sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Câmara apoia 30 alunos com Necessidades Educativas Especiais em fase de transição para a vida adulta

A Câmara Municipal de Sintra através do protocolo estabelecido com a Associação Pais em Rede deu início a uma nova vertente do projeto “Sintra Inclui” que dá suporte aos Agrupamentos de Escolas na implementação dos Planos Individuais de Transição dos alunos com necessidades educativas especiais, que se encontram no términos do seu percurso escolar.

O Plano Individual de Transição (PIT) é uma medida destinada aos alunos com currículo especifico individual e estimula a realização de experiências de trabalho em contexto real.

Através da intervenção direta de duas técnicas de apoio à transição, a autarquia dará continuidade ao acompanhamento destes alunos, em contexto escolar e na comunidade, tendo, no ano letivo 2015/2016, apoiado 30 alunos, entre os 15 e os 19 anos de 5 Agrupamentos de Escolas. 

A missão do projeto consiste em promover uma rede comunitária de modo a que o processo de transição para a vida pós-escolar se torne natural, num trabalho de articulação estreita com as equipas de docentes e os centros de recursos para a inclusão do concelho (CECD e CERCITOP).

O impacto deste projecto foi notório em todos os intervenientes. No caso dos alunos verificou-se uma melhoria das competências sociais e funcionais, bem como da sua autoestima e satisfação pessoal, sendo que 71% fez um balanço muito positivo desta experiência. Nas famílias ocorreu uma mudança de expectativas que se traduziu no desejo de verem os seus educandos o mais autónomos possível e integrados profissionalmente.

No que respeita à escola realça-se um aumento da capacidade de resposta aos alunos em fase de transição e um alargamento das parcerias às entidades locais. As empresas demonstraram uma grande recetividade o que se refletiu no facto de 96% pretenderem continuar a colaborar.

Considerando o caráter inovador e os resultados positivos do projeto, este terá continuidade no próximo ano letivo perspetivando-se um maior investimento na dimensão formativa e capacitação de todos os agentes envolvidos.

Fonte: CM Sintra via FB

Novo site do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego

O Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (PO ISE) lançou um novo site com objetivo de fomentar a perceção deste Programa nas áreas emprego, da formação e da inclusão social junto dos diferentes públicos-alvo.

Para além de notícias, o novo site disponibiliza informação relativa a Avisos de Abertura de Candidaturas, Operações Aprovadas e Regras de Comunicação.

Para saber mais visite http://poise.portugal2020.pt

Fonte: INR

Medidas de apoio a deficientes

Num futuro próximo, a secretária de Estado, Ana Sofia Antunes, deixou expresso o desejo de concretizar três medidas: a criação da prestação social de pessoas com deficiência, o projeto de criação de centros de apoio à vida independente e um programa de apoio à empregabilidade. (...)

Fonte: Rostos por indicação de Livresco

Bastonário da Ordem dos Psicólogos afirma que faltam mais de 500 psicólogos nas escolas portuguesas

O número de psicólogos por alunos nas escolas portuguesas é atualmente de 1/1700 alunos, quando o rácio recomendado é de 1/1000, o que significa que “faltam mais de 500 psicólogos devidamente distribuídos”, disse (...) o bastonário da Ordem.

Fonte: Educare por indicação de Livresco

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Alunos cegos e com baixa visão sem apoio em Braga

(Clicar na imagem para aceder à reportagem)

Em Braga, os pais dos alunos com baixa visão e cegueira queixam-se da falta de professores que possam acompanhar as crianças. Inscreveram os filhos numa escola de referência para estes casos, mas vivem confrontados com várias limitações.

Fonte: SIC a partir do Blog De ArLindo

Um terço dos alunos do profissional abandona os cursos antes do fim

A modalidade de ensino que o Governo quer privilegiar em Portugal é por agora a que regista uma maior percentagem de abandono: em 2014/2015, último ano com dados, 34% dos alunos que estavam em cursos profissionais desistiram. Uma das metas (...) é o de ter pelo menos 50% dos alunos do ensino secundário a frequentar cursos profissionais.

Mas o panorama oferecido por estes cursos está longe de ser animador. À elevada percentagem de abandono (...) junta-se outro dado divulgado recentemente pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência: apenas 16% dos diplomados com cursos profissionais prosseguem para uma universidade ou politécnico. Já o mesmo acontece com 80% dos jovens dos chamados cursos científico-humanísticos. (...)

Fonte: Público por indicação de Livresco

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

"É inacreditável que hoje se passeiam mais os cães do que as crianças"

Há mais de 40 anos que o investigador Carlos Neto trabalha com crianças e está preocupado com o sedentarismo. "Há pais que já não têm prazer em brincar com os filhos" (...)

Mas hoje as crianças quase só se relacionam com as outras em atividades organizadas.
Praticamente está tudo organizado quer do ponto de vista das atividades no meio escolar quer nas atividade extraescolares. Se isto ainda não bastasse têm depois uma cultura de ecrã muito agressiva. É muito natural ver crianças à volta de uma mesa de café e não se falam, estão todas a olhar para o iPhone. O corpo em movimento é fundamental para todo o desenvolvimento, não só emocional, também cognitivo, social e emocional. A escola tem de urgentemente mudar o modelo de funcionamento, quer na organização curricular quer na forma como as crianças são mais ou menos participativas. Temos de dar uma espécie de um trambolhão na sala de aula, no sentido de tornar as aulas mais ativas por parte das crianças.

Falta uma política de brincadeira?
Há alguns sinais interessantes do Ministério da Educação de tentar que a vida na escola não seja uma coisa tão formal e tão séria, isto é, de ter tempos mais disponíveis para expressão dramática, educação física, música, dança ou um conjunto de atividades que consigam que o corpo disponibilize maior capacidade expressiva, de empatia, de modo a tornar os cidadãos mais cultos, com maior capacidade de ética e de cidadania e portanto não estar apenas centrado nos rankings. Está provado cientificamente que crianças com maior nível de atividade física e relacional no recreio aprendem mais na sala de aula. Portanto, não podemos querer crianças sedentárias ou a ouvir um conhecimento que muitas vezes não lhes interessa. O ensino não pode ser isto no século XXI.

A gestão do tempo da família também tem de mudar?
Temos de dar um ar fresco a este país, este país não pode estar com esta depressão enorme em que temos pais e professores esgotados, porque as crianças reparam em tudo. Há pais que já não têm prazer em brincar com os filhos, e há professores que já não têm capacidade de perceber a importância dessa atividade espontânea do que é correr atrás de uma bola, subir a uma árvore, fazer um jogo de grupo no recreio ou pura e simplesmente subir o muro e tentar descobrir o que está do lado de lá. Ou ter locais secretos. Como é que nós promovemos a saúde pública e mental numa perspetiva de maior cidadania, de maior empreendedorismo e de maior grau de felicidade? É isso que está em causa quando falamos em promover o corpo em movimento. Nunca foi tão importante o papel dos pais e da família na educação dos filhos no que diz respeito à implementação deste tipo de atividades. Sair com as crianças para a rua e brincar, desfrutar a natureza. Os pais têm de ter mais tempo disponível para fazer este tipo de atividades. É inacreditável que hoje se passeiem mais os cães do que as crianças. Inacreditavelmente faz-se hoje um esforço inadmissível de tornar os robôs mais humanos e ao mesmo tempo estamos a robotizar o comportamento humano.

Fonte: DN por indicação de Livresco

AM de Viseu reclama criação de unidades de apoio para o ensino de alunos com autismo e multideficiência no secundário

A Assembleia Municipal de Viseu aprovou esta segunda-feira (26 de setembro) uma moção a exigir a criação urgente no ensino secundário do concelho de uma Unidade de Ensino Estruturado para alunos com Perturbação do Espetro do Autismo e de uma outra valência de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência. A proposta partiu do deputado do CDS, Carlos Cunha, e mereceu aprovação dos restantes grupos municipais. (...)

Fonte: Jornal do Centro por indicação de Livresco

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Especialistas confirmam pressão para medicar alunos

Conselho de Educação alerta para subida de prescrições de fármacos para hiperatividade e défice de atenção. Médicos e psiquiatras falam em pressão de famílias e professores.

Existe uma "pressão social para que os alunos se portem bem". Foi desta forma, recusando apontar culpados, que o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, justificou o "aumento excecional do uso de substâncias químicas usadas para o combate à hiperatividade e défice de atenção [PHDA]" entre crianças e jovens em idade escolar, como o metilfenidato (Demirol), que atingiram as 276 029 dispensas em 2014, correspondentes a mais de cinco milhões de doses diárias.

Mas os psiquiatras e especialistas em desenvolvimento infantil ouvidos (...) não só confirmam a existência desta "pressão" como assumem que esta tem frequentemente por origem as próprias famílias e os professores. O Ministério da Educação assume a "preocupação" com os consumos.

De acordo com os dados do Infarmed, incluídos pelo CNE no relatório O Estado da Educação 2015, ontem apresentado, é na faixa etária dos 10 aos 14 anos que se concentra o maior grupo de utilizadores, com perto de quatro milhões de doses de metilfenidato, o fármaco mais conhecido pelo nome comercial de Ritalina.

Prescrições "dispararam"

Os mesmos dados mostram que, apesar de a subida ter sido constante desde 2003, o número de embalagens dispensadas de Metilfenidato quase duplicou no espaço de quatro anos, entre 2010 e 2014.

"De um momento para o outro, dispara. O que é que mudou no comportamento dos miúdos para o justificar?", questionou David Justino.

Para o psiquiatra Daniel Sampaio, claramente a mudança não está no comportamento dos menores: "Há a pressão dos pais e dos professores para que os alunos fiquem menos turbulentos. Os professores pedem aos pais para levarem os meninos ao psicólogo e ao psiquiatra porque estão muito turbulentos e podem ser hiperativos", diz. "Existe claramente uma pressão para que sejam medicados, para ficarem mais sossegados na sala de aula e em casa."

O bom comportamento poderá não ser a única motivação. Estes fármacos são também utilizados irregularmente, nomeadamente por estudantes universitários, como "smart drugs", alegadamente potenciadoras do desempenho. E embora avisando que fazê-lo "é uma contra-indicação", com "consequências a longo prazo para um cérebro em desenvolvimento que não sabemos ainda quais são", o especialista não duvida que "seguramente" os resultados são também um dos fatores de pressão.

Competência da psiquiatria

O psiquiatra ressalva que "não se pode rejeitar" a substância, "muito útil quando é bem diagnosticada a doença", o que envolve a realização de "testes psicológicos". Mas por isso mesmo assume ser "contra" a possibilidade de os médicos de clínica geral fazerem esta prescrição, que considera ser "uma competência do foro da psiquiatria".

Também o pediatra e especialista em desenvolvimento infantil João Carlos Gomes-Pedro defende que este é um fármaco que "por vezes está subdiagnosticado, em casos [de menores] que deviam estar a ser medicados, porque são autênticos", mas que "também é sobrediagnosticado". Sobre estes últimos, divide-os em dois grupos: "A criança dos três aos seis anos, que é naturalmente muito ativa e por vezes os pais queixam-se de que o filho é hiperativo e não se concentra" e, mais tarde, quando começa o percurso escolar: "Há muita pressão. E os profissionais de saúde têm aqui uma responsabilidade muito grande de informação", diz. "Vivemos numa sociedade cada vez mais competitivo. O sonho de cada pai, cada mãe, é ter o seu menino com notas altas, que chocam muitas vezes com a falta de concentração própria de um miúdo de seis anos que ainda está a pensar no jogo que vai acabar no intervalo" das aulas.

João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação, assume que nos últimos anos "criou-se a ideia de que o próprio financiamento da escola, os recursos que se obtêm, se fazem pela obtenção de resultados". E não nega que os professores acabem por "fazer sentir aos pais dos alunos com piores resultados que é preciso que procurem meios exteriores à escola que façam com que este esteja mais atento". No entanto , afasta a ideia de que estes sugiram diretamente a medicação.

Já Jorge Ascensão, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), admite que "haja essa pressão da parte das famílias", mas defende que esta resulta da "má informação" dos pais. E considera que as escolas também contribuem para isso: "Existe uma pressão desinformada das vantagens destes fármacos. Se por um lado as escolas querem que os meninos estejam sossegados e quietos, influenciam também as famílias", ressalvando que no limite "o médico é que tem a responsabilidade profissional" de avaliar.

Carlos Neto, professor da Faculdade de Motricidade Humana e coordenador do mestrado em Desenvolvimento da Criança, considera também haver um excesso de medicação, que atribui a uma "energia natural" das crianças que "os adultos já não são capazes de tolerar".

O especialista considera ainda que a exigência para que as crianças fiquem horas sentadas e caladas na sala de aula é um "absurdo" que "já não corresponde aquilo que é o conceito educativo na sala de aula", e defende que se deve apostar em garantir que estas passam "mais tempo em atividade física livre, de brincadeira, no recreio".

O Ministério da Educação confirmou (...) a sua "preocupação" em torno do aumento do uso destes fármacos e que a questão está a ser "alvo de reflexão conjunta com o Ministério da Saúde". 

Fonte: DN

Equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica e o subsídio de educação especial

O Despacho n.º 11498/2016, de 27 de setembro, dos Gabinetes dos Ministros da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, determina a composição e a intervenção de equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica, no âmbito da atribuição do subsídio de educação especial (SEE).

Do preâmbulo do normativo, destaca-se que o reconhecimento do direito ao subsídio de educação especial a crianças e jovens de idade não superior a 24 anos é determinado por declaração médica comprovativa da natureza da deficiência e do apoio necessário à criança ou jovem com deficiência, com a conveniente e inequívoca fundamentação. 

De forma a acautelar as situações em que se suscitem dúvidas aos serviços de segurança social, quanto à declaração médica apresentada e/ou quanto aos apoios prescritos, o Decreto Regulamentar n.º 3/2016, de 23 de agosto, passou a prever que os processos e/ou as crianças podem ser submetidos a equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica.

Assim, a intervenção de equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica, no âmbito da atribuição do subsídio de educação especial (SEE), tem lugar sempre que solicitada pelas instituições de segurança social, para a avaliação dos processos e/ou das crianças, quando se verificar a falta ou a deficiente fundamentação da natureza da deficiência e dos seus efeitos ou da necessidade e/ou adequação do apoio individualizado prescrito. 

As equipas multidisciplinares são constituídas por profissionais das áreas de intervenção do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social e do Ministério da Educação, com formação adequada nas diferentes valências a considerar na avaliação da deficiência e do apoio necessário. 

As equipas multidisciplinares incluem pelo menos um médico do Sistema de Verificação de Incapacidades (SVI) da segurança social, indicado pelo assessor técnico de coordenação do SVI, um técnico superior do Instituto da Segurança Social, I. P., e um docente de educação especial ou técnico superior do Ministério da Educação, qualquer deles com competências no acompanhamento de crianças e jovens e com experiência profissional efetiva de, pelo menos, três anos.