quinta-feira, 8 de março de 2018

Jornadas Educativas "Pensar a Educação... 2018"


Foto de João Adelino Santos.
O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva organiza, em parceria com o Centro de Formação EduFor, as Jornadas Educativas “Pensar a Educação…2018", a decorrer nos dias 5 e 19 de maio de 2018, no Auditório Municipal Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva.
Destinatários: Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Educação Especial.
Período de inscrição: até 02/05/2018
Mais informações e Inscrições --»(http://www.edufor.info/formacao/index22.asp?id=07_1718_T1)

A importância de olhar para o aluno como um todo vai ser debatida em Leiria

Olhar para a criança como um todo é o desafio que se coloca aos educadores de infância e aos professores. A visão holística da educação é um dos temas a abordar no sábado no encontro organizado pela Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI), em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria.

Esta abordagem educativa "entende a criança como um todo", informa Lúcia Magueta, coordenadora do curso de Educação Básica da ESECS, acrescentando que "os professores trabalham os alunos dentro desse entendimento, considerando as experiências vividas, os aspetos físicos, cognitivos, emocionais e a sua identidade".

Lúcia Magueta defende que se deve "considerar a preparação dos alunos, os seus interesses e o seu perfil de aprendizagem para se poder fazer a diferenciação pedagógica e construir com cada aluno um percurso de aprendizagem".

"O trabalho dos professores não é muito fácil, sobretudo se tiverem uma preocupação de diferenciação pedagógica atendendo a todos os alunos que têm na sua sala, olhando-os como indivíduos singulares que têm experiências e interesses próprios e diferentes níveis de preparação", reconhece a docente doutorada em Educação. Por isso, a abordagem holística vai "colocar o professor num canal de comunicação com os alunos, o que os pode motivar para o sucesso e para a aprendizagem".

"O fim último é proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que sejam significativas para eles e que lhes permitam ampliar o conhecimento acerca daquilo que os rodeia. Quando olhamos à nossa volta, aquilo que constitui o meio que nos rodeia não está separado. Vemos as áreas de conhecimento a comungarem todas juntas para conseguirmos compreender o que se passa", explica Lúcia Magueta.

A docente lembra que o "fim último da educação é preparar os alunos para lhes proporcionar boas experiências de aprendizagem e motivação, para que sintam que têm um papel importante enquanto membros da sociedade, que vão poder contribuir para que esta sociedade evolua e que quanto mais conhecimento têm mais preparados para o futuro estão para construírem um projeto de vida".

A educação holística "também privilegia muito as relações interpessoais e o modo como se pode crescer na relação com os outros", salvaguarda. "Os professores ou educadores ao posicionarem o seu trabalho nesta visão da educação vão estruturar o seu pensamento pedagógico para a ação. O currículo pode ser desenvolvido sempre tendo em conta o aluno como um todo e com base nas suas experiências anteriores", insiste.

Sob o tema "O currículo na Educação Pré-Escolar", profissionais e académicos vão participar no 1.º Encontro Regional de Leiria, no sábado, a partir das 9h15, na ESECS, para debater as abordagens multidisciplinares da educação pré-escolar.

Fonte: Público

Montanha-Russa, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e com Audiodescrição

No dia 18 de março, às 16h, Montanha-Russa, de Inês Barahona e Miguel Fragata, contará com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e com Audiodescrição.

Esta será uma sessão descontraída, que decorre numa atmosfera mais acolhedora e com regras mais tolerantes no que respeita ao barulho e movimento na plateia, destinada a todas as famílias que prefiram um ambiente mais descontraído, ou que dele beneficiem, como por exemplo, famílias com elementos com défice de atenção, com deficiência intelectual, com condições do espectro autista ou com deficiências sensoriais, sociais ou de comunicação.

Montanha-Russa é um espetáculo em que o teatro e a música disputam o palco, desafiando as convenções do "teatro musical", como quem desafia as leis da gravidade num loop. Mergulha vertiginosamente na adolescência, retira-a dos lugares-comuns e procura aproximá-la da dimensão da intimidade. Montanha-Russa é o diário deixado em cima da mesa, o diário destilado nas redes sociais, ou o diário perigosamente transportado para o liceu: uma intimidade a gritar "leiam-me!”, uma geração a querer fazer-se ouvir, ao som da música.

Aconselhamos a reserva prévia de lugares, através do e-mail relacoesexternas@tndm.pt. Condições especiais na aquisição de bilhetes. Consulte o nosso preçário. 


Recebido por correio eletrónico

quarta-feira, 7 de março de 2018

Criação do grupo de recrutamento da língua gestual portuguesa (LGP)

O Decreto-Lei n.º 16/2018, de 7 de março, cria o grupo de recrutamento da Língua Gestual Portuguesa e aprova as condições de acesso dos docentes da Língua Gestual Portuguesa ao concurso externo de seleção e recrutamento do pessoal docente.
Constitui habilitação profissional para o grupo 360 a titularidade do grau de mestre em LGP. São candidatos ao concurso externo para o ano 2018/2019 os técnicos especializados com habilitação científica adequada em LGP que tenham exercido funções no ano letivo 2017/2018 em agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública do Ministério da Educação.

terça-feira, 6 de março de 2018

Fumo Negro?


Não é preciso relembrar o calendário que nos trouxe até aqui no que respeita a dispor de um novo diploma que organize as respostas que são necessárias para que a escola possa acolher todos os alunos e em particular aqueles que têm condições de dificuldades. É um processo que se inicia com a consulta pública de 4 de julho de 2017 e que prossegue ainda hoje, dia 5 de março de 2018. 

A publicação de uma nova lei suscitou fundadas expectativas. Estas expectativas prendem-se com dois aspetos: antes de mais o processo de auscultação e de discussão pública que permitisse um maior alargamento da base de decisão e influência sobre esta lei; por outro lado, esperava-se que esta lei permitisse um avanço mais decisivo na construção de uma “escola para todos e para cada um” assinalando um maior esforço – talvez uma nova etapa – no aprofundamento do percurso inclusivo das escolas. 

O texto que foi dado a conhecer para discussão pública, cumpriu, na minha perspetiva, estes dois desideratos e no seguimento das numerosas sugestões que foram feitas para a sua melhoria, criou fundadas esperanças que iria influenciar a curto prazo a organização inclusiva das escolas. Sabemos que nem tudo se resolverá com uma nova lei, mas, o certo é que estas expectativas têm um papel determinante na motivação, no compromisso de virar uma nova página e inspirar novas formas de atuação. Desvalorizar este efeito sobre as comunidades educativas seria um erro. 

O certo é que não temos ainda lei publicada. E está a fazer falta. Criou-se a expectativa e agora começa a crescer um certo desapontamento. Por todo o país as ações de formação e de informação que se solicitam é sobre “a nova lei”. Tanta e tão grande expectativa rompe a ideia de continuidade de um documento que digeriu as propostas que foram feitas e que naturalmente lhes deu resposta. Aquilo que sido apresentado como sequencial: publicação da lei, seguida de ações de formação sobre a implementação e clarificação das alterações que ela implicava, acabou por ser não sequencial. Temos agora a decorrer estas ações de formação sem que a lei tenha sido publicada. 

A Pró–Inclusão está preocupada com este atraso e com este descompasso e na mesma lógica colaborativa que temos tido com a Tutela, apelamos uma vez mais para que todo este processo seja clarificado, que seja feita uma informação sobre o que se está a passar e o que se planeia para que os professores sejam tratados - até ao fim deste processo – como parceiros válidos, conscientes, construtivos e conhecedores. Aqui fica o apelo. 

David Rodrigues

Editorial da Newsletter n.º 115, março2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

Neurocientistas viram em direto o cérebro a aprender

Equipa de Rui Costa desvendou o processo neuronal. Descoberta pode ajudar no futuro pessoas com perturbações obsessivo-compulsivas e de adição.

É uma situação familiar: aprendemos a jogar um jogo de vídeo, por exemplo, e há uma sensação de satisfação à medida que vamos evoluindo naquilo. O cérebro funciona assim mesmo: retira prazer do simples facto de aprender coisas novas e é por isso que tendemos a repetir a as ações que nos levam até lá. Já se sabia que era assim, e a psicologia até lhe deu um nome - é o princípio de Thorndike, segundo o qual as ações que produzem reforços positivos são repetidas mais vezes. Agora um grupo de neurocientistas, que inclui o português Rui Costa, da Fundação Champalimaud, deu mais um passo e conseguiu ver isto pela primeira vez a acontecer no cérebro de ratinhos.

A equipa observou este tipo de padrões neuronais em ação, numa situação de aprendizagem por repetição, e verificou que há ao mesmo tempo a libertação, por parte dos neurónios, de uma substância chamada dopamina, também chamada a hormona da recompensa, porque induz no cérebro uma sensação de prazer, ou recompensa.

"Não é segredo para ninguém que temos prazer em fazer coisas das quais gostamos, como jogar o nosso jogo de vídeo favorito", diz Rui Costa, citado num comunicado da Fundação Champalimaud. Os resultados do estudo, que são hoje publicados na revista Science, "revelam que o cérebro aprende a selecionar os padrões de atividade que produzem sensações de bem-estar e que se remodela para reproduzir esses padrões de forma mais eficiente", sublinha o neurocientista.

No anterior trabalho da equipa, já emergia esta tendência. Como explica outro dos autores, José Carmena, da Universidade da Califórnia, já se tinha observado, "através de um modelo de interface cérebro-máquina, que os padrões de atividade neural que levam a uma recompensa são repetidos mais vezes", explica José Carmena.

No trabalho que publicam (...), os investigadores mostram como conseguir reproduzir estes padrões neurais de repetição, associando uma determinada sequência de sons musicais à administração de dopamina nos ratinhos.

Os novos dados podem "permitir explicar como funciona a aprendizagem por repetição", diz Rui Costa, mas não é tudo. Para o neurocientista, isto poderá trazer também uma nova luz e uma nova abordagem aos comportamentos obsessivo-compulsivos (anormalmente repetitivos) ou de adição, "em que o circuito de feedback que liga a ação à recompensa fica descontrolado". A equipa já está, por isso, a trabalhar nesse sentido, diz Rui Costa, especificamente no desenvolvimento "de um programa de computador que possa ajudar a treinar o cérebro para diminuir a frequência de padrões repetitivos", quando eles estão descontrolados.

Fonte: DN por indicação de Livresco

domingo, 4 de março de 2018

Rastreios auditivos em idade pré-escolar são fundamentais

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde, do Politécnico de Coimbra, tem o curso de Audiologia desde 1993, e tem realizado rastreios um pouco por todo o país, desde 2004.

Começaram em Lisboa, mas já chegaram, por exemplo, a Bragança. Hoje, os alunos do curso superior de Audiologia estão a realizar rastreios em Campo Maior.

Estes rastreios só são possíveis com a prática que adquirem nos laboratórios (...).

Margarida Serrano, professora no curso de Audiologia, fala-nos num dos dois laboratórios equipados que permitem aos alunos formação prática na área, que serve de base aos rastreios que fazem sobretudo no pré-escolar e no ensino básico.

A professora de Audiologia Margarida Serrano explica porque é fundamental rastrear as crianças com 5 e 6 anos: "sabemos que os nossos exames indicam patologias, podem ser infeções e temos essencialmente as chamadas otites, algumas vezes "mudas" e não dizem nada, passando a criança por distraída ou por irrequieta, ou muito irrequieta", explica. Problemas que são detetados pelos exames efetuados por um Audiologista.

Os especialistas alertam ainda para as perdas de audição que se vão acumulando ao longo da vida, e ainda deixam outros dois conselhos: há medicação que lesiona os ouvidos, e cuidado com o volume dos fones ou do rádio ao ouvir esta reportagem.

Outra das áreas em que atua um Audiologista e porque está relacionado com o ouvido é na vertigem: atuam na deteção e na resolução do problema.

Fonte: TSF por indicação de Livresco

sábado, 3 de março de 2018

Número de alunos com necessidades especiais continua a subir

O número de alunos do ensino básico e secundário com Necessidades Educativas Especiais (NEE) voltou a aumentar neste ano letivo, passando de 81.672, em 2016/2017, para 87.081, em 2017/2018, indicam dados preliminares divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Este aumento de 6,6% é superior ao registado no ano anterior (4%), o que se deve, sobretudo, a uma maior subida do número de alunos do ensino básico identificados como tendo NEE. Entre 2015/2016 e 2016/2017 a variação neste grupo foi de 3%, enquanto a registada em 2017/2018 por comparação ao ano anterior foi de 5,1%. Por lei considera-se que um aluno tem NEE quando apresenta dificuldades significativas de comunicação, de aprendizagem e participação, entre outras.

O número de alunos com NEE começou a aumentar significativamente com o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Antes estes estudantes abandonavam, geralmente, a escola antes de chegarem ao ensino secundário.

O primeiro grupo de alunos abrangido pela nova escolaridade obrigatória chegou ao ensino secundário em 2012/2013. Nesse ano o número de crianças e jovens com NEE neste nível de ensino (5426) quase duplicou em relação ao registado em 2010/2011 (2997). Atualmente existem 15.015 alunos sinalizados no secundário, o que representa um aumento de 14,8% por comparação a 2016/2017.

Também o número de professores afetos [à educação] especial, que têm por missão acompanhar aqueles jovens, voltou a aumentar neste ano letivo (de 7264 para 7518). Já o número de técnicos que trabalham com alunos NEE diminuiu: de 1141 para 1016. Entre estes técnicos há, por exemplo, psicólogos, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais. Apesar de o seu número ter diminuído, há mais horas mensais de trabalho registadas para estes profissionais. Serão 63.418 quando, no ano letivo anterior, com mais técnicos no ativo nas escolas, tinham sido 51.333.

Currículo específico individual

Os dados da DGEEC confirmam também a tendência de decréscimo na aplicação do chamado currículo específico individual, que é a medida para os casos mais severos de NEE, prevendo a adaptação do currículo às características e necessidades de cada aluno, substituindo as competências definidas para esse nível de ensino. Num ano o número de alunos a quem foi determinada esta medida desceu de 12.994 para 12.563.

O currículo específico individual já não consta aliás das medidas previstas na revisão da legislação sobre necessidades educativas especiais. Um dos problemas identificados quando se aplica esta medida tem a ver com o facto de esta ser fortemente condicionadora quanto ao futuro destes alunos. Os alunos podem concluir a escolaridade obrigatória sem realizarem exames, porque as suas limitações os impedem de fazer estas provas, mas esta possibilidade faz com que fiquem excluídos logo à partida do ensino superior. Vários especialistas têm alertado que estas possibilidades têm sido aplicadas a crianças e jovens que não necessitavam delas.

Fonte: Público por indicação de Livresco

sexta-feira, 2 de março de 2018

Congresso «A Aprendizagem quando nasce é para todos…»


O Agrupamento de Escolas de Nelas e o Centro de Formação EduFor convidam professores, pais e restante comunidade educativa a participar no Congresso «A Aprendizagem quando nasce é para todos…», que tem como enfoque a aprendizagem ao longo da Curva de Gauss.

O Congresso está acreditado (12 horas) para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores de Educação Especial na Área de Formação B - Prática pedagógica e didática na docência. Os participantes que não desejem acreditação terão um certificado de participação.


Visite o site de divulgação do Congresso: https://mfffalmeida1.wixsite.com/congressopicstem

quinta-feira, 1 de março de 2018

Curso de formação: Curadoria para a Infância: Da Infância para Todos

A Direção-Geral de Educação, através da Equipa de Educação Artística vai levar a efeito o curso de formação Curadoria para a Infância: Da Infância para Todos.
Destinatários da ação: Educadores de Infância, Professores Ensino Básico e Ensino Secundário e Educação Especial
Objetivos: O curso visa:
  • Dotar os docentes de conhecimentos sobre os processos de conceção, organização e montagem de uma exposição;
  • Conceber de uma exposição de objetos – memórias.
Local de realização: Museu Coleção Berardo
Início da formação: 12 de março de 2018
Sessões: 2ª e 4ª (das 17h às 19h)
12, 14, 19 e 21 março
9, 11, 16, 18, 23 e 30 de abril
2 e 4 de maio
Exposição: 5 e 6 de maio
Duração: 25 horas
Registo de acreditação: CCPFC/ ACC-91197/17
Aceda aqui ao Formulário de Pré-inscrição.
Para quaisquer esclarecimentos contactar para 21 393 4624 / 21 393 4579 ou através do email: educacaoartistica.eea@dge.mec.pt