgraça!". São muitos os alunos que me chegam, encaminhados por professores ou por pais, com este tipo de caracterização: têm capacidades, mas não as aproveitam... O que acontece em muitos casos, não todos, é que apesar de existirem as ditas capacidades, não existem as restantes ferramentas indispensáveis para aceder ao saber. Concretizando, apesar de cognitivamente o aluno apresentar capacidades que se enquadram no que, atendendo à faixa etária, seria previsível, não adquiriu competências básicas de acesso ao saber - por exemplo, tem dificuldades de leitura ou escrita.


Num estudo realizado no âmbito da minha tese de mestrado, pude concluir algo que apesar de ser óbvio nem sempre é tido em consideração: existe uma relação fortíssima entre a compreensão leitora e o sucesso escolar. O que constato é que, frequentemente, os alunos, apesar de terem capacidades, não conseguem extrair o significado daquilo que estão a ler. Em muitos casos até descodificam textos muito facilmente, mas na verdade não sabem ler porque apesar de dominarem a técnica da descodificação não dominam a da compreensão.


Pensemos num aluno que chegou ao 7.º ano de escolaridade e que não domina a leitura, ou seja, lê mas não consegue extrair o significado do que lê. O que é previsível é que o insucesso se venha a instalar. O aluno até gostaria de ultrapassar as suas dificuldades, mas não saber ler é uma barreira de tal forma limitativa que a tendência para a desmotivação e para o desinvestimento é quase sempre fatal! Apesar de, numa fase inicial, até se ter esforçado, rapidamente concluiu que para ter sucesso precisava mais do que um esforço: são precisas outras ferramentas que não domina. Geralmente, o aluno acaba mesmo por deixar de estudar pois é mais fácil, em termos de auto-estima, admitir que o insucesso resulta de desinteresse e de não estudar do que de falta de capacidades. Em muitos casos, a sensação progressiva de que o esforço não se traduz em resultados positivos leva à adopção de comportamentos disruptivos na sala de aula por parte destes jovens, pois as aulas tornam-se mais divertidas para eles e para os colegas e é sempre melhor o estatuto de malcomportado do que de "burrinho". Este último estatuto é de tal forma doloroso que ninguém o quer.
Porquê toda esta reflexão? Por muitos motivos, mas um em especial: a aproximação do final do ano lectivo. Aos conselhos de turma cabe a missão de analisar com mais cuidado a situação dos alunos que se encontrem numa situação de retenção repetida, no sentido de decidir se mais uma retenção será uma medida ajustada àquele estudante. Pois bem... acho que esta análise pode ser tomada em consideração no momento na decisão. Será que o aluno quer e não pode ou pode e não quer?

Educare

Somos iguais, somos diferentes

Na visita que fiz ao blog da UAAM, da EB1/JI Redonda, Madalena, encontrei este vídeo com uma música muito a propósito, sobretudo para os momentos de maior angústia, desalento. Esta música pode motivar. elevar o espírito!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pombos ajudam idosos e deficientes

Fernando Eulálio, de 79 anos, tem o olhar fixo no pombal, a partir da sua cadeira de rodas. "Gosto muito de ver os pombos, são uma companhia", conta.
Lucília Cantante, de 72, aponta mais ao coração: "Ajudam-nos a viver!". Estamos na Associação Desenvolvimento Progresso e Vida, na Tocha (Cantanhede), que aderiu à columboterapia há dez anos. Ouvimos falar muito do "senhor Domingos", um dos utentes. "Ele é que é um perdido por isto!".
José Giraldo, presidente da associação, tem uma explicação para o especial apego dos mais velhos a estas aves: "São oriundos de um meio rural, para eles significa reviver outros tempos". Sobre os benefícios, é directo e conciso: "Isto dá-lhes vida!". Os pombos-correio - muito diferentes dos que vemos à solta nas cidades - já provaram que podem ajudar idosos, toxicodependentes, estudantes problemáticos, pessoas com deficiência ou doença mental. Ocupam a mente e o corpo, combatem a solidão.
A columboterapia é prática corrente, em Portugal, há anos, mediante a instalação de pombais em instituições. No distrito de Coimbra, há agora mais duas prontas a aderir. A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), que funciona na Quinta da Conraria, é uma delas. Só está a aguardar orientações da Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC) para construir um pombal de raiz, com a ajuda de alguns dos 300 utentes.
"Depois da hipoterapia, por que não tentar a terapia pelos pombos?", questiona o presidente da APCC, também médico, José Barros. "Pode ajudar a promover o relaxamento [dos utentes], evitando os movimentos involuntários", explica, sem esquecer que "também funciona como ocupação".
Já a Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP), de Miranda do Corvo, decidiu encomendar o pombal. Será instalado no Parque Biológico da Serra da Lousã, na Quinta da Paiva, com abertura marcada para breve. "Quase todo o trabalho, dentro da quinta, é feito por pessoas com alguma deficiência ou doença mental", adianta o presidente da ADFP, Jaime Ramos, crente nas vantagens do contacto com a natureza, para estes utentes. "Já estamos a criar os pombos. Vai ser uma experiência interessante".
José Tereso, delegado de saúde do Centro e presidente da FPC, não duvida dos benefícios que os pombos-correio - "verdadeiros atletas" - oferecerem a quem priva com eles. "Mesmo eu, para desanuviar do stresse quotidiano, refugio-me junto dos meus pombos", conta. Depois, enumera os casos em que a columbofilia mudou vidas.
Recorda, por exemplo, como a instalação de um pombal numa escola, em Coimbra, alterou o comportamento de um aluno problemático: "Ele foi de uma dedicação extraordinária aos pombos. Era quem tratava deles nos fins-de-semana e nas férias".
"Ser columbófilo é ser um bom treinador, um bom preparador físico, como no desporto", defende o médico de saúde pública. E essa "missão" não conhece limites de idade ou outros.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Panda e Zon lançam primeira série em língua gestual


No mês em que se celebra o Dia Mundial da Criança, o Canal Panda exibe, em colaboração com a ZON TV Cabo, a primeira temporada da série “Os Irmãos Koala” inteiramente em língua gestual, num total de 78 episódios, que procuram assegurar a igualdade de acesso a séries infantis de qualidade.

Esta série, a primeira a ser exibida em língua gestual no Canal Panda, tem início no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, com emissão regular de dois episódios seguidos de segunda a sexta-feira, sempre às 08.00 e às 19.00, e aos sábados e domingos, às 07.30 e às 19.30.

“Os Irmãos Koala” venceu o galardão para Melhor Série Pré-Escolar nos Prémios de Animação Britânica de 2004, foi nomeada para os prémios BAFTA, sendo actualmente distribuída em cerca de 155 países em todo o mundo. A série retrata a vida dos irmãos Frank e Buster no pacato dia-a-dia australiano, onde assumem pequenos desafios sempre com o objectivo de auxiliar o próximo.

Esta é mais uma aposta do Canal Panda em conteúdos educativos, capazes de fomentar a criatividade, proporcionar momentos lúdicos e transmitir valores positivos, essenciais para um desenvolvimento saudável.

DN Online

domingo, 24 de maio de 2009

Como os cães-guia lhes mostram o mundo

A Escola de Cães-Guia para Cegos, em Mortágua (www.caesguia.org) é a única entre nós que prepara estes cães: três educadores ensinam por ano um total de 12 animais.



Os cães-guia são os mais conhecidos e antigos cães de assistência existentes em Portugal. A Escola de Cães-Guia para Cegos, em Mortágua (www.caesguia.org ), é a única entre nós que prepara estes cães: três educadores ensinam por ano um total de 12 animais. Para não haver lista, seriam necessários mais técnicos, o que implicaria custos actualmente incomportáveis para a associação. Para ajudar, foi lançada a missão Poppy.

Expresso Online