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quinta-feira, 2 de julho de 2015

No tempo das reguadas

Alunos de 14 e 15 anos entrevistaram os seus avós e ficaram a saber como era a escola primária de outros tempos. Dos 52 testemunhos, maioritariamente femininos, resultou o livro No Tempo da Escola das Nossas Avós (edição da Estuário Publicações). Um projeto que envolveu 90 alunos de 9.º ano e seis professores de História da Escola Secundária D. João II, de Setúbal.

“Era obrigatório ir à escola?”, “que matérias estudavam?”, “que acontecia quando se portavam mal?”, “como eram as salas de aula?”, “como iam para a escola?”, estas foram algumas das perguntas que os alunos fizeram às suas avós, que durante o Estado Novo (1930-1974) teriam entre seis e 12 anos.

“Queremos que os alunos se sintam historiadores. Aprendam a pesquisar, investigar, compilar. A melhor maneira de aprender é fazer, e os miúdos percebem imediatamente o essencial”, diz (...) Jaime Pinho, coautor do texto e coordenador do projeto em conjunto com Alberto Lopes, ambos professores de História. Este último sublinhou, durante a apresentação do livro, num fim de tarde de domingo numa esplanada em Setúbal, “o prazer de participar num trabalho coletivo estimulante, que contribuiu para o conhecimento da comunidade e contou com o empenho de todos os professores de História”.

Um dos testemunhos recolhidos: “(…) A professora tinha, no canto da sala, uma cana-da-índia que era muito comprida e dura. Servia-se dela para nos bater nas mãos.” Outro: “Tinha uma régua que era de cinco olhos… e tinha um, dois, três, quatro buracos e outro no meio, cinco. Era redonda, apanhava a mão toda.” Outro ainda: “Éramos castigados por qualquer coisa. Se fizéssemos algum mal, ficávamos 10 minutos virados para a parede. Se fosse algo de grave, davam-nos reguadas, ou então uma chapada e não se podia fazer queixa aos pais, pois eles eram da opinião de que se o professor bateu ou castigou era porque tinha motivos.”

As respostas às entrevistas foram trabalhadas pelos docentes, dando origem a um texto coletivo organizado segundo alguns temas: Ambiente escolar, Métodos de ensino, Instrumentos de trabalho/tempos livres, Castigos, Relação escola/pais, Higiene, Diferenças de género, O primeiro dia de aulas, Instalações, Divertimentos, Trabalho infantil, Sociedade.

Título recusado
O título do livro foi alvo de discussão, e a proposta inicial (de que nos apropriámos para este artigo, No Tempo das Reguadas) não agradou aos alunos. Argumento: “As nossas avós não falaram só disso.” Os professores aperceberam-se de que os jovens não queriam um título “pela negativa”, respeitaram a vontade deles e escolheram outro, “mais neutro”.

No entender dos jovens historiadores em formação houve respostas positivas que interessava divulgar, como esta: “(…) Lembro-me de que a minha mãe me fez duas tranças e eu ia muito vaidosa com a minha mala nova, toda contente para a escola.” E esta: “Era uma alegria juntarmo-nos todos.” Ou mesmo esta, que descreve tão-só as aprendizagens: “1.ª classe, aprendi o abecedário, a ler e a escrever; 2.ª classe, aprendi a contar, fazer contas de somar, dividir, subtrair e de multiplicar e aprofundei a Língua Portuguesa; 3.ª classe, aprendi a resolver os problemas e a estudar pelo caderno de verbos. Na 4.ª classe, comecei a aprender Geografia, História e Ciências. A Língua Portuguesa e a Matemática tornaram-se mais complicadas.”

Também no livro se fala da solidariedade de alguns professores: “Para os que tinham maiores dificuldades económicas, o lanche era escasso e, por vezes, partilhavam o que a professora trazia.” E das brincadeiras: “Os recreios eram pátios de terra batida. (…) jogávamos ao mata, à calha (macaca), fazíamos rodas, cantávamos, conversávamos umas com as outras, saltávamos à corda e ríamos. Assim eram os nossos recreios.”

Nas ex-colónias, rapazes e raparigas brincavam juntos: “O recreio era um campo e brincávamos ali uns com os outros e juntávamo-nos aos rapazes.” Em Portugal, “os meninos e meninas estavam geralmente separados”. Tinham salas e horários diferentes.

Há descrições das salas de aula: “As paredes eram pintadas a cal e não havia aquecedores e muito menos ar condicionado. Quando chovia, passava muito frio ou então nem ia à escola porque não tinha roupa quente”; “numa das áreas da sala estavam duas fotografias, uma delas do Chefe de Estado Craveiro Lopes. Havia também uma cruz (…), cadeiras de madeira”.

Há relatos das férias: “As férias eram a trabalhar. Comecei a trabalhar com dez anos de idade. Agora há muitas férias, mas antes não havia.”

Há recordações dos caminhos até à escola: “Na província, íamos a pé para a escola. Chegava-se a andar 5km. Morava nos montes e não tinha companhia”; “o meu transporte era uma carroça e percorria em média 2km”.

Há informações sobre o abandono escolar: “A maioria abandonava a escola no final do 4.º ano”; “os pais podiam precisar que os filhos trabalhassem”.

Origens alentejanas e africanas
A Escola D. João II situa-se no limite urbano da cidade de Setúbal (bairro da Camarinha) e acolhe 1100 alunos (do 7.º ao 12.º ano) de famílias de classe média/baixa, muito diversificadas. Umas vivem em meio rural, outras são inteiramente urbanas e algumas têm origem africana, resume Jaime Pinho. Mas o Alentejo é uma das geografias mais presentes nas avós entrevistadas, daí o subtítulo do livro: Setúbal, Alentejo/ Estado Novo.

A grande dificuldade em encontrar fotos daquela região e daquele tempo fez com que se optasse por usar imagens de Américo Ribeiro (1906-1992), conhecido como “o fotógrafo de Setúbal”. Paulo Curto Baptista, responsável pela escolha das fotos e pelo design da obra, deu-nos conta dos seus critérios: “Foquei-me nos temas gerais do livro e, dentro do que pesquisei no Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro [da Câmara Municipal de Setúbal], escolhi as imagens que tinham melhor composição e expressividade. Mas não há ligação direta com as pessoas entrevistadas.” O designer assume ainda: “Fugi daquelas fotos cheias de 'burguesinhos'. Não espelham de todo a comunidade que aqui se queria retratar.”

Quem muito se orgulha sempre que sai um livro com imagens de Américo Ribeiro é Isabel Almeida, sobrinha e “afilhada de batismo e casamento” do fotógrafo. “Ele foi ter connosco à África do Sul para ser nosso padrinho de casamento”, diz (...), num pequeno compartimento que serve de escritório a uma mercearia tradicional, que explora com o marido, José Almeida, num bairro histórico da cidade (Fonte Nova).

A sobrinha do fotógrafo lembra como ele “gostava muito de viajar” e lamenta ter deitado “fora muitos negativos”, já que, na altura da sua morte, “não tinha noção da importância do que ali podia estar”. No entanto, guardou “alguns slides e duas máquinas fotográficas”. Sobre a simpatia ou não de Américo Ribeiro relativamente ao regime de então, diz nada saber. “O que sei é que ele trabalhava para a Câmara de Setúbal e para vários jornais: Setubalense,Diário de Notícias, Bola, Século. Assim que havia algum acontecimento importante, era o primeiro a ser chamado.”

Na ficha técnica do livro, escreve-se sobre Américo Ribeiro: “Fotógrafo profissional com loja no centro da cidade, respondia também a pedidos de reportagens fotográficas sobre eventos organizados pelo regime da época.”

O sonho de Alexandre Herculano
No Tempo da Escola das Nossas Avós – Setúbal, Alentejo/Estado Novo é o quinto livro que a Escola Secundária D. João II edita, contando sempre com a confiança e apoio da direção da escola e seguindo invariavelmente o método de escutar de viva voz a experiência dos mais velhos. A segunda edição já está garantida, tendo a primeira, de mil exemplares, esgotado por estes dias (o livro custa cinco euros, está à venda em livrarias e papelarias da cidade e pode ser encomendado através da escola).

O primeiro projeto data de 1986 e teve como título A Vida e o Trabalho em Setúbal no Tempo dos Nossos Avós. O que mais sucesso de vendas obteve foi Quando a Tróia Era do Povo, em 2009 (5200 exemplares), que “beneficiou” de um contexto em que houve alterações na travessia do Sado e em que os cidadãos estavam apreensivos com as mudanças na península de Tróia.

Num outro livro, de 1993, Entre Urzes e Camarinhas – As Festas da Arrábida e de Tróia, José Mattoso escreveu, na Introdução: “(…) Ocorre-me a esse respeito que [Alexandre] Herculano sonhou um dia escrever, em vez da história dos reis de Portugal, como se fazia até ao seu tempo, a história do povo português. Não sabia como. (...) Para poder escrever a história do povo português, teria de utilizar elementos do género dos que, neste livro, bem mais modesto do que o dele, afinal, se recolhem. A verdade é que ninguém depois de Herculano conseguiu realizar o seu sonho. Com dados como os que aqui se apresentam, talvez isso venha um dia a ser possível.”

Quando se fala deste elogio de José Mattoso, o professor Jaime Pinho fica entre o orgulhoso e o constrangido, mas reforça a ideia de que “é preciso fazer a história das pessoas, do povo e não apenas e sempre a história do poder", lembra ainda que "as escolas têm um potencial enorme para o realizar, com tanta energia jovem e com uma grande concentração de professores de várias áreas do conhecimento, permitindo a interdisciplinaridade”. O que o investigador mais gostava era que outros colegas aplicassem o guião da entrevista semidirigida publicada no final do livro nas comunidades das suas escolas. Com ou sem adaptações.

Não foge às reflexões teóricas e críticas sobre a História baseada na oralidade, está consciente de que o afeto entre entrevistado e entrevistador pode enriquecer a informação transmitida, dando-lhe um cariz mais próximo e verdadeiro, mas sabe também que o mesmo pode aumentar a fantasia de quem relata. “Os avós podem querer agradar ou impressionar os netos.” Por isso, foi pedido aos alunos que transcrevessem os diálogos na totalidade, cabendo aos professores aferir e validar – aliando as ferramentas próprias das ciências sociais às suas experiências de investigação – a informação que poderia entrar neste retrato de época, de região e de comunidade.

Uma certeza Jaime Pinho tem: “Estes projetos deixam marcas positivas nos alunos, nos professores, nas famílias e na cidade.” E não quer deixar de estudar as vivências de “quem ainda as pode contar na primeira pessoa”. Por isso, na tal apresentação de fim de tarde, invocou a ideia de que, “quando morre um velho, é uma biblioteca que arde”. Mesmo que esse velho jamais tenha lido um livro. 


No Tempo da Escola das Nossas Avós – Setúbal, Alentejo/Estado Novo
Textos: Alberto Lopes, Elisabete Isidoro, Natércia Gouveia, Jaime Pinho, Sara Pereira, Susana Nogueira
Coordenação: Alberto Lopes, Jaime Pinho
Design: Paulo Curto Baptista
Edição: Estuário Publicações
132 págs., 5€

Fonte: Público

terça-feira, 31 de março de 2015

Escola de Pais.NEE


A Associação Leque promove Formação Parental para famílias, técnicos e comunidade no âmbito da deficiência e também Formação de Formadores. Com a experiência da formação foi editado o livro Escola de Pais.NEE - Edições Pedago.


sábado, 21 de março de 2015

Vinte e quatro escolas premiadas por terem boas práticas de integração

A voz do rapper Boss AC ecoou na sala do Centro Ismaili de Lisboa trazida pelo Agrupamento de Escolas de Santo António, Barreiro - “Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta/É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta”.

A música Alguém me Ouviu foi assim a escolhida para acompanhar o vídeo onde aquele agrupamento mostra alguma algumas das atividades que o levaram nesta sexta-feira a ser um dos 24 premiados com o chamado selo de escola intercultural, outorgado pela Direção-Geral da Educação e pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM), com o apoio da Fundação Aga Khan, para distinguir boas práticas de integração e promoção da diversidade.

Esta foi a terceira edição da iniciativa, a que concorreram 36 escolas e agrupamentos. Para Luís Souta, da Escola Superior de Educação de Setúbal, um dos oradores na sessão de entrega dos prémios, este número é revelador de como “a educação multicultural continua a ser uma prática pouco generalizada”. 

No ano letivo de 2012/2013 estavam matriculados nas escolas básicas e secundárias 46.338 alunos de nacionalidade estrangeira. Nesse ano letivo a taxa de retenção entre os alunos estrangeiros situou-se em 24,9%, 12 pontos percentuais acima da registada entre os estudantes portugueses.

Nos testes PISA de 2012, organizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico para aferir a literacia dos alunos de 15 anos, constatou-se “uma redução das desvantagens entre alunos estrangeiros e portugueses”, destacou o alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado. Que também lembrou dados apresentados em dezembro no estudo A Imigração em Números e que merecem, frisou, “uma maior reflexão”. Por exemplo o facto de em “algumas nacionalidades as diferenças nas taxas de retenção, por comparação aos alunos portugueses, serem superiores a 30 pontos percentuais”. É o que se passa entre os estudantes indianos e paquistaneses.

Com a atribuição do selo escola intercultural pretende-se, entre outros objetivos, “distinguir e reconhecer publicamente as escolas que implementam estratégias e ações concretas de promoção da igualdade de oportunidades e do sucesso escolar de todos os alunos”. A escola secundária da Amora, no Seixal, foi premiada pela segunda vez. “Não excluímos alunos”, justifica o seu diretor, Simão Cadete, que lembrou o facto de a sua escola estar entre as que mais reduziram o risco de abandono.

No ano letivo passado, segundo dados do Ministério da Educação e Ciência, foi a que registou a segunda maior descida, passando de uma taxa de abandono escolar de 10,9% para 1%. “A falar criamos pontes” é um dos lemas desta escola da margem Sul do Tejo. Onde se localizam também os agrupamentos do Barreiro e do Monte da Caparica, também distinguido nesta sexta-feira. Estes dois têm em comum ainda o facto de estarem integrados nos chamados Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, localizados em zonas com graves carências socioeconómicas, onde o risco de abando escolar é maior. 

Entre as escolas distinguidas nesta sexta-feira figuram também a Academia Musical de Lagos, os agrupamentos do Carregado, José Leite Vasconcelos, Tarouca, D. Afonso III, Faro, Dr. Francisco Sanches, Braga, também integrado nos TEIP, Viseu, as escolas Secundária António Sérgio, Vila Nova de Gaia, e Frei Rosa Viterbo, Satão, a Escola Profissional de Aveiro, o Real Colégio de Portugal, Lisboa, o Externato Jardim Infantil Torrinha, Lagos, e o Jardim Escola João de Deus, Leiria, entre outras.

Fonte: Público

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vila Real implementa projeto-piloto nas escolas para reforçar aprendizagem

O projeto arranca no dia 2 de março e envolve quatro docentes, que estavam desempregados e foram contratados pelo município ao abrigo de um protocolo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

“Queremos que sejam atividades educativas e ao mesmo tempo queremos reforçar a aprendizagem dos alunos”, afirmou hoje, em conferência de imprensa, o vereador da Câmara de Vila Real José Maria Magalhães.

“A Escolar” vai intervir em contexto de sala de aula, onde a equipa do município vai trabalhar em articulação com os professores titulares, depois também no período pós-escolar, no âmbito dos serviços de apoio à família, e nas interrupções letivas, como as férias da Páscoa e do verão.

O técnico da autarquia Alexandre Favaios explicou que, com este projeto, vão ser desenvolvidas e aprofundadas, de forma lúdica, quatro temáticas, nomeadamente: património local, a educação para a saúde, ciência na escola e educação para a cidadania e valores.

Nesta primeira fase, “A Escolar” vai atingir, nas salas de aula, 52 turmas e 1105 alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico, com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos.

No âmbito dos serviços de apoio à família, que vão decorrer entre as 16:00 e 19:00, a intervenção vai ocorrer em 10 escolas e chegar a 225 alunos também do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico.

Os meninos estudam nos agrupamentos escolares Diogo Cão e Morgado Mateus. Alexandre Favaios referiu que, para além de serem abordados aspetos teóricos, o projeto vai proporcionar também experiências às crianças, tanto a nível da ciência como de visitas ao património histórico de Vila Real, como a Torre de Quintela ou a Sé, bem como dar a conhecer o património gastronómico como os tradicionais covilhetes, as cristas, pitos ou ganchas. Ao nível da saúde serão abordados temas como a higiene oral ou a educação sexual, num trabalho que será feito em colaboração com as equipas das unidades de saúde familiares do concelho.

Questionado sobre este projeto, que pode ser um primeiro passo para a municipalização do ensino no concelho, o vereador José Maria Magalhães fez questão de afirmar que o município “não possui ainda uma posição definida” sobre esta temática e que “A Escolar” é um exemplo do trabalho de parceria que pode ser desenvolvido entre as instituições.

Fonte: Educare por indicação de Livresco

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P. 2015

O prazo para apresentação de candidaturas ao Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P. 2015, decorre de14 de janeiro a 13 de fevereiro de 2015.

Pode ser consultado o documento Regulamento 2015 - esclarecimentos em que disponibilizamos informação adicional acerca do regulamento. 

O processo de candidatura ao Programa de Financiamento é realizado exclusivamente através da plataforma web e implica:

Efetuar a candidatura on-line, através da plataforma web disponível no link: https://www.seg-social.pt/app/inr/ong/
Aceder à plataforma web colocando o NISS e password da Segurança Social, seguindo as instruçõesdisponibilizadas;
Preencher a Caracterização da Instituição e os dados solicitados;
Preencher e anexar o Formulário de Candidatura, em pdf seguindo as instruções disponibilizadas.

Nota: Para preencher o Formulário de Candidatura é necessária a versão XI do programa Adobe Reader. Caso não disponha desta versão, pode descarregá-la gratuitamente, em http://get.adobe.com/br/reader/ e seguir as instruçõesdisponibilizadas.

Consulte toda a documentação relativa à formalização e instrução do processo de candidatura, bem como as instruções de preenchimento, disponível abaixo.

Documentos disponíveis para descarregar:

Regulamento 2015 – texto integral (pdf)
Regulamento 2015 – texto integral (word)
Regulamento 2015 - esclarecimentos
Deliberação CD de 8_Jan - áreas e limites
Formulário de candidatura (modelo em pdf)
Anexo 1 - Declaração DOCS atualizados - artº6
Anexo 2 - Declaração ACEITAÇÃO do financiamento - artº10 e 11
Anexo 3 - Declaração DATA INÍCIO projeto - artº11
Anexo 4 - Declaração BOA UTILIZAÇÃO do financiamento - artº11
Anexo 5 - Declaração CONCLUSÃO até 31 dez - artº10 e 11
Anexo 6 - Modelo de CARIMBO - artº13 

Instruções
Candidatura online - Instruções de Preenchimento
Formulário de Candidatura - Instruções de Preenchimento
Instalação Adobe Reader XI (11 0) - Instruções
Envio da documentação - art 6º - Instruções

Fonte: INR

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Palmela debate estratégias para crianças e jovens em risco

“Definir uma linha comum de intervenção, de modo a aproveitar a experiência de cada um” e “encontrar o melhor caminho para orientar as crianças e jovens em situação vulnerável” é o objetivo do encontro que se vai realizar em Palmela no próximo dia 9 de janeiro. Ricardo Martinez coordenador de projetos na associação Questão de Equilíbrio, explica que vai ser uma oportunidade para mostrar “aquilo que tem sido a prática de organizações de quatro países europeus”, no que diz respeito à inserção de crianças e jovens em situação de risco social.

Esta associação está a “coordenar dois projetos a nível europeu”, sendo um deles o projeto Escola da Floresta que decorre de 2014 a 2016 “tendo como objetivo formar professores da escola secundária de Palmela” que, por vezes, “têm dificuldade em integrar os jovens na escola”, devido “às suas vivências, hábitos” e “percursos”, que “fogem ao normal funcionamento da sociedade”. O coordenador do projeto recorda que os “docentes não foram formados para lidar com este tipo de alunos”, sendo a “formação dos professores indispensável para a alteração de comportamento” e “aproveitamento dos alunos” e “consequentemente para o bom funcionamento do estabelecimento de ensino”.

Já o segundo projeto europeu Atividades de Risco e Pedagogia Institucional (ARPI), que decorre em Palmela e em Setúbal, “procura envolver os técnicos” e os “jovens num mesmo espaço”, realizando-se “um trabalho prático com os jovens”, realça Ricardo Martinez. Este projeto começou em 2010 e acontece até Março de 2015, tendo como“parceiros instituições que trabalham a temática dos jovens e crianças em risco social”, como de “Itália, da Alemanha, de Espanha” e de “França”, informa o coordenador.

As crianças e jovens envolvidas nestes projetos “são do distrito de Setúbal” e as“atividades realizadas localizam-se dentro” e “fora do distrito, consoante o objetivo de cada ação”, explica Ricardo Martinez. O coordenador sublinha que “ambos os projetos pretendem dar formação aos técnicos de instituições” e de“estabelecimentos de ensino que trabalham diretamente com as crianças e jovens em risco”, de modo a que “possam orientá-los no seu percurso escolar” e“pessoal”. O projeto ARPI é financiado pelo programa Leonardo da Vinci e o projeto Escola da Floresta é financiado pelo programa Eramus+, que é dedicado à educação e formação.

Fonte: Setúbal na Rede por indicação de Livresco

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Opus Tutti: um projeto artístico para a infância

“O objetivo da educação é dotar as pessoas com instrumentos de construção de felicidade para a vida.” A frase do escritor António Lobo Antunes, dita numa conferência na Gulbenkian, foi o ponto de partida. O motivo de inspiração que conduziria à criação do Opus Tutti, um projecto artístico e educativo construído a pensar na infância. A Companhia de Música Teatral e o Laboratório de Música e Comunicação na Infância do CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa decidiram propor algo novo ao Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian. Ouviu-se um sim e assim surgiu um projeto com raízes artísticas para espicaçar os mais pequenos em várias vertentes: emocionais, afetivas, intelectuais, cognitivas, espirituais, sensoriais, motores. Opus Tutti nasceu para intervir na comunidade através da arte. 

“Construir raízes para melhorar os cuidados na infância”, descreve Helena Rodrigues, responsável pelo projeto. E muito foi feito. Formação de profissionais, de educadores de infância. Workshops para famílias, mais experiências musicais participativas, um conjunto de peças músico-teatrais, atividades em que se juntaram crianças mais velhas com bebés. E assim surgiu “uma série de boas práticas para a infância”. Helena Rodrigues salienta a importância da formação imersiva, de caráter vivencial, em que educadores e artistas se juntam para fazer música e assimilam os benefícios desse encontro, dessas músicas que são feitas em conjunto. “Nutrir artisticamente é fundamental. Estes focos de beleza, de luz, são fundamentais para crescer em sociedade”, sublinha. Opus Tutti terminou um ciclo de quatro anos, mas continua ativo para mostrar os frutos que foi recolhendo pelo caminho a mais crianças, a mais pais, a mais família, a mais educadores, a mais artistas. 

O projeto viu a luz do dia em 2011 com objetivos definidos e ansiosos por se tornarem realidade – e com o apoio financeiro da Gulbenkian, através do seu Programa de Qualificação para as Novas Gerações. Na lista de intenções estavam vários desejos. Vontade de “criar modelos e materiais de trabalho direcionados à primeira infância, numa intervenção transversal a vários agentes educativos e sociais”, vontade de “oferecer oportunidades de fruição artística e interação social de elevada qualidade”, vontade de “desenvolver modelos de formação 'imersiva' e 'implosiva' na área artística”. Assim foi, mas os primeiros passos tinham de ser consistentes. Implementou-se um estudo-piloto numa creche, trabalhando práticas culturais e educativas das famílias dos pequeninos e dos profissionais para que o Opus Tutti ganhasse consistência. 

Quatro anos, quatro fases. Germinar, enraizar, crescer e frutificar. 2011 foi o ano de germinar, ou seja, de experimentar modelos de interação, de formar equipas para implementar ações originais. Foram feitos workshops para testar qual seria o melhor caminho, surgiram os espetáculos AliBaBach e Bebé PlimPlim para bebés acompanhados dos pais. Fizeram-se experiências e recolheram-se dados para refletir sobre as abordagens artísticas na primeira infância e a maneira de usar meios musicais como mediadores comunicacionais. Criaram-se materiais e estratégias e uma performance chamada Um Plácido Domingo. 

Em 2012 foi o ano de enraizar. Avançou-se com uma intervenção na creche do Centro Infantil do Roseiral, em Lisboa, para testar ideias, compreender o nível de envolvimento dos pais, sensibilizá-los e lembrar-lhes que também há um colo de cultura para dar aos filhos. Fizeram-se sessões regulares de música para os meninos e meninas da creche, ao final da tarde. Realizaram-se vários workshops de afinação do ouvir, do olhar e do brincar. No ano seguinte, em 2013, foi ano de crescer. Ideias e estratégias definidas, o trabalho com os mais pequenos, pais e profissionais continuou para que as práticas artísticas fizessem parte do quotidiano das famílias. 

2014 foi eleito o ano frutificar. Fruição, confiança e autoestima foram conceitos importantes nesta caminhada. As famílias abriram-se à cultura, envolveram-se neste processo educativo proporcionado pelo Opus Tutti e as experiências do projeto podem ser repetidas para reforçar laços comunitários e para atingir a sua própria autossustentabilidade. 

Opus Tutti teve ideias, criou materiais, promoveu encontros, realizou workshops, residências e experiências musicais em creches, jardins de infância e várias salas de espetáculos do país. Músicos, educadores, bebés, crianças, pais envolveram-se neste projeto que, neste momento, encerra um ciclo de trabalho de quatro anos com a bagagem cheia de boas práticas de intervenção na comunidade para a infância. 

É hora de mostrar os “frutos”: as intervenções feitas em espaços que acolhem bebés e crianças, as criações artísticas, o trabalho de formação. Opus Tutti teve quatro fases e está preparado para que os seus “frutos” encontrem outros territórios. “A ideia é que possam agora frutificar ou germinar noutros locais, contribuindo para o bem-estar social e a melhoria dos cuidados e da educação na infância”, referem Helena Rodrigues e Paulo Rodrigues, responsáveis pelo projeto. 

Opus Tutti encerrou o seu ciclo com o IV Encontro Internacional Arte para a Infância e Desenvolvimento Social e Humano no fim de semana que passou e que teve lugar na Gulbenkian. Na exposição “Inventário dos Frutos” contaram-se as histórias do projeto ao longo do tempo, ano a ano, do germinar ao frutificar. No encontro estiveram vários profissionais de áreas artísticas, educativas e científicas. Como Colwyn Trevarthen, um dos maiores especialistas mundiais no estudo da comunicação da infância, professor da Universidade de Edimburgo, com trabalhos desenvolvidos na área da musicalidade comunicativa dos bebés. E de Lyl Tiempo, reconhecida pedagoga, pianista, mãe de dois virtuosos pianistas, que falou sobre iniciação musical nos mais pequeninos e das alegrias de fazer música em família.

Sara R. Oliveira

Fonte: Educare

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Quando a escola pública também é um lugar de encontro com a arte

“Leão”. “Felicidade”. “Malabarismo”. Cada criança escolhe uma palavra que resuma o universo dos palhaços. Algumas repetem-se, mas há quase tantas quantos os 19 alunos desta turma. Pouco depois, em grupos de três ou quatro, fazem pequenas dramatizações a partir do mesmo mote. Veremos leões a precisar de domador, andares desengonçados. Muitas caretas. A professora é uma mulher feliz: “Sinto neles uma grande alegria por estarem a fazer isto. É como se visse as emoções a saltar”.


Ana Sofia Freitas dá aulas de expressões artísticas a estes alunos da EB1 do Alto da Bandeira, em Guimarães, desde o início do ano letivo. Tem outras quatro turmas nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) do 1.º ciclo, fruto de um projeto pioneiro da autarquia que está a levar o ensino artístico às escolas. Depois de ter sido Capital da Cultura, em 2012, e tendo em conta a diversidade e qualidade dos equipamentos culturais de a cidade dispõe, havia a “responsabilidade de levar a cultura aos alunos”, defende a vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto. Por estarem na responsabilidade direta do município, as AEC foram a “forma mais ágil” de o fazer.

O projeto chama-se Mais Dois e centra-se no teatro e na dança. Apesar de já ter havido outras iniciativas de ensino artístico em escolas públicas nacionais, esta é a primeira vez em que a iniciativa é feita tendo por base as AEC. A proposta é transformar estas atividades “em algo mais interessante do que aquilo que elas têm sido”, diz a vereadora da Educação. O objetivo do programa é duplo. Por um lado, “construir uma sensibilidade para as artes, a partir da escola” e, por outro, “construir melhores condições de aprendizagem, a partir do desenvolvimento do próprio aluno”, explica Elisabete Paiva, diretora do serviço educativo da cooperativa municipal A Oficina — a mesma estrutura que gere Centro Cultural Vila Flor e o Centro de Internacional de Artes José de Guimarães —, que é parceira desta iniciativa. “Não vamos formar artistas”, avisa. Nem as artes serão mero instrumento para melhorar os resultados escolares dos alunos.

Este é o “ano zero” do Mais Dois, assumindo um caráter de projeto-piloto que deve servir de base para um modelo de trabalho a quatro anos — e que será avaliado por uma equipa de investigadores da Universidade do Minho. Todavia, mesmo em momento de lançamento, este ano há já mais de 1600 estudantes envolvidos, o que representa cerca de um terço da população do 1.º ciclo no concelho de Guimarães, em sete dos 14 agrupamentos de escolas do concelho.

Além das aulas, o programa inclui também duas atividades ao longo do ano letivo que implicam o contacto direto dos alunos com artistas: uma saída para assistir a um espetáculo em auditório e o acolhimento de um projeto portátil — uma peça itinerante, um contador de histórias, uma oficina ou uma leitura encenada.

Ana Sofia Freitas é um dos 19 professores selecionados pela autarquia para darem aulas no âmbito do Mais Dois. Nas últimas semanas estiveram em formação com artistas como os encenadores e coreógrafos Leonor Barata e Vítor Hugo Pontes e participar em oficinas de voz, movimento e ter contacto com a história da dramaturgia. Além dos docentes contratados para as AEC, também os professores-titulares de cada uma das 81 turmas foi convidado para a formação. Quase todos responderam à chamada. Enchem a sala de reuniões da Plataforma das Artes e da Criatividade, para ouvir responsáveis de outros projetos de ensino artístico que foram acontecendo nos últimos anos em escolas nacionais.

A formação é também uma oportunidade para estimular o contacto entre os professores das turmas do 1.º ciclo e os das AEC. O Mais Dois está a tentar facilitar esta relação, permitindo o cruzamento de matérias e de abordagens metodológicas. “Nem sempre temos muito tempo para o fazer”, confessa Sónia Faria, professora titular da turma da EB1 Alto da Bandeira. “Mas com esforço e boa vontade, acabamos por conseguir coordenar algumas coisas”.

A professora titular da turma de Ana Sofia começa a perceber as primeiras consequências positivas. Os alunos mais reservados estão a ficar desinibidos. E as suas aulas rendem depois das atividades com a professora do Mais Dois: “Este jogo do faz de conta que eles fazem aqui transforma-lhes a energia em calma e estão prontos para trabalhar”.

No início da sessão, a professora das AEC convida os alunos a tirarem os sapatos, para se sentirem mais confortáveis. As crianças aproveitam o pouco atrito provocado pelas meias para deslizarem no chão da sala polivalente. É um lugar amplo, junto do refeitório da escola, onde as crianças têm espaço à sua vontade. Mas nem sempre está disponível. Nos dias de chuva, o espaço é ocupado pelas aulas de Educação Física, que ficam sem hipóteses de usar o recreio da escola. Os alunos do projecto Mais Dois têm, por isso, que permanecer dentro da sua sala de aula e o trabalho da professora fica condicionado.

“É uma escola antiga, com chão em soalho. Se o ponho a fazer movimentos as professoras das salas de baixo ou do lado não conseguem trabalhar”, explica Ana Sofia Freitas. Este é apenas um dos choques que o projeto de Guimarães tem com as limitações das escolas públicas, sejam com as condições físicas como a da EB1 Alto da Bandeira ou com as regras com que a tutela desenhou o modelo das AEC.

Os horários disponíveis para estes professores têm dimensão reduzida — a maior carga lectiva é de 12 horas semanais —, o que implica vencimentos relativamente baixos. Esse facto afastou alguns interessados, entre os quais candidatos com formação superior em Teatro e Dança. Apenas Ana Sofia Freitas, formada em Dança, e outro colega têm formação específica. Os restantes professores das AEC têm o curso de Educação Básica.

Outro problema colocar-se-á dentro de cerca de um ano: as colocações nas AEC são anuais. Nada garante, por isso, que estes professores, com a experiência que vão adquirir ao longo de um ano de trabalho e com a formação que estão agora a receber no âmbito deste programa, fiquem novamente nas escolas de Guimarães. A autarquia está ainda a estudar uma solução, que poderá passar por incluir esta experiência como fator de valorização do concurso público. Apesar de todos os constrangimentos, o Mais Dois é um compromisso para manter, “a menos que o Ministério da Educação mude as regras das AEC”, garante a vereadora Adelina Paula Pinto: “Enquanto a responsabilidade for da autarquia, vamos continuar com o projeto”.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Programa de intervenção social nas escolas

A secretaria regional da Educação e Recursos Humanos, apresenta (...) dia 7 de novembro, pelas às 14h15, no auditório do centro de Estudos de História do Atlântico, o projeto “Capacitação de Alunos da RAM”.

O “Projeto de Capacitação de Alunos” é assumido como uma proposta de intervenção social por ter como objetivo constituir uma rede de mediadores socias com o objetivo de intervir diretamente nas escolas com os alunos e famílias que vierem a ser identificados como estando em situação de risco ao nível dos 5.º e 6.º anos de escolaridade.

In: Dnoticias.pt por indicação de Livresco

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Projeto de apoio às escolas da Câmara Municpal de Loures

No ano letivo que agora começa, a Câmara de Loures decidiu criar equipas multidisciplinares constituídas por psicólogo, assistente social e técnico/animador, nos 13 agrupamentos existentes no concelho. Essas equipas deverão “detetar situações de risco e fazer a ponte para as respostas sociais que existem”, afirma a autarca, culpando o Ministério de Educação pela falta de técnicos nas escolas.

Para reforçar a ligação entre o município e os agrupamentos, a câmara decidiu criar a figura de técnico de agrupamento. Outra medida foi a regularização de contratos de cedência de instalações às entidades que garantem a ocupação dos tempos livres dentro do espaço das escolas, e a antecipação do horário de abertura dos jardins-de-infância em meia hora, das 9h para as 8h30, sem custos adicionais para as famílias.
 
In: Parte final de notícia do Público por indicação de Livresco

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ver pela Arte

É lançado neste ano lectivo de 2014/2015 o programa VER PELA ARTE, que possibilitará a aprendizagem de música por alunos com deficiência visual. O projecto, apoiado pelo programa CIDADANIA ATIVA, é coordenado pelo Centro Nacional de Cultura e conta com a parceria da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, com o apoio da Faculdade de Motricidade Humana.

Possibilitará a aprendizagem musical integrada de crianças a partir dos 6 anos, jovens e adultos com deficiência visual na Escola de Musica de Nossa Senhora do Cabo, localizada em Linda-a-Velha. 

Os alunos terão contacto com diversos instrumentos musicais embora a voz vá ser um instrumento especialmente explorado, já que permite, em alunos cegos, recorrer simultaneamente à leitura da partitura em braille. 

Crianças a partir dos 6 anos
- Atelier Instrumental - apresentação com manuseamento e orientação de professor de todos os instrumentos musicais. Objectivo: proporcionar uma escolha livre de um instrumento a estudar no futuro;
- Desenvolvimento de Competências Psicomotoras para a Aprendizagem da Música (Formação intercalada com o Atelier Instrumental);
- Formação Musical e Musicografia Braille;
- Estágio coral em formato de workshop integrado na disciplina de Coro.

Jovens e adultos
- Canto Coral-desenvolvimento auditivo e sensorial, com estágios integrados (técnica vocal, sentidos auditivo e tátil, auto-confiança, autonomia e relação com o espaço);
- Formação Musical e Musicografia Braille;
- Desenvolvimento de Competências Psicomotoras para a Aprendizagem da Música;
- Cultura Musical: História da Música e Cultura das Artes.

Será facilitado o transporte e acompanhamento dos alunos para a escola. A frequência dos alunos no projecto é gratuita.

Para mais informações/manifestação de interesse
Centro Nacional de Cultura: Teresa Tamen ttamen@cnc.pt ou Conceição Reis Gomes crgomes@cnc.pt – Tel. 21 346 67 22

Recebido por correio eletrónico

sábado, 6 de setembro de 2014

Projeto “inovador” torna Agrupamento Escolas de Carcavelos num dos melhores de Cascais

Há uma década que o Agrupamento Escolas de Carcavelos, em Cascais, adotou um modelo de avaliação e aprendizagem que assenta numa maior autonomia dos alunos, refletindo-se nos resultados escolares, que o tornaram este no "segundo melhor agrupamento" do concelho.

Adelino Calado, diretor do agrupamento, admitiu ter tido a "irreverência" de mudar o sistema de ensino das escolas em Carcavelos, do ensino básico ao secundário, através de um projeto que, segundo disse hoje à agência Lusa, pretendeu, sobretudo, "dar mais autonomia e responsabilidade aos alunos" e "ensiná-los a aprender".

Não há toques para assinalar a entrada na aula, mostrando que a pontualidade deve ser responsabilidade principal do aluno.

"Se chegarem atrasados têm que preencher um relatório com o motivo do atraso e telefonar aos pais a contar-lhes o que se passou, tudo à frente do professor. A verdade é que deixámos de ter atrasos e não temos problemas disciplinar", contou o diretor.

Assinar o livro de ponto e fechar a porta da sala de aula são outras das responsabilidades incutidas aos alunos. Outra das políticas da escola é que não há repetentes no ensino básico.

"Não acreditamos que a retenção dos alunos seja a melhor forma de lhes dar sucesso. Só há repetentes se houver mesmo necessidade disso e a decisão tem de ser unânime pelos 13 professores que compõe o conselho de turma", sustentou Adelino Calado.

O modo de avaliação, segundo o diretor do agrupamento, é também "inovador".

"Todos os conteúdos lecionados são avaliados diariamente. Só há um teste por período, no mesmo dia, em todas as turmas de todas as escolas, à mesma hora. Além disso, aqui não há percentagens, há os olhos do professor, ou seja, o professor é que, com a sua consciência, avalia o aluno", afirmou.

Adelino Calado admitiu que este novo modelo de ensino "não foi fácil" de ser implementado, mas dez anos passados assegura que os resultados "são muito melhores".

Segundo contou, em 2003 o agrupamento de Carcavelos era o pior do concelho de Cascais, no que respeita a resultados escolares. Hoje em dia, com 2.500 alunos, é o segundo melhor.

"Nós não estamos preocupados com o 'ranking', o sucesso é a transição dos alunos e, nisso, temos hoje uma taxa de sucesso de 97 por cento", referiu.

Estes resultados foram hoje apresentados na Escola Básica e Secundária de Carcavelos a cerca de uma centena de professores do agrupamento que se preparam para o arranque do ano letivo, no dia 15 de setembro.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como gastar o crédito oferecido por Crato? Escolas apostam em mais apoio aos alunos

Há uns anos, para lidar com os alunos que mais dificuldades tinham, nasceu no Agrupamento de Escolas Campo Aberto, na Póvoa de Varzim, um projecto a que chamaram Fénix. A ideia básica era — e é — esta: meninos com mais problemas a Português e a Matemática não ficam na turma, com os restantes colegas, a ouvir o professor quando chega a hora de aprender aquelas matérias. Saem da sala para “ninhos” — pequenos grupos onde um professor trabalha com eles de maneira mais personalizada em articulação com os docentes da turma. Quando melhoram, deixam de frequentar os “ninhos”. O projecto dura até hoje. E inspirou outras escolas.

O agrupamento Campo Aberto foi um dos que o Ministério da Educação e Ciência decidiu distinguir este ano com uma espécie de prémio: créditos horários que as escolas têm autonomia para gerir.

No total, foram 259 (escolas ou agrupamentos) que superaram as metas definidas. (...) o Agrupamento de Escolas Campo Aberto e o Agrupamento de Escolas de Alcochete foram os mais premiados: 60 horas semanais cada (para se ter uma noção do que vale este reforço, o horário letivo de um professor, completo, é de 22 horas por semana).

Em Alcochete houve alguma surpresa, tanto mais nem todas as disciplinas viram as médias dos exames nacionais subir, explica Maria José Gonçalves, diretora do agrupamento.

Certo é que há também aqui há projetos concretos de combate ao insucesso, nos quais a diretora deposita grande esperança. “Os principais são: o Saber Mais, um espaço onde professores de várias disciplinas estão disponíveis [algumas horas por semana] e onde os alunos podem ir tirar dúvidas ou aprender um pouco mais; o Espaço de Convivências, que visa controlar a indisciplina e o projecto Alcochete + Desporto, que procura motivar os alunos para a prática desportiva.”

Tudo isto, diz Maria José Gonçalves, tem contribuído para os resultados da escola ("quase não temos abandono escolar"), apesar de ser notório um empobrecimento das famílias de classe média a que pertencem muitos dos alunos.

Quanto às 60 horas semanais de crédito agora arrecadados, diz que vai gastá-los sobretudo em atividades que promovam o sucesso escolar dos alunos, particularmente “nos que têm necessidades educativas especiais”. Quer ainda alargar o Saber Mais a mais disciplinas.

Há quem use os créditos do ministério para contratar assistentes sociais e psicólogos. Ana Marques, diretora do agrupamento da Póvoa de Varzim, diz que no seu agrupamento isso já se faz, mesmo sem esta distinção — estes técnicos “retiram imenso trabalho aos professores, trabalho para o qual os professores não estão habilitados”, porque, cá está, não são psicólogos nem assistentes sociais.

A diretora diz que o que vai receber será para distribuir pelos docentes da casa e fornecer ainda mais tempo de apoio aos alunos. “Isto é o corolário de um trabalho” desenvolvido ao longo de anos, continua. Nem tudo são rosas, contudo: “No 1.º, 2.º e 3.º ciclos a taxa de abandono é zero. Nos cursos profissionais há algumas dificuldades, porque estamos numa zona de grande emigração e alguns alunos abandonam aos 18 anos, partem com as famílias.” E se, em geral, os resultados de Matemática e Português melhoraram de 2012 para 2013, no que diz respeito especificamente ao 4.º ano, não aconteceu assim.

A prática de atribuir créditos horários é recente — existe há três anos, não sem críticas. Ter créditos de horas significa, na prática, ter mais recursos. E o Conselho de Escolas considerava, num parecer de Março do ano passado, que esta medida exclui “as escolas que mais necessitam de horas de reforço para apoiar os seus alunos, privilegiando as escolas que já têm bons resultados”.

A lista das 259 escolas distinguidas por terem sido consideradas particularmente eficazes (eficácia medida através de uma complexa fórmula que tem em conta, entre outros, os resultados dos alunos comparados com a média nacional) e/ou por terem reduzido para menos de metade o abandono ou o “risco de abandono” dos estudantes, não foi ainda divulgada. O ministério justifica dizendo que “ainda não está terminada a análise/leitura por parte dos serviços de todos os dados”, tendo avançado apenas com os nomes dos dois agrupamentos, Póvoa de Varzim e Alcochete.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Também é preciso cuidar de quem cuida

Quando Fernanda Costa pediu ajuda chorava tanto que não conseguia falar. O choro e as lágrimas roubaram-lhe as palavras antes de se acalmar e contar a sua história. Há dois anos que cuida da mãe de 81 anos que sofre de Alzheimer e de Parkinson. É preciso vesti-la, dar-lhe a comida à boca, lavá-la. Todos os dias. “Sinto-me cansada, muito presa, não tenho vida própria”, desabafa, para logo acrescentar “a minha mãe está sempre em primeiro lugar, trato dela primeiro e depois das minhas coisas”. Uma prima falou-lhe do Cuidar de Quem Cuida, projeto para cuidadores informais de pessoas com demência que estava a ser desenvolvido em cinco concelhos da região de Entre Douro e Vouga – Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca. Decidiu que estava na hora de partilhar as suas inquietações e de deixar que cuidassem de si.

Fernanda não esquece esse primeiro momento em que recorreu ao projeto para expor as suas angústias. “Comecei a chorar porque estava a ver que não conseguia dar a volta”. Mas conseguiu. “Explicaram-me várias coisas, como cuidar da minha mãe, como gerir a parte emocional, comecei a conviver com pessoas que estavam na mesma situação, percebi que havia gente em piores condições”. Fernanda tem 57 anos e ainda trabalha, todo o tempo que lhe sobra é para tratar da mãe que, durante a semana, está num centro de dia. “Por enquanto, porque está cada vez mais complicado. No início, não aceitava ir para um centro de dia e não dormia”. Fernanda faz parte de um grupo de ajuda mútua de cuidadores que se juntam na primeira quinta-feira do mês em Santa Maria da Feira. É ali que percebe que não está sozinha.

Rosa Silva também faz parte do Cuidar de Quem Cuida. “Esses convívios aliviam-me muito. Conversamos e vamos aprendendo”. Há 11 anos que cuida da mãe de 91 anos, a quem diagnosticaram demência. Duas semanas por mês, a mãe está entregue aos seus cuidados. São dias inquietos por não saber o que esperar da imprevisibilidade de uma demência. “Durmo com a minha mãe e não há uma noite que durma sossegada”, revela. Pediu a reforma antecipada aos 52 anos, sofreu uma penalização de 30 por cento. Admite que está cansada, mas sem queixumes. “Sinto-me bem a fazer o que faço e é uma falha não existir um sítio com voluntários que ficassem com pessoas como a minha mãe nem que fosse por um bocadinho. Há centros comerciais que têm espaços com gente para tomar conta das crianças, por que não haver o mesmo apoio para idosos?”, questiona-se vezes sem conta. Rosa tem 63 anos e o peso dos dias é, de alguma forma, aliviado nos encontros de quinta-feira.

Fernanda e Rosa, como todos os outros cuidadores informais, não recebem qualquer apoio financeiro para cuidarem das mães. Esticam as suas reformas, fazem contas todos os dias. “É preciso pensar nos cuidadores que estão abandonados, que não têm direitos, que não têm nada a que se agarrar”, refere Madalena Malta, coordenadora do Cuidar de Quem Cuida e directora técnica e pedagógica do Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguedo (CASTIIS), Santa Maria da Feira, entidade executora do projecto. “As respostas são poucas e demoradas”, acrescenta.

O Cuidar de Quem Cuida arrancou em Junho de 2009, com um programa psicoeducativo estruturado, fóruns de discussão, gestão de emoções, entre outras atividades. Até maio de 2013, abrangeu 288 cuidadores informais dos cinco concelhos e criou 37 grupos psicoeducativos. E traçou o perfil do cuidador informal dos cinco municípios: 81,7% do sexo feminino, uma média de idades de 56 anos, 59% reformados ou desempregados, 80,4% casados ou em união de facto, 54,2% auferem menos do que o salário mínimo, 50,3% com escolaridade ao nível do 1.º ciclo, 57,2% são cônjuges e 48,7% filhos dos doentes. Nos cuidados mais prestados, está a supervisão regular com 91%, seguido de ir às compras com 85,5%, tomar conta dos medicamentos com 84,1% e dar apoio emocional com 82,8%.

Os resultados do projeto têm outros indicadores. “Os cuidadores já têm alguém que os ouça, que os ajudam a resolver os problemas”, refere Madalena Malta. Em vários momentos, foram feitas avaliações e há melhorias a registar. “Os resultados indicam que há melhorias na saúde física e mental dos cuidadores”, revela a gerontóloga Cátia Pires, que integra a equipa técnica do projecto – que, na primeira fase, teve como copromotora e parceira institucional a Câmara de Santa Maria da Feira que também contribuiu financeiramente, enquanto a Fundação Calouste Gulbenkian e o então Alto Comissariado da Saúde assumiram o papel de financiadoras e a Unidade de Investigação e Formação Sobre Adultos e Idosos (UNIFAI) a função de monitorizar e avaliar os passos dados. O orçamento disponível para os quatro anos rondou os 193 mil euros.

As contas da poupança

Os resultados demonstravam que fazia todo o sentido continuar. Em fevereiro deste ano, o projeto entrou numa segunda fase para permanecer nos cinco concelhos e abranger os restantes 12 municípios da Grande Área Metropolitana do Porto num processo que durará até 2016. Uma nova etapa que pretende replicar o modelo ao capacitar uma Organização Não Governamental em cada município para que seja capaz de implementar o projecto no seu território. E não só. As visitas ao domicílio fazem parte dos planos, tal como a análise do impacto social e económico. O Cuidar de Quem Cuida quer quantificar quanto se poderia poupar, nomeadamente em consultas médicas e em medicação, se os cuidadores informais tivessem apoios efectivos.

“Este projeto também pretende apelar à compreensão e responder às necessidades. Mostrar que há necessidades reais que esta comunidade tem e que faz sentido, em termos locais e nacionais, criar políticas de resposta para estes públicos”, sublinha Cátia Pires. Já há um valor em cima da mesa. Na primeira fase do projecto, estimou-se que o custo de um grupo psicoeducativo – contabilizando despesas com recursos humanos, consumíveis, transportes e material de divulgação -, com 11 sessões de cerca de duas horas cada, ficaria por 4123 euros. “É preciso perceber que políticas direcionadas aos cuidadores têm vantagens económicas”, adianta Madalena Malta. Cristina Barbosa, gerontóloga na Câmara da Feira e que acompanha o projecto, realça essa componente, bem como a intervenção multidisciplinar que permite ter “pontos de análise muito interessantes”. “Os cuidadores precisam dessas respostas mais integradas, mais precisas, mais contínuas”. Até porque, segundo Lídia Correia, psicóloga da equipa, os cuidadores, nas primeiras consultas, estão “baralhados, confusos, a precisar de desabafar”. “Chegam cansados, com vontade de abordar certas temáticas, mas com dificuldades em partilhar o cuidar”, revela.

Na segunda etapa, já foram criados dois gabinetes de apoio aos cuidadores, um no CASTIIS e outro no Centro de Saúde de São João da Madeira. Um serviço gratuito e que em Setembro também abrirá em Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Santa Maria da Feira, estando previsto mais um em Arouca. No início de Maio, realizou-se uma tertúlia sobre os aspectos jurídicos no cuidar. Esta é, aliás, uma vertente em que o projeto vai insistir para sensibilizar advogados, magistrados e juristas, sobretudo para os processos de interdição e inabilitação de pessoas com cognição diminuída, além do recente processo do testamento vital relativo à prestação de cuidados de saúde.

É numa lógica de cooperação intermunicipal e de multidisciplinaridade profissional que assenta o projeto que tem respostas sociais e de saúde direccionadas para a maximização do bem-estar de quem cuida. O programa precisa de uma sólida rede de parceiros, apoiando-se nas câmaras, centros de saúde, várias instituições de apoio à terceira idade e no Hospital da Feira. O Cuidar de Quem Cuida quer olhar para vários ângulos. Nos grupos de intervenção psicoeducativa, com 10 sessões de duas horas, ensinam-se competências, dá-se apoio emocional, fala-se na doença e exemplifica-se como melhorar cuidados prestados, definem-se estratégias para diminuir a sobrecarga e stress aos cuidadores informais. Partilha-se informação sobre medidas de apoio social e assistencial. Criam-se grupos de ajuda mútua para se reunirem de forma informal e que ajudam na estabilidade emocional e reduz o isolamento do cuidador. O projeto já construiu uma bolsa de cuidadores com formação complementar de forma a ajudar quem precisa de serviços especializados e fez o diagnóstico dos serviços de descanso ao cuidador, ou seja, das soluções disponíveis de internamento temporário – concluindo que apenas 16% das instituições do Entre Douro e Vouga referiam ter essa resposta. Nesta nova fase, e no âmbito do Programa Cidadania Activa, cujos fundos são provenientes do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu que, em Portugal, são geridos pela Fundação Gulbenkian, o CASTIIS continua a ser o promotor do projecto e a Câmara da Feira parceira, juntamente com o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga e o Caso 50+ Associação.

O envelhecimento da população (prevê-se que metade da população portuguesa terá mais de 50 anos em 2030) e a consequente dependência dos mais velhos reclamará cada vez mais cuidadores, informais ou não. Será preciso cuidar deles também.

In: Público por indicação de Livresco

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Projeto de inclusão inovador alcança impacto nacional

O Centro Escolar de Alcobaça foi este ano palco de um esforço de inclusão inovador a nível nacional, com o projeto “Férias para Todos”, assente no anterior “Escola para Todos”.
Helena Rolim, da Associação Carisma d’Emoções e mãe de uma menina com necessidades educativas especiais, foi uma das impulsionadoras deste projeto. “Queríamos provar que era possível haver férias para todos e que as crianças com necessidades especiais poderiam realizar atividades com os outros e não atividades específicas só para eles”, afirmou a professora. As férias da Páscoa foram um sucesso e alargaram-se ao período de verão com atividades variadas, entre equitação, vela, praia e momentos de estudo também.
“Descobrimos depois que a nível nacional ainda nada disto tinha sido experimentado”, contou Helena Rolim. Foi por isso que os responsáveis foram contactados para apresentar este projeto na Semana da Educação perante centenas de professores, o que sugere que o projeto “pode ser replicado a nível nacional”.

In: O Alcoa via FB

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Candidaturas abertas aos prémios: Escolar Montepio e BPI Capacitar 2014

Cada vez mais instituições estão atentas às questões sociais e neste momento encontram-seabertas as candidaturas para 2 prémios: o Prémio Escolar Montepio e o Prémio BPI Capacitar.

Prémio Escolar Montepio 

A Fundação Montepio criou o Prémio EscolarMontepio com o propósito de distinguir projetoseducativos inovadores, orientados para amelhoria das condições de ensino e deaprendizagem no nosso País.

Nesse propósito, desde 2008 que desafiaestabelecimentos de ensino público, do 3º ciclodo Ensino Básico, a apresentarem projetos inovadores e de qualidade, em articulação com asdiversas áreas de aprendizagem, e cujo impacto das ideias e conteúdos intervenham e repliquemas boas práticas junto da comunidade escolar e local.

A quem se destina
A todos os estabelecimentos de ensino público, do 3.º ciclo do Ensino Básico.

Data de Candidatura
As candidaturas deverão ser formalizadas até 31 de julho.

Prémio
O prémio – no valor total de 100 mil Euros – será distribuído pelos três projetos das escolasselecionadas, segundo critérios seletivos e orientados para a qualidade e pertinência de cadaprojeto no que respeita ao seu envolvimento na Comunidade.

Para saber mais sobre como candidatar-se ao prémio Clique AQUI


BPI Capacitar 2014

No âmbito da sua política de ResponsabilidadeSocial, o BPI lança a 5.ª edição do Prémio BPICapacitar, no valor de 500 mil euros, para apoioa projetos que visem a inclusão social e amelhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

A quem se destina
A todas as instituições privadas sem fins lucrativos, com sede em Portugal.

Data de Candidatura
As candidaturas deverão ser formalizadas até 27 de julho.

Prémio
O valor total do donativo atribuído pelo Prémio BPI Capacitar é de 500.000 mil Euros, com um 1.ºprémio cujo montante poderá ir até 200.000 mil Euros.

Para saber mais sobre como candidatar-se ao prémio Clique AQUI


A Imagina© encontra-se disponível para apoiar as instituições que pretendam candidatar-se,nomeadamente, fornecendo informação sobre software inclusivo.

Para mais informações envie email para:

In: Bica por indicação de Paula Santos

terça-feira, 1 de julho de 2014

“O pássaro da alma”

Os valores da inclusão das pessoas com deficiência vão subir a palco. É já no próximo dia 5 de julho que o AgitArte, grupo artístico do Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência, sobe ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval para apresentar uma adaptação da peça “Pássaro da alma”, de Michal Snunit, num projeto inclusivo que junta clientes desta Organização com estudantes e professores do ensino regular, fruto do Prémio BPI Capacitar 2013.


“Era uma vez... uma vontade que juntou dois grupos e três artes: a dança, o teatro e a música.”

Um grupo de músicos, alunos do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, e de atores e dançarinos do C.E.C.D. Mira Sintra reuniram-se e o resultado é uma simbiose transformativa que à hora do chá o transportará à mais pura dimensão de NÓS: a escuta do nosso PÁSSARO!

O espetáculo é composto por duas partes. A primeira delas conta com três atos, distribuídos por umaperformance que junta todos os artistas, uma dança apresentada exclusivamente pelos clientes do C.E.C.D. Mira Sintra e um concerto único do ”Musicalidades”.

Na segunda parte do espetáculo deixe-se surpreender pelo “Pássaro da alma”, numa adaptação do conto de Michal Snunit, com encenação do “AgitArte – as ideias” e orquestração do “Musicalidades”.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais (Centro Cultural Olga Cadaval, CTT, Fnac e Ticketline) e têm um custo de 2,5 euros (dos 3 aos 18 anos e mais de 65 anos), 5 euros (bilhete individual) e 12 euros (bilhete familiar para 2 adultos e 2 crianças).

Recebido por correio eletrónico

terça-feira, 17 de junho de 2014

Projecto privado de combate ao insucesso escolar tem como horizonte chegar a todo o país

Nos últimos seis anos, Margarida Brandão conheceu dezenas de alunos no agrupamento de escolas Barbosa du Bocage, de Setúbal. Conheceu-os e acompanhou-os como mediadora no âmbito do projeto lançado pela Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, criado em 2006 para prevenir o abandono e insucesso escolar.

A ex-professora de Educação Musical, que antes trabalhava noutra escola, foi uma das pessoas a partilhar o seu testemunho na conferência promovida pela EPIS na Sala do Senado da Assembleia da República, onde foram apresentados os resultados dos Mediadores para o Sucesso Escolar.

“A Epis criou 1700 novos bons alunos” em 60 municípios portugueses desde que foi lançado em 2007, sintetizou (...) o diretor-geral da associação, Diogo Simões Pereira. Ou seja, do universo de 13 mil alunos apoiados desde o início, mais 1700 alunos, relativamente àquilo que eram os números antes da intervenção dos mediadores, tiveram aproveitamento escolar e passaram de ano. Em média, todos os anos, a proporção de alunos que passaram de ano aumentou em 12 pontos percentuais.

Face ao que considera serem os bons resultados do projeto, a associação defende ser altura de o estender a todo o país, com mais mediadores em mais escolas. E essa defesa teve eco entre outros intervenientes.

“É preciso dar força ao projeto” na Assembleia da República e “vincular os governos a uma agenda de qualificação” dos recursos humanos, disse Celso Manuel Gomes Pereira, presidente da Câmara de Paredes. O concelho já esteve entre os 10 piores em insucesso escolar de todo o país. 

“Esta metodologia devia ser urgentemente alargada a todas as escolas do país, porque resulta”, enfatizou, apelando ao Ministério da Educação para entender a importância desta prática para a redução do insucesso escolar: “Estamos a falar da competitividade do nosso país. E esta mede-se pela formação dos seus recursos humanos.”

O projeto dispõe hoje de 84 mediadores. Esse número vai duplicar no próximo ano, para cobrir 10% do território nacional, actualmente apenas coberto em 6%. Dos 84 mediadores em funções até agora, 18 foram alocados pelo Ministério da Educação que se comprometeu a disponibilizar mais 50 mediadores no próximo ano.

Além de autarcas e deputados, na conferência desta terça-feira participaram também representantes de escolas, alunos e pais, e estiveram presentes, os ex-ministros da Educação como Marçal Grilo e Roberto Carneiro, o juiz e presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, entre representantes de outras entidades, para ouvir os testemunhos de quem tem a experiência de pessoas directamente envolvidas no projecto.

Margarida Brandão chegou a ter mais de cem alunos num só ano. A média, no entanto, para um mediador é acompanhar entre 70 a 80 alunos por ano – alunos a quem se dedica 30 minutos de duas em duas semanas, para incutir hábitos de estudo, valores, regras, motivação e dar sentido e um objetivo ao que se faz na escola. “Ao início, resistem um pouco”, conta. “É importante começar por perceber, com eles, por que têm maus resultados.”

Acreditar nas capacidades

A maioria dos alunos que conheceu apresentava aquele que é o quadro mais frequente em jovens com risco de insucesso ou abandono escolar – “não sabiam estudar ou não acreditavam nas suas capacidades".

Mas entre os muitos alunos que acompanhou desde o primeiro ano letivo como mediadora – 2008/2009 – também conheceu jovens que assistiam diariamente a cenas de violência doméstica e outros que deixavam de ter água ou luz em casa porque os pais tinham ficado, ambos, desempregados. “Isso notou-se muito em Setúbal”, diz sobre os anos em que se agravou a crise do país e a situação económica das famílias. 

Para uns como para outros, era preciso um acompanhamento. E para todos eles, os mediadores tentam "diminuir os fatores de risco" e "potenciar os fatores de proteção". Como aconteceu com Miguel Pereira, de 14 anos, para quem neste ano, passou de uma perspetiva de um chumbo quase certo, com as 5 negativas no 1.º trimestre, para a forte probabilidade de conseguir, afinal, passar para o 9.º ano.

Ou como João Ramalho, de 18 anos, que na Escola Sebastião da Gama, em Setúbal, com um histórico de quatro anos reprovados, conseguiu provar a professores que é possível inverter percursos. “A minha cabeça mudou”, diz do momento em que passou a ser acompanhado por um mediador, Nuno Palma, que também nesta conferência, considera que casos como o de João Ramalho “podem inspirar os outros mais novos” a melhorar as perspectivas de vida. E conta o caso de uma turma de 22 alunos, com um histórico de 80 retenções (chumbos) entre todos, que alterou completamente a trajetória depois de entrar no projeto. Do conjunto, 21 alunos vão agora transitar para o ensino secundário.

Contributos e ganhos

Também partilhada foi a mensagem de que o ganho das empresas pode ser proporcional ao seu contributo. E muitas delas, localmente, apoiam este projeto, como parceiros ou associados, estando entre os principais algumas empresas nacionais como a Unicer, Fundação EDP, Iberdrola, entre outras.

“Estamos a falar de inovação centrada nas pessoas”, disse Sérgio Figueiredo, presidente da Fundação EDP. “Estamos a trabalhar com pessoas concretas. Pais, alunos, autarcas. É um processo inovador” e de sustentabilidade. “Está-se a trabalhar em resultados de longo prazo. E sendo de sustentabilidade, é uma questão de competitividade para as empresas.”

Também o vereador da Educação da Câmara de Matosinhos, António Correia Pinto, explicou frente aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, por que este projeto de “intervenção precoce merece toda a atenção da administração educativa”. Sabendo-se que uma turma custa 100 mil euros ao Estado por ano (custando um aluno cerca de quatro mil euros) e quando em Matosinhos se recuperam 300 alunos, em risco de chumbar, todos os anos, poupam-se 1,2 milhões de euros por ano com os 150 mil euros que a câmara disponibiliza do orçamento para este projeto.

In: Público por indicação de Livresco

domingo, 18 de maio de 2014

O que fazer para melhorar as notas? Cortar nas férias e outras estratégias “fora da caixa”

O ensino privado está bem representado no topo dos rankings dos exames nacionais. Fomos falar com alguns colégios que no ano passado se destacaram. Alguns reduziram o tamanho das turmas. Outros aumentaram o número de horas de aulas a Português e Matemática e andam a treinar o exame desde dezembro.

“A base”, nas palavras de Manuel Oliveira, “é um projeto de psicologia positiva” que tem como nome “Aprender a Vencer”. Sim, saber as matérias do exame é importante. Aqui também se tem cuidado com isso. Mas “a base”, insiste, é as crianças aprenderem desde pequenas a pensar assim: “Tudo é possível, estou confiante.” É começarem cada dia, “a partir dos três anos, com três minutos de exercícios de relaxamento e de concentração”, a tomarem “consciência do seu corpo, a visualizarem um dia feliz, a pensarem que vai correr da melhor maneira”. Tudo palavras de Manuel Oliveira, director do Colégio Sá de Miranda, em Lisboa.

O cenário repete-se todos os anos: nos rankings feitos em função das notas nos exames nacionais, publicados nos jornais, há sempre colégios privados em maioria nos lugares cimeiros das tabelas. À beira da nova época de provas oficiais, fomos ver o que estão a fazer com os seus alunos algumas dessas escolas.

O Colégio Sá de Miranda, em Lisboa, não esconde o orgulho: os 12 alunos do 4.º ano do ensino básico que no ano passado fizeram exame tiveram uma das melhores médias de Matemática do país (4,42 valores, numa escala de 1 a 5). “A nossa estratégia é fora da caixa”, começa por dizer Manuel Oliveira. “Sabemos que crianças mais felizes aprendem mais”, argumenta, e é movido por esse princípio que nesta escola o corpo docente põe em prática o projeto que, garante, já muitos quiseram comprar, mas que não é o tipo de coisa que se possa vender.

“Também os preparamos para a pancada, para os cenários difíceis”, brinca Manuel Oliveira. Resultado: no ano passado, quando se apresentaram na escola pública para fazer exames, “enquanto os outros alunos estavam nervosos, e a tensão era evidente, os do colégio estavam em fila, à espera, a cantar baixinho e a fazer exercícios de concentração, tranquilos”. Correu bem.

O diretor garante que não faz seleção de crianças, “como fazem grandes escolas” privadas. “Somos um colégio muito familiar, com 80 alunos , por isso os resultados nos exames são obtidos com um grupo muito heterogéneo, com as dificuldades normais, de meios socioeconómicos diferentes.”

Menos férias

No Colégio D. Diogo de Sousa (1800 alunos), em Braga, é o administrador António Araújo quem explica como é que esta escola teve a melhor média a Português e Matemática (4,09) entre as escolas com mais de 50 provas realizadas. Em primeiro lugar, há a “matriz” do projeto, nota: “Desde o pré-escolar incutimos nos alunos responsabilidade e gosto por aprender.”

Em segundo lugar, há a peparação especificamente para os exames. Apenas um exemplo do que se faz: no início de cada ano letivo, os pais dos alunos do Colégio D. Diogo de Sousa recebem o calendário escolar onde estão assinalados os dias em que se farão uma espécie de exames nacionais na escola — simulação de exames reais. “Os nossos momentos de avaliação são muito formais. Todas as turmas fazem os exames ao mesmo tempo, as regras são as mesmas...” E assim os alunos vão-se habituando ao rigor de uma prova nacional. Quando chega o dia da prova a sério estão mais calmos.

No Colégio Euro-Atlântico, em S. Mamede de Infesta (4,34 de média nas duas provas), escola que obteve o primeiro lugar do ranking dos exames do 6.º ano, com 32 provas, também se simulam os rigores do exame. Mas não só: as férias da Páscoa foram este ano mais curtas. Uma das semanas foi ocupada pelos alunos a estudar e preparar os exames, na escola, todos os dias. “Foi preciso convencer os pais todos”, explica Ana Maria Martins, diretora pedagógica.

Teve de ser assim, continua, por causa das mudanças no calendário de exames impostas pelo Ministério da Educação: “No ano passado [no exame do 6.º], as aulas já tinham terminado, os alunos já estavam de férias, tiveram tempo para preparar-se. Demos aulas de apoio extra em junho. Este ano, não. Diluímos ao longo do ano, fizemos este reforço na Páscoa, mas os alunos vão a exame numa altura em que ainda estão a ter as outras disciplinas pelo meio. Penso que é uma dificuldade acrescida. Para eles e para nós, professores.” Ainda assim, Ana Maria Martins está confiante.

Turmas pequenas

Em Lisboa, de novo, desta feita no Colégio Paula Frassinetti (130 alunos), a diretora, Ana Paula Fernandes, diz que são duas, essencialmente, as razões para ter bons resultados: as turmas do colégio são pequenas (entre 12 e 20 alunos) e “o corpo docente é estável e é seleccionado de forma muito rigorosa”, por ela própria, que há 27 anos está à frente do projecto. O Colégio Paula Frassinetti teve, no ano passado, a segunda melhor média do país nas provas do 4.º ano (4,33).

Em cada sala há um professor e, em geral, mais dois estagiários, o que faz com que o ensino seja “muito personalizado”. Ana Paula Fernandes não tem dúvida que isto é fundamental para os miúdos se saírem bem. Esta professora não consegue conceber que seja possível ensinar bem crianças com turmas com mais de 25 alunos, como acontece no ensino público.

Já António Araújo desvaloriza a importância do tamanho das turmas. Mas valoriza o reforço da carga horária nas disciplinas do exame — Português e Matemática — que há muito se pratica no seu colégio. No D. Diogo de Sousa “vão sempre além” da carga horária semanal prevista na lei. Acontece o mesmo em outros estabelecimentos, como na Escola Internacional da Covilhã (no ano passado teve, no 6.º ano, 4,28 de média nos exames, ficando em segundo lugar no ranking geral).

Nesta escola com 92 alunos, é logo a partir do 5.º ano que as crianças passam a ter oito horas semanais de Português e outras tantas de Matemática em vez das regulamentares seis. “É importante ter tempo para consolidar as aprendizagens”, diz Ana Saraiva, diretora.

Na férias da Páscoa os meninos de 6.º ano tiveram ainda 2,5 horas por dia de preparação para exame, durante uma semana. Mas desde Dezembro que andam a preparar-se, com a professora a aplicar testes iguais aos exames nacionais. Tudo em nome dos bons resultados quando chegar a vez do exame a sério.

As mensalidades médias praticadas nestas escolas variam, em geral, entre os 250 e os 300 euros. Muitas sublinham que os pais não pagam mais quando é preciso reforçar o apoio para os exames — mesmo significando isso ter mais professores a trabalhar mais horas. A verdade, é que hoje conseguir que os alunos tenham boas notas nas provas nacionais passou a ser, para os colégios privados, a melhor publicidade.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quer lançar um livro infantil?

Era uma vez... uma marca de supermercados que vendia muitos livros infantis de autores portugueses e universais. E um dia resolveu encontrar aquele escritor e ilustrador que ninguém conhece e que tem o sonho de publicar um livro.

Assim começa a história do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce no valor de 50 mil euros, divididos entre texto e ilustração (25 mil euros para cada).

Estimular o aparecimento de novos talentos nas áreas da literatura e do design gráfico e ilustração, premiando obras originais de autores sem livros publicados que promovam o gosto pela leitura das crianças portuguesas é a missão deste prémio anual.

Poderão participar todos os portugueses com mais de 16 anos, residente em Portugal, com talento e que tenham o sonho de revelar o seu trabalho, neste caso, numa montra com mais de 300 lojas. (...)

O prémio tem duas fases distintas. A primeira decorre de 22 de fevereiro a 23 de abril, Dia Mundial do Livro e serve para a receção das candidaturas de texto.

Dia 1 de junho, Dia mundial da Criança, é conhecida a história vencedora que servirá de base à segunda fase: ilustração. Os candidatos a esta fase têm de pedir cópia da história para a poderem ilustrar. A partir dai é trabalhar, sendo previsto que o livro vencedor seja lançado em novembro. Veja mais informações aqui.

In: Dinheiro Vivo por indicação de Livresco